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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Alunos do Colégio Francisco Mendes são aprovadas na etapa final da Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico 2014




Os alunos do Colégio Francisco Mendes são aprovadas na etapa final da Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico 2014. 
Parabéns a direção e a equipe de docentes do colégio, a professora Kátia Maria pelo seu empenho e dedicação, e em especial a todos os finalistas.

Relação dos alunos aprovados na Final das Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico 2014:
Nível I
Caio Andrada
Gustavo Henrique 
Luiz Henrique Oliveira 
Paloma Luna

Nível II
Ryan Rodrigues 
Sara Mcgill 
Silas Henrique 
Tomas Santana

Nível III
João Vitor Oliveira 
Mariana Conserva
Nathália Brandão

Nível IV
Joab Lins 
Rennan Rodrigues

domingo, 16 de novembro de 2014

OPINIÃO: Está faltando um grande líder político em Serra Talhada; quem se habilita ao desafio?

paulo césar
Por Paulo César Gomes, professor e escritor serra-talhadense


Periodicamente se discute em Serra Talhada a necessidade da instalação de um IML, a reforma do terminal rodoviário, a implantação de uma Delegacia da Mulher, a mudança no trânsito, um projeto para a revitalização do Rio Pajeú. No entanto, todas essas reivindicações são levantadas no momento em que se enaltece o prestígio político da cidade, o que acaba gerando inúmeras perguntas frente a essa enorme contradição. 

A primeira coisa a ser feita é entender que Serra Talhada não tem atualmente um grande líder político. Isso inclui o deputado Inocêncio Oliveira – que já anunciou aposentadoria – que perdeu o comando PR no estado. Justo ele que a bem pouco tempo controlava com “mãos de ferro” um grupo político com prestigio regional e que se dava ao luxo de fazer e desfazer de aliados e adversários.

Essa visão sobre o quadro municipal é comprovado quando analisarmos os resultados das últimas eleições, onde vários forasteiros foram muito bem votados, porque a população está insatisfeita com a “prata da casa”, deixando um recado direto aos ditos “líderes”. Liderança que não atende aos anseios do povo e não consegui transferir votos, não têm o poder e o controle que imagina.

O primeiro que deve começar a repensar a sua postura é o deputado Sebastião Oliveira (PR) que apesar da expressiva votação – graças a grande rejeição a gestão de Luciano Duque e por ter sido identificado como o principal nome de oposição ao prefeito -, só transferiu cerca de um terço dos seus votos para seu candidato a estadual Rogério Leão. Assim como o ex-prefeito Carlos Evandro que não conseguiu transformar o seu prestigio em votos para Marinaldo Rosendo e Lucas Ramos. Se não mudarem de estratégia e de postura, tanto Sebá como Carlão terão dificuldades para emplacar os nomes de Waldemar Oliveira e Socorro Brito para a disputa em 2016.

A avaliação também se estende ao prefeito Luciano Duque que só conseguiu acrescentar 3 mil votos a mais na votação do deputado Manoel Santos em relação a 2010. Mesmo contado com todo aparato da máquina municipal, o prefeito vem sofrendo muito com o peso da cadeira que ocupa e não consegue se firmar como uma expressão política local e nem tão pouco regional.
O deputado Augusto César também precisa refletir com urgência a trajetória de declínio gradual que vem sofrendo a cada eleição, além de justificar porque não consegue transferir nem a metade dos votos que tira, para os candidatos que alternadamente apoia para deputado federal.

Se Luciano e Augusto não deixarem de lado a teimosia, a centralização das iniciativas políticas e a inconstância no discurso, irão naufragar em 2016 em pontos distintos do oceano político. Porque nem Luciano se reelege sozinho e nem Augusto banca uma campanha majoritária com uma chapa própria.

Já com relação a Marquinhos Dantas é preciso verificar com calma os fatores que o levaram a receber uma expressiva votação para deputado estadual até porque ele ainda não possui um grupo político. E enquanto ninguém desponta como grande líder, a população sofre com os diversos problemas estruturais e sociais que a cidade enfrenta.

Um forte abraço a todos e a todas e até próxima!

Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 16 de novembro de 2014.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Há 25 anos a banda D.Gritos lançava o disco Barriga de Rei

Há 25 anos era lançado pela banda D.Gritos o disco BARRIGA DE REI, um trabalho musical revolucionário, levando-se em consideração o contexto da época, onde o verdadeiro forró dominava o seguimento musical em praticamente todo o Nordeste.
O LP é recheado de pegadas de guitarra de altíssimas qualidade, com variações eletrizantes de solos e de rifes, assim como de uma bateria extremante vibrante, lembrando o que de melhor existia no rock nacional. A qualidade do trabalho se estende ao baixo e aos teclados, instrumentos que eram bastante usados em grupos nacionais e internacionais, com o RPM e o Queen.  Uma inovação apresentada pela banda no disco foi uso de instrumentos de percussão, uma mistura que foi usada pouco tempo depois por Chico Science e o movimento Manguebeat.



Capa do disco 

Outro destaque do disco são as letras, que também refletiam o sentimento da juventude local que começa a vivenciar a liberdade proporcionar com o fim da Ditadura Militar. Soma-se a isso, o fato de  que os compositores da banda – Camilo Melo e Ricardo Rocha – traduziram como ninguém os seus dilemas pessoais e as sua indagações sobre a vida, o amor, a politica e a religião.
O trabalho foi gravado no estúdio Estação do Som, em Recife, e produzido por  Orlando Lima (Zé Orlando) e a própria banda. Segundo Camilo, a participação de Zé Orlando foi decisiva para o  sucesso do BARRIGA REI, pois ele acrescentou muito com a sua experiência e talento. Zé Orlando acompanhou o grupo desde os ensaios, ainda em Serra Talhada, até fase a final com a passagem das músicas para o type. Para fazer todo o processo de gravação, mixagem e masterização, o grupo levou pouco mais de trinta horas. A rapidez é justificada em virtude de questões financeiras. O dinheiro que a banda tinha não era suficiente para passar mais tempo gravando no estúdio.  
Em função de uma viagem de Ricardo Rocha para São Paulo, coube a Paulo Rastafári - que havia entrado há poucos dias na banda - a responsabilidade por imortalizar através da sua voz as músicas que ainda hoje tocam em rádios de todo o Brasil e são baixada através da internet por faz e admiradores do trabalho da D.Gritos.
Músicos que participaram da gravação:
CAMILO MELO – guitarra e violão; JORGE STANLEY: bateria e percussão; TOINHO HARMONIA: contrabaixo; DITINHO - teclado; NILSINHO – percussão -  PAULO RASYTÁFARI – Voz.
Ficha técnica:
Produção Musical: D.Gritos, Orlando Lima
Arranjos: D.Gritos
Gravação: Tião Patinhas, Léo Dim
Mixagem – Léo Dim
Edição - Tião Patinha

No disco BARRIGA DE REI foram gravadas as seguintes músicas: - lado A - “Grilos”, “Escravos de Ninguém (Porra)”, “Barriga de Rei”, “Loucos (Mayra)”,- lado B - “Quando Será Minha Vez”, “Eu Sei”, “Seduções de Imagens” e “Última Vez”.


                                    Banda D.Gritos na foto para a encarte do disco BARRIGA DE REI

Segundo Jorge, o disco BARRIGA DE REI é do ponto de vista musical o mais popular da banda, isso se deve aos arranjos MPB/POP e ao estilo musical de Paulo Rastafári. Além disso, o disco foi o único a ser comercializado.
Entre a gravação do disco e o lançamento oficial, realizado no Batukão, foram mais de onze meses, nesse período a banda realizou algumas apresentações, e também concederam várias entrevistas, além de apresentações em emissoras de TV; em Campina Grande-PB e em Recife; na TV Pernambuco, TV Jornal, Tribuna e Universitária. Mas mesmo com a realização de vários shows e com toda a badalação em torno do repertório, ainda faltava a comercialização do disco que não ocorria em função da capa ainda não está pronta.
Diante da falta de dinheiro para resolver o problema, Camilo teve a ideia de vender os discos de forma antecipada através de cartões (cupons), que foram produzidos com o apoio da Casa da Cultura. Com os cartões nas mãos, o grupo caiu em campo e conseguiu vender aos familiares, amigos, comerciantes, profissionais liberais e servidores públicos, chegando ao total de 288 cupons. Com o dinheiro arrecadado foi possível realizar  a cofecção das capas para os discos que já estavam prensados.


Cartão (cupom) usado para arrecadar dinheiro para a confecção da capa do disco 

A ideia da capa do disco foi de Camilo, sendo que a criação foi de Tarcísio Rodrigues, Aluízio Nunes, Karoba Nunes e Fatima Silva (Fafá). Arte final foi de Edna Batista, e as fotos foram feitas nas areias do Rio Pajeú, utilizando um jornal com o nome da banda pintado por Tarcísio Rodrigues e reveladas no Tucano Studio, de Aluíso Nunes, e no Foto Reis, de Anacleto Reis. O encarte ficou por conta do talentoso artista plástico Karoba Nunes, que ilustrou com maestria o momento politico e social do país. 

Na contra capa do disco a banda prestou várias homenagem, entre elas, uma merece um destaque especial, a que foi prestada as mães de cada um dos integrantes da banda.  “As nossas mães que nos colocaram no mundo e nos deram tantas inspirações e força para chegarmos até aqui. D. Juracy, D. Lourdinha, D.Gilda, D. Ana e D. Adélia muito obrigado!”. Os amigos da “TURMA” dos D.Gritos também foram lembrados e a música “Loucos (Mayra)” foi dedicada in memória de Geovani (Vaninho), um grande amigo dos membros da banda e que morreu em trágico acidente automobilístico alguns dias antes da gravação do disco.
Ainda na contra capa, também consta um agradecimento aos amigos que sempre deram força ao grupo, entre eles: Ivaldo Nogueira, Antônio Alexandre, Nildo Gomes, Rui Grúdi, Bil, Joseley Gildo, Zé Paulo, Márcio, Carlito, Ronaldo, Pedrinho, Antônio Rosa, Álvaro, Fred Pinto, Domar, Veva, Tovinho, Fafá, Tarcísio Rodrigues, Daniel Dantas, José Fernandes.



Encarte do disco BARRIGA DE REI elaborada pelo artista plástico Karoba Nunes

Com o material pronto, o disco começou a ser vendido e acabou sendo lançado em outubro de 1989, em um grande evento no Batukão, já contando com o retorno de Ricardo Rocha. Foi uma noite memorável, que contou com a presença de familiares, amigos e muitos fãs da banda. Esse momento ficou marcado na memoria de todos os músicos que tocaram naquele noite, pois foi com o disco BARRIGA DE REI que a banda D.Gritos entrou definitivamente para a história da música pernambucana e brasileira. Em função do valor histórico, alguns colecionadores e fãs do grupo chegam a pagar valores generosos por um exemplar do disco.





Fotos do show no Batukão durante o lançamento do disco BARRIGA DE RE


Fonte: Livro "D.Gritos: do sonho à tragédia. A história da maior banda de rock do Sertão Pernambucano", escrito por Paulo César Gomes.

domingo, 9 de novembro de 2014

MEMÓRIA: CIST, do passado glorioso ao abandono total em Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, Professor e pesquisador da História de Serra Talhada

Passados os intermináveis debates e as atribulações do período eleitoral, entraremos agora em uma nova fase de pesquisa, e por esse motivo gostaríamos de convidar os amigos e as amigas serra-talhadenses de nascimento e de coração, no Brasil e no mundo, a viajarem por mais uma apaixonante passagem da nossa história. Sejam todos bem-vindos ao mundo encantado e de diversão do CIST (Clube Intermunicipal de Serra Talhada).

O CIST foi fundado em 25 de dezembro 1951, com tempo indeterminado de duração, teve a sua primeira diretoria formada por Moacyr Godoy (Presidente), José Nunes Magalhães, Alexandre Firmo Ferraz, Pedro Antunes Lima, Wilson Matos, José Aubry da Costa, Manuel Antonio de Souza e Antonio Gomes de Lucena. Entre os objetivos do clube estava o de “promover e incentivar entre os seus sócios a prática de todos os desportos, desenvolver atividades culturais e de assistências e manter o espírito de cordialidade e cooperação que entre eles deve existir”(Art. 3º.  do Estatuto do CIST).

FACHADA DO CISTO NOS ANOS 50
FACHADA DO CIST NOS ANOS 60

No entanto, o clube que nasceu para proporcionar o lazer e o entretenimento para uma parte da elite social serra-talhadense da metade do século XX, acabou se tornando um grande agregador social ao longo dos anos, abrindo espaço para todas as camadas da sociedade, independente de credo, raça, opção partidária ou time de futebol.

O espaço do CIST serviu para a realização de casamentos, batizados, aniversários, bailes de carnaval, festas juninas e natalinas, concursos de beleza, desfiles de moda, reuniões políticas, congresso de estudantes, festival do sorvete e da cerveja, e até para exibição de filmes, entres outras atividades. Pelo palco do CIST passaram dezenas de artistas, entre eles, Edésio e os Seus Red Caps, Assissão, Rui Grudi, Edson Lima (na época ele cantava na Banda Talismã), D.Gritos, Côngruos, Planeta Terra, e a cantora Gretchen, conhecida pelos hits “Freak Le Boom Boom”, “Conga Conga Conga” e o “Melô do Piripipi”.


O CIST FOI PALCO DE GRANDES FESTAS DE CASAMENTO COM A SOCIEDADE LOCAL
O CIST FOI PALCO DE GRANDES FESTAS DE CASAMENTO COM A SOCIEDADE LOCAL

Muitos serra-talhadenses, de diversas gerações, ainda guardam na lembrança os anúncios que eram divulgados em uma difusora localizada na Praça Sérgio Magalhães, informado sobre as atrações que iriam se apresentar no Clube ou até mesmos para confirmar os horários dos bailes ou dos famosos privês das décadas de 80 e 90, organizados por José Aubry.

Mesmo quando o CIST começou a ganhar o rótulo de “espaço povão” ou local de “confusões” e de “brigas” a população não deixava de frequentar o local, que mesmo acanhado em função do grande número de frequentadores, ainda era o bom e velho CIST, um clube onde várias paqueras e paixões foram despertadas, e onde também surgiram casamentos que perduram até hoje.

O CIST HOJE

O CIST de hoje em nada lembra os do passado glorioso. Em um último suspiro o clube ainda serviu de espaço para apresentações de teatro e de dança. Porém, por motivos que não são conhecidos do grande público as atividades culturais e sociais do clube cessaram.

Hoje o CIST está desfigurado, deformado pelo tempo e pelo abandono, sucumbindo-se à própria sorte. Um moribundo em meio a uma cidade que se moderniza, mas que assiste em renegar o seu passado e a preservar a sua história! No entanto, é ressaltar que nem tudo está perdido, pois quem sabe o CIST, assim como na mitologia, ressurja belo e imponente tal qual uma fênix, para que possa novamente ocupar um lugar de destaque que sempre teve na vida social e cultural de Serra Talhada.  Viva o CIST e as suas inesquecíveis histórias!

Um forte abraço a todos e a todas e até a próxima!

P.S.: Os amigos faroleiros que queiram nos fornecer fotos de eventos ou registrarem seus depoimentos sobre sua histórias vividas no CIST, podem entrar em contato pelo e-mail: pcgomes-st@bol.com.br .

Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 09 de novembro de 2014.

CARNAVAL NO CIST EM 1991
CARNAVAL NO CIST EM ANOS 80

CARNAVAL NO CIST EM 1990
CARNAVAL NO CIST ANOS 90
ORQUESTRA FAZ  SHOW NO CIST
ORQUESTRA FAZ SHOW NO CIST

FACHADA CIST ANOS 90
FACHADA DO CIST NOS ANOS 90

O CIST HOJE- RETRATO DO ABANDONO TOTAL-
O CIST HOJE - RETRATO DO ABANDONO TOTAL-

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LEI DO LIVRO: Na CMST, escritor lamenta falta de incentivo à leitura em Serra Talhada

Por Giovanni Sá (Farol de Notícias)

paulo césar
O escritor, professor e colunista deste FAROL, Paulo César Gomes, utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores nessa segunda-feira (3) e fez um duro discurso mostrando que Serra Talhada está no atraso quanto a produção e incentivo à literatura. O professor comparou a Capital do xaxado às cidades de Afogados da Ingazeira e Salgueiro, e lamentou que o poder público só enxergue como prioridade o xaxado.


“Outras cidades estão bem à frente que a nossa. Nós estamos priorizando apenas uma vertente da história: o cangaço. É importante, mas não é só isso. Não é fácil produzir literatura numa cidade onde não há incentivos”, disparou Gomes, alertando que a Lei do Livro – de autoria do ex-vereador Barboza Neto – caiu no esquecimento.

“Essa lei, de dezembro de 2005, determina que a prefeitura adquira um livro de autor serra-talhadense para cada escola do município e não vem sendo cumprida. É uma vergonha. E não se trata de fazer nenhum favor ao escritor, mas de garantir que as novas gerações conheçam a história de Serra Talhada”.

O escritor Paulo César Gomes é autor de dois livros e prepara mais um que conta a história do Comercial Esporte Clube, um dos expoentes do futebol pernambucano nas décadas de 80/90. O autor luta para conseguir recursos para publicação do seu livro.

domingo, 2 de novembro de 2014

OPINIÃO: O voto dos nordestinos desinformados e a dor de cotovelo dos tucanos

Por Paulo Cesar Gomes, professor, escritor e pesquisador serra-talhadense


paulo césar
Uma semana após a eleição histórica que deu a Dilma Rousseff o direito legítimo de conduzir o Brasil por mais quatro anos, o PSDB e os partidos aliados, setores da direita ultrapassada e a da imprensa chapa branca tentam a todo custo criar um clima de terceiro turno no país, ignorando a opinião da maioria dos brasileiros que votaram pela reeleição da petista. A ideia agora é apostar no quanto pior melhor, ou quem sabe ganhar no “tapetão”, uma postura pra lá de questionável, vindo dos segmentos que detém o controle da informação – os maiores veículos de imprensa – e dos recursos financeiros privados do Brasil.


Sem esquecer que fazem parte das oligarquias que sempre governaram a nação desde que Cabral aportou em terra “brasilis”. O discurso inconformista focando em questões pontuais, como o pedido de recontagens de votos e o sistemático processo de ataques racistas ao povo nordestino. Isso tudo só demostra o quanto as elites têm dificuldades em aceitar a derrota. De todas as provocações feitas nos pós-eleição, o racismo cometido contra os nordestinos é sem dúvidas a pior de todas, pois busca transformar o Nordeste em um gueto.

O que é um crime sem precedentes na nossa história e que acaba pondo abaixo a máscara de boa parte da nação que não entende que moramos em uma federação. Nem muito menos o entendem o conceito de democracia. Aécio Neves teve toda a campanha para dizer que era contra o “Bolsa Família” e não o fez, preferiu dizer que iria ampliar o programa, no entanto os seus eleitores tucanos atribuem a derrota a “bolsa miséria”. O que expõem uma contradição entre o que pensa o senador e os seus eleitores. No auge do processo eleitoral o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que os eleitores do PT são “desinformados”, uma forma indireta de criticar aos votos dos nordestinos.

Mal sabe ele que muitos nordestinos que moram na zona rural tiveram que pagar a passagem de ida e volta para poder ter o sagrado direito de votar, demostrando claramente que sabem o momento político que o país vive. Sem contar que contrariam a vontade de prefeitos, deputados, vereadores, enfim, de vários “coronéis” para poder expressar nas urnas as sua gratidão. Gratidão por hoje o Nordeste está ocupando uma posição de destaque na economia nacional, porque em outros quesitos, como a cultura, a região já está anos luz a frente dos que se dizem informados.

Porém, é preciso destacar que apesar da vitória esmagadora de Dilma Rousseff no Nordeste – o que gerou a ira de muitos tucanos – ninguém teve a ousadia dizer uma simples palavra de preconceito ou racismo contra os mineiros e os cariocas, que em sua maioria votaram em Dilma. Será que os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro não fazem parte do Brasil desenvolvido?

Ou será que fazem parte do seleto grupo de eleitores desinformados? Com a palavra aqueles que insistem em não “olhar pelo retrovisor” e que não entendem que a realidade social do país é outra, diferente do que existia a mais de uma década. Uma realidade que proporciona ao povo que antes vivia excluído e marginalizado a capacidade e o direito de decidir uma eleição.

Um forte abraço a todos e a todas e até á próxima!

Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 02 de novembro de 2014.

Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

  Fonte: Brasil Escola O ECA Digital (Lei Felca) entrou em vigor em 17 de março de 2026 com o objetivo de ampliar a proteção das crianças e ...