“...Assim como na natureza, é na simplicidade de um olhar
que descobrimos a beleza existente na alma de uma outra pessoa...” (Paulo César Gomes)
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quinta-feira, 25 de junho de 2015
domingo, 21 de junho de 2015
História: Na caatinga, um monumento erguido contra a violência provocada por Lampião
Reportagem: Paulo César Gomes- Fotos: Farol de Notícias/Alejandro Garcia
A nossa “História Perdida” dessa semana é marcada pela fé e pelo legado deixado por Lampião em nossa região, e se desenrolou a cerca de 50 km de Serra Talhada, mais precisamente na localidade do Poço da Cerca. Foi nessa região que na companhia do repórter fotográfico do FAROL, Alejandro Garcia, buscamos entrevistar alguns moradores, procurando informações que nos levassem a desvendar a origem da capela que fica em um serrote, ao lado direito da parede do Açude de Serrinha.
UMA PROMESSA FEITA PARA LAMPIÃO SE AFASTAR DA REGIÃO
A nossa primeira parada foi na casa do simpaticíssimo Sr. Edmar, pai do secretário de Educação de Serra Talhada. Foi ele quem nos revelou a história que envolve a construção da capela. Mas antes, é preciso que se diga que a região foi durante as primeiras décadas do século XX, palco de várias batalhas entre cangaceiros e soldados da volante, além de vários conflitos entre membros de clãs familiares, o que resultou em dezenas de mortes criando um cotidiano de violência.
“A capela foi construída pelos meus avós, que fizeram uma promessa para que se Lampião deixasse a região, eles iriam construir uma capela de Nossa Senhora da Paz”, relata Edmar. Segundo ele, “a capela começou a ser erguida no final da década de 20”.
As declarações de Sr. Edmar batem com as informações publicadas em livros sobre a saída de Lampião da região que ocorreu em 1928.
UM LOCAL PARA O PAGAMENTO DE PROMESSAS E CELEBRAÇÕES
A capela fica no cume de um Serrote. Para se chegar lá é preciso disposição e um bom preparo físico. Do local onde o templo foi construído é possível ver boa parte das águas do açude de Serrinha e o ponto onde possivelmente deve está a submersa vila de São Francisco.
Apesar da presença de dezenas de urubus no entorno, o templo é visitado por várias pessoas que vão pagar as promessas por graças alcançadas. Muitos fiéis levam ex-votos- pernas e braços de madeira- para representarem o local do corpo onde o milagre ocorreu.
Segundo Dona Lourdes Bezerra, proprietária do restaurante mais frequentado do Poço da Cerca, as missas na capela são periódicas, sendo que algumas celebrações são realizadas com a presença do Bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Egídio Bisol. “Dom Egídio gosta de celebrar missa lá em cima. Quando a gente menos espera ele chegar por aqui ou manda o recado e a gente manda organizar o local para ele poder realizar a missa.”
Um forte abraço a todos e até a próxima História Perdida!
Publicada no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 21 de junho de 2015.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
OPINIÃO: A força de Fonseca na pesquisa Opine/Farol anuncia um dado revelador para Serra Talhada
Por Paulo César Gomes, professor e escritor serra-talhadense
Os dados da pesquisa Opine, divulgados com exclusividade pelo Farol de Notícias, revelam um cenário extremamente complexo para 2016. Os números sugerem uma ligeira recuperação da popularidade do prefeito Luciano Duque. Essa oscilação positiva se deve a uma guinada dada pelo petista, que nos últimos meses, principalmente depois que passou a ser orientando politicamente pelo vereador Sinézio Rodrigues, passou a cooptar adversários mudando radicalmente o cenário da Câmara de Vereadores e da política local.
No entanto, o prefeito não conseguiu rever um quadro desfavorável em relação ao secretário estadual de Transporte Sebastião Oliveira, que foi derrotado em 2012, e por isso trás consigo do histórico daquela campanha. Ou seja, para a população de Serra Talhada, votar em Sebastião é uma forma de fazer espécie de “justiça atrasada”, já que muitos eleitores de Duque estão extremante decepcionados com a atual gestão.
O único dado realmente interessante para Duque é o fato de que, ser houver mais de dois candidatos da oposição, ele acabará se reelegendo com facilidade. Porém, é preciso que se verifique um candidato único da oposição deixará o prefeito em uma situação bastante desconfortável.
A NOME FONSECA
A grande novidade de toda a pesquisa são os bons índices obtidos pelo Dr. Fonseca Carvalho. Fato que já vem sendo registrado a pelo menos 10 anos. Os números de Fonseca são resultados de seus bons serviços com médico e da boa relação que mantêm com várias lideranças políticas.
Mesmo não tendo a exposição na mídia na mesma proporção de Marquinhos Dantas, Waldemar Oliveira e Socorro Brito, Fonseca conseguiu se sair muito bem entre os possíveis candidatos da oposição, demonstrando que parte do eleitorado não espera do candidato apenas um discurso afiado, mas também um histórico de serviços prestados a cidade.
Dessa forma, é possível dizer que tanto o prefeito, os seus concorrentes, terão que expor para sociedade o seu histórico de contribuições feitas para a população. Então, como ainda faltam pouco mais de um ano para o início da campanha, fica o recado: ao trabalho candidatos!
Um forte abraço a todos e até a próxima!
Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 14 de junho de 2015.
domingo, 14 de junho de 2015
Na Pedra do Letreiro, pinturas rupestres revelam sinais da pré-história em Serra Talhada
Reportagem: Paulo César Gomes- Fotos: Farol de Notícias/ Alejandro Garcia
Dando sequência a nossa série de reportagens “Histórias Perdidas de Serra Talhada”, apresentaremos hoje um dos capítulos mais surpreendentes deste trabalho de pesquisa. Com imagens feitas pelo repórter fotográfico do FAROL, Alejandro Garcia, e com informações repassadas pelo Secretário de Agricultura Familiar, Zé Pereira, faremos uma viagem pela pré-história da nossa região.
O nosso encontro com esse passado desconhecido aconteceu na Pedra do Letreiro, que fica no assentamento Poldrinhos, a pouco mais de 30 km do centro de Serra Talhada. É no alto de um serrote, mas precisamente no teto de um das pedras mais imponentes, que encontramos algo precioso e fascinante: as pinturas rupestres.
As pinturas se encontram em dois pontos distintos da pedra, um ponto que provavelmente serviu de abrigo para os homens primitivos. Os detalhes sobre o período e que tipo de grupo habitou a região só podem sem fornecidos por um arqueólogo, mas ainda assim, mesmo com nossos conhecimentos limitados, é possível dizer que se tratam de registro pré-históricos.
As pinturas foram localizadas pelo secretário Zé Pereira, em 2001, na área localizada no assentamento e que foi desapropriado pelo INCRA. “Passamos mais de uma semana, dia e noite, mapeando toda região, quando nos deparamos com essa maravilha”, relata com orgulho Pereira. Uma das primeiras providências, segundo ele, foi de que os moradores não alterassem o local e evitassem qualquer tipo de vandalismo.
Infelizmente, assim como muitas outras coisas da cidade, a Pedra do Letreiro é mais um ponto esquecido e que deveria ser usado com ponto de estudo e de pesquisa por estudantes e professores de universidades e de escolas do ensino fundamental e médio.
No entanto, o fato de não existir um projeto público para proteger as pinturas, evidência o descaso com um importante sítio arqueológico do Sertão do Pajeú.

PATRIMÔNIO ABANDONADO
Enquanto a nossa história e a nossa cultura ainda é vista com olhar retrógrado e superado, a potencialidade turística e econômica do local deixa de ser aproveitado. Isso porque os moradores poderiam ser treinados para serem guias e o antigo prédio da estação ferroviária, poderia servir com um centro de estudo e exposição de fotos e possíveis fósseis que existam no local.
“Já fizemos vídeos e fotos das pinturas e mandamos para as emissoras de TV da região e ninguém até agora se interessou em divulgar essas pinturas. Agora com essa reportagem do FAROL DE NOTÍCIAS, esperamos que as pessoas de bom senso possam, de fato, nos ajudar a explorar o local sem agredir a natureza e sem alterar esse importante ponto histórico da nossa região” destacou com alegria o secretário Zé Pereira.
Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 14 de junho de 2015.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
CULTURA: ‘Lei do Livro’ virou página de ficção em ST, diz escritor serratalhadense
Por Giovanni Sá (Farol de Notícias)
No último final de semana, o escritor lançou mais dois livros. Um deles, sobre o Comercial Esporte Clube
A Lei 1.105/2005, que prevê a adoção de livros de autores serratalhadenses nas escolas municipais, se tornou uma lei ‘morta’. O alerta é do professor e escritor Paulo César Gomes, colunista do FAROL DE NOTÍCIAS, que rotula como um descaso a postura do governo municipal que resiste cumprir o que determina a lei. Nos últimos anos, o escritor lançou quatro livros. Pela lei, 100 exemplares de cada título deveriam circular como material paradidático nas escolas públicas.
“A lei virou uma página de ficção e ninguém faz nada. Uma vergonha. Um dos meus títulos foi indicado pela Academia Serratalhadense de Letras (ASL) e levado até o secretário de educação. Até hoje espero que o poder público adquira o livro. Mas a lei é uma fachada. Não funciona”, lamentou.
De acordo com o professor, as ações da Prefeitura de Serra Talhada são tímidas quanto ao fazer cultural da cidade, e a literatura ficou em segundo plano. “Não imagino que uma sociedade evolua sem educação. A lei era para estimular a leitura entre jovens e adolescentes e ajudar o escritor local. Mas é um fiasco”, resumiu Paulo César Gomes.
domingo, 7 de junho de 2015
Futebol: A luta de um grupo de amigos para manter uma tradição no leito do Pajeú em Serra Talhada
Por Paulo Cesar Gomes

Fotos: Alejandro Garcia / Farol
Mesmo diante de um cenário assustador, que mescla descaso e abandono com o meio ambiente, ainda existem sonhadora isolados que teimam em não desistir, que acreditam que é possível inverter a lógica da coisa e o senso comum tão expressivo nos dias de hoje. Foi buscando encontrar vozes que sintetizem esse pensamento, que estive ao lado do repórter fotográfico do FAROL, Alejandro García no leito do mutilado Rio Pajeú durante dois dias. Eis então que surgiu em nossa frente um quarentão em meio a uma molecada, organizando o que antes era um campo de areia e que hoje mais parece um campo de várzea – cheio de buraco e de lama -, para mais uma pelada vespertina.
O nosso personagem atende pelo nome de João Alexandre, conhecido pelo mundo esportivo local como João Bala. Professor de Educação Física e amante do futebol, João Bala começou a jogar nas areias do rio no início dos anos 80 – no trecho do rio paralelo ao final da Rua Cornélio Soares.
Foram contemporâneos de João alguns nomes como Rui Grúdi, Jorge Stanley, Zé Boné, Bria Rodrigues, Danilo (falecido Agente da Policia Civil), Marquinhos da Farmácia do Povo e seu irmão Coninho (Marcondes), Josenildo Mariano, Keninho, Tinda (Marcos César), Coco, Pedro Imbuzeiro, Jair Bola Sete, Demário, Beto Coruja (Humberto Cellus), Chico Caxixola, Ventania (o inesquicel cavalo de She-ra), Marquinho de Beleza, Zé Brejeiro (já falecido), Romero Candoia, Novinho, Mário (Marabá), Dunga de Seu Chico (já falecido) e várias outras “figuraças”, que de segunda a sábado, disputavam peladas nas areias do Pajeú.

“Quando comecei a jogar aqui os bancos de areia tinham mais de 2 metros de altura acima do nível atual. Durante esse tempo, toneladas e mais toneladas de areia foram retiradas sem controle algum”, desabafa João Bala. Ele ainda relata que já procurou as autoridades pra tentar mudar o rosto do local, mas trava uma luta solitária. “Eu já procurei o Promotor para que ele fizesse alguma coisa para retirar essas cercas que impedem que as pessoas transitem livremente pelo leito do rio, mas até agora nada foi feito”.
Enquanto as autoridades silenciam, João Bala e os seus alunos seguem uma rotina semanal, resistindo a tudo e a todos. Mostrando a sociedade que o rio pode ser uma ótima área de lazer para a juventude. Esportes como vôlei, corridas de cross (de bicicleta e de moto), maratonas, soltar papagaios e tantas outras atividades que podem ser adaptadas ao local. O que não podemos aceitar que o Pajeú está morto! O Pajéu está vivo! Mesmo que a cada dia ele seja alvejado de morte, em função da falta de consciência da sociedade e a omissão das autoridades.
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