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Uma publicação compartilhada por Paulo César Gomes (@escritor.paulocesargomes) em

terça-feira, 2 de junho de 2009

A casa, o cachorro e o retirante nordestino




RISCO DO TROVÃO





A seca no sertão, se funde com o latifúndio da cerca do barão,O que agrava a situação do pobre que não vê a solução pro seu problema.É a escapatória pro seu dilema. Ser fraco ou ser forte, digno de pena, rumar pro sul ou ficar no Norte.Esta é a cena. Na encruzilhada da vida, não tem esquema. Não se evita o corte. Com um pouco de sorte, tentar enganar a morte.Com um pouco de sorte, tentar enganar a morte.Não pergunte pra mim, ate quando vai ser assim,Nascer no começo, morrer antes do fim. Nascer no começo, morrer antes do fim.Por misericórdia, veja a missão,A prévia da revolução... Clareou no céu o risco do trovão,Iluminando a cabeça do homem no chão.Ele insiste, resiste, persiste e não desiste ! Levanta a cabeça não fica triste (2x)A insistência que leva a perfeição destrói, destrói a opressão.O desespero, desespero, digno de assim ser. Expulsa o homem da terra, seus valores, raízes enterra. O alvo não erra, o medo declara guerra !O alvo não erra, o medo declara guerra !A fome desespera aquele que necessita, para ele a Santa Ceia nunca foi repartida,podres são lançados pelas mãos de amaldiçoados,arrancam de sua boca o pão que já não tem, mate-o logo, não o faça de refém.O cabôco tenta dar o troco, virar o jogo,Dar rasteira no mal, se agarra no chão,Como se esse fosse o seu final irmão.Clareou no céu o risco do trovão,Iluminando a cabeça do homem no chão.Pobre nordestino, retirante como o Menino Jesus,Foge da seca que é destino como o diabo foge da cruz.Clareou no céu o risco do trovão,Iluminando a cabeça do homem no chão.(Trupiada do Cazumbatuque)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O5 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.
A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, onde a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.
Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.
A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.
A partir de 1974, o Brasil iniciou um
trabalho de preservação ambiental, através da secretaria especial do meio ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.
Mas em face da
vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies animais.
A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.
É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.
E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

domingo, 24 de maio de 2009

Fumaça prejudica clima e saúde

As queimadas florestais que mantêm o Brasil na lista dos maiores poluidores do planeta não ajudam só a elevar a temperatura global, também prejudicam a saúde das pessoas e ameaçam a sobrevivência de animais e de plantas.
A cada estação seca na Amazônia, de maio a novembro, por exemplo, multiplica-se o uso do fogo para “limpar” áreas desmatadas. Assim avança a fronteira produtiva na região. Tanta fumaça chega a fechar aeroportos, prejudicar o trânsito e outras atividades em muitos municípios do Mato Grosso, Acre e Rondônia. A saúde das pessoas também é afetada, assim como ocorre com a poluição provocada pelas queimadas de cana-de-açúcar no Sudeste e outras regiões. Hospitais lotados com pacientes sofrendo de problemas respiratórios são cenas comuns na época das queimadas.
O que aquelas pessoas vinham sentindo nos próprios pulmões foi comprovado pela pesquisadora Sandra Hacon, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. Ela iniciou testes em 2006 e recentemente pôde confirmar que as queimadas reduzem a capacidade pulmonar de crianças e elevam o número de consultas ambulatoriais e de internações hospitalares por doenças respiratórias.
Seu monitoramento aconteceu nos municípios de Alta Floresta e Tangará da Serra, em Mato Grosso. O estado é campeão em queimadas na Amazônia nos últimos anos e aqueles municípios apresentam as maiores taxas de internação e de mortalidade por doenças respiratórias em crianças menores de 5 anos.
Importante detalhe levantando por Hacon é o fato de que a fumaça das queimadas não atinge só quem está próximo do local onde eles ocorrem, ventos e o forte calor do fogo jogam a poluição sobre cidades distantes e até em camadas elevadas da atmosfera.No dia 1o. de maio
, foi encerrada em Nova Iorque (Estados Unidos) mais uma reunião das Nações Unidas sobre o uso sustentável de florestas. Conforme os especialistas presentes ao evento, o comércio de produtos florestais gera US$ 270 bilhões por ano, ou cerca de R$ 596 bilhões. Também informaram que todos os anos pelo menos 13 milhões de hectares de florestas são perdidos para o desmatamento, para as queimadas.
FONTE:http://especiais.fantastico.globo.com/vozesdoclima/

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O LEGADO DE CHICO MENDES.







Xapuri, cidade pequena do Acre, sempre foi destaque na história do Estado e da Amazônia. Durante o século XIX e parte do século XX foi referência em termos sociais e culturais. Nessa época, quando dirigida por comerciantes sírio-libaneses ostentava luxo e ocultava a miséria social que manchou sua terra de sangue. A riqueza natural de sua área florestal contrastou, com a mazela das famílias que lá habitam e retiram seu sustento da extração do látex. Nesta região, aos nove anos de idade, a criança Francisco Alves Mendes Filho, saía com seu pai para a labuta. Sem ter ido à escola, aprendeu a ler aos 20 anos para morrer pela terra e pelo seu povo aos 44.

A história de Chico Mendes é a de um líder popular que brigou pela preservação da floresta, já que a destruição desta colocava em perigo a vida daquelas pessoas com quem cresceu. Posteriormente, percebeu que lutava não só pelos próximos, mas também pelos distantes. O reconhecimento dele como um herói e depois como um mártir percorreu fronteiras. A prova são os prêmios internacionais que ganhou.
Seu assassinato, em 22 de dezembro de 1988, foi somente um entre os muitos que ocorreram na região. Se seus assassinos não fossem punidos, o fato representaria a vitória da mesma classe que tentou e tenta ocultar as discrepâncias sociais de Xapuri e do mundo. As vitórias e o legado de Chico Mendes beneficiam todos, inclusive estes.
Como demonstrativo da grandeza de Chico Mendes, podemos expor como seu legado: um instituo sócio ambiental e uma reserva extrativista com mais um milhão de hectares, ambos batizados com seu nome, além da ascensão de uma nova classe política preocupada com o meio ambiente e com os povos habitantes da floresta. Classe, representada em nível nacional por Marina Silva e Jorge Viana e regionalmente por Júlio Barbosa que é o atual prefeito de Xapuri. Todos esses são seus ex - companheiros de luta.Entretanto o maior dos legados foi apontado pelo jornalista Mac Margolis, na edição internacional da revista americana Newsweek. Ao se referir à região de Xapuri, Margolis disse “o verdadeiro legado de Chico Mendes é a lei e a ordem, um meio rural pacífico”. Pena que para se viver em paz, no meio da mata, o sangue precisou manchar a terra.

sábado, 16 de maio de 2009

As metas do plano climático brasileiro.

A primeira versão do Plano Nacional sobre Mudança do Clima apresentada pelo governo federal trouxe metas voluntárias para a redução do desmatamento no Cerrado, na Amazônia e demais biomas brasileiros. Até 2010, o objetivo é diminuir o desmatamento em 40%, em relação à média registrada entre os anos 1995 e 2005. Depois, até 2017, espera-se obter uma redução de 30% nas derrubadas a cada quatro anos. Tal postura contrasta com as posições apresentadas nos últimos anos pelos dirigentes brasileiros, que apostavam na poluição histórica de países industrializados para jogar nesses quase que toda a responsabilidade por ações voltadas a reduzir a poluição e conter o aquecimento global. Enquanto isso, países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, não se comprometeriam com metas, apenas teriam medidas voluntárias para reduzir suas emissões.
No entanto, essas mesmas nações em desenvolvimento ocupam posições de destaque no cenário global dos maiores poluidores, pelos níveis alarmantes de desmatamento e desenvolvimento econômico baseado em tecnologias sujas. Logo, elas devem também se unir aos esforços mundiais contra as alterações do clima. No Brasil, o principal tema de casa é conter o desmatamento. E isso depende de medidas como regularização fundiária na Amazônia, zoneamento ecológico-econômico, educação ambiental, fiscalização e políticas públicas que observem os diferentes aspectos econômicos, ambientais e sociais de cada região.
Outras medidas previstas pelo governo incluem crescimento anual de 11% no uso do etanol na matriz energética brasileira, aumento de 20% na co-geração de energia e que em 2015 o país esteja plantando mais árvores do que cortando. O Brasil também deverá reduzir em 10% o consumo de energia elétrica, até 2030, começar a produzir células fotovoltaicas, gerar energia do lixo, estimular a construção de edifícios eficientes e atingir uma taxa de reciclagem de resíduos de 20%, também em 2015. Uma política nacional de resíduos sólidos ainda aguarda aprovação no Congresso.
O plano deverá sofrer revisões constantes já a partir do próximo ano, mantendo seus quatro eixos de atuação: mitigação das emissões de gases do efeito estufa, considerados causadores do aquecimento global; adaptação; pesquisa e desenvolvimento; e divulgação e capacitação. A comissão encarregada de detalhar o plano tem 15 ministérios, sob coordenação da Casa Civil.
Mais informações sobre o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima aqui.
http://http//www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=96&idConteudo=7929

Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

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