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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
BLOG DO ANCHIETA ALVES DE QUEIROZ: D. GRITOS: LIVRO CONTA A HISTÓRIA DA MAIOR BANDA D...
BLOG DO ANCHIETA ALVES DE QUEIROZ: D. GRITOS: LIVRO CONTA A HISTÓRIA DA MAIOR BANDA D...: Um livro que promete vasculhar a memória dos fãs de uma das melhores bandas do interior do est...
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Ponto de Cultura Cabras de Lampião publicou matéria sobre do professor Paulo César
Ponto de Cultura Cabras de Lampião: LIVRO DE AUTORIA DE PAULO CÉSAR SOBRE A BANDA D.GR...: Um livro que promete vasculhar a memória dos fãs de uma das melhores bandas do interior do estado será lançado no mês do Carnaval. A...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
UM HISTORIADOR VALE TANTO QUANTO UM MÉDICO OU UM ADVOGADO, NÃO É?
O Senado brasileiro vem de aprovar lei regulamentando a profissão de Historiador. A partir de agora, algumas tarefas específicas passarão a ser privilégio profissional de quem tiver formação acadêmica na área. Não é a primeira carreira de nível superior que merece essa regulamentação. Mesmo no campo das Ciências Humanas, Sociólogos e Geógrafos já desfrutam há alguns anos de condição similar.
Participo do debate sobre a questão, na área de História, ao menos desde os anos 80 do século XX. Lembro de colegas que sustentavam a falta de necessidade de regulamentação em nosso espaço profissional, considerando que importantes historiadores brasileiros do século XX (Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda e Caio Prado Jr.) não tinham formação em curso superior de História. Esse argumento apresentava duas graves fragilidades: 1) quando os três fizeram cursos superiores, não havia bacharelado em História no Brasil; 2) Freyre, Buarque de Hollanda e Prado Jr. tiveram condições pessoais ou familiares para requintadas formações humanísticas fora do Brasil - respectivamente, Estados Unidos, Alemanha e Grã-Bretanha.
A situação é muito diferente para um jovem brasileiro de classe média ou menos que, nos dias de hoje, estuda História e se lança num mercado de trabalho fortemente regulamentado noutras áreas. Permanecer nesse mercado fora de suas regras dominantes é assistir à consolidação dos direitos alheios sem garantia de direitos próprios.
Regulamentar uma profissão é definir exclusividades de exercício, sim. Isso não se confunde com impedir o direito ao pensamento. A História, como tema, sempre será objeto de livre acesso para jornalistas, ficcionistas, advogados, médicos, cidadãos em geral... O desempenho profissional na área, diferentemente, dependerá de uma comprovada capacidade técnica e teórica, obtida em formação acadêmica - como ocorre em relação a médicos, engenheiros, dentistas...
Há quem legitime a regulamentação de algumas carreiras (Medicina e Direito, particularmente) e reivindique a liberdade de prática profissional para as demais: Medicina lida com vidas humanas, Direito zela pelas garantias individuais e coletivas diante da Lei. Quer dizer que falar sobre o tempo humano (fazer, memória) não possui igual magnitude? Quer dizer que pesquisar e ensinar o Holocausto Nazista ou a Ditadura brasileira de 1964/1984 não é tão minucioso quanto interpretar uma lei ou fazer uma cirurgia? Não vejo hierarquia entre essas práticas. Respeito muito os colegas profissionais de outras áreas regulamentadas. Tenho muito respeito por mim mesmo e pelos demais colegas de minha área profissional.
Enquanto houver regulamentação de algumas profissões, não vejo legitimidade em exigir desregulamentação de outras. Agora, podemos conversar sobre desregulamentação geral das profissões no Brasil. Quem se habilita?
Marcos Silva
(Professor Titular de Metodologia da História, FFLCH/USP)
(Professor Titular de Metodologia da História, FFLCH/USP)
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Matéria do site Farol de Notícias destaca o lançamento do livro do Prof. Paulo César sobre a banda D.Gritos
D.GRITOS: Autor serra-talhadense lança livro sobre a história da banda no mê de fevereiro
29 de janeiro de 2013
Um livro que promete vasculhar a memória dos fãs de uma das melhores bandas do interior do estado será lançado no mês do Carnaval. A trajetória dos D’Gritos, marcada pelo sucesso meteórico e uma tragédia que chocou Serra Talhada será contada na obra D’Gritos: do Sonho à Tragédia – A História da Maior Banda de Rock do Sertão Pernambucano (220 pág. Desafio Art & Gráfica), do escritor e historiador Paulo César Gomes. Fã e contemporâneo do grupo, ele remete às páginas uma série de novidades sobre os D’Gritos, incluindo fotos e 80 letras inéditas.
A banda D’ Gritos foi criada em 1985 e acabou de forma trágica em 1993. A morte do cantor Ricardo Rocha, eletrocutado enquanto cantava em plena Praça Sérgio Magalhães, marca, paradoxalmente, o ponto alto da obra. Escrever sobre os D.Gritos, comentou Paulo César Gomes, significou promover um resgate de parte da história esquecida de Serra Talhada. Para a elaboração do trabalho, o escritor ouviu ex-integrantes da banda, familiares e amigos.
“O livro resgata fatos que, com o passar dos anos, foram sendo deletados da nossa memória histórica, pois, a maioria dos escritores e pesquisadores regionais preferem contar as lendas e mitos humanos, dos líderes políticos e dos seus feitos, esquecendo-se que a vida, assim como a história, é feita também por pessoas simples. Mas que em muitos casos são possuidoras de uma postura inovadora”, destaca Paulo César Gomes.
O prefácio do livro será escrito pelo jornalista, escritor e editor do FAROL DE NOTÍCIAS, Giovanni Sá, a arte da capa é do artísta plástico Nilson Senna, as “orelhas” serão escritas pelos professores Roberto Gomes e Helena Conserva. Para maiores informações e vendas antecipadas ligar para os telefones (87) 9938-0839, (87) 9668-3435, (87)3831-6270.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Movimento Estudantil de Serra Talhada parte VI: Campanha pela meia passagem em viagens intermunicipais
No ano de 2001, a União dos Estudantes de Serra Talhada -
UEST e a Pastoral da Juventude – PJ, realizaram uma campanha de coleta de
assinatura em um abaixo-assinado pela
aprovação do Projeto de Lei Estadual, de autoria do então deputado estadual
Paulo Rubens Santiago, que previa o pagamento de meia passagem de ônibus para
estudantes em viagens intermunicipais no estado de Pernambuco. Durante o
movimento foram recolhidas mais 10 mil assinaturas de estudantes de toda a
cidade. Serra Talhada foi à cidade que mais conseguiu assinatura em todo o
estado, porém, o esforço foi em vão, pois a pressão das imprensas de ônibus contra
aprovação foi muito forte e o projeto acabou engavetado. As fotos foram tiradas
em uma reunião entre a UEST e a PJ, no Colégio Municipal Cônego Tôrres, e nos estúdios
das rádio Líder do Vale FM e A Voz do Sertão AM.
Luciano não deve repetir os mesmos erros políticos de Augusto e Geni Pereira
Paulo César é professor e especialista em História Geral
Luciano Duque (PT) foi eleito em um processo que foi cercado de elementos políticos semelhantes aos que possibilitaram a vitória de Augusto César (PTB), em 1992, e a de Geni Pereira (PSB), em 2000, frente ao todo poderoso grupo do deputado Federal Inocêncio Oliveira (PR). Entres os elementos, destaco a saturação política do grupo e o erro na estratégia. No entanto é preciso refletir sobre os equívocos políticos cometidos pelos ex-prefeitos durante o mandato que fizeram com que Augusto não fizesse o seu sucessor e que Geni não se reelegesse. De forma resumida podemos dizer que foram três os equívocos cometidos por Augusto César e Geni Pereira quando eram prefeitos:
1-Isolamento político:
Tanto um como outro governou ouvindo um restrito grupo de pessoas, deixando de lado muitos aliados que foram decisivos na eleição. Vários foram os partidos, alguns eram preconceituosamente chamados de “nanicos”, romperam logo nos primeiros meses de governo porque se sentiram excluídos e passaram a ser oposição. A falta de diálogo com a base pode levar qualquer político a uma derrota humilhante, pois o pior adversário é aquele que guarda mágoa do antigo aliado.
2- Transformaram alguns veículos de comunicação em verdadeiros inimigos:
Esse é um dos poucos erros cometidos pela maioria dos gestores no país, pois qualquer um sabe que a imprensa que elogia é a mesma que faz a critica. Sendo assim, não adianta escolher e rotular alguns órgãos de imprensa como adversários. Nos casos em que você não têm acesso a maioria dos meios de comunicação, a melhor postura é se manter na zona de segurança, evitando entrar em bolas divididas, já que o gestor pode acabar chamando a responsabilidade pra si em momento inoportuno. O ideal é aparecer com a postura de quem resolve, mesmo que seja só com palavras, o que não deve é ter a imagem de quem complica. No quesito imprensa Augusto e Geni erraram feio!
3- Relação com o sindicato dos servidores e com os movimentos sociais:
Augusto e Geni pagaram e ainda pagam um preço político alto por não terem tido a habilidade de negociar e resolver algumas questões relevantes para a categoria. Além disso, transformaram o sindicato e as suas lideranças em inimigos, isso fez com que muitas discussões fossem levadas a Ministério Público. A mesma postura aplicou-se aos movimentos sociais, a exemplo das associações de bairros, do movimento estudantil, dos sem-teto, entre outros.
Esses foram os principais erros cometidos nas gestões dos ex-prefeitos Augusto César e Geni Pereira e que não foram repetidos por Carlos Evandro durante o seu mandato. Desta forma, podemos dizer que se Luciano Duque não repetir os mesmo erros dos ex-prefeitos, seguramente terá todas as condições de ser reeleito em 2016.
Um forte abraço a todos e a todas e até a próxima!
Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada, em 27 de janeiro de 2013.
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