Escreva-se no meu canal

Instagram

Ver essa foto no Instagram

Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

Uma publicação compartilhada por Paulo César Gomes (@escritor.paulocesargomes) em

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O jogo de vaidades na oposição e o fator Dr. Nena; ignorar sua presença será burrice


Paulo César
Por Paulo César Gomes, colunista do Farol


Após o fim do “amor de carnaval” entre Luciano Duque e Sebá, um projeto que foi mais virtual do que real, as atenções se voltam para a oposição, que em meio a um intenso jogo de vaidades, bate cabeça constantemente.

Caso o critério da vaidade pessoal prevalecer sobre o projeto político, teremos provavelmente quatro candidatos a prefeito, sendo três da oposição. Claro que ainda é muito cedo para gravar algum um cenário definitivo. De forma especulativa,  poderia apontar os seguintes nomes: Dr. Fonseca, Dr. Nena e Marquinhos Dantas, Ary Amorim e Ricardo Valões ainda são incógnitas.

Um dado estatístico beneficia “as oposições”. Nos últimos 34 anos, sempre que mais de dois candidatos disputaram a eleição, só em duas o candidato governista foi eleito, Ferdinando Feitosa (1988) e Carlos Evandro (Reeleito em 2008), nas demais (1982, 1992, 1996, 2000 e 2004) o candidato saiu vitorioso. Em 2012, Duque era o candidato governista, só que um ano apenas dois nomes disputaram o pleito.

Fica evidente que a maioria da população vem optando pela a alternância de poder. Isso só não ocorreu quando o eleito entendeu que a gestão caminhava bem e por isso deu o aval para que o projeto continuasse.

Dentre os nomes postos sobre a mesa de discussão das oposições, um nome em especial tem chamado a atenção é o Dr. Nena. O médico que já disputou quatros vezes a prefeitura – em 2000 ele retirou o nome no meio da campanha -, desembarcou da barca governista há poucos meses, e desde então vem mexendo com o meio político local. Ele tem adotado um discurso forte contra o atual prefeito, com criticas contundente ao modelo de gestão e contra o PT.

Além disso, Dr. Nena tem projetado o seu nome via os meios de comunicação e as redes sociais. Seus críticos dizem que ele é um “político morte”, no entanto, Dr. Nena poder ser o fiel da balança nessa campanha, pois conhece bem os atalhos da política serra-talhadenses, e tem sido personagem marcante do quadro eleitoral nas últimas quatro décadas.

Ignorar a presença de Nena no cenário atual é burrice. Tanto pelo lado oposicionista, quanto pelo lado governista. É sempre bom lembrar que exerce influencia em importante segmento da classe médica, e que isso ajudou bastante na eleição do prefeito. Ter Nena no palanque pode ser decisivo para uma vitória. Tê-lo como adversário pode ser um passo decisivo para uma derrota. Na política a gente só sabe se um político está morto depois de abrir as urnas. Dessa forma poderemos ver o estrago que ele vez na sua imagem ou nas dos outros políticos.

Um forte abraço e até a próxima!

domingo, 31 de janeiro de 2016

CRÔNICA Os resultados das chuvas na caatinga, o cheiro de terra molhada e imagens inéditas do nosso Sertão

Por Paulo César Gomes, Professor e escritor serra-talhadense/ Fotos: Paulo César Gomes

caatinga

Enfim a chuva chegou. Trazendo alegria e esperança para o povo sertanejo. Deixando no ar o gostoso aroma da terra molhada e um rastro de magia que se espalha pelas “brenhas” da nossa singular caatinga.

Nós, humildes sertanejos, que aprendemos desde cedo a conviver com as metamorfoses e períodos que a nossa vegetação produz, algo raro para outras regiões do país, que ainda têm na mente um estereótipo criado pela imprensa e pelos livros didáticos, que só expõe o Sertão com caatinga “acinzentada” e os leitos dos açudes rachados pela falta de chuva.

No entanto, o verde está ai… bem ao alcance dos nossos olhos! Nos “imbuzeiros”, nas aroeiras, nos marmeleiros, nas “emburanas”… A vida está ai… Para ser contemplada! Para ser desfrutada! Dos cânticos dos pássaros a fruta do mandacaru e do xique-xique. E toda essa riqueza tem como astro rei justamente aquele que é o vilão da história, o sol!

Mas, aqui para nós, existe amanhecer e entardecer mais nostálgico e sedutor do que o nosso do Sertão? Certamente não. Por isso somos privilegiados, pois a nossa a natureza tem um pouquinho de mitologia grega, já que quando tudo parece está feio e sem vida, eis que vem a chuva. E como no passe de mágica transforma tudo! Devolvendo a beleza a quem é bela por natureza!

Um forte abraço e até a próxima!















Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 31 de janeiro de 20016.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Para refletir: A beleza rara do voo do urubu

A beleza rara do voo do urubu

"Se até os animais donos dos hábitos mais abomináveis, são capazes de produzirem atos de rara beleza, imagine se os seres humanos, que possuem diversos tipos de defeitos e imensuráveis virtudes, se deixarem levar pelos seus instintos naturais e aflorarem o que de mais belo possuem... Certamente teremos um mundo mais pacífico e venusto!"


                                                                                             Autor/Fotos: Paulo César Gomes


domingo, 24 de janeiro de 2016

OPINIÃO: A reeleição já deu o que tinha de dar e a experiência não foi tão boa assim

Paulo César
A reeleição no processo político brasileiro tornou-se um grande desastre. Se a idéia inicial era dar continuidade ao modelo de gestão, o tempo comprovou que ela virou uma forma nebulosa de se manter no poder. A história já começou errada em 1997, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso comprou os votos dos parlamentares para aprovarem a emenda constitucional que incluiu a reeleição no sistema nacional.


De lá pra cá o que se percebe é que os governantes pensam mais na continuidade do poder do que necessariamente em executar o seu plano de governo. O processo também trouxe à tona a bipolarização política em todas as esferas – nacional, estadual e municipal. Mas o pior é o fato de que quem está no poder disposto a se reeleger, fazer qualquer coisa para conseguir seus objetivos. Inclusive vender a alma diabo.

As administrações foram loteadas e acabaram virando um balcão de negócio. Tudo em troca de apoio político, principalmente de senadores, deputados federais e estatuais e vereadores. Não é a toa que os maiores escândalos de corrupção dos país tiveram como personagens principais o poder legislativo. Desde a votação pela prorrogação do mandato de Sarney, até o quinto ano, passando pelos anões do orçamento, o caso Sirvan, a Pasta Rosa, o Mensalão e o Petrolão, e tanto outros escândalos.

EM SERRA TALHADA

Em Serra Talhada vivemos o bom exemplo, pois o prefeito Luciano Duque está dando sinais de que é capaz de tudo para se reeleger. Pra ele não existe adversário, existe ex-aliados, por que pra ele um adversário pode ser um provável aliado. Entre esses adversários está o secretário de transporte Sebastião Oliveira.

O fim da reeleição pode ser uma alternativa para ajudar na moralização da gestão pública, inclusive na diminuição do uso dos cargos comissionados e das contratações para se conseguir apoio político e votos. A reeleição já deu o que tinha pra dar e a experiência não foi tão boa assim.

Um forte abraço e até a próxima!

Publicado pelo portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 24 de janeiro de 2016.

PROFISSÕES PERDIDAS: Há 50 anos, um cocheiro transforma pneus usados em Serra Talhada em autênticas obras de arte

cochos
Por Paulo César Gomes, Fotos: Farol de Notícias/Alejandro Garcia
Muitas pessoas nunca devem ter ouvido falar da expressão “cocho para os bichos beberem água”, e quem já ouviu, certamente desconhece o processo de fabricação do tal cocho.
E foi buscando descobrir a origem dos cochos usados como depósitos d’água e comida para os animais na zona rural, que eu e o David Bowie (o andrógino) da fotografia, Alejandro J. García,  estivemos a procura de um dos únicos cocheiro existentes em Serra Talhada.
O COCHEIRO, A SIMPLICIDADE DA ALMA DE UM ARTISTA
Após mais de uma semana de pesquisa encontramos enfim o nosso o cocheiro. *Seu Pedro, mora no bairro da COHAB, é uma pessoa simples e atenciosa, ele exerce a profissão há quase 50 anos.
“Para fazer os cochos eu utilizo pneus usados. Seja de um fusca ou de caminhão”, explica o cocheiro. O processo é rudimentar, porém, bastante simples. “Corto o pneu com uma faca e depois coloco pregos na parte que é usada como fundo do cocho”, detalha Seu Pedro.
O cocheiro chega a fazer até 10 cochos em um dia. Segundo Pedro, os valores variam bastante, “o menor cocho eu faço por R$ 10,00 e os maiores podem chegar a mais de R$ 100,00”.
Os produtos feitos de forma artesanal pelo nobre cocheiro são comprados e levados para a zona rural da cidade, onde os agricultores utilizam para dar ração, milho, capim palma e outros alimentos aos animais. No que se refere água, Seu Pedro é taxativo “pode colocar 30lityros d’água ou mais que cocho segura”.
O trabalho de Seu Pedro é feito no quintal da sua casa, onde ela armazena pneus velhos e cochos feitos com todo o carinho. Um valoroso trabalho realizado pelas mãos de um pequeno homem na estatura e gigante na sua grandeza e talento.
cochos 2

NOTA AOS LEITORES

* Durante a entrevista o nosso cocheiro nos recebeu em sua casa de forma gentil, no entanto, nos pediu para não ser fotografado e nem identificado, por isso utilizamos o nome fictício de Seu Pedro. Respeitamos o seu pedido e entendemos os seus motivos.
Somos gratos pela sua atenção e registramos aqui a nossa satisfação em levar ao conhecimento dos nossos leitores mais uma profissão pouco conhecida e valorizada, mas que é feita por uma pessoa honesta e batalhadora. E se o amigo faroleiro conhece algum alfaiate, rendeira, santeiro ou outro profissional que exerce uma “profissão perdida”, ente em contanto com a gente através do e-mail pcgomes-st@bol.com.br ou anil_stpe@yahoo.com.br .
Um forte abraço a todos e até a próxima reportagem da série “Profissões Perdidas”


Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 24 de janeiro de 2016.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Pensamento: O CRUZAMENTO ANTAGÔNICO ENTRE A LUCIDEZ E O IMAGINÁRIO

" Em certos momentos da vida a lucidez se encontra com o imaginário, gerando sensações únicas. Desse antagonismo nascem coisas que beiram o surrealismo humano; sensitivo e material. Que provoca uma intrigante busca pelo verdadeiro sentido da vida e instiga inúmeros questionamentos sobre a nossa própria existência."

Autor: Paulo César Gomes
Foto: Alejandro J. García



Crônica de uma noite mal dormida: eu e o pesadelo com a união Duque/Sebá

Paulo César
Por Paulo César Gomes, professor, escritor e colunista do Farol


Recentemente tive um sonho – se é que isso pode ser chamado de sonho – muito sombrio. Nele os redatores do Farol de Notícias, me incumbiam de cobrir, junto com o Nabucodonosor da fotografia, Alejandro García, a celebração da união política entre Luciano Duque e Sebastião Oliveira, num evento em Recife.

Antes de entramos no local encontro – uma sofisticada casa de recepções – percebemos que em um bar de esquina estavam tomando uísque o ex-prefeito Carlos Evandro, Dr. Nena, Dr. Fonseca, Dr. Jaílson, Israel Silveira, Duquinho, Dedinha Ignácio e o Deputado Augusto César, o único a tomar água de coco era Marquinhos Dantas. Ao nos aproximarmos da mesa, sentimos que o clima era de fim de velório. Alguém ainda tentou empolgar a turma propondo que o candidato fosse escolhido ali, através do “palitinho”, mas a sugestão acabou gerando mais uma briga interminável e todo mundo foi pra casa mais cedo.

Seguimos então para o evento. Lá dentro demos de cara com um banner gigante do governador Paulo Câmara, e ao fundo do salão, três quadros emoldurados, um de Eduardo Campos, um de Miguel Arraes e outro de Inocêncio Oliveira. Uma espécie de santíssima trindade para abençoar a união política entre ‘Lulu’ e ‘Sebá’.

Na primeira fila estava a primeira dama, alguns secretários da prefeitura e vereadores da bancada governista. Nos 
Sebastião e Luciano Duque
demais assentos estavam os vários cargos de segundo escalão do governo do estado e da prefeitura, e um ‘moi’ de puxa saco. O clima era de desconcentração e de muita animação. Muitos já usavam adesivos no peito com a frase: Eu já sabia!

A mesa onde o acordo ia ser celebrado estava decorada com as cores vermelha e azul. No centro, estava sentado o secretário Faeca Melo, que vestia uma camisa muito elegante, de linho vindo da França, nas cores branca, vermelho e azul.  Do lado esquerdo, estava sentado o prefeito Luciano Duque, que sem perder tempo, expôs o seu belo sorriso para as lentes de Alejandro García. Ao lado do prefeito sentava-se; o secretário Márcio Oliveira e o vereador Marquinhos Oliveira. Do lado oposto, estava o Secretário Sebastião Oliveira e o seu irmão, Waldemar Oliveira.

Antes da assinatura do acordo, ocorreu um momento de descontração, o ‘prefeito sorriso’, em gesto de cortesia para com o seu novo aliado, que já foi adversário e aliado anteriormente, soltou a voz e cantou a música “Bandeira Branca”, de Dalva de Oliveira. Sebá não se conteve e bastante emocionado cantou “A Raposa e as Uvas”, do seu ídolo Reginaldo Rossi, e dedicou especialmente a canção a toda militância vermelha e azul presentes a cerimônia.

A REUNIÃO

Após esse momento de puro êxtase sensorial, a reunião teve início. O primeiro a falar foi ‘Fafá’, que murmurou algumas palavras que praticamente não foram compreendidas. O secretário concluiu com a seguinte frase: “Eu estava certo! Taí… calei a boca de muita gente! Viva a união ‘Lubá’! E encerou fazendo um “L” com os dedos de uma das mãos e um “V” com os dedos da outra mão.

Seba e duque













Em seguida falou o prefeito. Luciano iniciou o discurso dizendo que ali estava nascendo à união política mais importante da história de Serra Talhada e que a estrada para Brasília estava muito esburacada, por isso era melhor mudar a direção e aproveitar que a estrada até Recife estava mais bem pavimentada. Isso graças ao trabalho brilhante do secretário Sebastião Oliveira que bate na porta do governador Paulo Câmara. Duque aproveitou o momento para pedir desculpas a ‘Sebá’ por tê-lo chamado de “coronel” e pela militância que o chamava de “boneco” na eleição de 2012.

O secretário então fez uso da palavra. Inicialmente ele teceu muitos elogios a Duque, e resignado, disse que suas críticas feitas a gestão foram ditas no calor das emoções e que agora estava tudo zerado entre eles. Sem mais delongas, o coordenador Fafá leu os pontos do acordo, que entre outras coisas, previa que Duque seria o cabeça de chapa e a vice seria uma indicação de Oliveira. Sendo que os cargos seriam divididos em igualdade, 50% para cada grupo. Luciano se comprometia em apoiar a reeleição de Paulo Câmara e a votar para as vagas no senador, em Danilo Cabral e André de Paula.

DUQUE E SEBASTIÃO
Feita a leitura dos pontos, Fafá perguntou se tinha alguém que queria contestar a união, caso contrário, ficasse em silêncio para sempre. Eis que suje a turma do PT, que viajou de ônibus fretado, de Serra Talhada até Recife, com intuito de impedir a união. O salão foi invadido por Toinho da Fetape, Sinézio Rodrigues, Manoel Enfermeiro, Domá, Zé Pereira e mais uma dúzia de militantes que empunhava a bandeira do PT com muito orgulho.

“Parem essa união!” Gritou um dirigente do PT. “Luciano, você nos traiu. Logo conosco que o recebemos de braços abertos, demos a chance de você ser candidato, quando as portas se fecharam no PR e você acabou se elegendo com ajuda do nosso partido. Isso não se faz com quem nos dá a mão nas horas de aperreio”, disse um dos petistas, sem conseguir segurar a emoção. “A política é arte dos espertos!”, respondeu o prefeito, para a alegria da plateia.

Outro petista ainda apelou: “Companheiro Luciano, não se vá. A gente entrega as três secretarias que a gente têm e mais os “carguinhos”  que você nos deu, só para você não nos abandonar. E olha que Humberto ainda vai trazer Dilma mais um três vezes aqui só pra te abraçar. Fica Lulu! Fica meu prefeito!…”

Em meio ao melodrama petista, acordei com o som do aparelho telefônico, do outro lado da linha uma gravação me avisava que seu eu não pagasse a conta até o final da tarde a linha seria bloqueada. Confesso que pela primeira vez na vida fiquei feliz com uma cobrança, pois foi graças aquela ligação que o pesadelo que estava tendo chegou ao fim.

O que ficou deste pesadelo é a sensação de que a política em Serra Talhada é feita com olhar, exclusivamente, voltado para o próprio umbigo. Com projetos políticos que são imorais e demagógicos. Como no caso dessa suposta união ‘Lubá’. Na verdade, muitos políticos de Serra Talhada agem com o seguinte pensamento: “É eu por mim e o povo que se lasque!”

Bons sonhos a todos e um forte abraço!

Publicado no portal Farol de Notícias, em 17 de janeiro de 2016.

Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

  Fonte: Brasil Escola O ECA Digital (Lei Felca) entrou em vigor em 17 de março de 2026 com o objetivo de ampliar a proteção das crianças e ...