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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

VIAGEM AO PASSADO: O boêmio Tota de Oscar fez história em ST

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias


A foto em destaque é do popular e carismático Tota de Oscar (Antônio era o seu nome), que fez parte do contexto social de Serra Talhada, durante as décadas de 1960, 1970 e 1980, dançando com ele está a sua amada Neném de Seu Amardo . A imagem foi durante um baile realizado no CIST, mas o habitat natural do nosso personagens era o famoso ‘Beco do Rio’, no Centro da cidade.

Era a juventude procurar a residência/bar de Tota para tomar um ‘dosinha’ de suas famosas raizadas, os inexperientes já ficavam bêbados nos primeiros goles, isso porque a cachaça era misturada com diferentes raízes de pau, dizem que até cobras eram introduzidas nas bebidas feitas pelo “barman” daqueles tempos.

Além de beber, os jovens procuravam a residência/bar de Tota para curar a ressaca das festas e depois iam tomar banho nas águas do poço do curtume. Já no final de sua vida, Tota era sempre visto deitado em uma cadeira que ficava embaixo de um pé de acácia, nesse período, ele já exibia uma obesidade elevada. Após a sua morte, a pequena rua na qual residiu durante muitos anos e passou a receber o seu nome do seu pai, Travessa Oscar Barbosa Nogueira. A foto foi cedida pelo popular Antonio de Bia.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

O ex-Ministro e ex-Governador Agamenon Magalhães


Agamenon Sérgio de Godói Magalhães nasceu no município de Vila Bela, atual Serra Talhada (PE), em 1893.
Bacharel pela Faculdade de Direito de Recife em 1916, no ano seguinte foi promotor público em São Lourenço da Mata (PE). Em 1918 iniciou sua carreira política como deputado estadual, eleito na legenda do Partido Republicano Democrata (PRD), liderado pelo então governador Manuel Borba (1915-1919). Tornou-se também redator dos jornais A Ordem e A Província, de Recife. Em 1922 reelegeu-se para a Assembléia pernambucana e apoiou a candidatura oposicionista do fluminense Nilo Peçanha à presidência da República, lançada pela Reação Republicana.
Em 1923 elegeu-se deputado federal e quatro anos depois renovou seu mandato. Em 1929-30, junto com o PRD e em oposição ao governador pernambucano Estácio Coimbra, apoiou a candidatura presidencial de Getúlio Vargas, lançada pela Aliança Liberal. Com a derrota da Aliança, participou ativamente em Recife do movimento revolucionário que depôs o presidente Washington Luís e levou Vargas ao poder.
Nos primeiros anos do governo Vargas, foi um dos articuladores do Partido Social Democrático (PSD) de Pernambuco e nessa legenda elegeu-se deputado federal constituinte em 1933. Teve atuação destacada nos trabalhos de elaboração da nova Constituição, quando fez a defesa do sistema parlamentarista de governo e do intervencionismo estatal na economia. Em julho de 1934, logo após a promulgação da nova Carta, foi nomeado ministro do Trabalho, Indústria e Comércio. À frente do ministério, promoveu intervenções em sindicatos, nomeando diretores de confiança do governo, e trabalhou na implementação de novas leis, como a que reservava dois terços dos postos de trabalho nas empresas comerciais e industriais para brasileiros e a que garantia uma indenização aos trabalhadores demitidos sem justa causa. Durante sua gestão foi criado também o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI).
Em janeiro de 1937, passou a acumular com o Ministério do Trabalho, interinamente, o Ministério da Justiça e Negócios Interiores, onde permaneceu até o mês de junho. Era, então, elemento dos mais prestigiados junto ao governo federal e por isso mesmo deu apoio decidido ao projeto continuísta de Vargas, concretizado com o golpe que em 10 de novembro instituiu o Estado Novo.
Nesse momento deixou o Ministério do Trabalho para tornar-se interventor federal no estado de Pernambuco, em substituição ao governador Carlos de Lima Cavalcanti, seu antigo aliado, a quem acusara de conivência com o levante comunista deflagrado em novembro de 1935 em Recife por membros da Aliança Nacional Libertadora (ANL). À frente do governo pernambucano, implementou políticas de estímulo à produção de alimentos e à formação de cooperativas de pequenos produtores. Criou, ainda, a Liga Social contra o Mocambo, órgão encarregado de enfrentar o problema de moradia da população de baixa renda.
Deixou o governo de Pernambuco em março de 1945, quando foi reconduzido por Vargas ao Ministério da Justiça, passando então a coordenar o projeto governamental de redemocratização do país. Nesse sentido, trabalhou intensamente na elaboração do novo Código Eleitoral, que seria decretado pelo governo no mês de maio e ficaria conhecido como Lei Agamenon. Ao mesmo tempo, foi um dos promotores da candidatura presidencial do general Eurico Gaspar Dutra e um dos articuladores do novo Partido Social Democrático (PSD), agora de âmbito nacional, fundado em 8 de abril. Em junho, assinou a primeira lei brasileira antitruste, que foi chamada de Lei Malaia e só vigoraria por quatro meses. Nas eleições realizadas em dezembro de 1945, após a deposição de Getúlio pelos chefes militares, elegeu-se deputado por Pernambuco à Assembléia Nacional Constituinte.
Na Constituinte, presidiu a Comissão Constitucional e a Subcomissão de Ordem Econômica e Social. Após a promulgação da nova Carta, em setembro de 1946, assumiu a liderança do PSD na Câmara dos Deputados. Nessa fase de sua atuação parlamentar, notabilizou-se pela defesa do monopólio estatal sobre a industrialização do petróleo.
Em outubro de 1950, elegeu-se governador de Pernambuco. Morreu em Recife em 1952, no exercício do governo estadual.
[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

terça-feira, 30 de julho de 2019

10 possíveis temas da redação do Enem 2019

Por Nila Maria (https://viacarreira.com)
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma prova realizada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), junto do Ministério da Educação (MEC). Criado para avaliar a qualidade do Ensino Médio e permitir o acesso ao Ensino Superior, o exame conta com questões de múltipla escolha e uma redação que vale mil pontos, considerada a parte mais importante da prova. Por este motivo, é importante ficar atento às notícias e assuntos bastante debatidos na atualidade, pois deles que surgem os possíveis temas da redação do Enem 2019!
Todos os anos é grande a expectativa para conhecer o tema da redação. Não há como adivinhar, mas as edições passadas já mostraram que o tema é sempre pautado em problemas sociais atuais. Diante desse fato, listamos quais são os assuntos que podem virar tema de redação no Enem 2019 ou até mesmo em vestibulares tradicionais.

1 – Criminalidade no Brasil e redução da maioridade penal

Somente no ano de 2017, no Brasil, aproximadamente 60 mil pessoas foram assassinadas e grande parte deste número corresponde a jovens, em sua maioria homens negros e moradores das periferias das grandes cidades.Existem muitos projetos que pretendem reduzir a relação do jovem com a criminalidade, como, por exemplo, a redução da maioridade penal. Porém, discute-se se esta seria a melhor solução, portanto, essa pergunta pode ser lançada junto ao tema.

2 – Sistema prisional brasileiro
O Brasil é o terceiro país com maior número de pessoas encarceradas. Atrás somente de Estados Unidos e China, nosso país chegou, em 2016, à marca de 725.712 prisioneiros. Acontece que temos mais presos do que celas e que os presídios não cumprem a função de reeducar o criminoso para viver em sociedade. Com novas propostas do governo para criminalizar determinados atos, é de se pensar no que fazer com tantos presos e tão poucos espaços. Este é um dos possíveis temas da redação do Enem 2019.

3 – Combate às doenças epidêmicas
No Brasil, há anos se enfrenta doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, que insistem em aparecer, cada vez mais e mais perigosas. Esse mosquito é o vetor que transmite febre amarela, dengue, zika e a febre chikungunya. Todos os anos, novos e numerosos casos dessas doenças tomam conta de diversas cidades pelo país e as páginas do noticiário, via de regra, sem serem erradicadas.
Além dessas quatro doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, outras enfermidades virais, como a cólera, a malária, o sarampo e a meningite podem tornar-se epidemias nos próximos anos. Em tempos em que centenas de pessoas unem-se em movimentos anti-vacina, é importante estar atento a este assunto, que também é um dos possíveis temas da redação do Enem 2019.

4 – Sistema de segurança pública
Um dos maiores clamores da população em períodos eleitorais ou não, é que haja manutenção da segurança pública, além de ser uma das principais promessas de muitos políticos que buscam se eleger.
Assim como a questão do encarceramento, citado no item 2, a questão de segurança pública, especialmente envolvendo ações de policiais e novas leis para diminuição efetiva da falta de segurança no Brasil, é um possível tema de redação no exame do ensino médio.

5 – Inclusão de pessoas com deficiência na sociedade
De acordo com dados do IBGE de 2016, 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Muito já foi e tem sido feito para que haja alternativas para incluir essas pessoas na sociedade, seja promovendo adaptações no sistema de mobilidade urbana ou cumprindo as leis de inclusão no mercado de trabalho e nos estudos.
No entanto, ainda há muito o que ser feito. Vê-se, ainda, muita negligência por parte dos responsáveis pelas mudanças que tornam possível o acesso das pessoas com deficiência nos espaços públicos.

6 – Os efeitos da cultura de ódio na internet
As redes sociais vieram para dar espaço a novas relações e novos diálogos. No entanto, o que se vê vai numa direção contrária à de uma conversa. Percebe-se que os usuários da internet não buscam opiniões diferentes para debater ou discutir de forma saudável, mas, ao invés disso, querem se encontrar somente em espaços em que opiniões semelhantes sejam propagadas. Para estes usuários, não existe meio-termo, somente o extremo ao qual ele pertence: o outro lado é alvo de ódio e comentários agressivos.
E isso se dá em ambientes virtuais que abordam diversos temas, de futebol a política. Aparentemente, é mais “fácil” assumir posições agressivas e preconceituosas por trás das telas onde, teoricamente, não há consequências para tais atos.
Em tempos de tamanha polarização política, esta é uma boa proposta para a redação do Enem 2019.

7 – Sobrevivência da cultura indígena no Brasil contemporâneo
A presença europeia com a colonização dizimou tribos inteiras, fazendo com que a cultura dos nativos brasileiros fosse se dissipando. Indígenas e descendentes dos povos originários ainda estão vivos, presentes na sociedade e lutando para que a cultura sobreviva, a despeito dos ataques de diversos grupos que se opõem aos direitos desta população de habitar as terras que lhes pertencem.
Algumas populações indígenas vivem em áreas isoladas de qualquer acesso à educação, saneamento básico e atendimento médico, direitos básicos e fundamentais de qualquer cidadão, o que restringe a qualidade de vida desses povos e, como consequência, deteriora, ainda mais, sua cultura.

8 – Migrações e a questão dos refugiados
De acordo com a Agência ONU para Refugiados, o número de pessoas que foram forçadas a se deslocar de outros países para o Brasil subiu, em 2017, para 68,5 milhões. Isso acontece devido a conflitos internos, em sua maioria, políticos e sociais nos países de origem dessas pessoas, e os números crescem em todo o mundo.
Dentro dessa questão entram diversas outras, como a xenofobia e os ataques a esses imigrantes. Tendo em vista este crescente, é possível se deparar com este tema de redação na prova do Enem 2019.

9 – Liberdade de imprensa
O compromisso da imprensa é o de tornar a sociedade consciente dos fatos que cernem todas as suas esferas. Limitar a liberdade que os veículos de informação têm de divulgar as notícias é impedir que as pessoas saibam do que está acontecendo ao seu redor.
Existem muitas formas em que a liberdade da imprensa pode ser restringida, através de projetos de lei que reduzam o acesso dos veículos às informações, por exemplo, bem como a censura.

10 – Privatização x Estatização
Pauta da maioria das campanhas políticas em épocas de eleição, que acaba se estendendo ao longo dos mandatos, estatizar ou privatizar empresas é um assunto polêmico que rende muita discussão. É necessário entender o que são e como funcionam estatais e empresas privadas e compreender os prós e contras da mudança de uma estatal para a iniciativa privada e vice-versa.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Fotos antigas da cidade de Serra Talhada - PE

Chegada do trem a Serra Talhada em fevereiro de 1957

Colégio Municipal Cônego Tôrres em 1956

Praça Sérgio Magalhães em setembro de 1946

Hospital Professor Agamenon Magalhães em meados do anos de 1940

Serra Talhada em meados do anos de 1940

Antiga cadeia pública de Serra Talhada em 1977

VIAGEM AO PASSADO: De Vilmar Gaia à Cruz da Moça; histórias da antiga cadeia de Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias



A foto em destaque é da antiga Cadeia Pública de Serra Talhada e foi publicada no jornal Diário de Pernambuco, em 1977. Infelizmente, a qualidade da imagem não é boa, no entanto, ela nos remete a dezenas de histórias, e porque não dizer, de personagens passaram pelas dependências do prédio.

Nos anos de 1960, a assassina da jovem Maria do Carmo (conhecida pela famosa Cruz da Moça), ficou presa durante meses até a sua absolvição pelo Tribunal do Júri. Segundo relatos, uma das argumentações para a absolvição, foi o fato de o pai da assassina, um idoso de idade bastante avançada, percorria a pé uma grande distância diariamente para levar comida até a cadeia. A jornada do velho pai acabou sensibilizando os jurados, que acabaram ignorado a barbaridade com a qual a jovem Maria do Carmo foi executada.

Outra narrativa que chama a atenção, diz respeito a presença do famoso Vilmar Gaia, em 1975, logo após a sua fuga do Batalhão de Policia. Segundo os jornais da época, Vilmar Gaia era visitado por jornalistas do pais inteiro, que buscam conhecer aquele que ficou conhecido como “o novo Lampião”. Vale aqui o registro de que Vilmar não gostar dessa comparação, as razões que o levaram a cometer alguns crimes foram distintas das que eram praticadas pelos cangaceiros. Os veículos de comunicação escritos ainda ressaltam que vários moradores da cidade faziam fila para conhecer o jovem “vingador”, entre os presentes que ele recebiam estavam dezenas de carteiras de cigarros que eram entregues diariamente.

Depois de alguns meses, Vilmar Gaia foi transferido para Caruaru. No final de 1977, a justiça lhes concedeu o Habeas Corpus. Desde então, os detalhes sobre a sua vida viraram um grande mistério.

Em meados dos anos 1980, a antiga cadeia foi demolida, no local foi construído o atual prédio da Secretária Municipal de Saúde, local que já abrigou o Fórum Municipal durante mais de 30 anos.


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