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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Três anos do Blog do Professor Paulo César



Agradeço a todos os amigos e amigas internautas que já acessaram e continuam acessando o meu Blog ao longo desses três anos. Esse é um projeto embrionário, mas que tentarei aperfeiçoá-lo para que o mesmo continue sendo uma fonte de pesquisa e de informação para todos aqueles que gostam de História, Geografia, Direito, Política, Cultura e Meio Ambiente.

Um forte abraço, 

Professor Paulo César Gomes

domingo, 22 de abril de 2012

A consequência trágica da megalomania política em Serra Talhada

Paulo César

O mundo da política está recheado de megalomaníacos, ou seja, pessoas que tem mania de grandeza, de poder e de superioridade, tem obsessão de realizar atos grandiosos. É aquele(a) que se acha o maior ou o melhor de todos. Essa espécie é responsável por provocar inúmeros conflitos sangrentos ao longo da história.

A maioria dessas personalidades sempre usou o poder para dominar nações vizinhas, para roubar suas riquezas e em muitos casos, anexaram territórios, destruíram culturas e impuseram novas crenças religiosas e, principalmente, aniquilaram milhares de vidas. Entre os “memoráveis” megalomaníacos podemos citar Alexander o grande, Júlio César, Nero, Ivan o terrível, Napoleão Bonaparte, entre tantos outros. Mas nenhum foi capaz de atingir ápice da loucura, provocada por essa doença degenerativa e perversa, do que Adolf Hitler. Esse genocida foi capaz de promover a matança de mais de 6 milhões de pessoas de uma mesma raça (judeus), pois acreditava que era preciso eliminar essas pessoas para efetivar purificação da humanidade, dessa forma, segundo ele, a raça ariana seria hegemônica, pois, ela seria a única raça pura e superior a todas as outras.

No Brasil já surgiram alguns megalomaníacos, um bom exemplo foi Getúlio Vargas, que foi um ditador que governou o país por mais de dezoito anos (1930 a 1938/ 1951 a 1954), e que para não deixar o poder, preferiu tirar a sua própria vida. Mesmo entrado para a história, ele demonstrou de uma forma medíocre o quanto o megalomaníaco é presunçoso, maquiavélico e egoísta. Outros exemplos mais recentemente são os de Antônio Carlos Magalhães, Miguel Arraes, José Sarney, Jáder Barbalho, Renan Calheiros, o mais novo da turma é o nosso querido governador Eduardo Campos.

O megalomaníaco é um sujeito com características bem peculiar, gosta de aparecer bastante na mídia, adora amedrontar as pessoas e os opositores, prática o terrorismo psicológico, vive cercado de bajuladores, esquizofrênicos e de (pseudo) justiceiros, seu lado mais dócil é a prática da política do “pão e circo”. O megalomaníaco alterna muito o seu psicológico, com forte tendência a desenvolver o conhecido transtorno bibolar, ou seja, ele vai da passividade costumeira a uma fúria descontrolada em poucos segundos. 

Esse tema é fruto de discussão em virtude da proximidade com as eleições municipais, haja vista a quantidade de candidatos dispostos a concorrer a cargos no poder executivo e legislativo. Portanto, cabe ao eleitorado local, a tarefa de procurar identificar os possíveis megalomaníacos existentes na nossa política, pois, correremos o risco de elegermos verdadeiros psicopatas, homens capazes de realizarem as piores práticas administrativas e políticas, sendo elas de consequências devastadoras.

Fica aqui o recardo: antes de votar, procure identificar se o seu candidato adora o poder e se senti o melhor de todos, pois você pode está votando em um megalomaníaco! Um doente! Uma espécie de ser humano repugnado pela humanidade, seja no passado, presente, e principalmente, para o futuro!

*Paulo César é professor especialista em História Geral

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada, em 22 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O resultado do Plebiscito para a instalação da estatua de Lampião em Serra Talhada, em 1991, e a reportagem da revista Veja sobre o assunto

O Plebiscito da estátua!
Reportagem da Revista Veja - 28 Graus, de julho 1991. (Clique nas imagens para ampliar e obter condição para leitura)








Algumas considerações sobre o pleito em 1991:

1º) Seguiu as regras traçadas pela Justiça Eleitoral de Serra Talhada/PE, sendo fiscalizado pelo Juiz de Direito e pelo Promotor de Justiça;

2º) No encerramento da apuração ( 07/set/1991), a contagem mostrou o seguinte resultado:

De um total de 2.289 votantes, 76 % acolheram o "SIM", 22 % disseram "NÃO" e 0,8 % anularam a escolha. A opção "SIM" obteve maioria em todas as secções apuradas.
3º) Por questões políticas/financeiras a polêmica Estátua de Lampião nunca foi construída.

OBS: Fonte de consulta - " Gota de sangue num mar de Lama " de Gutemberg Costa.

Panfleto oficial.

Fotos: Roberto (comunidade do Orkut: Lampião, Grande Rei do Cangaço).
Fonte: Blog Lampião Aceso

Texto: Ivanildo Silveira

Globo Repórter: O escândalo da mandioca (31/01/1982) - Imagens de Serra Talhada no início de 80

domingo, 15 de abril de 2012

Banda D’Gritos parte II, a musicalidade que marcou

                                   (Apresentação no palco do Cine Art, em Serra Talhada)

Ao contrário do que acontece com a maioria dos grupos musicais, a banda D. Gritos começou sem quer ninguém soubesse tocar nenhum instrumento. Mas, mesmo diante da falta de conhecimento, Camilo Melo e Ricardo Rocha, desafiaram a lógica e se aventuraram pelo mundo da música.

Em meados da década de 80, as rodas de violão em Serra Talhada aconteciam na Praça Sergio Magalhães (banco da divá), na Concha Acústica e em frente a Escola Irmã Elizabeth. Nesses locais era comum a presença de Dema, João Grudi e Zé Orlando, ainda moleques, Camilo Melo e Ricardo Rocha, já participavam desses movimentos. Infleenciados por esse cenário musical alternativo Camilo começou aprendeu a tocar violão e aproveitou para ensinar a Ricardo os primeiros acordes.

Nesse período Camilo cômpos a música “Escravo de Ninguém (Porra)”, que começou a ser tocada por ele e Ricardo em festas de aniversários e em apresentações em escolas. Essas apresentações rederam a dupla o apoio e a presença de amigos e admiradores que já começavam a cantar as músicas do repertório. Outro integrante da banda que entrou sem saber tocar foi Jorge Stanley, que teve que improvisar uma bateria pra poder aprender. Ele estudou muito, eram mais de 6 hoaras diarias tocando e sempre ouvindo som produzido pelo baterista Neil Peart da banda Rush. Logo ele já estava tocando em pé e de costas e também cantando, além dessas vertentes artísticas, ele foi peça fundamental em vários arranjos da banda.

Outros músicos, mesmo que de forma passageira, também contribuíram de forma decisiva para a musicalidade e o sucesso da banda ao longo dos anos, entre eles podemos citar: Cleóbulo Ignácio (Binga) e Paulo Rastafári (vocal), Jairo Ferreira, Doda, Toinho Harmonia, César Rasec, Derivan Calado e Elton Mourato (baixo, guitarra solo e base), Girleno Sá (violão e guitarra) e Nilsinho (percussão).

A Banda D.Gritos foi muito influenciada por grupos nacionais como os Paralamas do Sucesso, Titãs, RPM, Biquíni Cavadão, e a nível internacional por bandas como Pink Floid e Smith, e regionalmente por Alceu Valença, Zé Ramalho, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, mais a grande referência foi a maior banda de Rock de todos os tempos, os The Beatles. Um fato interessante era que Ricardo Rocha era fã de carteirinha de Michel Jackson, chegando a ganhar um concurso de imitação do rei do pop.

Mesmo com todas essas referências, o trabalho do D. Gritos é único, ele é singular, pois não existe nenhuma semelhança musical com qualquer outra banda ou cantor. A maioria das músicas são composições de Camilo e outras e parceria com Ricardo, mas há também músicas solos inéditas de Ricardo e também em algumas em parceria com Jorge Stanley.

Entre as músicas gravadas como: “Escravos de Ninguém (Porra)”, “Barriga de Rei”, “Grilos”, “Quando Será Minha Vez”, “Medo da Verdade” possuem um forte conteúdo político e social. Já “Loucos (Mayra)”, “Eu Sei”, “Romance Entre Abelhas” e “Coisas de Palhaços” são reflexos dos conflitos sentimentais e amorosos dos integrantes do grupo, uma pequena amostra do da versatilidade e criatividade dos músicos.

Há duas músicas em especial que mostram o potencial de Camilo e Ricardo em reproduzir o sentimento momentâneo e a transcrição de um projeto de vida. São elas: “Fogão de Lenha” e “Navegantes”. “Fogão de Lenha” foi uma resposta a uma pergunta preconceituosa, e de certa forma racistas, feita por um repórter do Diário de Pernambuco aos roqueiros pajeuzeiros e a outra “Navegante”, um resumo dos desafios, das dúvidas, das certezas e incertezas, dos sonhos e das batalhas vividas ao longo de oito anos de existência da banda.

*Paulo César é professor especialista em História Geral

Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

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