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Uma publicação compartilhada por Paulo César Gomes (@escritor.paulocesargomes) em
quarta-feira, 27 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Fumaça prejudica clima e saúde
As queimadas florestais que mantêm o Brasil na lista dos maiores poluidores do planeta não ajudam só a elevar a temperatura global, também prejudicam a saúde das pessoas e ameaçam a sobrevivência de animais e de plantas.A cada estação seca na Amazônia, de maio a novembro, por exemplo, multiplica-se o uso do fogo para “limpar” áreas desmatadas. Assim avança a fronteira produtiva na região. Tanta fumaça chega a fechar aeroportos, prejudicar o trânsito e outras atividades em muitos municípios do Mato Grosso, Acre e Rondônia. A saúde das pessoas também é afetada, assim como ocorre com a poluição provocada pelas queimadas de cana-de-açúcar no Sudeste e outras regiões. Hospitais lotados com pacientes sofrendo de problemas respiratórios são cenas comuns na época das queimadas.
O que aquelas pessoas vinham sentindo nos próprios pulmões foi comprovado pela pesquisadora Sandra Hacon, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. Ela iniciou testes em 2006 e recentemente pôde confirmar que as queimadas reduzem a capacidade pulmonar de crianças e elevam o número de consultas ambulatoriais e de internações hospitalares por doenças respiratórias.
Seu monitoramento aconteceu nos municípios de Alta Floresta e Tangará da Serra, em Mato Grosso. O estado é campeão em queimadas na Amazônia nos últimos anos e aqueles municípios apresentam as maiores taxas de internação e de mortalidade por doenças respiratórias em crianças menores de 5 anos.
Importante detalhe levantando por Hacon é o fato de que a fumaça das queimadas não atinge só quem está próximo do local onde eles ocorrem, ventos e o forte calor do fogo jogam a poluição sobre cidades distantes e até em camadas elevadas da atmosfera.No dia 1o. de maio, foi encerrada em Nova Iorque (Estados Unidos) mais uma reunião das Nações Unidas sobre o uso sustentável de florestas. Conforme os especialistas presentes ao evento, o comércio de produtos florestais gera US$ 270 bilhões por ano, ou cerca de R$ 596 bilhões. Também informaram que todos os anos pelo menos 13 milhões de hectares de florestas são perdidos para o desmatamento, para as queimadas.
FONTE:http://especiais.fantastico.globo.com/vozesdoclima/
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O LEGADO DE CHICO MENDES.



Xapuri, cidade pequena do Acre, sempre foi destaque na história do Estado e da Amazônia. Durante o século XIX e parte do século XX foi referência em termos sociais e culturais. Nessa época, quando dirigida por comerciantes sírio-libaneses ostentava luxo e ocultava a miséria social que manchou sua terra de sangue. A riqueza natural de sua área florestal contrastou, com a mazela das famílias que lá habitam e retiram seu sustento da extração do látex. Nesta região, aos nove anos de idade, a criança Francisco Alves Mendes Filho, saía com seu pai para a labuta. Sem ter ido à escola, aprendeu a ler aos 20 anos para morrer pela terra e pelo seu povo aos 44.
A história de Chico Mendes é a de um líder popular que brigou pela preservação da floresta, já que a destruição desta colocava em perigo a vida daquelas pessoas com quem cresceu. Posteriormente, percebeu que lutava não só pelos próximos, mas também pelos distantes. O reconhecimento dele como um herói e depois como um mártir percorreu fronteiras. A prova são os prêmios internacionais que ganhou.
Seu assassinato, em 22 de dezembro de 1988, foi somente um entre os muitos que ocorreram na região. Se seus assassinos não fossem punidos, o fato representaria a vitória da mesma classe que tentou e tenta ocultar as discrepâncias sociais de Xapuri e do mundo. As vitórias e o legado de Chico Mendes beneficiam todos, inclusive estes.
Como demonstrativo da grandeza de Chico Mendes, podemos expor como seu legado: um instituo sócio ambiental e uma reserva extrativista com mais um milhão de hectares, ambos batizados com seu nome, além da ascensão de uma nova classe política preocupada com o meio ambiente e com os povos habitantes da floresta. Classe, representada em nível nacional por Marina Silva e Jorge Viana e regionalmente por Júlio Barbosa que é o atual prefeito de Xapuri. Todos esses são seus ex - companheiros de luta.Entretanto o maior dos legados foi apontado pelo jornalista Mac Margolis, na edição internacional da revista americana Newsweek. Ao se referir à região de Xapuri, Margolis disse “o verdadeiro legado de Chico Mendes é a lei e a ordem, um meio rural pacífico”. Pena que para se viver em paz, no meio da mata, o sangue precisou manchar a terra.
A história de Chico Mendes é a de um líder popular que brigou pela preservação da floresta, já que a destruição desta colocava em perigo a vida daquelas pessoas com quem cresceu. Posteriormente, percebeu que lutava não só pelos próximos, mas também pelos distantes. O reconhecimento dele como um herói e depois como um mártir percorreu fronteiras. A prova são os prêmios internacionais que ganhou.
Seu assassinato, em 22 de dezembro de 1988, foi somente um entre os muitos que ocorreram na região. Se seus assassinos não fossem punidos, o fato representaria a vitória da mesma classe que tentou e tenta ocultar as discrepâncias sociais de Xapuri e do mundo. As vitórias e o legado de Chico Mendes beneficiam todos, inclusive estes.
Como demonstrativo da grandeza de Chico Mendes, podemos expor como seu legado: um instituo sócio ambiental e uma reserva extrativista com mais um milhão de hectares, ambos batizados com seu nome, além da ascensão de uma nova classe política preocupada com o meio ambiente e com os povos habitantes da floresta. Classe, representada em nível nacional por Marina Silva e Jorge Viana e regionalmente por Júlio Barbosa que é o atual prefeito de Xapuri. Todos esses são seus ex - companheiros de luta.Entretanto o maior dos legados foi apontado pelo jornalista Mac Margolis, na edição internacional da revista americana Newsweek. Ao se referir à região de Xapuri, Margolis disse “o verdadeiro legado de Chico Mendes é a lei e a ordem, um meio rural pacífico”. Pena que para se viver em paz, no meio da mata, o sangue precisou manchar a terra.
sábado, 16 de maio de 2009
As metas do plano climático brasileiro.
A primeira versão do Plano Nacional sobre Mudança do Clima apresentada pelo governo federal trouxe metas voluntárias para a redução do desmatamento no Cerrado, na Amazônia e demais biomas brasileiros. Até 2010, o objetivo é diminuir o desmatamento em 40%, em relação à média registrada entre os anos 1995 e 2005. Depois, até 2017, espera-se obter uma redução de 30% nas derrubadas a cada quatro anos. Tal postura contrasta com as posições apresentadas nos últimos anos pelos dirigentes brasileiros, que apostavam na poluição histórica de países industrializados para jogar nesses quase que toda a responsabilidade por ações voltadas a reduzir a poluição e conter o aquecimento global. Enquanto isso, países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, não se comprometeriam com metas, apenas teriam medidas voluntárias para reduzir suas emissões.No entanto, essas mesmas nações em desenvolvimento ocupam posições de destaque no cenário global dos maiores poluidores, pelos níveis alarmantes de desmatamento e desenvolvimento econômico baseado em tecnologias sujas. Logo, elas devem também se unir aos esforços mundiais contra as alterações do clima. No Brasil, o principal tema de casa é conter o desmatamento. E isso depende de medidas como regularização fundiária na Amazônia, zoneamento ecológico-econômico, educação ambiental, fiscalização e políticas públicas que observem os diferentes aspectos econômicos, ambientais e sociais de cada região.
Outras medidas previstas pelo governo incluem crescimento anual de 11% no uso do etanol na matriz energética brasileira, aumento de 20% na co-geração de energia e que em 2015 o país esteja plantando mais árvores do que cortando. O Brasil também deverá reduzir em 10% o consumo de energia elétrica, até 2030, começar a produzir células fotovoltaicas, gerar energia do lixo, estimular a construção de edifícios eficientes e atingir uma taxa de reciclagem de resíduos de 20%, também em 2015. Uma política nacional de resíduos sólidos ainda aguarda aprovação no Congresso.
O plano deverá sofrer revisões constantes já a partir do próximo ano, mantendo seus quatro eixos de atuação: mitigação das emissões de gases do efeito estufa, considerados causadores do aquecimento global; adaptação; pesquisa e desenvolvimento; e divulgação e capacitação. A comissão encarregada de detalhar o plano tem 15 ministérios, sob coordenação da Casa Civil.
Mais informações sobre o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima aqui.http://http//www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=96&idConteudo=7929
terça-feira, 12 de maio de 2009
Massas frias ajudam a equilibrar o clima

O clima no Brasil e no mundo é profundamente influenciado pelas massas de calor e de frio que pegam carona nos ventos que circulam pelo planeta - esquentando quando próximos ao Equador e esfriando quando perto dos pólos Norte e Sul. Observando um mapa mundial ou imagem de satélite das regiões austrais do globo (como essa acima), notamos a posição da Antártica em relação a outros continentes. O Sul do Brasil, por exemplo, é mais próximo daquela grande massa gelada do que da Amazônia. Assim, os invernos e verões brasileiros (e também as chuvas) são frutos das variações da energia do sol que cai sobre o país, da geografia de montanhas e vales e da intensidade das frentes frias antárticas.
O continente branco também é responsável por correntes oceânicas de água gelada, que também dão forma ao clima brasileiro e, conforme especialistas, podem ter provocado o furacão Catarina, que atingiu a Região Sul em março de 2004 (Veja imagem aqui). Enquanto essa hipótese ainda precisa de comprovação, no meio científico não há dúvida de que o derretimento de ao menos boa parte da Antártica, pelo aquecimento global, trará sérios problemas ao clima, além da elevação do nível dos mares. Oito em cada dez litros da água doce do planeta estão estocadas naquelas geleiras.
O Brasil desenvolve uma série de pesquisas na região desde os anos 1980, com base científica e militar na Baía do Almirantado, na Península Antártica. Os experimentos têm permitido conhecer o passado climático do globo, escondido em diminutas bolhas de ar aprisionadas muitos metros abaixo nas camadas de gelo, conhecer melhor inúmeras e surpreendentes formas de vida, medir a degradação da Camada de Ozônio, avaliar a retração das geleiras e uma série de outros estudos e descobertas.
Lançado ontem no Congresso Nacional, o livro Antártica, bem comum da humanidade apresenta de forma simples e didática essas investigações e traz uma série de outros dados sobre a importância do continente gelado para toda a população mundial. A publicação também marca a segunda semana antártica no parlamento, os cinquenta anos do Tratado da Antártica e o “quarto ano polar internacional”, período dedicado à divulgação dos estudos científicos regionais encaminhados por mais de 60 países.
Os trabalhos brasileiros na Antártica são coordenados pelos ministérios da Ciência e Tecnologia, do Meio Ambiente e Marinha do Brasil.
O continente branco também é responsável por correntes oceânicas de água gelada, que também dão forma ao clima brasileiro e, conforme especialistas, podem ter provocado o furacão Catarina, que atingiu a Região Sul em março de 2004 (Veja imagem aqui). Enquanto essa hipótese ainda precisa de comprovação, no meio científico não há dúvida de que o derretimento de ao menos boa parte da Antártica, pelo aquecimento global, trará sérios problemas ao clima, além da elevação do nível dos mares. Oito em cada dez litros da água doce do planeta estão estocadas naquelas geleiras.
O Brasil desenvolve uma série de pesquisas na região desde os anos 1980, com base científica e militar na Baía do Almirantado, na Península Antártica. Os experimentos têm permitido conhecer o passado climático do globo, escondido em diminutas bolhas de ar aprisionadas muitos metros abaixo nas camadas de gelo, conhecer melhor inúmeras e surpreendentes formas de vida, medir a degradação da Camada de Ozônio, avaliar a retração das geleiras e uma série de outros estudos e descobertas.
Lançado ontem no Congresso Nacional, o livro Antártica, bem comum da humanidade apresenta de forma simples e didática essas investigações e traz uma série de outros dados sobre a importância do continente gelado para toda a população mundial. A publicação também marca a segunda semana antártica no parlamento, os cinquenta anos do Tratado da Antártica e o “quarto ano polar internacional”, período dedicado à divulgação dos estudos científicos regionais encaminhados por mais de 60 países.
Os trabalhos brasileiros na Antártica são coordenados pelos ministérios da Ciência e Tecnologia, do Meio Ambiente e Marinha do Brasil.
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