Foi realizada em 11 de agosto de 2001, na Escola Irmã Elizabeth, a assembléia de fundação do Grêmio Paulo Freire. Na oportunidade estiveram presentes alunos, professores, gestores e demais funcionários do estabelecimento de ensino. Na foto acima os membros da mesa organizadora da reunião. Da esquerda para direita: Alexsandro Barros (Diretor da UEST e presidente do Grêmio Paulo Freire), Magno Duarte (Vice-presidente da UEST), Professora Selênia (Diretora Adjunta da Escola Irmã Elizabeth), em pé, Paulo César (Presidente da UEST).
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O Professor Paulo César participou da primeira reunião acerca da criação do Instituto Histórico Geográfico e Artístico do Pajeú
Aconteceu em Serra Talhada a primeira reunião acerca da criação do Instituto Histórico Geográfico e Artístico do Pajeú, que tem por objetivo recolher, manter e disponibilizar para os pesquisadores obras produzidas na região do Pajeú, assim como possibilitar que novos trabalhos sejam publicados.
Esta primeira reunião aconteceu na Casa da Cultura de Serra Talhada, onde inicialmente o Instituto será sediado, e contou com a presença do Prof. Paulo César (Escola Antônio Timóteo), Prof. Alberto Rodrigues (FAFOPST), Prof. Dierson Ribeiro (Acadêmia Serra-talhadense de Letras), Prof. Marcos Nunes (UFPE), Tarcisio Rodrigues (Presidente da Casa da Cultura de Serra Talhada), Augusto Martins (Vereador de Afogados), Prof. Roberto Gomes (FAFOPAI), William Tenório (Pesquisador IFPE Afogados), Prof. José Rogério (Coordenador do Curso de História da FAFOPAI), dentre outros.
Esta primeira reunião aconteceu na Casa da Cultura de Serra Talhada, onde inicialmente o Instituto será sediado, e contou com a presença do Prof. Paulo César (Escola Antônio Timóteo), Prof. Alberto Rodrigues (FAFOPST), Prof. Dierson Ribeiro (Acadêmia Serra-talhadense de Letras), Prof. Marcos Nunes (UFPE), Tarcisio Rodrigues (Presidente da Casa da Cultura de Serra Talhada), Augusto Martins (Vereador de Afogados), Prof. Roberto Gomes (FAFOPAI), William Tenório (Pesquisador IFPE Afogados), Prof. José Rogério (Coordenador do Curso de História da FAFOPAI), dentre outros.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Inocêncio, Augusto César e a falta de autocrítica pública sobre a inusitada aliança
Paulo César é professor especialista em História Geral
Mesmo sendo um fato ocorrido ainda em 2012, a aliança entre Inocêncio Oliveira (PR) e Augusto César (PTB) merece uma importante reflexão, pois os ex-adversários ainda não fizeram uma autocrítica pública sobre a guerra política que travaram durante décadas, bem como os reais motivos da inusitada aproximação. Para alguns, pode parece normal uma aliança em nome do avanço do município, porém é importante lembrarmos que a disputa que dividiu a cidade provocou desavenças e muita desunião. Sendo assim, podemos dizer que a união foi importante. No entanto é preciso analisar alguns episódios protagonizados pelos “novos amigos”.
A começar pelas definições históricas que Inocêncio já deu a Augusto, entre elas, por exemplo: “prefeito de uma obra só”, uma referência à reforma da Praça Manoel Pereira Lins, e a mais marcante de todas, “deputado seismezinho”, uma alusão aos salários (cinco meses e o 13º. salário) dos funcionários que não foram pagos por Augusto no final da sua gestão em 1996. Sem falar do bloqueio de verbas para o município, iniciativa do deputado republicano para prejudicar a administração do petebista, além disso, Inocêncio moveu um processo contra Augusto na Nona Vara Cível da capital.
“Para alguns, pode parece normal uma aliança em nome do avanço do município, porém é importante lembrarmos que a disputa que dividiu a cidade provocou desavenças e muita desunião. Sendo assim, podemos dizer que a união foi importante”
Por outro lado, o grupo de Augusto foi responsável pela denuncia de compra de votos que cominou com a condução de pessoas intimas do deputado Inocêncio ao Fórum local. Esses são apenas alguns pequenos exemplos do nível em que os dois parlamentares travavam o embate político. Porém, ainda que os neo-aliados tentem passar uma borracha por cima de tudo isso, a sociedade precisa de uma explicação que seja mais convincente, pois o povo não é mais bobo, um exemplo claro foi o resultado da última eleição, na qual se verificou que houve uma grande rejeição a tal aliança.
Mesmo que os deputados não falem sobre o assunto, o tempo se encarregará disso. E aí ninguém conseguirá esconder que tudo não passou de uma cortina de fumaça, que tudo não passava de puro oportunismo, e que na verdade, as antipatias, as indiferenças, as divergências continuam as mesmas, ainda que os interesses políticos sejam similares. No entanto algo mudou! E essa mudança está expressa na vontade da maioria dos serra-talhadenses, e se caso essa postura de rejeição venha a ser bem trabalhada pelos adversários de Inocêncio Oliveira e Augusto César, dificilmente a dupla junta irá conseguir conquistar a Prefeitura de Serra Talhada, ou talvez nunca mais consiga!
“Porém, ainda que os neo-aliados tentem passar uma borracha por cima de tudo isso, a sociedade precisa de uma explicação que seja mais convincente, pois o povo não é mais bobo, um exemplo claro foi o resultado da última eleição, na qual se verificou que houve uma grande rejeição a tal aliança”
Publicado no site Farol de Notícais de Serra Talhada, em 06 de janeiro de 2013.
sábado, 5 de janeiro de 2013
O debate polêmico sobre a Provinha Brasil
Autor: Professor Paulo César Gomes - Especialista em História Geral
Dez entre dez educadores concordam que
o Brasil precisa cuidar melhor de suas crianças e de como elas são
alfabetizadas. “O Brasil gasta muito com alfabetização de jovens e adultos
porque não fez o dever de casa no tempo certo”, comenta Mozart. E para
melhorar, é preciso antes medir, diagnosticar. Em 2006, a Prova Brasil ganhou
as manchetes brasileiras com resultados alarmantes sobre a capacidade de
leitura e escrita dos alunos de 4.a série.
Mesmo com a notícia recente de que
houve erro na interpretação dos dados (o que teria mudado a posição de alguns
municípios no ranking), persiste a informação essencial: mais da metade das
crianças chega à 4.ª série sem desenvolver adequadamente sua capacidade de
leitura e escrita.
A Prova Brasil teve sua importância,
mas mostrou-se uma avaliação tardia, na opinião da comunidade educacional. “Não
adianta avaliar na 4.ª série do Fundamental, só para dizer que a criança já tem
dificuldades. Aí já é muito tarde”, contesta a secretária de educação de
Esteio–RS, Magela Lidner Formiga. Ela conta que lá, a avaliação desde a 2.ª
série já é padrão desde 2005. Em Pernambuco e Minas Gerais também. O MEC ouviu
e agora está propondo, como parte do PDE, a Provinha Brasil, que vai avaliar a
alfabetização de estudantes de 6 a 8 anos de idade. O adiantamento da avaliação
é unanimidade, mas o formato não.
“É a continuidade de uma política
errada, que é a de se medir o resultado de um processo de anos em uma prova
padronizada aplicada durante poucas horas. As avaliações devem ser processuais,
não de produto”, diz Erasto. Para ele, não vale só avaliar a assimilação de
conteúdos, mas também a capacitação do professor e a infra-estrutura da escola,
além de levar em conta que cada criança tem um tempo diferente, e a velocidade
da alfabetização varia de uma para a outra. Celso Antunes chega a dizer que a
Provinha Brasil nem pode ser considerada uma avaliação propriamente dita.
“Avaliações como esta, o ENEM e o antigo PROVÃO são, no máximo, exames
nacionais”.
Mozart também acredita na importância
da avaliação do processo, mas não invalida a Provinha. “Eu acho que a
fotografia, quando bem tirada, retrata o processo, isto é, precisamos olhar o
produto do processo.” Vale lembrar que, com o início da aplicação do Ideb, os
dados da Provinha Brasil passam sim a fazer parte de um processo de avaliação
mais completo, que pode ser chamado de avaliação de processo. “A única ressalva
que eu tenho em relação ao índice”, diz Magela, “é que ele traz uma pontuação
geral para a educação pública do município, mas não diferencia as redes de
escolas estaduais e municipais.
E são dois sistemas autônomos, que não
têm gerência um sobre o outro. Podem ocorrer casos em que a rede municipal faz
muito esforço para poder melhorar o indicador e o Estado não, e vice-versa.”
A professora da
Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Stella Bortoni defende
que os resultados sejam utilizados para apoiar as escolas que apresentem baixos
índices de alfabetização. “Para levar um curso de educação continuada para que
os alfabetizadores tenham a oportunidade de se capacitar melhor, por exemplo, é
uma boa medida. A prova precisa resultar em políticas que visem socorrer
aquelas escolas ou sistemas cujos resultados estejam ruins” aponta.
A pesquisadora,
especialista em alfabetização e letramento, avalia que os cursos de formação de
professor não dedicam esforço suficiente para preparar os futuros
alfabetizadores. “Alfabetizar não é um bicho de sete cabeças, mas é preciso
formar bons alfabetizadores que saibam o que estão fazendo”, diz. Ela defende
que a Provinha Brasil é um bom instrumento de avaliação e pode dar o feedback
que o sistema precisa para desencadear medidas de apoio.
Daniel Cara aponta
que a pergunta central deve ser “qual é objetivo da avaliação?”. “Se for para
pressionar as redes e as crianças a serem alfabetizadas na idade certa, não
serve. Mas se for na perspectiva de criar um pensamento de porque essas
crianças não conseguem se alfabetizar, quais são as dificuldades que elas têm,
sim”, diz.
A julgar pelo uso que
é feito dos resultados de outras avaliações educacionais aplicadas pelo MEC,
Cara defende que a mudança na Provinha Brasil poderá resultar em uma “pressão
equivocada sobre as crianças” em vez de colaborar para processo de aprendizagem.
Para a presidente da
União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, a
mudança do perfil da Provinha Brasil pode ter efeitos positivos “As avaliações
organizam os processos, se as redes souberem trabalhar e entender que são
crianças de 8 anos [participando do exame], nós vamos ter mais tempo para fazer
um trabalho coerente.
Como sempre, na
primeira vez, vai começar uma discussão de quem é melhor, quem é pior. Mas a
avaliação serve como diagnóstico para a gente mudar essa realidade. Não temos
nenhum problema com avaliação”, diz a presidente da entidade.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A avaliação e o processo de ensino/aprendizagem
Autor: Professor Paulo César Gomes - Especialista em História Geral
A avaliação é parte integrante do processo
ensino/aprendizagem e ganhou na atualidade espaço muito amplo nos processos de
ensino. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos
profissionais envolvidos.
Segundo Perrenoud (1999), a avaliação da
aprendizagem, no novo paradigma, é um processo mediador na construção do
currículo e se encontra intimamente relacionada à gestão da aprendizagem dos
alunos.
Na
avaliação da aprendizagem, o professor não deve permitir que os resultados das
provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam
supervalorizados em detrimento de suas observações diárias, de caráter
diagnóstico.
O
professor, que trabalha numa dinâmica interativa, tem noção, ao longo de todo o
ano, da participação e produtividade de cada aluno. É preciso deixar claro que
a prova é somente uma formalidade do sistema escolar. Como, em geral, a
avaliação formal é datada e obrigatória, deve-se ter inúmeros cuidados em sua
elaboração e aplicação.
A avaliação da aprendizagem na escola tem dois
objetivos: auxiliar o educando no seu desenvolvimento pessoal, a partir do
processo de ensino-aprendizagem, e responder à sociedade pela qualidade do
trabalho educativo realizado.
De um lado, a avaliação da aprendizagem
tem por objetivo auxiliar o educando no seu crescimento e, por isso mesmo, na
sua integração consigo mesmo, ajudando-o na apropriação dos conteúdos
significativos (conhecimento, habilidades, hábitos, convicções). A avaliação,
aqui, apresenta-se como um meio constante de fornecer suporte ao educando no
seu processo de assimilação dos conteúdos e no seu processo de constituição de
si mesmo como sujeito existencial e como cidadão. Diagnosticando, a avaliação
permite a tomada de decisão mais adequada, tendo em vista o autodesenvolvimento
e o auxílio externo para esse processo de autodesenvolvimento.
Por outro lado, a avaliação da
aprendizagem responde a uma sociedade social. A escola recebe o mandato social
de educar as novas gerações e, por isso, deve responder por esse mandato,
obtendo dos seus alunos a manifestação de suas condutas aprendidas e
desenvolvidas. O histórico escolar de cada educando é o testemunho social que a
escola dá ao coletivo sobre a qualidade do desenvolvimento do educando. Em
função disso, educador e educando têm necessidade de se aliarem na jornada da
construção da aprendizagem.
Esses dois objetivos só fazem
sentido se caminharem juntos. Se dermos atenção exclusivamente ao sujeito
individual, podemos criar no espontaneísmo; caso centremos nossa atenção apenas
no segundo, chegaremos ao limite do autoritarismo.
O caminho é o do meio, onde o
crescimento individual do educando articula-se com o coletivo, não no sentido
de atrelamento à sociedade (estar a serviço da sociedade), mas sim no sentido
de responsabilidade que a escola necessita ter com o educando individual e com
o coletivo social (com as pessoas que compõem a sociedade, com suas preciosas).
A escola testemunha às pessoas a qualidade do desenvolvimento dos educandos e cada
um de nós aceita esse testemunho acatando certificados e diplomas escolares.
Sempre desejamos saber se o profissional que utilizamos é formado e como é
formado. Esse testemunho é dado pela escola.
Assim sendo, a avaliação da
aprendizagem escolar auxilia o educador e o educando na sua viagem comum de
crescimento, e a escola na sua responsabilidade social. Educador e educando,
aliados, constroem a aprendizagem, testemunhando-a a escola, e esta à
sociedade. A avaliação da aprendizagem neste contexto é um ato amoroso, na
medida em que inclui o educando no seu curso de aprendizagem, cada vez com
qualidade mais satisfatória, assim como na medida em que o inclui entre os
bem-sucedidos, devido ao fato de que esse sucesso foi construído ao longo do
processo de ensino aprendizagem (o sucesso não vem de graça). A construção,
para efetivamente ser construção, necessita incluir, seja do ponto de vista
individual, integrando a aprendizagem e o desenvolvimento do educando, seja do
ponto de vista coletivo, integrando o educando num grupo de iguais, o todo da
sociedade.
A
Avaliação da Aprendizagem, deve ser feita, de forma a diagnosticar os
conhecimentos prévios dos alunos, para nortear o planejamento das aulas, pelo
professor. É imprescindível a Avaliação Formativa, para a verificação do nível
de aprendizagem dos estudantes e a possível reformulação das metodologias
usadas nas aulas. De acordo com os PCNs, a avaliação não é feita apenas para o
aluno, mas para o professor analisar seu trabalho, lembrando que fracasso escolar,
sugere ensino de pouca qualidade.
O ato de avaliar, por sua
constituição mesma, não se destina a um julgamento “definitivo” sobre alguma
coisa, pessoa ou situação, pois que não é um ato seletivo. A avaliação se
destina ao diagnóstico e, por isso mesmo, à inclusão; destina-se à melhoria do
ciclo de vida. Deste modo, por si, é um ato amoroso. Infelizmente, por nossas
experiências histórico-sociais e pessoais, temos dificuldades em assim
compreendê-la e praticá-la. Mas fica o convite a todos nós. É uma meta a ser
trabalhada, que, com o tempo, se transformará em realidade, por meio de nossa
ação. Somos responsáveis por esse processo.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Entre pedras e espinhos: CDPST 24 anos de história
O Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada -
CDPST inicia esse ano de 2013 comemorando os seus 24 anos de existência levando
arte e cultura ao público serra-talhadense e da região.
A companhia surgiu em Janeiro de 1989 pelas mãos de Modesto Lopes de Barros, até então, recém chegado de São Paulo, onde fez o curso de teatro Macunaíma. A Cia. fez sua estréia com o espetáculo B... em Cadeira de Rodas, no dia 06 de maio de 1989, tendo sido remontado em 1999 quando dos seus 10 anos. Depois desse vieram muitos outros O Negro, O Circo Rataplan, Os Malefícios do Tabaco, Acorda, José!, Enfim, Só: Solidão, a Comédia, A Verdadeira História de Cinderela, O Rapto das Cebolinhas, “Casa de mãe Chica”, Réquiem, Neurose – A Cidade e Seus Sentidos, Conversa de lavadeiras, Jesus & Judas - traição ou missão, Enfim Sós, Jacaré Espaçonave do Céu (em parceria com a Gualharufas produções).
Depois de muito trabalho, o CDPST hoje é Ponto de cultura estadual, disponibiliza à comunidade aulas de dança e atividades gerais relacionadas à cultura, além de ser cineclube!
A companhia surgiu em Janeiro de 1989 pelas mãos de Modesto Lopes de Barros, até então, recém chegado de São Paulo, onde fez o curso de teatro Macunaíma. A Cia. fez sua estréia com o espetáculo B... em Cadeira de Rodas, no dia 06 de maio de 1989, tendo sido remontado em 1999 quando dos seus 10 anos. Depois desse vieram muitos outros O Negro, O Circo Rataplan, Os Malefícios do Tabaco, Acorda, José!, Enfim, Só: Solidão, a Comédia, A Verdadeira História de Cinderela, O Rapto das Cebolinhas, “Casa de mãe Chica”, Réquiem, Neurose – A Cidade e Seus Sentidos, Conversa de lavadeiras, Jesus & Judas - traição ou missão, Enfim Sós, Jacaré Espaçonave do Céu (em parceria com a Gualharufas produções).
Depois de muito trabalho, o CDPST hoje é Ponto de cultura estadual, disponibiliza à comunidade aulas de dança e atividades gerais relacionadas à cultura, além de ser cineclube!
A história do CDPST é cheia de altos e baixos, como ficou evidente neste ano que se finda. Enquanto tudo parecia estar bem com muitas conquistas para o grupo, houve a invasão da sede. Felizmente, tudo foi recuperado, e mais uma vez as coisas voltarão ao normal.
Boas festas e que 2013 seja um ano cheio de oportunidades e boas vibrações!
Fonte: Blog do
Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada - CDPST
Direito Penal I: CULPABILIDADE
CULPABILIDADE - a culpabilidade é a possibilidade
de se considerar alguém culpado pela prática de uma infração penal. Por essa
razão, costuma ser definida como juízo de censurabilidade e reprovação exercido
sobre alguém que praticou um fato típico e ilícito. Não se trata de elemento do
crime, mas pressuposto para imposição de pena, porque, sendo um juízo de valor
sobre o autor de uma infração penal, não se concebe possa, ao mesmo tempo,
estar dentro do crime, como seu elemento, e fora, como juízo externo de valor
do agente. Para censurar quem cometeu um crime, a culpabilidade deve estar
necessariamente fora dele.
TEORIA NORMATIVA PURA
Segundo a teoria normativa pura, a
fim de tipificar uma conduta, ingressa-se na análise do dolo ou da culpa, que
se encontram, pois, na tipicidade, e não, na culpabilidade. A culpabilidade,
dessa forma, é um juízo de reprovação social, incidente sobre o fato típico e
antijurídico e sobre seu autor.
ELEMENTOS DA CULPABILIDADE - o Código Penal adotou a teoria
limitada da culpabilidade, segundo a qual são seus requisitos:
a) imputabilidade;
b) potencial consciência da
ilicitude;
c) exigibilidade de conduta diversa.
IMPUTABILIDADE - é a capacidade de entender o
caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Quais as causas que excluem a
imputabilidade?
Resposta: são quatro:
a) doença mental;
b) desenvolvimento mental incompleto;
e) desenvolvimento mental retardado;
d) embriaguez completa proveniente de
caso fortuito ou força maior.
Quais os critérios de aferição da
inimputabilidade?
Resposta: são eles:
a) sistema biológico: foi adotado,
como exceção, no caso dos menores de 18 anos, nos quais o desenvolvimento
incompleto presume a incapacidade de entendimento e vontade (CP, art. 27);
b) sistema psicológico;
c) sistema biopsicológico: foi
adotado como regra, conforme se verifica pela leitura do art. 26, caput, do
Código Penal.
Quais os requisitos da
inimputabilidade segundo o sistema biopsicológico?
Resposta: são três:
a) causal: existência de doença
mental ou de desenvolvimento mental incompleto ou retardado, que são as causas
previstas em lei;
b) cronológico: atuação ao tempo da
ação ou omissão delituosa;
c) consequencial: perda da capacidade
de entender e querer.
Quais as espécies de embriaguez?
Resposta: são quatro:
a) embriaguez não acidental, que se
subdivide em: voluntária, dolosa ou intencional (completa ou incompleta);
culposa (completa ou incompleta);
b) embriaguez acidental: pode
decorrer de caso fortuito ou força maior (completa ou incompleta);
c) patológica;
d) preordenada.
Em que consiste a teoria da “actio
libera in causa”?
Resposta: a embriaguez não acidental jamais
exclui a imputabilidade do agente, seja voluntária, culposa, completa ou
incompleta. Isso porque ele, no momento em que ingeria a substância, era livre
para decidir se devia ou não o fazer. A conduta, mesmo quando praticada em
estado de embriaguez completa, originou-se de um ato de livre-arbítrio do
sujeito, que optou por ingerir a substância quando tinha possibilidade de não o
fazer. A ação foi livre na sua causa, devendo o agente, por essa razão, ser
responsabilizado. E a teoria da actio libera in causa (ações
livres na causa). Considera-se, portanto, o momento da ingestão da substância e
não o da prática delituosa. Essa teoria ainda configura resquício da
responsabilidade objetiva em nosso sistema penal, sendo admitida
excepcionalmente quando for absolutamente necessário para não deixar o bem
jurídico sem proteção.
Em que consiste a semi-imputabilidade
ou responsabilidade diminuída?
Resposta: é a perda de parte da capacidade de
entendimento e autodeterminação, em razão de doença mental ou de
desenvolvimento incompleto ou retardado. Alcança os indivíduos em que as
perturbações psíquicas tornam menor o poder de autodeterminação e mais fraca a resistência
interior em relação à prática do crime. Na verdade, o agente é imputável
e responsável por ter alguma noção do que faz, mas sua responsabilidade é reduzida
em virtude de ter agido com culpabilidade diminuída em consequência das suas
condições pessoais.
Qual a consequência da
semi-imputabilidade?
Resposta: não exclui a imputabilidade, de modo
que o agente será condenado pelo fato típico e ilícito que cometeu. Constatada
a redução na capacidade de compreensão ou vontade, o juiz terá duas opções:
reduzir a pena de 1/3 a 2/3 ou impor medida de segurança (mesmo aia sentença
continuará sendo condenatória). A escolha por medida de segurança somente
poderá ser feita se o laudo de insanidade mental indicá-la como recomendável,
não sendo arbitrária essa opção. Se for aplicada pena, o juiz estará obrigado a
diminuí-la de 1/3 a 2/3, conforme o grau de perturbação, tratando-se de direito
público subjetivo do agente, o qual não pode ser subtraído pelo julgador.
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