Escreva-se no meu canal

Instagram

Ver essa foto no Instagram

Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

Uma publicação compartilhada por Paulo César Gomes (@escritor.paulocesargomes) em

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O público e o privado na falsa história do 4º polo médico de Serra Talhada

Por Paulo César, professor especialista em História Geral

 
Desde o final da década de 80 alguns setores da política local, leia-se o grupo do Deputado Inocêncio Oliveira (PR), propagam, em alto e bom tom, que Serra Talhada é o 4º polo médico de Pernambuco. Essa “badalada” conquista é recheada de controvérsias, por isso, para que se chegue a uma conclusão que se aproxime da realidade é preciso distinguir a prestação de serviço de saúde realizada pelo setor privado da que é realizada pelo serviço público. Do ponto vista do serviço privado a cidade não tem do que se queixar. São várias clínicas com médicos especializados em diversas áreas, sendo que os hospitais, as casas de saúde e as maternidades possuem equipamentos modernos. O exemplo do sucesso do setor é o fato das clínicas médicas viverem abarrotadas de pacientes oriundos de diferentes cidades da região e de estados vizinhos. Na prática a coisa funciona mais ou menos assim: se você tiver dinheiro, terá uma boa prestação de serviço de saúde.

Do outro lado a coisa é totalmente diferente. O melhor exemplo dos péssimos serviços prestados no serviço público é o Hospam. O nosso Hospital Regional é o retrato do descaso com o qual a saúde pública é tratada no Brasil. Faltam médicos em diversas especialidades, faltam equipamentos modernos, sem contar que o órgão é usado para beneficiar apadrinhados políticos, prática comum em outros órgãos públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais. Na verdade o grande culpado pela precária situação em que se encontra o Hospam, é o governador Eduardo Campos (PSB). O pior governador do Brasil no que se refere à valorização do servidor público.

Infelizmente muitas coisas negativas que acontecem na gestão estadual são abafadas, pois em Pernambuco o que impera é a lei do silêncio. Isso ocorre porque Eduardo patrocina, através de empresas públicas, a maioria dos blogs jornalísticos e as emissoras de rádio do estado, sem falar do contrato milionário que beneficia os três principais jornais da capital: Jornal do Commércio, Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco. Os jornais recebem mensalmente uma “bolada” para distribuir diariamente, e de forma gratuita, os seus exemplares para cada professores da rede estadual. Na linguagem popular isso quer dizer que “quem paga é quem escolhe a música”.

Mas mesmo com a lei do silêncio, ainda existem veículos de comunicação como o FAROL DE NOTÍCIAS que nos permitem exercer a liberdade de expressão e nos dão a oportunidade para que possamos resgatar alguns fatos que podem comprovar a irresponsabilidade de Eduardo Campos diante da situação da saúde pública em Pernambuco, e no caso específico, em Serra Talhada. Um deles foi a paralisação promovida por médicos do Hospam em 2007, que contou com adesão de médicos de outras cidades, na oportunidade os profissionais já denunciavam a falta de estrutura física e de equipamento para o atendimento dos pacientes, além da falta de material humano e os baixos salários que eram pagos. A falta de atenção do governador com a classe foi à gota d’água para que alguns profissionais do hospital viessem a pedir demissão.

Diante de todo esse cenário, fica comprovado que a saúde na cidade vive duas realidades extremamente antagônicas, enquanto o serviço privado cresce a passos largos, o público vive mergulhado em fracassos, denúncias e o pior, a morte constante de pessoas que em geral não dispõem de dinheiro para pagar por um bom atendimento no setor privado.

Portanto, o discurso político de que Serra Talhada é o 4º polo médico do Estado não passa de uma grande falácia, mais uma entre tantas que são ditas a cada eleição. Tudo isso com um simples propósito: conseguir os votos da população menos esclarecida. Depois de toda essa análise fica uma pergunta no ar: o que vale mais, o discurso mentiroso para conseguir votos, ou investir sem mesquinharia na melhoria da prestação dos serviços públicos de saúde?


DA AÇÃO A OMISSÃO – O mesmo Augusto César (PTB) que quando prefeito do município em 1993 se juntou aos movimentos sociais como a CONTAG, FETAPE e a CUT, para ocupar a sede da SUDENE com o objetivo de denunciar o agravamento dos efeitos da seca e reivindicar o envio de ajuda financeira do governo federal para as cidades afetadas pela estiagem, é o mesmo que hoje se cala diante da maior seca dos últimos 50 anos. A atual postura de Augusto é o reflexo de todas as contradições políticas que ele vem praticando nos últimos anos.
O ETERNO SILÊNCIO – Já com relação ao deputado Inocêncio Oliveira não se pode espera muita coisa no que se refere a seca no Nordeste, pois durante os seus nove mandatos como parlamentar, ele nunca se manifestou publicamente sobre qualquer assunto que fosse do interesse da população sertaneja ou até mesmo que tivesse relevância para o país. O que ele gosta mesmo e de um “lugarzinho” na mesa diretora da Câmara dos Deputados.

Um forte abraço a todos e até a próxima!

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada em 12 de novembro de 2012.

domingo, 11 de novembro de 2012

PROTESTO: Morador denuncia tentativa de destruição de árvores históricas em ST

Por Giovanni Sá (Farol de Notícias)


Três árvores centenárias da espécie Algaroba localizadas no Centro de Serra Talhada estão ameaçadas de serem arrancadas, mesmo a cidade passando por uma das piores secas e sob um calor que beira os 40 graus. A denuncia é do engenheiro agrônomo Olímpio Menezes Leal Neto, que resolveu assumir a defesa das algarobeiras. Preocupado com elas, consideradas um patrimônio ambiental pelos moradores da cidade, ele usou uma das árvores para evidenciar um protesto silencioso, mas que diz muita coisa. Com fita adesiva, cartolina e tinta, fixou um cartaz pedindo socorro e anunciando a “execução” das “três marias”, como vem sendo chamadas por alguns moradores.
“Eu admito que se faça uma poda nestas árvores, mas não a destruição delas. Não faz sentido derrubá-las. Estamos precisando de sombra e verde neste momento. Essas três árvores são centenárias, fazem parte do patrimônio histórico do município”, defendeu o agrônomo, revoltado com as intenções das autoridades. Ele relatou que nesse sábado (10) uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local e fez estudos com relação às árvores. “Foi distribuído um documento da prefeitura aos moradores do entorno informando que seria apenas uma poda. Entretanto, tenho informações extra-oficiais que há um projeto pela derrubada dessas árvores”, revelou Olímpio Neto, informando ainda que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico estaria à frente do plano anti-ecológico.
A notícia sobre a derrubada das algarobeiras cresceu como rastilho de pólvora e provocou a indignação de ambientalistas serratalhadenses. “Estas árvores não podem ser derrubadas. Segundo o ecologista Bonzinho Magalhães, elas (as árvores) foram tombadas como patrimônio histórico do município”, argumentou a professora Auricleide Andrada, que ameaça criar um movimento na cidade chamado de “Salvem as Três Marias” em defesa das algarobas centenárias da Concha Acústica.
 
 


OLÍMPIO NETO PARTE EM DEFESA DE ÁRVORES CENTENÁRIAS
 
 
A introdução da Algaroba (Prosopis Juliflora) no Brasil começou por Serra Talhada. No ano de 1942, o diretor da Escola Superior de Agricultura de Viçosa (MG), J. B. Griffing, desceu no aeroporto de Piúra, região desértica do Peru; e ficou admirado com o verde das Algarobas. De pronto, colocou 34 sementes no bolso do sobretudo e deu-as de presente ao governador de Pernambuco, Agamenon Magalhães. O governador logo às enviou para serem plantadas na Estação Agrícola Experimental de Serra Talhada e daí foram espalhadas pelo semi-árido nordestino.

domingo, 4 de novembro de 2012

ELEIÇÕES 2012: O brasileiro votou na segurança administrativa e na renovação segura

Por Paulo César, professor especialista em História Geral
 
Uma análise sobre o resultado geral das eleições municipais é extremamente complexa, já que é um tema que pode ser visto por vários anglos, isso porque vivemos em um país continente, com uma população extremamente heterogênea no que se refere aos aspectos sócios – econômicos – culturais. Porém, mesmo com todas essas contradições, vou tentar de uma forma simples, expressar a minha opinião sobre o assunto. Diante de uma análise objetiva feita sobre o resultado das eleições pelo país afora, é possível dizer que o povo brasileiro, tirando algumas peculiaridades locais e regionais, votou baseando-se em dois pontos: segurança e renovação , sendo que em alguns casos votou ou pela continuação administrativa segura ou renovação administrativa segura.
 
Isso pode ser verificado quando olhamos os resultados de cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde o eleitorado optou pela continuidade segura. Em São Paulo e no Recife foi diferente, a população votou pela renovação com segurança. Esses fatos refletem a busca do eleitorado por um ponto de equilíbrio, tanto político como administrativo, ou seja, o povo não está afim de votar em projetos aventureiros e virtuais. Talvez isso ainda seja resquício do fracassado projeto político do ex-presidente Fernando Collor de Melo, no qual uma parte da sociedade dos brasileiros embarcou e logo se decepcionou, e também de péssimasadministrações, como a de Celso Pitta na cidade de São Paulo.
 
Essa busca pelo equilíbrio também é demonstrada quando observarmos que a população procurou distribuir o poder entre praticamente todos os partidos, claro que alguns conseguiram se sobressair, a exemplo do PMDB, PT, PSB e principalmente o PSD. Outros partidos conseguiram uma sobre vida, como por exemplo, o DEM e o PSOL. É nessa perspectiva de distribuição de poder que se explica o fato de que o PT não controle a maioria das prefeituras das capitais e dos governos estaduais, pois o partido detém o controle do poder executivo nacional há praticamente dez anos, bem como aconteceu com o PSDB durante os oito anos de governo FHC. É importante lembrar que em 1986 os candidatos a governador pelo PMDB foram eleitos em praticamente 90% dos estados do país, sendo que o Presidente da República também era do PMDB, o hoje senador José Sarney. O resultado dessa concentração de poder em torno de único partido foi terrível, pois o país viveu entre 1986 e 1993 as suas piores crises financeiras, com alta de preços, desvalorização e implantação de inúmeras moedas, inflação galopante e uma desigualdade social vergonhosa.
 
Portanto, depois dessa abordagem histórica- sócio- política, fica evidente que o eleitorado consciente ou inconsciente está buscando amadurecer na hora de votar, mesmo sendo um processo difícil, pois voltamos a ter o direito ao voto a cerca de trinta anos, e sem contar o número de jovens que votam pela primeira vez e ainda o número significativo de analfabetos políticos. Mas, contrariando a vontade de muito políticos conservadores, a população vem a cada eleição deixando o seu recado, não trabalhou! Tá fora!
 
PT – Mesmo enfrentado, por coincidência ou não, o processo do “mensalão”, conseguiu um importante vitória na capital paulistana. Desta forma se credencia para defender a reeleição da presidente Dilma Rousseff junto aos partidos aliados. No caso de alguma eventualidade Lula será convocado para cumprir mais essa tarefa, a de ser novamente candidato a Presidente da República.
 
PSDB – Perdeu a principal prefeitura da sua base política, além disso, o seu principal quadro, José Serra, foi derrotado novamente. Sem renovação de quadros partidários, os tucanos passam a depender da aproximação de Aécio Neves (PSDB) com o Eduardo Campos (PSB) e com setores do PSDB, que fazem oposição ao PT.
 
PSB – O partido conseguiu vitórias importantes, principalmente em redutos petistas, como em Recife e Fortaleza. Muitas das vitórias foram creditadas ao governador Eduardo Campos, que passou a ser “a namorada” desejada pelos partidos de oposição. Por outro lado, os bons resultados fizeram com que o egocêntrico líder socialista passe a sonhar com um vôo nacional, termo usado por boa parte da imprensa. Porém, é bom lembrar que na política não é sábio ir com muita sede ao pote, pois alguns tiveram essa mesma sede e acabaram se afogando, a exemplo de Ciro Gomes (PSB) e de Anthony Garotinho (PR) quando foram candidatos a presidente sem um grande leque de aliança e sem um plano de governo confiável.
 
FUTURO DO PEFEITO CARLOS EVANDRO – Acredito que seja prematura uma decisão do prefeito sobre qual será o seu novo partido, até porque é preciso análise melhor e como é que vai ficar o cenário regional no pós-eleições e, principalmente, como vai ficar a relação PT e PSB no estado.
 
PEDIDOS DE FAROLEIROS – Recebi dois pedidos de faroleiros que gostam de ler as minhas opiniões. O primeiro foi para que fosse publicada uma solicitação ao prefeito eleito Luciano Duque para que o mesmo providencie, durante o seu mandato, o calçamento da rua do Bar de Raimundo, e o segundo foi para encaminhar uma reclamação junto à Secretaria de Saúde sobre a negligência no atendimento aos idosos no PSF do bairro da Cachichola. Tá aí! Os recados foram dados.
 
Um forte abraço e até a próxima!
 
Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada em 04 de novembro de 2012.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vozes da seca, um grito de dor e de desilusão do homem nordestino!

Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão

É por isso que pidimo proteção a vosmicê
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê

Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage

Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
Como vê nosso distino mercê tem nas vossa mãos

(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)


Paulo César é professor especialista em História Geral
 
Em 1963, Luiz Gonzaga gravou a música “Vozes da Seca”, composição feita em parceria com Zé Dantas. A música é uma mistura de discurso político e manifesto. Uma forma poética de denunciar o descaso e a omissão dos governantes no que se refere ao combate à seca. Quase cinquenta anos depois, “Vozes da Seca” continua sendo uma “tapa de luva” na classe política brasileira, pois todos sabem que a seca é um fenômeno climático e que anualmente se agrava em função de fatores climáticos produzidos pela devastação das florestas e pelo alto índice de poluente que são jogados na atmosfera e nos mares, entre esse fatores que alteram o clima do planeta destacam-se o aquecimento global, o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio. O problema especificamente não é a seca em si, mas a ausência de um Programa Nacional de Combate a Seca e de Desenvolvimento do Semiárido Nordestino, pois o que se vê e se ouve são verdadeiras falácias. Em bem verdade que práticas humilhantes como as frentes de emergências acabaram, até porque era inadmissível que a mão de obra paga pelo poder público fosse usada para construir açudes em propriedades das elites política e social de várias regiões do nordeste.

Hoje, o que se percebe é a concretização do que profetizou Luiz Gonzaga e Zé Dantas: “Mas doutô uma esmola a um homem que é são/ Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”(Vozes da Seca), pois essa “esmola” nada mais é do que a “benditas”: bolsa escola, bolsa renda, seguro safra, sem falar da “bolsa candidato 2014”, essa que foi criada pelo governador Eduardo Campos (PSB), que distribuirá R$ 280 em quatro parcelas mensais de R$ R$ 70. Como diria um famoso apresentador de telejornal: “Isso é uma vergonha!” Em verdade que nos últimos anos algumas iniciativas criadas pelos governos Lula (PT) e Dilma (PT) foram importantes, como exemplo a construção de mais de 1 milhão de cisternas. Outra ainda vai levar tempo para que se tenha a certeza da sua eficácia, a famosa transposição das águas do São Francisco. Porém, na minha modesta opinião, por se tratar de governos com vínculos profundos no campesinato sertanejo, o que foi feito ainda é pouco.

Para que os efeitos da estiagem sem sentidos com menos sofrimento é preciso seja desenvolvido um projeto sério e continuo, que priorize a construção de açudes de grande porte; que busque água em novos lençóis freáticos; que incentive a preservação dos leitos de rios, mesmo que sejam temporários; que combata a destruição da caatinga. Na verdade é preciso que se tenha vontade política, sem isso nada sairá do papel e, por muitos anos a música “Vozes da Seca” continuará sendo um grito de dor e a expressão mais pura do desalento do povo nordestino!


EDUARDO CAMPOS E O MILHO PARA OS AGRICULTORES DE SERRA TALHADA – Mesmo o processo eleitoral já tendo passado, o governador – candidato a presidente – Eduardo Campos (PSB), ainda não liberou a distribuição do milho para os agricultores de Serra Talhada. O produto é importantíssimo para os agricultores, já que é usado para alimentar o que sobrou do rebanho de bovinos e caprinos.

DNOCS E SUDENE – Em quanto à seca devasta o sertão nordestino, os representantes dessas grandiosas instituições assistem de camarote, e claro que no frescor de suas salas, de forma inerte, sem apresentarem nenhuma iniciativa que possam merece do povo sofrido um misero agradecimento. O DNCOS e a SUDENE são o retrato da postura dos nossos governantes diante da seca.

DESSA VEZ QUE FARÁ O PAPEL FEITO POR DOM FRANCISCO EM 1997? Infelizmente não temos mais entre nós o atuante e politizado Dom Francisco, bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira (1961-2001) e também advogado. Ele foi a única liderança religiosa e popular a se manifestar, em 1997, quando ocorreram as primeiras críticas aos saques feitos por agricultores vítima da seca. Quinze anos depois a possibilidade de que essa iniciativa venha a ser praticada se torna a cada dia mais real, por isso é bom lembrar aos críticos mais ferrenhos que segundo o nosso ordenamento jurídico-penal, não há crime, quando o agente pratica o fato em estado de necessidade, respondendo, embora, pelo excesso doloso ou culposo. (Código Penal, art. 23, I e respectivo parágrafo único).

MUDADO DE ASSUNTO – Cresce nos bastidores a possibilidade de que o vereador Zé Raimundo venha a ser eleito o presidente da Câmara de Vereadores para o biênio 2013-2014. O parlamentar é experiente, irá para o seu quarto mandato, além de ser profundo conhecedor do regimento e dos tramites na Câmara, o vereador também tem bom relacionamento com os colegas da oposição, assim como os da situação.

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada em 28 de outubro 2012.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Oposição construtiva, a difícil tarefa da nova Câmara de Vereadores

*Paulo César é professor especialista em História Geral

Tão logo terminou o processo eleitoral, que culminou com a eleição de Luciano Duque (PT), uma nova discussão tomou conta dos meios de comunicação e dos seguimentos políticos da cidade: a de qual será o perfil da nova Câmara de Vereadores? O grupo do prefeito eleito conseguiu eleger a maioria dos novos parlamentares e ainda poderá contar com contribuição de alguns que foram eleitos pela oposição. Do ponto de vista prático, Luciano não terá dificuldades para governar, mas se fizermos uma análise mais aprofundada, veremos que ele enfrentará dificuldades, tanto nos aspectos numérico, como no político.
Mesmo tendo a maioria – 8 dos 15 vereadores – o prefeito eleito precisará do apoio 11 para aprovação de temas importantes, sem contar que esse é número necessário para aprovação das contas do atual prefeito Carlos Evandro (sem partido) e do ex- prefeito Geni Pereira (PSB). Por outro lado, ele enfrentará uma oposição que possívelmente será liderada pelo do vereador Gilson Pereira (PSD), que foi o maior crítico do atual prefeito e também do deputado estadual Augusto César.
Na verdade existe por parte do poder legislativo em todo o Brasil um grande dilema sobre o qual é o verdadeiro papel da situação e qual é o da oposição. No caso específico de Serra Talhada isso ficou visível na legislatura que se encerra no próximo dia 31 de dezembro, onde alguns vereadores começaram como governistas e terminaram como oposicionistas. Outros começaram na oposição e terminaram como governo, sem contar com os que iniciaram na oposição, depois viram situação e vão terminar o mandato na oposição. O pior de tudo foi a falta de discurso: tanto para convencer, por parte dos governistas, como de um mais salutar por parte dos oposicionistas.

TIÃO OLIVEIRA – Foi último prefeito a não fazer a maioria da Câmara de Vereadores. Tive como líder do governo a atuante e equilibrada Penha Oliveira, na época no PFL, que travou debates extremamente politizados com o então vereador pelo PT, Ari Amorim. O então vereador petista foi responsável pelo requerimento que fez com que o ex-prefeito fosse até o plenário da Câmara responder as questões relacionadas ao seu mandato. Bons tempos aqueles!

A MALDIÇÃO DO MANDATO ATUANTE – Essa maldição já tinha vitimado os ex-vereadores Ari Amorim e Dr. Barbosa. No último pleito a vitima foi Zé Pereira. Diante disso fica uma pergunta: para que o povo reeleja um vereador, é preciso que ele mostre trabalho ou tenha dinheiro para gastar durante a campanha?

DESARMA O PALAQUE – Algumas pessoas ainda não assimilaram o resultado das urnas e por isso mesmo continuam com o palanque a armado. Muitas ficam procurando de forma apelativa as justificativas para vitoria ou para fracasso, usando em muitas vezes palavras rancorosas e medíocres. A eleição acabou! O povo foi quem escolheu o seu futuro! E ponto final.

PERSEGUIÇÃO, DEMISSÃO E EXONERAÇÃO – Infelizmente essas práticas ainda são comuns em nossa CIDADE PROVICIANA, onde alguns procuram fazer política com o “p” minúsculo. Após o fim do processo eleitoral, surgiram denuncias de que algumas empresas privadas demitiram funcionários dias antes da eleição, isso porque os funcionários não votavam no candidato do “patrão”. O pior é que isso aconteceu empresas ditas de grande porte e que são exemplo para a cidade. Por outro lado não podemos aceitar que esses procedimentos venham a ser praticados em órgãos públicos, seja na prefeitura, HOSPAM ou em outro qualquer. Órgãos públicos não são empresas privadas! E as empresas privadas devem respeitar as escolhas partidárias de seus funcionários, afinal de contas vivemos em país livre e democrático.

A VITÓRIA DA VIOLA SOBRE O CHICOTE– A vitória do violeiro Sebastião Dias (PTB), em Tabira, foi daquelas para se tirar o chapéu e ate escrever um cordel, pois sua vitória sobre o Coronel Dinca Brandino (PSB) foi pra lavar a alma. Sebastião Dias representar o que há de mais puro na cultura nordestina, por isso mesmo o seu feito deve ser enaltecido

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada em 22 de outubro de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Professor, uma profissão que se aproxima da extinção, por Paulo César

*Paulo César é professor especialista em História Geral
 
Durante toda essa semana parte da sociedade brasileira coloca em debate a discussão sobre o futuro do professor e da educação no Brasil, em muitos casos essa discussão é levantada de forma hipócrita, até por que não se adentra pelos reais problemas que envolvem o papel do educador e o verdadeiro dever do Estado. Diante de um debate em que joga toda a culpa e um único lado, busco nesse texto não defender o PROFESSOR, mas acima de tudo, relacionar alguns fatores que podem levar a extinção dessa profissão aos moldes do que é amplamente divulgado pelos governos nos dias de hoje.
 
Em pesquisa recente, foi verificado que os policias (civis e militares) médicos e professores são os profissionais com a maior carga de estresse, sendo que vários apresentaram diversas doenças crônicas adquiridas por falta de melhores condições de trabalho. No caso específico do professor, é visível que o mesmo está submetido a inúmeras pressões no dia-a-dia. São problemas que vão desde a falta de respeito em sala de aula, inclusive com agressões físicas, que são praticadas não só por alunos, mas também por pais despreparados e irresponsáveis, bem como a burocratização do setor educacional.
 
Um dos maiores desafios do setor é enfrentar o processo de modernização e surgimento de novas relações sociais, que de certa forma atingiu em cheio o ponto chave na educação de crianças e adolescentes, a família. Nesse ponto temos que reconhecer que nem os educadores e nem os pais estão preparados para lidarem com imensidão de informações que adentraram a vida dos estudantes através da internet, soma-se a isso a dependência e subserviência imposta por ferramentas como o MSN, Orkut, Twetter, Facebook ou coisa parecida.
 
Um exemplo é fato de que os jovens se preocupam mais em manter os seus perfis atualizados nas redes sociais do que mesmo as matérias vistas em salas de aulas. Ainda ao que se refere a contexto familiar, podemos citar a infinidade de famílias formadas anualmente, em sua maioria, sem a menor estrutura psicológica – financeira – social – cultural ou até mesmo, sem nenhum laço afetivo. Esses casais, que acabam passando pouco tempo juntos, acabam gerando filhos, pelos quais não assumem nenhuma responsabilidade. Na ausência da família a tarefa recai sobre a escola, e principalmente sobre os ombros dos PROFESSORES.

“No caso específico do professor, é visível que o mesmo está submetido a inúmeras pressões no dia-a-dia. São problemas que vão desde a falta de respeito em sala de aula, inclusive com agressões físicas, que são praticadas não só por alunos, mas também por pais despreparados e irresponsáveis, bem como a burocratização do setor educacional”

Muitos desses jovens abandonados, ou rejeitados, sofrem de problemas psicológicos, muitos entram no mundo das drogas, do alcoolismo e da prostituição. Tantos problemas transformam o ambiente escolar em algo parecido com um grande caldeirão em ebulição, um local extremamente difícil de se trabalhar. Outro dado importantíssimo diz respeito aos baixos salários, que acabam sendo menores do que outros que exigem o mesmo nível de graduação, já que por lei o professor de nível fundamental e médio deve possuir curso superior. Os salários baixos afetam a alta estima e obrigam o educador a ter que trabalha em até três jornadas diárias para completar o seu orçamento, soma-se a isso, o ritmo puxado de vida, com noites mal dormidas e sem direito de curtir os fins de semanas com as famílias, em função do período de entrega de planejamentos, das correções de provas e o preenchimento de cadernetas.
 
Enquanto isso os governos só estão preocupados com números, tratam a educação como se fosse uma ciência exata e o professor, um mero montador de peças, aos moldes da produção em escala industrial. Essa realidade desestimula os jovens a quererem seguir a carreira de professor, isso explica o fato de que exista no país mais de 20 mil vagas na área de educação disponível e que não são preenchidas por falta de profissionais. Sendo assim, fica provado que a profissão de PROFESSOR está ameaçada, pois os governantes querem transformar o profissional da educação em fabricantes de máquinas, criadores de seres acéfalos, ignorando o lado humano, e principalmente, impedindo que os jovens possam pensar e se manifestar, pois, pra eles o que importa não é o pensamento, a ação crítica, e sim formação de uma geração que possa servir apenas de massa de manobra e que no final só servirá apenas para atender aos interesses dos vendedores de ilusão.

“Enquanto isso os governos só estão preocupados com números, tratam a educação como se fosse uma ciência exata e o professor, um mero montador de peças, aos moldes da produção em escala industrial. Essa realidade desestimula os jovens a quererem seguir a carreira de professor, isso explica o fato de que exista no país mais de 20 mil vagas na área de educação disponível e que não são preenchidas por falta de profissionais”

Para que ocorra uma transformação na profissão de PROFESSOR é preciso que se paguem bons salários, diminua-se a quantidade de alunos e de salas de aulas, para que os estudantes possam ser acompanhados fora da sala, com visitas periódicas e aulas de reforço, porém, é bom lembrar que não adiantará tudo isso se o docente não tiver liberdade! Essa é a principal ferramenta no trabalho de um professor. Para aqueles que não acreditam na importância da liberdade na prática educativa, eu aconselho a assistirem os filmes “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Escritores da Liberdade”(baseado em uma história real).

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada em 18 de outubro de 2012.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ser Mestre

Tarefa que exige abnegação,
tarefa que é feita com o coração!
Nos dias cansados, nas noites de angústia,
nas horas de fardo, de tamanha luta,
chegamos até a questionar:
Será, Deus, que vale a pena ensinar?
Mas bem lá dentro responde uma voz,
a que nos entende e fala por nós,
a voz da nossa alma, a voz do nosso eu:
- Vale sim, coragem!
Você ensinando, aprende também.
Você ensinando, faz bem a alguém,
e vai semeando nos alunos seus,
um pouco de PAZ e um tanto de Deus!

Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

  Fonte: Brasil Escola O ECA Digital (Lei Felca) entrou em vigor em 17 de março de 2026 com o objetivo de ampliar a proteção das crianças e ...