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Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

Uma publicação compartilhada por Paulo César Gomes (@escritor.paulocesargomes) em

domingo, 21 de março de 2021

RELATO HISTÓRICO: Sorteio do Talão Sorte em Serra Talhada em 1975

 Por Paulo César Gomes



O texto acima foi publicado no jornal Dário de Pernambuco e registra o sorteio do Talão da Sorte em Serra  Talhada, em 1975, durante a gestão do ex-prefeito Tião Oliveira. A administração dos sorteios do Talão da Sorte eram realizados pela Secretaria da Fazenda (ASTAF) do estado e foi criado no dia 22 de abril de 1975, pelo governador Moura Cavalcante, o objetivo era estimular a emissão de notas ficais e assim aumentar a arrecadação de impostos.

O evento em Serra Talhada contou com a presença do ex-prefeito Tião Oliveira e do ex-secretário João Antunes, além de outras autoridades do governo do estado.

Na ocasião foram sorteados um automóvel fusca e prêmios em dinheiro. Os nomes dos contemplados não foram citados na reportagem, apenas os nomes dos comerciantes e do comércio onde as notas fiscais foram emitidas e premiaram sortudos serra-talhadenses.

Os comerciantes eram o Professor Adauto Carvalho e o Sr. João Duque, e a empresa a Sociedade de Automóveis Ltda (Sada).

quinta-feira, 18 de março de 2021

FOTO HISTÓRICA: O açude do Saco foi destaca na revista O Cruzeiro em 1941

Por Paulo César Gomes



A foto em destaque é do paredão do açude do Saco I, em Serra Talhada, publicada pela revista O Cruzeiro, na edição do dia 25 de dezembro de 1941. Durantes várias décadas O Cruzeiro foi a mais importantes revistas do Brasil. O Açude do Saco foi apontado por políticos, jornalistas e engenheiros como uma alternativas para o abastecimento da cidade em épocas de seca.

Um dos primeiros a observar foi o engenheiro francês Louis Émile Dombre, que visitou Serra Talhada em 1875, quando a cidade ainda era chamada de Villa Bella. No entanto, se fez necessário que o reservatório do Açude do Saco fosse determinante para a construção da Estação Experimental e para o plantio de algodão Serra Talhada.

Saiba mais sobre a história do Açude do Saco adquirindo o livro “Agamenon Magalhães e o ciclo de algodão em Serra Talhada, através do wattssap (87) 9.9668-3435.

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VÍDEO: Curiosidades sobre a vida de Tiringa

 
Curiosidades sobre a vida de Tiringa:

Nome completo:  Vicente Moreira de Andrade (Tiringa).
Apelido do pai: Rato
Irmãos: João, Citonho, Moçinha, Mariquinha e Baíca.
Origem: Zona rural de Serra Talhada, região próxima a Vila de São Francisco. A vila era 'cortada' pelo Rio Pajeú e hoje se encontra submersa pelas águas do açude de Serrinha. Foi na capela da Vila de São Francisco que Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião, foi batizado, no entanto, o rei do cangaço nasceu no sitio Três, Passagens, a pelo menos 30 km da vila de São Francisco. 

quinta-feira, 11 de março de 2021

REGISTRO HISTÓRICO: Visita do governador de São Paulo Lucas Garcez a Serra Talhada em 1951

  Por Paulo César

Foto: Diário de Pernambuco

Na imagem acima é possível ver Magalhães (segundo a direita), tendo ao seu lado direito o governador de São Paulo, Lucas Garcez, os governadores que faziam parte do PSD, os dois literalmente sentados sobre sacos de algodão mocó, em visita a Estação Experimental da Fazenda Saco, em novembro de 1951 (Foto: Diário de Pernambuco).

Durante a visita do governador de São Paulo, que foi a acompanhado por uma grande comitiva, foi registrado um grande número de aviões parados ao lado da pista de pouso da cidade, algo muito incomum para a época, o que acabou despertando a curiosidade da população. Durante a visita foi realizada a inauguração do Centro de Puericultura na Fazendo Saco.

Segundo os jornais da época, durante esse período, Agamenon Magalhães realizou no Recife um importante encontro politico com governadores e lideranças políticas do PSD, o que pode indicar a sua intenção em disputar a presidência da República, no entanto, esse projeto não pode ser esclarecido por que Agamenon acabou falecendo meses depois, em 24 de agosto de 1952.

Saiba mais sobre a importância do ex-governador para Serra Talhada adquirindo o livro “Agamenon Magalhães e o ciclo de algodão em Serra Talhada, através do wattssap (87) 9.9668-3435.

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PC Gomes lança o livro “Agamenon Magalhães e ciclo do algodão mocó em Serra Talhada”

 Por Paulo César 

Foto: Max Rodrigues / Farol de Notícias

O escritor, professor e colunista do Farol de Notícias, Paulo César Gomes, lança mais um livro intitulado de “Agamenon Magalhães e ciclo do algodão mocó em Serra Talhada”, um projeto que contou com o financiamento da Lei Aldir Blanc. O processo de pesquisa que deu origem ao trabalho começou durante o curso de Mestrado em História realizado pelo professor na Universidade Federal de Campina Grande UFCG), na Paraíba.

“A publicação faz o entrelace entre a atuação política do ex-governador e ex-ministro Agamenon Magalhães e o apogeu da produção de algodão mocó em Serra Talhada, que ocorreu entre às décadas de 1940 e 1950”, destaca Gomes, acrescentando:“Agamenon Magalhães é um personagem muito pouco conhecido pelo serra-talhadense, mesmo ele tendo nascido na cidade e realizado importantes obras para o desenvolvimento. Uma dos grandes investimentos de ex-governador foi na valorização e aparelhamento do Centro Experimental da Fazenda Saco. Foi no centro que se desenvolveu a melhor fibra de algodão mocó do país e o resultado foi que a produção da Fazenda Saco era exportada para o Brasil e o mundo. O algodão é tão importante na história que acabou sendo imortalizado ao ser gravado na bandeira do município”.

O LIVRO

A obra é recheada de fotos e reportagens de jornais e de revistas da época, como Diário de Pernambuco, Jornal Pequeno, Diário da Manhã, Jornal do Brasil, Revista O Cruzeiro e Revista Manchete. Um dos pontos que se destaca, é a rivalidade entre os grupos político de Agamenon Magalhães e dos opositores em Serra Talhada.

“Agamenon foi um político populista e contraditório, fez parte do governo Getúlio Vargas como Ministro e foi nomeado interventor federal em Pernambuco, durante a decretação do Estado Novo. Mas curiosamente, foi nessa época em que o município viveu o seu grande momento de crescimento econômico, cultural, social e urbanístico. Agamenon foi responsável pela construção do Hospam (Hospital Professor Agamenon Magalhães), as escolas Solidônio Leite (a primeira da rede estadual na cidade) e Braz Magalhães ( Fazenda Saco – IPA), o campo de monta e o campo de pouso (aeródromo), o centro médico de Puericultura, a usina de beneficiamento de algodão, a vila dos operários, ele também mudou o nome da cidade de Villa Bella para Serra Talhada, mas certamente um dos seus maiores legados foi o estimulo à produção do algodão mocó no Centro Experimental da Fazenda Saco. Agamenon apresentou Serra Talhada ao Brasil através do Algodão Mocó, apesar dessas ações, as divergências locais foram intensas, inclusive, com denuncias públicas de atos de violência cometidos pelo seguidores do governador contra adversários. Após o fim do Estado Novo, Magalhães enfrentou duras criticas da imprensa recifense que o tachava de ‘o Cangaceiro de Serra Talhada’ e de ‘China Gordo’. Ele também foi duramente criticado por intelectuais como Gilberto Freyre e Manuel Bandeira”, comentou Paulo César Gomes.

PC Gomes ainda destaca que o livro trás informações sobre a origem e o processo de povoamento do município, além de relatos sobre a escravidão. “Na pesquisa abordamos diferentes contextos da origem de Serra Talhada até chegarmos à figura de Agamenon e o ciclo do ouro branco. Esse é um trabalho que vale a pena ler”, reforça o escritor.

COMO ADQUIRIR

O livro possui 160 páginas e será lançado virtualmente, mas os exemplares já estão a venda, pelo valor simbólico de R$ 20 o exemplar. Contatos para a compra da obra através do wattssap (87) 9.9668-3435, pelo instagran: @escritor.paulocesargomes ou pelo e-mail: professorpaulocesargomes@gmail.com.

sábado, 26 de dezembro de 2020

FOTO HISTÓRICA: O ex-deputado Augusto César em um vento no CIST no final da década de 1970

Por Paulo César Gomes


A imagem acima é de um momento de descontração do então jovem e estudante de Farmácia, Augusto César – de camisa branca à esquerda-, do lado direito, o primo do seu pai, João de Sindário, na temo a identificação do homem que está no centro da fotografia.

A foto é do final do anos de 1970, em um evento realizado no CIST. Um dos detalhes que chama atenção é que na época o ex-prefeito e ex-deputado estadual ainda não cultivava o famoso bigode – que depois virou cavanhaque – que o marcou o início da carreira politica.

Augusto César, que no início de 2019 anunciou que estava se aposentando da política, foi professor e diretor da FAFOPST , ocupou o cargo de diretor da Hemobras. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

FOTO HISTÓRICA: A primeira missa de Padre Afonso na Igreja do Rosário dos Pretos

 Por Paulo César Gomes

A imagem acima é de um momento histórico da vida religiosa de Serra talhada, trata-se da primeira missa celebrada pelo saudoso Padre Afonso Carvalho logo que chegou a cidade e assumiu a Igreja do Rosário.

A celebração foi realizada fora do pequeno e histórico templo religioso. Padre Afonso, falecido em 11 de agosto de 2019, aparece em primeiro plano, servindo a hóstia sagrada, ao fundo, e mais a direita, aparece o Padre Jesus, que faleceu em 12 de outubro de 1991.

Assista o vídeo sobre a Igreja do Rosário dos Pretos:

https://www.youtube.com/watch?v=8F5_XN6sJxs

* TRAJETÓRIA DE UM PADRE PSICÓLOGO, PROFESSOR E AMBIENTALISTA

Padre Afonso de Carvalho Sobrinho nasceu na fazenda Catolé no dia 13 de junho de 1936 no município de Mirandiba distrito de Tupanaci (Mãe de Deus). A Fazenda fora propriedade do tenente Alexandre Gomes de Sá Leal. Estas terras foram herança de seus avôs paternos: José Bernardino de Carvalho e sua esposa Lourença Gomes de Sá Carvalho. Os pais de Padre Afonso se casaram em 1929, Antônio Bernardino de Carvalho Sá e Gertrudes Maria Diniz e viveram nesta fazenda de 1929 até 1942 quando se transferiu para a fazenda Açude Velho, herança dos pais de D. Gertrudes Maria Diniz. Padre Afonso tinha seis anos quando acompanhou a família para a fazenda Açude Velho juntamente com sete irmãos. Sua infância, os primeiros ensinamentos, alfabetização, adolescência se deu nesta localidade.

A vida na Fazenda do Sertão se dividia em três partes: Campo, Trabalho e Casa. O campo incluía seus aspectos físicos, ambientais, geográficos e sua infraestrutura. O trabalho se conhece pelas funções e divisões desde criança, meninos, rapazes, adolescentes, mulheres e homens. A casa está ligada à genealogia, aos ancestrais e ascendentes. Ela é sede da cultura, da educação, um centro de convivência social, local de administração, religiosidade, de festas, uma estrutura física formando uma unidade econômica de produção independente.  A fazenda proporcionara um relacionamento entre o homem, a terra, a cultura e a culinária.

Padre Afonso saiu aos 12 anos para estudar em Sertânia morando com seu tio Padre, Mons. Urbano de Carvalho. Em seguida foi encaminhado para o Seminário Menor de Pesqueira, concluindo seus estudos no Seminário Maior em João Pessoa, Paraíba. Recebeu a ordenação sacerdotal no dia 26 de julho de 1964 em Sertânia pelo segundo Bispo de Afogados da Ingazeira, Dom Francisco Austregésilo de Mesquita ao lado de Dom Augusto de Carvalho, Bispo de Caruaru e Mons. Urbano de Carvalho. Fora o primeiro padre ordenado por Dom Francisco e o primeiro ordenado para a nova diocese de Afogados da Ingazeira. No inicio do ano letivo de 1964 o Diácono Afonso Carvalho assumiu a reitoria do Seminário Menor de Caruaru. Após sua ordenação sacerdotal voltou para o Seminário de Caruaru até encerrar o ano letivo. Em dezembro deste ano celebrou sua primeira missa em Tupanaci no seio da família carvalho, seus familiares e o povo em geral que recebeu o neossacerdote com entusiasmo, fervor e fé numa época de forte presença do catolicismo.

Em 1965 padre Afonso foi nomeado por Dom Francisco para auxiliar nas paróquias de São José do Egito e Itapetim em razão dos dois vigários destas paróquias sofrerem de asma tornando precária a assistência religiosa daquela área pastoral. Padre Afonso tornou-se o primeiro padre sem batina da diocese de Afogados causando admiração do povo, mudança ocorrida pelo Concílio Vaticano II e acompanhada de outras mudanças a que viria tornar a Igreja Católica no Brasil mais atuante na vida política e social do país. No começo de 1967, Dom Francisco cria a paróquia do Rosário em Serra Talhada e nomeia padre Afonso o primeiro pároco responsável pela metade do município de Serra talhada. Após se instalar e adquirir infraestrutura nesta paróquia padre Afonso começa construir a Igreja do Bom Jesus, inicio de Bairro pobre, formado de agricultores vindo da zana rural, trabalhadores do DNOSC e outros moradores que conseguiam serviços na construção da BR 232, a linha férrea e serviços de instalação de energia elétrica nos bairros da cidade. Em 1982 padre Afonso passa a morar no bairro Alto do Bom Jesus e em 1984 é criada a paróquia do Bom Jesus e Padre Afonso torna-se seu primeiro pároco. Trabalhou nesta paróquia até 2008 quando se torna vigário emérito e neste ano, no dia 26 de julho de 2014 completa 50 anos de vida sacerdotal dedicado aos pobres, ao meio ambiente, prestando imensos serviços na área de psicologia, parapsicologia, professor vários anos nos Seminários de João Pessoa e Caruaru, no Colégio do Professor Jucá em São Jose do Egito e no Colégio Imaculada Conceição em Serra Talhada. Sua maior contribuição foi aos agricultores como orientador, conselheiro e pastor defendendo os valores da família, da fauna e da flora da caatinga. Padre Afonso assíduo defensor do meio ambiente preservou na Fazenda Açude Velho uma Área denominada “Pequeno Santuário da Natureza” onde construiu seu mausoléu e pretende tornar-se semente de tudo que plantou nesta vida.

* Fonte: Professor Alberto Rodrigues.

 

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