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Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

VIAGEM AO PASSADO: Os bons tempos dos desfiles cívicos em Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias


O dia 07 de setembro é uma das datas que mais trazem lembranças aos serra-talhadenses, muitas das quais remetem aos antigos desfiles cívicos. E por essa razão, o Farol compartilha com os faroleiros, imagens que mostram como eram atrativos e participativos os antigos desfiles.

As fotos foram gentilmente cedidas pelo vereador Dedinha Ignácio.

Na imagem acima, feita em 1965, vemos uma grupo de estudantes, perfilados na Praça Sérgio Magalhães, aguardando a chegadas das autoridades para o início da cerimônia. Entre as autoridades, estavam o então governador, Paulo Guerra, o prefeito da época, Luiz Lorena, o curioso é que ambos chegaram ao local transportador pelo histórico jeep (ao lado direito da foto), que pertencia ao município.

Chama atenção o fato de que até aquela década, os parque de diversões e as tradicionais barracas de bebidas e comidas típicas, ainda não eram colocados no meio da rua. Algumas palhoças podem ser vistas no centro da primeira versão da praça.

Na segundo foto, vemos um pelotão de estudantes do Colégio Municipal Cônego Tôrres, desfilando pela rua 15 de Novembro, ao fundo é possível perceber várias casas, que começavam a definir a estrutura urbanística do bairro Bom Jesus. O outro fato curioso, é o jovem que está no centro da foto, é nada mais, nada menos, que o grande forrozeiro Assissão.



terça-feira, 4 de setembro de 2018

VIAGEM AO PASSADO: A vida e morte do Padre Jesus e a relação com Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias



O “Viagem ao Passado” deste domingo destaca as imagens raras do Padre Jesus Garcia Riaño, que mostram o religioso acompanhado a procissão de Nossa Senhora da Penha, no período que o mesmo ainda podia se locomover com independência.

As fotografias deixam claras como era forte a identificação religiosas e histórica do pároco com a festa da padroeira. Vale registrar que a relação entre o Padre e a cidade foi tão intensa, ao ponto de o mesmo pedir, ainda em vida, que o seu corpo fosse sepultado dentro da Igreja que ele ajudou a construir.

As fotos fazem parte do acervo pessoal do vereador Dedinha Ignácio e foram gentilmente cedidas ao Farol de Notícias.

HISTÓRICO DO PADRE JESUS

Em 18 de dezembro de 1904, nascia no Distrito de Cereso, região de Burgos, Espanha. Jesus Garcia Riaño, o Padre Jesus. Ele chegou ao Brasil no dia 5 de junho de 1933, indo servir no Bispado de Barra do Rio Grande, no Sertão do São Francisco, na Bahia.

Após passar pelas paróquias de Pesqueira e Pedra, na região Agreste de Pernambuco, foi transferido para a paróquia de Nossa Senhora da Penha, na então Vila Bella, em 18 de dezembro de 1936, exatamente no dia em que completou 32 anos de idade.

Padre Jesus ficou à frente da paroquia de Nossa Senhora da Penha por 54 anos.
Em 1990, em função dos problemas de saúde, Padre Jesus foi substituído pelo então Padre Egídio Bisol, hoje Bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira.

O Monsenhor Jesus Garcia Riaño, faleceu 12 de outubro de 1991 – dia da padroeira do Brasil – aos 86 anos. No dia seguinte foi sepultado na Matriz de Nossa Senhora da Penha.


domingo, 2 de setembro de 2018

A verdadeira História da Independência do Brasil

Por: Profª Isabel Aguiar (publicação:Blog Isabel Aguiar)


7 de setembro, dia da Independência do Brasil, dia que Dom Pedro I  montado em um alazão próximo às margens do rio Ipiranga e junto de todo seu exército deu o grito de “Independência ou Morte” dando origem ao país soberano que temos hoje. Tudo aconteceu igualzinho ao quadro abaixo:

Essa é a história que todo mundo aprendeu na escola e o quadro acima todo mundo cansou de ver nos livros de história, mas será que aconteceu tudo desse jeito? Há quem diga que não.

A história dos livros didáticos conta o seguinte:

No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal.

Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o “partido brasileiro”.

Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.

Monumento à independência, situado no local onde foi proclamada a independência do Brasil.

Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: “O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.

Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase “Independência ou Morte!”, rompendo os laços de união política com Portugal.

Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital.

 Existem versões de que Dom Pedro I montava na verdade uma mula e só deu o grito de independência porque estava de “saco cheio” das pressões que o pai fazia para que ele voltasse para Portugal. Ao contrário do que muitos pensam o processo de independência custou muito caro para Brasil, foi preciso pagar uma multa altíssima a Portugal.

A coisa toda parece não ter sido tão heroica como é contado na maioria dos livros mas como diz o ditado “uma mentira contada várias vezes e por várias pessoas acaba se tornando verdade”.

Para saber mais sobre a verdadeira história da independência do Brasil eu vou deixar alguns links que valem a pena a leitura, é bom para formar opinião e ter argumentos para defender ou atacar o assunto. Eu sei que a maioria não vai ler mas segue a lista:

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

VIAGEM AO PASSADO: A maestrina Rosa Pau Ferro e a bandeira da Nossa Senhora da Penha nos anos 90

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias



Durante o período de novenário de Nossa Senhora da Penha, a padroeira da cidade, o nosso blog irá publicar um série de fotografias cedidas pelo vereador Dedinha Ignácio onde é possível entender o pouco mais sobre essa histórica manifestação de fé do povo pajeuzeiro, bem como, compreender as diferenças entre a Festa de Nossa Senhora da Penha, realizada há 228 anos, e a Festa de Setembro.

As fotos em destaque são da entrega da bandeira com a imagem da santa. Na imagem acima, a maestrina Rosa Pau Ferro recebe a bandeira em 1993, nas dependências da Casa dos Pobres, local onde ela morou por décadas. Rosa morreu em 1994.

Na fotografia também é possível ver o então pároco da Matriz da Penha e hoje Bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, o italiano Egídio Bisol, e os integrantes da família da professora Salete Pereira.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

VIAGEM AO PASSADO: A geração que melhor traduziu a Concha Acústica foi a dos anos 80

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias



O “Viagem ao Passado” desta semana é uma homenagem a Concha Acústica e a todos os serra-talhadenses, ou não, que tiveram ou que têm, o privilegio de conviver em meio a esse universo histórico, emblemático e acolhedor.

E por essa razão, buscamos através das fotos recordar a geração que possivelmente foi a que melhor soube aproveitar os encantos e os prazeres existentes no “Marco Zero” da cidade.
A foto acima foi feita em 1986, nos jardins laterais da Concha, na imagem aparecem Dalmo, e os músicos, Edésio Expedito e os já falecido Ricardo Rocha e Jário Ferreira.

Os anos 80 foram marcados por uma forte eferverscência cultural, e a Concha foi o principal palco daquele geração, pois o local era o grande point de diversão e lazer da cidade, sempre regada a muita seresta e estilos musicais de boa qualidade.

Lá também era onde se encontravam os diversos grupos da época, Harley Júnior, a turma da D.Gritos, além dos que não faziam o estilo politicamente correto, como por exemplo, os aterrorizadores “inlinhados”, famosos por intimidar os oponentes através da violência e de muita pancadaria.

Mas na Concha também havia local para a fé, já que durante mais de cinco anos, o Padre Assis Rocha, celebrou suas missas ao ar livre, sempre contando com um grande número de fiéis.

A Concha também foi palco para inovações, a exemplo da primeira Micareta da cidade e da primeira edição da Missa do Poeta, evento que homenageava o poeta José Marcolino.

Na foto abaixo, temos mais jovens que fizeram parte da época dourada, entre eles, Camilo Melo, Binga, Carlos Cândido e Marcelo Cândido.

HISTÓRICO DO LOCAL

Segundo alguns pesquisadores, o local aonde hoje existe a o palco da Concha teria sido o mesmo em que foi erguida a casa de Agostinho Nunes de Magalhães, em meados do século XVIII.

A Concha Acústica como conhecemos hoje foi construída no final do anos de 1970, pelo então prefeito Hildo Pereira de Menezes, sendo que os seu projeto arquitetônico foi desenvolvido por “Seu Dito”, o lendário mestre de obras que participou da construção de diversos públicos existentes em Serra Talhada.



quarta-feira, 22 de agosto de 2018

OPINIÃO: o resultado final da eleição presidencial passará por Curitiba; em Serra teremos o embate DuqueXSebá

Por Paulo César Gomes, professor, historiador, escritor, colunista e repórter especial do Farol



A campanha eleitoral começou aparentemente fria, pelo menos nas ruas, o que não impede que se diga que ela será extremamente ‘tensa’ e ‘quente’, isso porque essa eleição – como processo – começou logo após o fim do segundo turno de 2014.

Ao longo desse período uma intensa disputa se estabeleceu pelas redes sociais e nas ruas da cidade. Em muitos momentos os discursos raivosos e de ódio tomaram conta, dividindo o país em dois polos políticos bastante distintos.

Muitos dos personagens ocuparam papéis de destaque ao longo dessa disputa chegam a essa campanha como coadjuvantes, figurantes e sombras, a exemplo de Aécio Neves, Michel Temer e Eduardo Cunha. O mesmo não se pode dizer Dilma Rousseff, que poderá ser eleita senadora pelo estado de Minas Gerais.

Em meio a uma estranha junção de ideias conservadoras, ativismo judicial e de direcionamento informativo praticado pelos grandes meios de comunicação, órgãos até então distantes da sociedade, passaram a ter uma visibilidade quase futebolística.

Bem como juízes e promotores que passaram a ser idolatrados como celebridades hollywoodianas. A Lava Jato, mais bem sucedida operação de combate a corrupção, varreu tudo que viu pela frente, principalmente os petistas. Enquanto isso, os tucanos foram poupados sob alegação de que “falta tempo” para investigá-los.

É sob essa ótica cheia de controversa que a campanha começa, silenciosa, sem o barulho das panelas Tramontina e o brilho das camisas canarinhas da seleção de futebol. O que incomoda é o silencioso som das velhas botinas, que ao lado de pijamas desbotados e que cheiram a naftalina, teimam em sair de uma lata de lixo os quais foram jogados em 1985.

Nesses primeiros dias de campanha, o principal personagem tem sido um velho conhecido, e que mesmo preso, comanda a distância toda a movimentação política. Você pode até não gostar de Lula, você pode até odiá-lo, mas é inegável que ele possui uma grande capacidade de centralizar sobre si o foco das atenções, e de transformar a adversidade em um elemento positivo.

Uma prova disso é que ele (Lula) é único candidato que cresce nas pesquisas, algo que impressiona, visto que até no estado de São Paulo, tradicional reduto tucano, ele lidera as pesquisas.

Bem como no Rio Grande Sul e em outros estados do sul e sudeste. O que acaba por sepultar a falácia de que o voto lulista resumisse aos ‘menos esclarecidos’ nordestinos. Uma coisa é certa, o resultado final da eleição presidencial passará por Curitiba.

A disputa em Serra Talhada

No tocante a Serra Talhada, a situação é bem distinta em relação a 2014, já que naquele ano o prefeito Luciano Duque (PT) conseguiu colocar praticamente todos os seus candidatos na condição de majoritário na cidade. A única exceção foi o falecido Deputado Federal Pedro Eugênio (PT), que perdeu para o deputado Sebastião Oliveira.

Desta vez, Duque poderá ver apenas o deputado Augusto César como majoritário, isso porque a ação do PT de retirar a candidatura de Marília Arraes e o apoio da bancada de vereadores governistas a diversos candidatos, fará com que ocorra uma pulverização dos votos duquistas.

Mesmo com o prestigio em alta, Luciano poderá assistir o seu principal adversário político, Sebastião Oliveira, eleger-se com uma votação na casa dos 20 mil votos e ainda colocar como majoritários em Serra Talhada, o governador Paulo Câmara (PSB) e os candidatos ao Senado, Humberto Costa(PT), Valdemar Oliveira (PR) e Jarbas Vasconcelos (MDB).

Mas como em política o resultado só se sabe quando as urnas são abertas, então vamos aguardar para ver que se sai melhor desse embate eleitoral.

Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

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