Escreva-se no meu canal

terça-feira, 21 de abril de 2020

Serra Talhada: profissional de saúde é 5º caso confirmado de Covid-19


A Prefeitura de Serra Talhada confirmou o quinto caso de Covid-19. Segundo a informação da Secretária Márcia Conrado na tradicional live de atualização dos dados feita pelo Gabinete de Crise, trata-se de uma mulher de 36 anos que trabalha na área de saúde do município.
O prefeito Luciano Duque (PT), o médico anestesista  Clóvis Carvalho e o vereador Antonio de Antenor participaram do anúncio. Aron Lourenço deixou a Secretária Executiva semana passada.
Segundo Márcia, a profissional não apresenta complicações da doença, não tem comorbidades e encontra-se em isolamento domiciliar. Os sintomas foram manifestados na última semana. É o segundo caso de Covid-19 envolvendo profissionais de saúde em Serra Talhada.

Brasil tem 2.741 mortes e 43.079 casos de coronavírus, diz ministério


Pernambuco continua ocupando o terceiro lugar entre os estados com mais mortes.
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (21), o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil, que agora registra 2.741 mortes, 43.079 casos confirmados e com uma taxa de letalidade de 6,4. O boletim ainda informa que o país registra 22.991 pacientes recuperados da Covid-19.
Os estados com mais mortes confirmadas são: São Paulo (1.093), Rio de Janeiro (461), Pernambuco (260), Ceará (215) e Amazonas (193).
Pernambuco – O Estado confirmou nesta terça-feira (21), 218 novos casos da covid-19 registrados nas últimas 24 horas. Com isso, totaliza 2.908 casos confirmados. Também foram confirmadas laboratorialmente 26 novas mortes. Ao todo, Pernambuco tem agora 260 mortes causadas pelo novo coronavírus.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Em Serra Talhada 21 casos foram descartados do Coronavírus, nesta segunda-feira


Segundo a Secretaria de Saúde, 11 casos suspeitos de Covid-19, que estavam sob análise, foram descartados. Felizmente, não teve nenhum novo caso da doença na Capital do Xaxado.
Portanto, ficam registrados 7 casos em investigação, 21 casos descartados e 4 confirmados.
A Secretaria ressalta que para que o número de casos confirmados não aumente, é necessário que toda a população colabore respeitando o distanciamento social.

Mais da metade da Caatinga foi perdida, diz estudo


O mapeamento, realizado pelo Cepan em parceria com a UFPE, apontou ainda que apenas 30,3% das áreas localizadas no entorno das fontes hídricas possuem vegetação, enquanto 64,3% estão ocupados por agricultura e pastagens
No próximo dia 28 de abril, é comemorado o Dia Nacional da Caatinga. Mais do que comemoração, a data pede ações urgentes de restauração do bioma. De acordo com dados do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), em Pernambuco, de um total de aproximadamente sete milhões de hectares de Caatinga  mapeados, apenas 46,89% apresenta hoje cobertura florestal, ou seja, mais da metade, 51,06%, foi convertida em áreas para usos agrícolas e pastagens.
Nas áreas localizadas às margens de cursos hídricos, denominadas pela lei de proteção à vegetação nativa de Áreas de Preservação Permanente (APPs) onde há a obrigatoriedade de cobertura florestal em toda sua extensão,  apenas 30,3% estão cobertas por floresta. Os 64,3% restantes estão ocupados com atividades agropecuárias.
O levantamento faz parte da primeira fase do projeto O Papel da Restauração Ecológica na Sustentabilidade da Caatinga, realizado em parceria com o Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com professores e pesquisadores convidados de diversas Universidades.
Considerando um total de 60 milhões de hectares distribuídos entre os estados do Nordeste e a região Norte de Minas Gerais, cerca de 40% do bioma foi desmatado e é ocupado por  agricultura e pastagens, e cerca de 20% está em processo ou suscetível à desertificação.
O estudo aponta ainda que 37,97% do bioma é ocupado por atividades que têm como destaque as pastagens, e 59,4% dessas áreas são de floresta, enquanto o restante dos territórios está dividido em outros usos. Já em relação às APPs ao longo de toda área mapeada, o estudo demonstra que apenas 50,3% têm cobertura vegetal, enquanto 43,23% estão ocupadas com atividades agropecuárias ilegais.
A ausência de vegetação nessas áreas promove um impacto negativo, inclusive às populações humanas do bioma, pois a vegetação assegura a qualidade dos rios, ajudando a reter sedimentos e minimizando os danos causados às calhas, além de ajudar na melhoria da qualidade e disponibilidade hídrica ao longo do ano na região.
 “Esses dados são preocupantes e denotam a importância de criarmos mais unidades de conservação para preservar o que ainda existe e, além disso, estimular as atividades de restauração”, afirma o coordenador de Projetos do Cepan, Joaquim Freitas. À medida que as fronteiras de desertificação avançam, pressionam a população a situações extremas, podendo chegar até à necessidade de relocação. Segundo os dados do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC), a Caatinga é um dos biomas a serem mais afetados pelos efeitos nocivos das mudanças climáticas no mundo.

PE: 234 mortes e 2.690 casos confirmados do coronavírus


O número de casos confirmados do novo coronavírus em Pernambuco aumentou para 2.690 e o de mortes por causa da doença Covid-19 subiu para 234 no estado.
O boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta segunda-feira (20) contabilizou 231 novas confirmações e outros 18 óbitos.
Pernambuco registrou mais quatro curas clínicas da Covid-19. Com isso, o estado tem 100 pacientes recuperados da doença causada pelo novo coronavírus.
Informações sobre o perfil dos novos 18 óbitos registrados em Pernambuco, assim como sobre a distribuição dos casos confirmados da Covid-19 nos munícipios do estado, devem constar no detalhamento do boletim, com previsão de ser divulgado pelo governo estadual na tarde desta segunda-feira (20).

Arcoverde: direção do Hospital Ruy de Barros condena Fake News


Por ser porta de entrada para pacientes com Covid-19,  a direção do Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, afirmou em nota que  tem sido alvo de diversas informações falsas ou sensacionalistas, que circulam nas mais diversas redes sociais.
“O HRRBC, assim como as mais diversas unidades de saúde de todo o Estado, teve a confirmação de casos entre os funcionários para a COVID-19, mas, diferente do que tem se falado, são poucas as confirmações dentro do Hospital”.
Além disso, diz a nota, profissionais com confirmação ou suspeitos foram afastados de suas funções, como determinam os protocolos de saúde para a pandemia. “O Hospital Regional Ruy de Barros Correia tem tomado todas as providências para que a segurança de seus profissionais e pacientes sejam preservadas”.
Ao fim, fez um apelo para que a população não propague boatos, nem informações de caráter sensacionalista, a fim de evitar pânico na população. Além de antiético, a propagação de notícias falsas é crime. “A Unidade segue de portas abertas, atendendo toda a população de Arcoverde e municípios vizinhos”.

domingo, 19 de abril de 2020

Barroso critica atos pró intervenção militar

Do Correio do Povo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, criticou os atos pró intervenção militar que ocorreram em diversas partes do país neste domingo. Um deles, em Brasília, contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, que mais uma vez ignorou os protocolos de recomendação da Organização Mundial da Saúde em meio à pandemia de Covid-19.
E manifestação no seu Twitter, Barroso classificou como “assustadores” os pedidos pela volta do regime militar após 30 anos de reabertura democrática no país. “Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância”, escreveu.
Mais cedo, Barroso já havia se posicionado sobre a necessidade de combater notícias falsas, citando a desinformação na América Latina em meio à pandemia de Covid-19. Por fim, Barroso destacou que “defender a Constituição e a as instituições democráticas” faz parte de seu papel e dever.

Maia: "Defender ditadura é estimular a desordem"

Por G1

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), publicou neste domingo (19), em uma rede social, mensagem na qual repudia "todo e qualquer ato que defenda a ditadura, atentando contra a Constituição".
Neste domingo (19), o presidente Jair Bolsonaro discursou durante um ato em Brasília que defendia uma intervenção militar, o que não está previsto na Constituição. Do alto de uma caminhonete, Bolsonaro disse que ele e seus apoiadores não querem negociar nada e voltou a criticar o que chamou de "velha política".
Sem mencionar Bolsonaro, Rodrigo Maia afirmou que "defender a ditadura é estimular a desordem", é "flertar com o caos". Segundo o presidente da Câmara, é "o Estado Democrático de Direito que dá ao Brasil um ordenamento jurídico capaz de fazer o país avançar com transparência e justiça social".
Maia disse que, para vencer a "guerra contra o corovírus", é preciso haver "ordem, disciplina democrática e solidariedade com o próximo".
Ele ressaltou que "pregar uma ruptura democrática" diante das mortes ocorridas em razão da doença, "é uma crueldade imperdoável com as famílias das vítimas e um desprezo com doentes e desempregados".
Segundo o presidente da Câmara, não há tempo "a perder com retóricas golpistas".
Para Maia, no Brasil, é preciso lutar contra o coronavírus e "o vírus do autoritarismo". "É mais trabalhoso, mas venceremos", afirmou.
Íntegra
Leia a íntegra da mensagem publicada por Rodrigo Maia:
"O mundo inteiro está unido contra o coronavírus. No Brasil, temos de lutar contra o corona e o vírus do autoritarismo. É mais trabalhoso, mas venceremos.
Em nome da Câmara dos Deputados, repudio todo e qualquer ato que defenda a ditadura, atentando contra a Constituição.
Para vencer esta guerra contra o coronavírus precisamos de ordem, disciplina democrática e solidariedade com o próximo.
Defender a ditadura é estimular a desordem. É flertar com o caos. Pois é o estado democrático de direito que dá ao Brasil um ordenamento jurídico capaz de fazer o país e avançar com transparência e justiça social.
São, ao todo, 2.462 mortes registradas no Brasil. Pregar uma ruptura democrática diante dessas mortes é uma crueldade imperdoável com as família das vítimas e um desprezo com doentes e desempregados.
Não temos tempo a perder com retóricas golpistas. É urgente continuar ajudando os mais pobres, os que estão doentes esperando tratamento em UTIs e trabalhar para manter os empregos.


Não há caminho fora da democracia."

STF, políticos e entidades repudiam discurso em ato

Por G1

Políticos e entidades se posicionaram neste domingo (19) sobre a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em um ato em Brasília que defendia medidas ilegais, como a intervenção militar.
Em cima de uma caminhonete, Bolsonaro discursou em frente ao Quartel-General do Exército e na data em que é celebrado o Dia do Exército. Dezenas de simpatizantes se aglomeraram para ouvi-lo, contrariando as orientações de isolamento social da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a propagação do coronavírus.
Entre os apoiadores do presidente, alguns carregavam faixas pedindo "intervenção militar já com Bolsonaro". As faixas tinham o mesmo padrão e pareciam ter sido feitas em série.
Repercussão
Veja, abaixo, a repercussão:
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados - "O mundo inteiro está unido contra o coronavírus. No Brasil, temos de lutar contra o corona e o vírus do autoritarismo. É mais trabalhoso, mas venceremos. Em nome da Câmara dos Deputados, repudio todo e qualquer ato que defenda a ditadura, atentando contra a Constituição. [...] Defender a ditadura é estimular a desordem. É flertar com o caos. [...] Pregar uma ruptura democrática diante dessas mortes é uma crueldade imperdoável com as famílias das vítimas e um desprezo com doentes e desempregados. Não temos tempo a perder com retóricas golpistas."
Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - "Tempos estranhos! Não há espaço para retrocesso. Os ares são democráticos e assim continuarão. Visão totalitária merece a excomunhão maior. Saudosistas inoportunos. As instituições estão funcionando."
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - "A crise do #coronavirus só vai ser superada com responsabilidade política, união de todos e solidariedade. Invocar o AI-5 e a volta da Ditadura é rasgar o compromisso com a Constituição e com a ordem democrática #DitaduraNuncaMais."
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - "É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever. Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons (Martin Luther King). Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância. Pessoas de bem e que amam o Brasil não desejam isso."
Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - "O presidente da república atravessou o Rubicão. A sorte da democracia brasileira está lançada, hora dos democratas se unirem, superando dificuldades e divergências, em nome do bem maior chamado LIBERDADE!"
Human Rights Watch no Brasil - "Ao participar de manifestação em Brasília na data de hoje, o presidente Jair Bolsonaro continua a agir de forma irresponsável e perigosa, colocando em risco a vida e a saúde dos brasileiros, em flagrante desrespeito às recomendações do seu próprio Ministério de Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Além disso, ao participar de ato com ostensivo apoio à ditadura, Bolsonaro celebra um regime que causou sofrimento indescritível a dezenas de milhares de brasileiros e resultou em 4.841 representantes eleitos destituídos do cargo, aproximadamente 20.000 pessoas torturadas e pelo menos 434 pessoas mortas ou desaparecidas. Em um momento que requer união de todos contra a disseminação da Covid-19, Bolsonaro se agarra ao radicalismo e demonstra pouco apreço às instituições democráticas do país."
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República - "Lamentável que o Pr adira a manifestações antidemocráticas. É hora de união ao redor da Constituição contra toda ameaça à democracia. Ideal que deve unir civis e militares; ricos e pobres. Juntos pela liberdade e pelo Brasil."
Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB - "O presidente eleito jurou obedecer à Constituição brasileira. Ao apoiar abertamente movimento golpista, coloca em risco a democracia e desmoraliza o cargo que ocupa. O povo e as instituições brasileiras não aceitarão."
João Doria (PSDB), governador de São Paulo - "Lamentável que o presidente da república apoie um ato antidemocrático, que afronta a democracia e exalta o AI-5. Repudio também os ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. O Brasil precisa vencer a pandemia e deve preservar sua democracia."
Helder Barbalho (MDB), governador do Pará - "Ato pedindo volta da ditadura não é apenas contra a memória. É desrespeito com quem teve que chorar perdas ontem e hoje. É também crime contra quem está na linha de frente, como profissionais da saúde e segurança. Garantir o estado democrático, em defesa da vida. #DitaduraNão"
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador - "Enquanto enfrentamos a pior crise da nossa geração, com a capacidade do nosso sistema de Saúde comprometida, c/ pessoas morrendo e os casos aumentando, Bolsonaro vai às ruas, além de aglomerar pessoas, atacar as instituições democráticas. É patético! As pessoas que estão em atos pelo país pedindo intervenção militar devem ser punidas pela justiça, no rigor da lei! Assim como Bolsonaro, que não preside, está a serviço da divisão do país, do caos e da MORTE!"
Weverton Rocha (PDT-MA), senador - "Hoje, Bolsonaro saiu em carreata, provocando aglomeração. Se mantém em palanque e incita um movimento, que pode ter como consequência a morte de inúmeros brasileiros. Já faz tempo que cruzou a linha da irresponsabilidade e se tornou crime contra a saúde pública."
Gleisi Hoffmann (PT-PR), deputada federal e presidente nacional do PT - "De novo Bolsonaro e sua irresponsabilidade. Provoca aglomeração para fazer discurso político e incentivar ilegalidades. Receita perfeita para a tragedia."
Alessandro Vieira (Cidadania-SE), senador - "Não se governa da caçamba de uma pick-up. E não se lidera mentindo para as pessoas. O @jairbolsonaro que chama para conversar o Centrão é o mesmo que grita fora velha política? Ou assina o PLN4, mas diz que não negocia nada? Chega, vamos apontar cada mentira incoerente. João 8:32"
Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão - "Para desviar o foco de suas absurdas atitudes quanto ao coronavírus e a sua péssima gestão econômica, Bolsonaro resolve atiçar grupelhos para atacar a Constituição, as instituições e o regime democrático. Bolsonaro não sabe e não quer governar. Só quer poder e confusão."
Juliano Medeiros, presidente do PSOL - "A participação de Jair Bolsonaro numa manifestação que, dentre outros propósitos, pedia a intervenção das forças militares contra os demais poderes da República, é uma grave afronta à democracia e à Constituição Federal. É, também, uma afronta às recomendações da Organização Mundial da Saúde, que tem desestimulado eventos públicos e quaisquer formas de aglomeração."
Carlos Lupi, presidente do PDT - "É inadmissível que o Presidente da República discurse em tom de apoio para manifestantes com cartazes que pedem volta da ditadura militar e do AI-5. O apóstolo da ignorância avança em seu projeto de destruição da democracia."
Joice Hasselmann (PSL-SP), deputada e líder do PSL na Câmara - "Repudio a participação de um Presidente da República em ato que pede a volta do AI-5: “não queremos negociar nada”. Depois diz que o Congresso é que provoca o caos. @jairbolsonaro não respeita a democracia, as instituições e as liberdades. Vc é a favor da democracia ou do AI-5?"
Camilo Santana (PT), governador do Ceará - "Inaceitáveis e repugnantes atos que façam apologia à ditadura e que promovam o desrespeito às instituições democráticas, como vimos hoje pelo país. O Brasil não se curvará jamais a esse tipo de ameaça."
Rui Costa (PT), governador da Bahia - "Não vamos tolerar ataques contra a Constituição nem contra as instituições estabelecidas no regime democrático. Defendemos trabalho e equilíbrio por parte de quem foi eleito para governar. Democracia sempre! Não é hora de política partidária. Momento de união para salvar vidas."
Telmário Mota (Pros-RR), senador - "Tenho votado com o presidente Jair Bolsonaro em todas as suas proposições, sempre pensando em um país melhor. Mas meu lado é ao lado do povo. Toda mudança deve acontecer de acordo com a vontade popular. Vontade expressada nas urnas. O Brasil não pode se afastar da democracia."
Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro - "Em vez de o presidente incitar a população contra os governadores e comandar uma grande rede de fake news para tentar assassinar nossas reputações, deveria cuidar da saúde dos brasileiros. Seguimos na missão de enfrentamento do Covid-19.#rjcontraocoronavirus."
Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco - "Esta grave crise ameaça à vida da população. Precisamos da união de propósitos e de instituições fortes. Falsos conflitos e manifestações inconsequentes são uma lamentável agressão ao país. Vamos vencer na Democracia, com diálogo, responsabilidade e respeito, não com bravatas."
Em cima de uma caminhonete, Bolsonaro discursou em frente ao Quartel-General do Exército e na data em que é celebrado o Dia do Exército. Dezenas de simpatizantes se aglomeraram para ouvi-lo, contrariando as orientações de isolamento social da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a propagação do coronavírus.
Entre os apoiadores do presidente, alguns carregavam faixas pedindo "intervenção militar já com Bolsonaro". As faixas tinham o mesmo padrão e pareciam ter sido feitas em série.

Militares reprovam ida de Bolsonaro a protesto

Do Estadão

A presença do presidente Jair Bolsonaro na manifestação em frente ao Quartel General do Exército contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde deste domingo, provocou um "enorme desconforto" na cúpula militar. Ao Estado, oficiais-generais destacaram que não se cansam de repetir que as Forças Armadas são instituições permanentes, que servem ao Estado Brasileiro e não ao governo.
Na avaliação dos generais ouvidos pelo Estado, o protesto que chegou a pedir intervenção militar não poderia ter ocorrido em lugar pior. “Se a manifestação tivesse sido na Esplanada, na Praça dos Três Poderes ou em qualquer outro lugar seria mais do mesmo”, observou um deles. “Mas em frente ao QG, no dia do Exército, tem uma simbologia dupla muito forte. Não foi bom porque as Forças Armadas estão cuidando apenas das suas missões constitucionais, sem interferir em questões políticas.”
Eles observaram que a presença de Bolsonaro em frente ao QG teve outra gravidade simbólica. Pela Constituição, o presidente da República é também o comandante em chefe das Forças Armadas. Mesmo com cuidados para evitar críticas diretas, os generais ressaltaram que o gesto foi uma “provocação”, “desnecessária” e “fora de hora”.
À reportagem, os generais não esconderam o mal-estar. Afinal, Bolsonaro os deixou em “saia justa”. Chefes militares não podem se pronunciar. O Estado ouviu sete oficiais-generais, sendo cinco do Exército, um da Aeronáutica e um da Marinha. Eles lembraram que o País tem uma “verdadeira guerra” a ser vencida e que não é possível gastar energia com alvos diferentes. Houve quem observasse que o presidente enfrenta “resistências”, inclusive do Congresso, mas todos avaliam que a presença dele na manifestação provocou ainda mais a ira dos representantes do Executivo e do Judiciário.
Por conta da presença do presidente na manifestação, houve necessidade de reforço da guarda do QG. Isso acabou passando uma imagem que também foi considerada ruim pelos generais. Os soldados deslocados para a guarda estavam de plantão e tiveram de sair às pressas para o local da manifestação e, de certa maneira, proteger Bolsonaro da multidão.
No momento, os militares da ativa do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob a batuta do Ministério da Defesa, tentam focar seus trabalhos no combate à pandemia do novo coronavírus, sem emitir qualquer posicionamento político sobre as polêmicas.
A atitude do presidente, ainda segundo a análise de um dos militares, passa um sinal trocado para a sociedade. As avaliações tiveram uma dose de desabafo por parte dos generais. Eles ressaltaram passam o tempo todo tentando separar o governo do Exército, já que há sempre quem lembre da presença de militares em cargos de ministro no Palácio do Planalto.
Um general contemporizou lembrando que “não é a primeira vez” que acontece uma manifestação em frente a um quartel. Outro emendou que “as manifestações pacíficas e ordeiras são expressões legítimas da democracia”. Um terceiro lembrou que podem pegar as gravações que não vão ver o presidente atacando ninguém, mas falando de liberdade e de emprego. O clima, porém, era de desconforto.

VIAGEM AO PASSADO: A história das Praças Sérgio Magalhães e Barão do Pajeú em Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias
Rua Monsenhor Afonso Antero Pequeno, atuais praças Sérgio Magalhães e Barão no final da década de 1930
O “Vigem ao Passado” convida você a adentrar em uma cápsula do tempo e regressar a cidade de Serra Talhada, em uma época em que ainda era Villa Bella. As imagens nos dão a ideia de uma cidade tranquila, com uma rua bastante larga e sem pavimentação, pelo andar das crianças, a sensação que temos é que o ritmo da cidade parece se desenvolver de forma lenta.
No centro da imagem acima, percebemos a Igreja Matriz de Serra Talhada ainda em construção, na época, esse local era o ponto mais alto da cidade. A grande quantidade de postes instalados ao longo da rua, deixa claro que o pensamento era deixar o espaço bastante iluminado a noite, mesmo que a energia fosse gerada através de um motor a óleo diesel e as luzes fossem desligada às 21 horas.
Nessa mesma rua – que depois virou praça, ou melhor, duas praças – já existiu outra Igreja Matriz que ficava um pouco mais abaixo do que a atual, velha foi demolida em 1920, para ser substituído pelo novo templo. A pedra fundamental para o início da obra foi assentada no dia 21 de agosto de 1925, e um celebração que contou com a presença de muitos fieis. A primeira etapa da obra foi inaugurada em 02 de setembro de 1941, com as presenças do interventor Agamenon Magalhães e o General Mascarenhas de Moraes. Segundo o Diário de Pernambuco (1941), na data ocorreu uma missa em seguida foi inaugurada a torre da Igreja.
As duas fotografias exibem o cenário cotidiano da antiga Rua Monsenhor Afonso Pequeno, as atuais praças Sérgio Magalhães[1] –parte inferior e de maior extensão- e Barão do Pajeú [2] – parte superior e de menor extensão -. Consta que um dos primeiros cemitérios da cidade foi erguido onde hoje está localizada a Barão Pajeú, por trás da Igreja que foi demolida. Segundo relatos dos moradores mais antigos, durante a construção da Praça Barão Pajeú, restos mortais, caixões e cruzes foram retirados do local.
Um relato histórico feito por Luiz Lorena (2001), indica que o espaço foi ocupado para ser uma rua, que tinha como o objetivo inicial mostrar o poder econômico e político da cidade, isso ocorreu ainda no século XIX, logo após a emancipação.
Em uma reunião, o comendador Pereira propôs aos grandes donos de fazenda que cada um construísse uma casa na nova rua, “todos concordaram com a ideia, e em doze meses completavam as edificações em torno de um grande retângulo, ocupado hoje pelas praças Sergio Magalhães e Barão do Pajeú”. (LORENA, 2001, p.22).
Lorena (2001) ainda chama atenção para o fato de que “as casas assim erigidas tomaram os nomes das Fazendas dos seus proprietários”. As 31 casas ficaram divididas nos dois lados da rua: Vejamos pela ordem.
Rua Monsenhor Afonso Antero Pequeno, atuais praças Sérgio Magalhães e Barão no final da década de 1930
Subindo pelo lado esquerdo das praças: Casa da Fazenda Mocambo (onde nasceu Agamenon Magalhães), construída por João Luiz de Magalhães; da Fazenda Barra do Bonito, Fazenda Porteira, Fazenda Pitombeira, Fazenda Jatobá, Fazenda Passagem do Meio, Fazenda Canafistula, Fazenda Jatobazinho, Fazenda Aldeiota, Fazenda Carnaúba, Fazenda Barra do Exu, Fazenda Serrinha, Fazenda Teiú, Fazendo Saco, Fazenda Saco da Roça.
Subindo pelo lado direito das praças: Casa da Fazenda Carnaúba do Ajudante, Fazenda Saco da Roça, Fazenda Soledade, Fazenda Saco da Roça, Fazenda Barra da Carnauba, Fazenda Barra de Tauapiranga, Fazenda Malhada Cortada, Fazenda Aboboras, Fazenda Piranhas, Fazenda Piranhas, Fazenda Quixaba, Fazenda Faxeiro, Fazenda Malhadinha e Fazenda São Miguel[3].
Foi nesse espaço, que sofreu diferentes mudanças ao longos dos anos, que as coisas aconteceram em Serra Talhada: desde a realização das procissões a desfile de blocos carnavalescos, passando pelas atividades políticas em épocas de eleições; um lócus urbano vário que se transformava em palco para manifestações diversas – do sagrado, do profano e do político. Ou seja, um lugar de sociabilidade e democrático, onde vários seguimentos poderiam se encontrar mesmo que fosse em forma de grupos diferente, ou até mesmo, em evento com finalidades diferentes. Nesse sentido, a frase do poeta Castro Alves acaba por contemplar de forma poética, a síntese da análise sobre a Praça Sérgio Magalhães: “A praça é do povo como o céu é do condor”[4] (Trecho do poema O Povo ao Poder).
Notas de rodapé:
1- O juiz e deputado estadual Sérgio Nunes Magalhães, era pai de Agamenon Magalhães, seu nome foi dado a praça em 1951, quando da inauguração, e contou a presença do filho, que na época era governador do estado de Pernambuco.
[2]  Na divisão ocorrida na Rua Monsenhor Afonso Pequeno, a parte superior foi denominada de Praça Senador Manoel Borba, e em 03 de setembro de 1965, através Lei 182/65, passou a ser denominada de Praça Barão do Pajeú. Fonte: Câmara de Vereadores de Serra Talhada.
[3] LORENA, Luiz. Serra Talhada. 250 anos de história. 150 anos de Emancipação política. Serra Talhada: Sertagráfica, 2001. p. 22.
[4] ALVES, Castro. Espumas Flutuantes, 1870.
O texto foi retirado do livro”SERRA TALHADA: CEM ANOS EM QUARENTA (1940 -1980), publicado em 2019, de autoria do Professor, Pesquisador e Escritor, Paulo César Gomes. 

sábado, 18 de abril de 2020

Hospital do Sertão terá 120 leitos para tratar Covid-19


Em entrevista ao programa Farol de Notícias, na rádio Vilabela FM, o deputado Sebastião Oliveira detalhou, neste sábado (18), como os leitos que vão ser preparados nas próximas semanas irão atender pacientes com covid-19 em Serra Talhada.
Conforme o deputado, os 100 leitos de enfermaria que iriam funcionar na ala externa do Hospam serão realocados e montados em um hospital de campanha a ser montado na ala do Hospital Geral do Sertão, que fica às margens da BR-232.
“O HGS ele vai abrir internamente 20 leitos de UTI e aquele hospital de campanha que seria construído no Hospam, ele será aberto na área externa do Hospital com 100 leitos de enfermaria para tratamento de pacientes com covid-19. E os 20 leitos de UTI serão para casos críticos de pacientes com covid-19”, afirmou Sebastião, detalhando que como será a administração da unidade:
“Será administrado por uma OS (Organização Social), como é administrada a UPA de Serra Talhada. Eles [Governo de Pernambuco] vão abrir uma chamada pública para a construção desse hospital de campanha e também para administração desse hospital”.
“Infelizmente não gostaria que esse hospital começasse funcionar durante uma pandemia”, lamentou o deputado, concluindo:
“Gostaríamos que essa pandemia não estivesse acontecendo. Mas como é algo que não podemos evitar, e como em todo cenário de catástrofe também há coisas boas, essa é uma delas: a [notícia] de abrimos o Hospital Geral do Sertão com 20 leitos de UTI.”
Até o momento, Serra Talhada tem 4 casos confirmados de coronavírus e mais de uma dezena de casos em investigação.

ATIVIDADE DE DIREITO CIVIL - SUCESSÃO

        QUESTÕES DISSERTATIVAS DE SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA QUESTÃO 1 :  João fez um testamento para deixar um dos seus 10 imóveis para seu gra...