Apresenta suas idéias políticas, unidas a sua moral. A tese principal é mostrar que política encontra-se, de certa forma, ligada à moral e que o estado deve levar o homem a virtude e a felicidade, fins aos quais se propõe a atividade política. Suas idéias estão basicamente expressas nos livros I e IV. O primeiro trata das origens e necessidade do estado, e o quarto, dos elementos básicos para um governo virtuoso.
No livro I, o Estagirita procura ressaltar a formação da cidade e como se dá a coesão social dos elementos que a constitui. Ao contrário de Platão, ele acredita que a formação de uma comunidade não está na reunião de indivíduos, mas na união familiar. A família é a primeira forma de sociedade, compreendendo três partes: os filhos, a mulher e os escravos, além da relação desses com o chefe e dos instrumentos necessários à subsistência. Assim, o filósofo comenta qual deve ser a relação do soberano da casta com seus membros.
A mulher e os filhos são imperfeitos. Cabe ao homem, virtuoso e racional, guia-los para melhor conservação dos mesmos. No livro IV, Aristóteles irá tratar especificamente sobre a educação dos filhos, abordando as características que estes precisarão adquirir para se tornarem futuros cidadãos.
Com relação aos escravos, Aristóteles cria uma teoria bastante complexa e ligada a outros elementos de sua filosofia. Sua tese parte dos fatores econômicos para a necessidade natural da escravidão. Por isso, é preciso que haja instrumentos animados e inanimados para a garantia do trabalho que proporcionará uma estabilidade econômica para a família. É de direito natural o uso da propriedade para adquirir bens, que ele chama de fortuna, e que os homens devem usufruir desse direito.
Para o lar, além da propriedade, são necessários também os meios para a produção dos bens. O senhor, no caso, tem a propriedade das ferramentas indispensáveis ao trabalho e possui ainda um instrumento animado, que é o escravo. O escravo não é destituído de humanidade, mas surge de maneira natural, ou seja, “existem homens que nasceram para ordenar e outros para obedecer”.
A inclinação natural do escravo é para o seu senhor, que é seu fim e orientação. Dessa forma, o escravo possui virtude até o ponto de essa ser necessário para a obediência. Mesmo aceitando a escravidão por natureza, Aristóteles condena a escravidão pela violência, pela guerra, pois os motivos que geram a guerra podem ser injustos.
Logo após o estudo sobre os escravos, o Estagirita passa a definir os tópicos para aquisição de bens. Ele revela que o cidadão não pode se ater a conquista de riquezas em metais, pois é algo condicionado pelos homens e não natural. O homem precisa satisfazer apenas as necessidades que garantam conforto e ociosidade para a vida política.
A vida política só pode ser exercida pelos cidadãos. Havia também a classe militar e trabalhadora, estes últimos, apensar de serem homens livres, não lhes era aceito participar das decisões. O papel que desempenhavam era apenas o trabalho público e o comércio.
Em síntese, no livro I, o estado é formado pela reunião de famílias, pois a necessidade de bens assim exigiu, e que ela compreende a relação: pais e filhos, marido e mulher, senhor e escravo. O homem é um animal político. A atividade política deve levá-lo a virtude e a felicidade, e sua participação como cidadão faz parte do status social necessário em um governo.
No livro IV, encontram-se os elementos que irão constituir uma cidade ou nação virtuosa. Isso compreende sua posição territorial, sua defesa, o número de pessoas e as atividades sociais como os banquetes e culto aos deuses. Concomitantemente, também compreende a forma educacional dos jovens para a cidade. Aristóteles trabalha assim, de uma maneira empírica e direta.
A cidade ou nação deve, em sua forma de governo e leis, promover a felicidade de seus membros para que a virtude seja alcançada. Elementos que possibilitem sua defesa e, ao mesmo tempo, o comercio e a prosperidade, são fatores para uma cidade bem desenvolvida.
Os cidadãos devem desempenhar funções que melhorem a administração do estado e que sejam flexíveis. São elas: a jurista, a sacerdotal e a militar. Aos outros membros, como escravos e trabalhadores, irão continuar a exercer sua tarefa específica, indispensáveis para a economia.
Por último, existe a educação dos filhos, que deve ser estimulada pela ginástica e pela música, como também o conhecimento da ciência para bem exercer seu papel na sociedade. Os filhos devem evitar os prazeres que não levam a uma perfeita moralidade e também buscar, nos mais velhos, o exemplo necessário. As mulheres não devem casar-se novas e precisam amamentar seus filhos com o próprio leite, pois isso é saudável e de acordo com a natureza, destaca o filósofo. Com mais detalhes, Aristóteles procura estabelecer os elementos da educação no restante da obra.
Em suma, foram expostas, de maneira genérica, as teses principais dos dois livros da Política que, de certa forma, abordam as intenções do autor sobre a natureza do homem quanto ao social e político. O objetivo principal é responder a pergunta: por que os homens vivem ou procuram viver em sociedade?
A Política de Aristóteles procura definir as bases que o homem precisa para chegar à virtude. É um trabalho que possui ligação intima com outras obras do filósofo. O Estagerita define três formas de governo: a monarquia, a aristocracia e a democracia. Ele não elege a melhor, mas acredita numa forma de governo democrático-intelectual que leve os homens ao fim último que sua moral propõe, a virtude. Assim, nos dias de hoje, só uma política séria, que se comprometa com o bem comum, pode contribuir na formação do homem. A política não deve, segundo o filósofo, pautar suas ações nas exigências de um déspota, mas em interesses que levem ao bem comum de uma nação. É essa a tese que se defende aqui.
Referência
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Escala, s/a.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Um exemplo de conhecimento tácito e conhecimento explícito baseado no texto “De dar inveja à Fidel”
Rogerio Carlos Petrini de Almeida[1]
O presente trabalho tem a finalidade de identificar a aplicação de conhecimento tácito e de explícito, no texto “De dar inveja em Fidel”, inicialmente se procurou em conceituação de conhecimento tácito encontrados com alguma facilidade em dicionários e textos da internet, resumindo aí temos: tácito – do latim – não expresso por palavras; adquiridos ao longo do tempo da vida; intrínseco e inerente a habilidade da pessoa, ligado a pessoa, com base nestes princípios destaca-se do texto os seguintes trechos: . “O escritor, por sua vez, era um admirador dos charutos produzidos manualmente por Menendez, na pequena fábrica da Menendez & Amerino,” [.....]“A produção é totalmente artesanal, do plantio à confecção, exatamente da mesma forma que o pai de Félix, Alonso Menendez, fazia em Cuba até a tomada do poder por Fidel Castro.” ; [...] “a secagem das folhas de fumo é feita uma a uma e o processo de fermentação é acompanhado pessoalmente pelo diretor da fábrica, Arturo Toraño. Primo de Félix” [...]. A primeira e segunda colocação evidência o conhecimento tácito pela manifestação de conhecimento da pessoa na produção e no plantio manual, conhecimentos intrínsecos que lhe permitem um reconhecimento nesta produção artesanal; e podemos dizer que a admiração aos charutos também emana conhecimento próprios da pessoa, na terceira citação vê-se que o processo é acompanhado pessoalmente pelo Senhor Aturo o que ressalta a pura manifestação do conhecimento adquirido ao longo dos anos, tácito. A secagem das folhas já pode nos induzir ao conhecimento explícito – do latim: formal; é aquele claro, regrado, facilmente comunicado, pode ser formalizado em texto, desenho.
Ainda para destacar o conhecimento explícito retira-se do texto a seguinte passagem:“conquista é um tipo peculiar de fumo desenvolvido nos últimos dois anos em parceria com a escola de agronomia da Universidade Federal da Bahia. A planta usada nos charutos da empresa é uma variante obtida de cruzamentos de variedades cubanas com brasileiras.”; de onde se percebe que a demanda produz conhecimentos formalizados, regrados, registrados e que podem ser seguidos sem perda de conhecimento, ao contrário do tácito que está contido na pessoa e com ela se perde.
Para se relacionar o conhecimento tácito e o conhecimento explícito busca-se o seguinte episódio: “A região do Recôncavo Baiano é, no território brasileiro, a que mais se aproxima em condições climáticas e de solo à principal área produtora de Cuba, Piñar Del Rio. Mas, mesmo com as semelhanças, é praticamente impossível produzir por aqui habanos como os caribenhos", diz Félix.” O conhecimento explicito identifica a região, condições semelhanças de clima mas o conhecimento tácito do Sr. Felix, registra a dificuldade de se ter um produto igual ao de Cuba.
Resta esclarecer que o conhecimento tácito e conhecimento explícito se completam e relacionam em cada individuo, formando este, talvez, um ser único. O texto bem demonstra exemplificando pelos dados estatísticos, pesquisa, condições climáticas identificadas pelo homem, e por ele registradas, ao mesmo tempo reflete a experiência e conhecimento arraigado nas pessoas da família Menendez.
REFERÊNCIA
Exame.com. De dar inveja a Fidel. Revista Exame. São Paulo Ed. Abril, ed. 916. 2008.Disponível em: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0916/noticias/de-dar-inveja-em-fidel-m0156973 Acesso em: 03 set. 2011.
[1] Aluno do Curso de Biblioteconomia – FABICO / UFRGS. Trabalho realizado como pré-requisito para avaliação da disciplina de Gestão do Conhecimento (BIB03225), ministrada pela Professora Maria do Rocio Fontoura Teixeira. Porto Alegre, set. de 2011. E-mail: rogério_petrini@hotmail.com. Blogue - http://rogeriopetrinialmeida.blogspot.com/.
domingo, 27 de outubro de 2013
OPINIÃO: O difícil calvário de Augusto César, seus pecados, e os riscos da não reeleição
Por Paulo César, professor, escritor e historiador
O deputado Augusto César (PTB) enfrentará no próximo ano a sua mais dura batalha eleitoral desde a primeira campanha para o cargo, em 1986, pelo PDT. As previsões para 2014 não são nada animadoras e com possibilidades reais de não haver a renovação do mandato para a Assembleia Legislativa.
O petebistas disputará uma campanha extremamente competitiva que envolverá os nomes de Manoel (PT), Rogério Leão (PR), Rodrigo Novaes (PSD), e se estiver apto, o ex-prefeito Carlos Evandro (PSB). O que pesa a favor de Augusto César é bom desempenho do senador Armado Monteiro (PTB) nas pesquisas para governador. Esse elemento poderá facilitar a criação de uma chapa PTB/PT que beneficiaria Augusto. No entanto, se a chapa proporcionada for sangue puro, a situação ficará ainda mais complicada, já que o deputado terá que tirar entre 45 e 50 mil votos, ou até mais.
Augusto César só chegou a esse ponto porque ao longo dos anos se tornou um político centralizador e por isso acabou perdendo um significativo número de aliados. Sem contar que na última campanha, em 2012, o parlamentar fez uma aliança sem critérios com o adversário histórico Inocêncio Oliveira (PR). A união acabou sendo refutada pela população, além de expor publicamente as fragilidades e as divergências existentes no grupo político que surgiu com o discurso de mudança e que governou a cidade em duas oportunidades, 1993/96 e 2001/2004, mas que acabou virando mais um ilustre troféu na galeria de conquistas do deputado Inocêncio Oliveira.
Um forte abraço a todos e a todas e até a próxima!
P.S.-As últimas pesquisas para presidente confirmam uma tendência apontada por mim, aqui no Farol, de que a união de Marina e Eduardo acabou beneficiando a candidatura de Dilma a reeleição.
Publicado no Portal Farol de Noticias de Serra Talhada, em 27 de outubro de 2013.
Tema da redação do Enem 2013 fala sobre a Lei Seca no Brasil
A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 tem como tema "Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) minutos após o fechamento dos portões dos locais de prova pelo Brasil.
Pelo Twitter, o Inep afirmou que "sobre esse tema, os participantes devem desenvolver um texto dissertativo-argumentativo segundo os critérios definidos no Edital do exame." A autarquia do Ministério da Educação disse ainda que os candidatos deverão redigir o texto "a partir de leitura dos textos motivadores apresentados no exame".
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Enem 2013: 10 apostas para o tema da redação
O tema da redação do Enem costuma mexer com a imaginação e a curiosidade dos brasileiros. Por ser a única prova em que os candidatos podem alcançar nota máxima, a redação deixa estudantes e professores apreensivos na reta final da preparação para o Enem. O Educação ouviu professores de redação que deram dez palpites de temas que podem aparecer no exame.
Sustentabilidade
Braulio Fernandes, professor do Colégio Qi, acredita que a sustentabilidade pode ser utilizada como tema. “Para este assunto, as propostas de solução devem envolver a responsabilidade dos consumidores sobre a degradação do meio-ambiente”. O professor de redação Paulo Sergio Pedrosa concorda com Bráulio quanto ao tema. Para ele, a conscientização da população sobre as questões ambientais pode ser cobrada na prova. “Temas como reciclagem e conscientização do consumidor são plausíveis para o Enem”.
Energia
A questão energética também pode aparecer na prova. Os impactos ambientais e sociais gerados pela atual composição da matriz energética brasileira são apostas do professor Paulo Sergio. “Alternativas às fontes atuais de energia têm grandes chances de estar presentes na prova”, afirma.
Manifestações
Depois de se estabelecerem como marco na história política do país, as manifestações de junho podem surgir como tema de redação. Para Braulio, o engajamento dos jovens na luta por mudanças na cena política brasileira pode aparecer na avaliação.“A juventude assumiu um protagonismo como não se via há décadas. Organizaram-se através das redes sociais. O virtual levou ao real, assim como aconteceu na Primavera Árabe. Essa pluralidade de assuntos que se relacionam às manifestações tornam o tema um bom palpite para o exame”, reflete Braulio.
Mobilidade urbana
A mobilidade urbana, que voltou à tona com toda a força durante as manifestações, requer complexas propostas de solução. Caso o tema esteja no Enem, é importante que o candidato pense em argumentos para defender seu ponto de vista. O professor Braulio explica: “Os candidatos precisam mostrar como o tema afeta a vida da população, propondo soluções amigáveis do ponto de vista ambiental e econômico”.
Mulher na sociedade atual
A mudança do papel da mulher na sociedade é outra aposta para o tema da redação. Depois de conquistarem o direito a voto em 1932, as mulheres atualmente ocupam a Presidência da República e são maioria no eleitorado brasileiro, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. Ao abordar o tema, o candidato deve fugir dos clichês, como o sexo frágil, por exemplo. “Uma boa solução é falar dos direitos que a mulher tinha no século passado e os que tem hoje, abordando os problemas que ainda persistem. Violência doméstica e disparidade salarial entre homens e mulheres são boas saídas”, conclui o professor Paulo Sérgio.
Supervalorização da beleza
O bullying, sofrido por muitos jovens e adolescentes, pode ser abordado na prova. Muitos jovens deixam de comer ou usam anabolizantes para se encaixar num padrão estético respeitado pelos colegas e pela sociedade. Isabel Vega, professora de língua portuguesa do Colégio Pedro II, afirma que os alunos devem "falar da importância da família, da conversa em casa sobre anorexia e o fim do bullying nas escolas na proposta de solução." Outro ponto importante que deve ser abordado pelos alunos é o investimento do governo em propagandas de conscientização, importantes para a resolução do problema.
Esporte como meio de inclusão social
A Copa do mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016 podem ser excelentes panos de fundo para a dissertação do exame. Os participantes podem encontrar uma proposta que discuta as dificuldades encontradas pelos cadeirantes, por exemplo. Atividades esportivas podem ser um meio para que deficientes físicos e menores carentes se incluam na sociedade. Além disso, o esporte é, antes de tudo, uma boa forma para recuperar e equilibrar a saúde física e mental.
Redução da maioridade penal
Segundo a professora Isabel, caso apareça no exame, a proposta deve pedir ao candidato que discuta se a diminuição da maioridade penal resolve ou não os crimes cometidos por menores de idade. Ela explica:
"Os alunos devem pensar no que a sociedade faz pelos menores para depois cobrar um caráter cidadão deles. É importante sugerir que o governo e a sociedade civil, por meio de ações coletivas e individuais, devem investir em educação, esporte e arte. E, por fim, estabelecer uma conclusão: se a diminuição da maioridade penal resolve ou não a origem do problema".
Crack
Seguindo a tendência de temas ligados a problemas que acometem os jovens, o crack é outro palpite para a prova deste fim de semana. A droga, que é barata e cinco vezes mais forte que a cocaína, tem alto poder viciante. Durante seis meses de 2012, cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares, segundo levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad). Em seus textos, os candidatos podem abordar a necessidade de investimentos em educação e no combate às drogas. É válido lembrar a questão da internação compulsória, que foi muito discutida nos meios de comunicação.
Valorização da saúde pública
Lançado em junho deste ano, o programa Mais Médicos tem o objetivo de aumentar o número de médicos na rede pública de saúde em áreas carentes do país, por meio da contratação de mão-de-obra estrangeira. No Enem, os candidatos podem refletir sobre a importância da saúde para o desenvolvimento da sociedade. Por ser um tema delicado, os participantes devem tomar cuidado com os argumentos utilizados em críticas ao governo. As críticas devem ser bem fundamentadas, com exemplos concretos e soluções viáveis.
Fonte: G1
Fonte: G1
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Resumo sobre a Desobediência Civil
Desobediência Civil é uma maneira de protestar contra um governo opressor.
O conceito de Desobediência Civil é proveniente do ensaio escrito por Henry David Thoreau em 1849. Inicialmente, seu texto foi intitulado de Resistência ao Governo Civil traçando as linhas principais de sua ideia de auto-aprovação. O ensaio de Henry dizia que não seria preciso lutar fisicamente contra um governo ou sistema político caracterizado pelo autoritarismo ou pela opressão, seria suficiente e efetivo que a população não apoiasse o sistema e que também não permitisse que o governo apoiasse os movimentos populacionais.
O ensaio de Henry David Thoreau serviu para formular o conceito de Desobediência Civil e influenciou muitas pessoas que compartilharam da ideia. Embora outros intelectuais já tivessem tocado em assunto semelhante muito antes de Henry Thoreau, desde Sófocles na Grécia Antiga até Immanuel Kant, foi ele que recebeu a fama pela formulação do conceito. Isso porque Henry Thoreau foi o primeiro a efetivamente tratar das condutas de desobediência a um governo estabelecido, o que não era foco no pensamento de teóricos anteriores.
A leitura da Desobediência Civil de Henry Thoreau influenciou muitos movimentos no mundo. O conceito apresentado pelo autor inglês serviu de tática na luta de colônias africanas e asiáticas em busca da liberdade. Na Ásia, o caso mais emblemático de prática das formulações de Henry se deu com as ações lideradas por Mahatma Gandhi, que mobilizou a população da Índia para libertar seu país da exploração inglesa. Mais tarde, foi a vez de Martin Luther King adotar as proposições do conceito de Desobediência Civil para liderar os negros estadunidenses em uma campanha por direitos civis, uma vez que, embora a escravidão já tivesse sido abolida no país há muitos anos, os negros sofriam com condições inferiorizadas impostas pela sociedade branca dos Estados Unidos.
Fonte:
THOREAU, Henry David. A Desobediência Civil.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Resumo sobre Acionista
Acionista é a pessoa física ou jurídica, proprietária de ações (ou ações no Brasil) de um (ou mais) dos tipos
de Sociedades Anônimas ou Sociedade em comandita por ações.
Definição
O
acionista é um sócio capitalista que participa na gestão da sociedade na mesma medida em que
detém capital da mesma, tendo por isso, direitos de
voto proporcionais à quantidade de ações que possui. Dentro da sociedade, quem
detém mais ações, tem direito a maior quantidade de votos.
No
caso da Sociedade Anônima, existe
geralmente, um grande numero de acionistas que não participam necessariamente
na gestão da empresa, cujo único interesse é unicamente o de receber uma retribuição em forma de dividendo em troca do seu investimento,
tendo no entanto, um interesse direto no conhecimento do desenvolvimento da
sociedade. A informação em tempo útil é considerada a
ferramenta preponderante para permitir a tomada de decisão e o seguimento do
decurso da gestão da sociedade.
Direitos dos acionistas
Muitos
fatores podem determinar ao detalhe os direitos do acionista, mas a legislação do país onde se encontra a sociedade e
os estatutos da sociedade definem, normalmente, os
principais direitos dos acionistas:
Direitos
econômicos
·
Direito a subscrever dividendos em função da sua participação e quando
a sociedade assim o permita;
·
Direito a receber uma percentagem do valor da sociedade,
caso esta seja dissolvida.
·
Direito a vender a sua ação livremente no mercado,
direito este por vezes limitado através dos estatutos da sociedade.
Direitos políticos ou de gestão
·
Direito de voto. Normalmente, cada ação
equivale a um voto, mas a percentagem pode variar, conforme definição nos
estatutos.
·
Direito à informação,
com a finalidade de conhecer a gestão da empresa. O acionista que
detenha uma determinada percentagem de ações, pode, dependendo da legislação
ou dos estatutos da sociedade, exigir auditorias às empresas.
Acionista
como investidor.
O acionista
é também um investidor,
dado que emprega uma determinada quantidade de capital com vista a obter um dividendo.
O investimento pode ser de renda variável,
quando não existe um contrato que especifique que o acionista deve
receber quotas fixas proporcionais ao seu investimento. A retribuição do
investimento pode ser através de duas formas:
·
Dividendos
·
Aumento do valor da sociedade, o que acontece quando
esta se encontra em boa forma no desempenho das suas atribuições,
bem como quando tem capacidade para gerar benefícios futuros, assim
como o incremento dos ativos através
de benefícios passados.
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