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terça-feira, 1 de setembro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
OPINIÃO: Número de comissionados na PMST deu um salto; estamos na contramão da crise?
Paulo César Gomes é escritor e professor
Enquanto a Assembleia Legislativa de Pernambuco e os governos federal e estadual anunciam que vão reduzir ministérios, reduzir os cargos comissionados e cortar gastos, a Prefeitura de Serra Talhada demonstra que pelo menos por aqui o período de vacas magras ainda não chegou.
Segundo o Portal da Transparência da gestão municipal, em janeiro de 2015 existiam 206 cargos comissionados, já em junho a quantidade chegou a 224, ou seja, 18 novos cargos foram criados em menos de seis meses. Ao mesmo tempo, o site informa que ainda em janeiro existiam 435 contratos e que em junho esse número subiu para 672. Um aumento de 237 cargos.
Coincidência ou não, o período em que os dados foram levantados corresponde ao mesmo em que o prefeito iniciou o processo de cooptação de ex-adversários. Como já tínhamos tido anteriormente, a conta pelas cooptações das lideranças políticas será paga com o dinheiro público (veja).
Caso novas cooptações sejam feitas e novos cargos comissionados sejam criados, estaremos, de fato, sendo comandados por um dos melhores prefeitos do Brasil que acabará de vez com a estigma de que Luciano Duque não sabe administrar. Do contrário, estaremos vivendo início preocupante em relação às contas públicas, pois quem prometeu agora tem que pagar, e não adianta anotar no caderninho como se fazia nas antigas bodegas.
A verdade é que a gente tem que torcer para que o município não quebre, como está acontecendo com estado de Pernambuco, onde o governo não paga nem as conta telefônicas e o expediente foi reduzido para diminuir o consumo de energia elétrica. Isso tudo me lembra um conselho dando pelo meu saudoso avô “no pote onde só se tira e não se bota, uma hora vai faltar água!”
Um forte abraço e a até a próxima!
Publicado no Portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 30 de agosto de 2015.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
OPINIÃO: Depois de 40 anos, Serra Talhada poderá ter novamente uma Miss Pernambuco
Por Paulo César Gomes, Professor, escritor e colunista do Farol
No último final de semana Serra Talhada conheceu a sua nova Miss, a jovem promissora Tallita Martins. A escolha de Tallita repercutiu muito bem entre os moradores, gerando muita expectativa com relação à possibilidade conseguir o titulo estadual 40 anos depois da última conquista.
Tallita é uma garota com potencial indiscutível, já que possui uma beleza genuína e sua postura nos faz lembrar das antigas misses, pois possui graciosidade, serenidade e segurança. É claro que a escolha estadual é feita com base em critérios um pouco duvidosos, e por isso temos que aproveitar a oportunidade rara que temos, cabendo à equipe que lhe assessora criar as condições para projetar ela como uma candidata vencedora, mesmo que ainda não seja.
Mas, ainda assim, é preciso uma boa preparação, física, psicológica e publicitária. Não se pode querer transformar a moça em algo que ela não é, tipo uma “sex appeal”, ou estilizar a sua imagem. O ideal é se inspirar no passado e transformá-la em uma princesa moderna, como era a proposta dos antigos concursos.
Para os mais desavisados, é preciso lembrar que na década 70, a cidade foi tricampeã no concurso de Miss Pernambuco, com Cilene Aubry (1974), Fátima Mourato (1975) e Matilde Terto (1976). As conquistas das belas “moças de Vila Bela” fizeram com que a autoestima da população ficasse bastante elevada, já que na época Serra Talhada era tema de reportagens nacionais em função da violência. Vale destacar que em 1953, Maria Tereza de Godoy Bené, foi eleita a Rainha do Algodão, em um evento que contou com candidatas de todas as cidades que produziam algodão e com várias autoridades do estado.
Não tenho dúvidas de que temos uma Miss com capacidade para ser eleita a mulher mais bonita de Pernambuco, e que possivelmente poderemos repetir os tempos de outrora, onde a vencedora era recepcionada na entrada da cidade e seguida por uma grande carreata até o centro da cidade, onde ocorria uma grande festa popular. Então, só nos resta desejar boa sorte a Tallita Martins, desde já estamos torcendo por você!
Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 27 de agosto de 2015.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
HISTÓRIAS PERDIDAS: Assissão, o pai do ‘forró estilizado’, abre seu baú musical

Reportagem: Paulo César Gomes- Fotos: Farol de Notícias/Alejandro Garcia
A série jornalística “Histórias Perdidas” trás hoje um relato de um fato pouco conhecido dos nordestinos, em particular, os amantes do forró. É indiscutível que o forró denominado de “estilizado” tomou conta do Brasil, refazendo o caminho que outrora foi feito por Luiz Gonzaga. Apesar de todas as controvérsias em torno do ritmo, que se tornou extremamente apelativo, e que tirou de foco as histórias e o cotidiano do homem sertanejo dando lugar a um biotipo de homem e de mulher diferente dos nativos, é preciso que se registre que toda essa transformação musical teve origem em Serra Talhada.
Foi buscando resgatar está revolução musical e para colocar no lugar o verdadeiro responsável por isso, que Alejandro García, repórter fotográfico do FAROL, e eu, estivemos na casa do cantor e compositor serra-talhadense Assissão.
Assissão é hoje uma das maiores expressões da música popular nordestina, com mais de 53 anos de carreira. Ele construiu um dos mais importantes currículos da história do forró, chegando inclusive a receber o título de “O Rei do Forró”. Mas, nos anos 80, período em que viveu o auge do sucesso, Assissão inovou ao trocar o som da tradicional zabumba, sanfona e triângulo, pelo o da guitarra, baixo, teclado e bateria. Isso ocorreu mais precisamente em 1985, no LP “Forró do imbiga”.
“A gente queria mudar e resolvi colocar um som de guitarra, baixo, teclado e bateria. Teve música que a gente colocou o compasso musical do Havel Metal e rifs – introdução – com guitarra, entre outras” explica Assissão.
Segundo ele, a ideia era mudar sem tirar as bases que ajudaram a edificar o ritmo. “Uma das primeiras músicas que trabalhamos esse sistema foi “Forró do Futuro”, a letra dela é bem regional”, conta o forrozeiro.
Segundo cantor, o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, não se agradou muito da ideia e recomendou que “não deixe de usar a zabumba, a sanfona e o triângulo”. Mesmo com as recomendações do Velho Lua, o serra-talhadense continuou a sua saga e em 1987 atingiu a marca de mais 350 mil cópias de discos, um feito para uma época em que poucos nordestinos tinham uma radiola em casa. O sucesso abriu as portas para o cantor se apresentar no programa do Chacrinha – um dos maiores comunicadores da televisão brasileira – e a ser tema de reportagem no programa Fantástico, ambos na TV Globo.

Quadrilhas Estilizadas
As músicas se tornaram verdadeiros hits, sendo obrigatórios nas quadrilhas juninas, que com base no ritmo das músicas aceleram os passos dando origem ao que é conhecido hoje como “quadrilhas estilizadas”, já que modificaram marcação usadas nas quadrilhas tradicionais, que possuem passos oriundos das danças francesas e portuguesas.
Somente nos anos 90 surgem as bandas que ao longo dos anos se denominaram como as primeiras do gênero forró estilizado, como Mastruz Com Leite, Forró Maior, Mel Com Terra, Cavalo de Pau, Limão Com Mel e outras. No entanto, poucos sabem que Assissão foi quem criou a primeira banda desse gênero, a banda Planeta Terra, formada por Douglas, Zé Orlando, Arnaud Lima e João Grúdi. A banda gravou um LP, em 1986, mas não chegou a fazer sucesso.
Passados 30 anos de transformação iniciadas por Assissão, o forró de hoje pouco lembrar os de décadas passadas, o que para o velho forrozeiro é motivo de tristeza. Porém, ele também vê o outro lado da história ao afirmar que a mudança fez com que o estilo musical fosse valorizado e os cachês aumentaram, tornando possível que bandas e cantores pudessem montar uma estrutura que envolvesse muita gente. “Hoje você vê bandas com mais 60, 70 pessoas trabalhando”, salienta o criador do forrozeiro estilizado.

Assissão, que se define como um perfeccionista, que gosta de coisas boas e que, segundo ele, gosta de ouvir as opiniões antes gravar, não pode ser esquecido pelo seu pioneirismo e pelas inovações revolucionarias que propôs, muitas delas sintetizadas na profética música “Forró do Futuro” (composta por Assissão), gravada em 1985 no LP “Forró do se imbiga”, que este outras coisas diz: “…Guitarra, pandeiro e ganzá/Sanfona tocando batera virar/Contra baixo gemendo/E o povo comendo/Mulher bonita na sala a gritar/Nesse forró vai ter futuro, Ai, ui, ai, ui…”.
Um forte abraço e até a próxima!

OPINIÃO: Os vereadores contra a redução do recesso de 30 dias são corporativistas

Por Paulo César Gomes, Professor, escritor e colunista do Farol
A rejeição de alguns vereadores de Serra Talhada ao projeto de Emenda a Lei Orgânica, de autoria do vereador Marcos Oliveira (PR), que reduz o recesso parlamentar de 60 para 30 dias, demonstra como o Poder Legislativo no Brasil é corporativista, e a Câmara de Vereadores da Serra Talhada nesse momento não foge a regra.
O Brasil vive um momento de grande embate político, onde temáticas como a ética e a moral fazem parte da pauta do cotidiano nacional. Muito se questiona o poder executivo, mas ao mesmo tempo, fecham-se os olhos para algumas aberrações cometidas pelo Legislativo, que a cada dia que passa se torna mais fisiológico, e consequentemente, exposto a todos os tipos de lobby e ao pagamento de propina.
O projeto do vereador Marcos Oliveira significa um avanço para o parlamento local, já que os parlamentares são teoricamente os funcionários do povo, e na prática, recebem muito bem para isso. O interessante é que quando a coisa beneficia os próprios vereadores tudo flui com rapidez e tranquilidade, a exemplo do projeto lei que aumentou o número de vereadores de 15 para 17, onde não houve resistência por parte dos que hoje são contrários à redução do recesso.
Outro detalhe a se destacar é a eficiência em lidar com as coisas relacionadas à gestão municipal, que historicamente sempre são aprovadas pela Câmara, sem muitos questionamentos, fazendo jus ao dito popular “uma mão lava a outra e a duas lavam a cara”.
A verdade é que se os nossos parlamentares trabalhassem somente seis meses ou os 365 dias do ano, não iria fazer muita diferença, já que as coisas só funcionam quando o assunto é de interesse pessoal ou da gestão a qual defendem. Desse ponto vista seria bom que Marcos Oliveira não retirasse o seu projeto e fosse até o fim, mesmo que não venha a ser aprovado pelos seus pares, terá ajudado de forma indireta a mostrar uma das faces existentes da Câmara Municipal, que é a de ser cooperativista.
Um forte abraço e até a próxima!
Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 25 de agosto de 2015.
domingo, 23 de agosto de 2015
MEMÓRIA DE SERRA TALHADA : Escritor Paulo César Gomes e o fotógrafo Alejandro García vão lançar livro sobre as 'Histórias Perdidas' da cidade
Por Giovanni Sá Filho (Farol de Notícias)
Fotos: Farol de Notícias/Alejandro García
Após gerar um grande número de acessos ao Farol de Notícias, a série de reportagens Histórias Perdidas, escrita pelo professor e escritor Paulo César Gomes e o repórter fotográfico Alejandro García, o projeto vai virar livro denominado “Histórias Perdidas: Um resgate da memória esquecida da cidade de Serra Talhada através de textos e fotografias”. A obra será publicada com o apoio da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A publicação vem sendo capitaneada pelo vice-presidente da Assembleia, o deputado Estadual ao Augusto César (PTB), que essa semana recebeu a dupla de exploradores em seu gabinete.
“Evidentemente que é um projeto que merece todo a nossa atenção e da Casa Legislativa, já que trás a luz o resgate da história da nossa cidade”, disse o deputado, bastante empolgado com a ideia. Augusto disse ainda que “não conheçe nenhuma sociedade desenvolvida que não preserve o seu passado”. O livro contará com 120 páginas e trará todas as fotos – algumas inéditas – e textos atualizados e revisados, além de fotos dos bastidores da pesquisa e depoimento dos leitores. O prefácio do livro será escrito pelos redatores do FAROL, Giovanni Sá e Giovanni Sá Filho.
Para Alejandro Garcia a publicação é o reconhecimento do trabalho de pesquisa e uma valorização da memória da população. Segundo Paulo César Gomes a publicação do livro tem como objetivo o registro de lendas. “E também de acontecimentos e locais que fazem parte da história da cidade de Serra Talhada e que foram esquecidos pelo tempo e pelos poderes públicos”, analisou.
Para se chegar ao resultado final do trabalho de pesquisa foram necessários mais de sete meses de pesquisa, percorrendo entre as zona urbana e rural do município, entrevistando pessoas envolvidas com os fatos narrados e registrando tudo com lindas imagens fotográficas. “A impressão dessa pesquisa permitirá que as futuras gerações de serra-talhadenses conheçam um pouco mais das suas origens e de sua gente”, concluiu Gomes.
O deputado serra-talhadense, Augusto César, garantiu apoio ao livro do escritor

segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Gruta do Morcego: Do período de ascensão ao abandono de um marco da natureza em Serra Talhada
Por Paulo Cesar Gomes

Reportagem: Paulo César Gomes/ Fotos: Álvaro Severo/Farol de Notícias
A serra talhada é mais que uma montanha encravada em meio ao Sertão árido e seco. É um símbolo de um povo. Por isso, é preciso preservar a sua beleza natural e as histórias que envolvem o nosso mais importante cartão postal. Sendo assim, trazemos a tona na segunda reportagem sobre a serra, a Gruta do Morcego, um lugar cheio de mistérios e encantos. Nossa aventura contou com a participação do fotógrafo e jornalista Álvaro Severo.
A GRUTA DO MORCEGO E A TESOURA DE OURO
A gruta do morcego é um local de difícil acesso. Não existe placa indicando o local, nem mesmo um caminho para se chegar até ela. O nosso registro só foi possível graças a orientação de um morador local.
O local é cheio de lendas e estórias que fascinam por sua originalidade e beleza poética.
Segundo o Álvaro Severo, os habitantes mais antigos da serra contam que os negros mais velhos, que fugiram das senzalas, esconderam na gruta uma tesoura de ouro e outras joias.
“Durante muito tempo acreditou-se que se alguém conseguisse pegar a tesoura que ficava no fundo da gruta, automaticamente passaria a ser dono da riqueza que existia no local. No entanto, ninguém conseguiu tal proeza”, relata Álvaro Severo.

O ‘POINT’ DA JUVENTUDE DOS ANOS 70 E 80
Durante as décadas de 70 e 80, a Gruta do Morcego foi uma dos ‘points’ da época, vários eram os grupos de jovens que subiam a serra para tomar banho no local.
Encravada entre os hemisférios leste e oeste da montanha, a gruta jorrava água que vinha do fundo e de cima da cratera. O nome foi dado em função do mau cheiro existente na cratera o que se faz crê que seja de morcegos que ainda habitam o interior da caverna.
“Quase todos os domingos subíamos a serra para tomar banho e andar pelas diversas grutas que se formavam no decorrer da talha que divide a montanha. Eu e Maninho da Belle Estética, chegamos a usar máscaras para tentar irmos o mais fundo possível da gruta, mas infelizmente nunca conseguimos avançar, pois a área é de difícil locomoção”, narra Severo.
Lamentavelmente, a Gruta do Morcego hoje é um lugar abandonado, que sofre com a depredação e o vandalismo, muitas pessoas deixam nomes com tinta no local e desmatam a mata que fica no entorno, provocando a assoreamento do leito da gruta.
Em função da poucas chuvas que caiem na região, a gruta já não jorra água como em tempos passados. Deixamos aqui o nosso alerta para que os órgãos competentes e os proprietários da serra tomem alguma atitude para que as diversas grutas existente não deixem de existir, já que elas são um patrimônio da natureza e por isso devem ser preservadas.
Um forte abraço e até o próximo domingo!

Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 09 de agosto de 2015.
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