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domingo, 7 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Qualidade do ensino médio piora e fica abaixo da meta prevista pelo governo
Do BOL, em São Paulo
Segundo dados divulgados pela Folha de S.Paulo nesta-sexta (5), a qualidade do ensino médio teve leve queda em 2013 comparado a 2011, de acordo com a avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), do Ministério da Educação.
O índice federal que alia desempenho dos alunos em provas de português e matemática com taxas de aprovação recuou de 3,4 para 3,2 no último ano. Com o recuo, o resultado ficou distante da meta estabelecida pelo governo federal para o ano, que era de 3,6.
Os dados divulgados são referentes às redes estaduais, que concentraram cerca de 80% dos alunos do Brasil.
É responsabilidade dos governos estaduais cuidar das escolas de ensino médio, mas cabe a União o papel de induzir e sustentar políticas para melhoria.
Há dois anos, quando os dados de 2011 foram apresentados, o governo federal prometeu reformular o currículo, diminuindo o número de disciplinas. A mudança ainda não foi implementada.
O melhor Ideb do ensino médio foi o de Goiás (3,8), seguido de São Paulo e Rio Grande do Sul (3,7).
Aluno de 15 anos esfaqueia professora em escola do Paraná
Do UOL, em Curitiba
- Secretaria do Estado da Educação/DivulgaçãoProfessora foi agredida no Colégio Estadual Ivanete Martins de Souza
Um aluno de 15 anos esfaqueou na manhã desta quinta-feira (4) a professora de inglês Ana Paula Marino dentro da Colégio Estadual Ivanete Martins de Souza, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. A mulher sofreu ferimentos no braço, na mão e também no tórax. Ela foi socorrida com o auxílio de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal e encaminhada para o Hospital Angelina Caron.
Durante uma reunião entre pais e professores realizada nessa quarta-feira (3), Ana Paula teria chamado o estudante de indisciplinado. O garoto, ofendido, teria dito a alguns de seus colegas que queria assustá-la.
Por volta das 11h30 de hoje, o menino atacou a professora com uma faca, que foi deixada na sala de aula. Após cometer o crime, o aluno fugiu da escola.
O estudante foi encontrado pelo Polícia Militar na lavanderia de uma casa da região e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Piraquara. "Ele poderá ficar na delegacia por até cinco dias. Depois, o estudante será encaminhado à Delegacia de Polícia para Crianças e Adolescentes para aguardar a decisão de um juiz", disse um dos investigadores.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação afirma que lamenta o ocorrido e que presta assistência à professora e à família da vítima. Representantes da pasta e do Batalhão da Patrulha Escolar irão realizar uma reunião com a comunidade durante os próximos dias para prestar esclarecimentos e orientações sobre o episódio.
"A Secretaria de Estado da Educação esclarece que o fato ocorrido na escola é uma situação isolada e que, frente à totalidade do número de escolas da rede estadual, não representa a realidade existente na relação entre professores e alunos", esclareceu o órgão.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Baiano que nasceu com a cabeça virada para trás dá palestras motivacionais
Por Luísa Lucciola, do site do Jornal Extra
A anormalidade está nos olhos dos outros. Isso é uma convicção para Claudio Vieira de Oliveira, de 37 anos, que tem vasta experiência no assunto. O baiano de Monte Santo nasceu com uma anomalia física que quase arruinou sua vida, mas garante nunca ter sofrido preconceito ou discriminação. Um problema nas juntas, chamado artrogripose congênita, deixou seus braços e pernas deformados e sua cabeça virada para trás desde o nascimento, em 1976. Hoje, sua história de vida é a base para dar palestras motivacionais - em outubro, ele irá para os Estados Unidos contá-la em três cidades.
Seu primeiro desafio foi nascer. A cidade no interior do Bahia não tinha hospital e sua mãe não havia feito ultrassonografias durante a gravidez.
— Antes de eu nascer, ninguém sabia que eu ia ficar assim dessa forma. Eu nasci de parto normal, não foi num hospital, porque aqui não tinha. Foi com um médico, só que dentro de casa. Foi muito difícil — conta Claudio.
Sua anomalia impressionou os moradores de Monte Santo. Os médicos chegaram a aconselhar sua mãe, Maria José, a deixar de alimentá-lo para que morresse. Ela, contudo, conseguiu dar cabo de criar os seis filhos, sempre tratando Claudio da mesma forma que os demais.
— Eu já ouvi relatos de outras pessoas com necessidades especiais que viviam ou vivem diferentes das demais. Vivem num mundo fechado. A pessoa sente a discriminação, o preconceito. Eu fui diferente. Desde cedo fui motivado por muitas pessoas da minha família, principalmente minha mãe — lembra ele, que perdeu o pai com 1 ano de idade.
Educação
Claudio foi alfabetizado em casa, com uma professora particular. Maria José temia que ele não conseguisse se adaptar ao ambiente escolar. A iniciativa de começar a escrever pegando o lápis com a boca foi dele.
— Foi espontâneo, veio de mim. Eu deitei no chão com uma almofada, pus o lápis na boca e comecei a rabiscar sozinho. Hoje, consigo escrever normalmente. Com a boca — explica Claudio.
Ele chegou a estudar alguns anos em uma escola particular, pois sua mãe considerava a infraestrutura mais adequada, mas, diante das dificuldades financeiras, ele teve que largar a educação por um ano. Voltou a uma escola pública na 3ª série e ficou lá até concluir o ensino médio. Claudio ainda fez um curso técnico antes de mudar para Feira de Santana, onde cursou Contabilidade.
— Nessa época eu tive a ajuda de muitas pessoas. Consegui uma bolsa integral (da faculdade), consegui ajuda para o aluguel. Um vizinho foi me acompanhar e minha mãe me visitava a cada 15 dias para limpar a casa e preparar comida. Foi um esforço muito grande, mas tudo isso valeu a pena. Se fosse para fazer de novo, eu faria.
Acessibilidade
Claudio tenta tornar sua rotina o mais normal possível, mas costuma esbarrar nas dificuldades de acessibilidade. O baiano se deslocar para curtas distâncias de joelhos ou com um sapato especial, que vai da extremidade do joelho à ponta do pé. Para ir mais longe, ele precisa ser carregado por alguém.
— Eu já me acostumei. Às vezes, a gente imagina: ‘Será que estou incomodando?’. Mas nunca vi ninguém reclamar. Apesar disso, os anos vão passando e eu vou adquirindo peso. Com o passar do tempo, as pessoas não vão ter condições de me locomover. Infelizmente, eu não tenho transporte — lamenta.
Apesar das dificuldades, Claudio passa a entrevista inteira sem se referir a si mesmo como “deficiente”.
— Para ser sincero, eu nem percebo quem eu sou. Eu nunca percebi se eu sou uma pessoa portadora de necessidades especiais, deficiente, sei lá. Muita gente me pergunta qual o segredo para isso. Bom, para mim, o segredo é o próprio meio. Se o meio lhe olhar assim (como deficiente), é assim que você se vê. Eu tenho muita popularidade aqui na minha cidade, me comunico bem, nunca fico sozinho. Talvez o segredo seja esse, a compreensão de cada um — explica.
A vida de Claudio fez sucesso na imprensa internacional nesta segunda-feira. Portais como Daily Mirror, Daily Mail e Metro publicaram sua história de superação.
domingo, 31 de agosto de 2014
21 anos sem Ricardo Rocha, vocalista da banda D.Gritos
No dia 30 de agosto de 1993 morria, o jovem Ricardo Rocha, líder de umas das maiores bandas de rock que existiu no Sertão, a D.Gritos.
A tragédia que ocorreu naquela noite não só nos privou do convívio de Ricardo, mas também impediu que duas gerações de serra-talhadenses conhecessem o seu talento musical.
Naquela fatídica noite, a música e a cultura local foram apunhaladas, pois com a morte do músico chegou ao fim a banda D.Gritos, um dos maiores legados artísticos já produzidos em nossa cidade.
O músico Ricardo Rocha, que era um compositor genial, morreu vítima de um choque elétrico quando fazia um show na Praça Sérgio Magalhães, durante a Festa de Setembro. Viva Ricardo Rocha!
Paulo César Gomes
OPINIÃO: Uma análise sobre o ‘tsunami Marina’ e os rumos da eleição presidencial em 2014
Por Paulo Cesar, professor e escritor serra-talhadense
Todos os setores da política brasileira estão quebrando a cabeça para tentar entender o “tsunami Marina Silva” e as suas reais consequências no resultado final das eleições presidenciais. Isso se deve ao seu avassalador crescimento nas pesquisas de opinião. Sendo assim, destaco três fatores que podem explicar esse impressionante desempenho:
O primeiro é que ela já tem uma grande densidade eleitoral a nível nacional e que já foi exposta há quatro anos. O segundo é que a comoção nacional criada com a morte de Eduardo Campos ajudou a colocar seu nome em evidência, injetada pelo slogan deixado pelo o ex-governador, “não vamos desistir do Brasil”, e o terceiro é fato de que Marina foi a liderança política que mais capitalizou votos dos seguimentos sociais – boa parte oriunda da classe média – que participaram das manifestações de junho de 2013.
Por isso acho que boa parte da classe média está com Marina, até porque acredito que seja o setor da sociedade mais insatisfeito com o governo Dilma, e que anteriormente rechaçou o modelo de governo proposto pelo PSDB de FHC, Serra, Alckmin e agora Aécio Neves.
O crescimento de Marina está próximo do limite, o que seria algo em torno de 40%, já que ela está tirando a maioria dos votos de Aécio Neves, e para quem não sabe, é preciso dizer que a maioria da mídia brasileira é tucana – não é a toa que o editor da revista Veja é um dos coordenadores da campanha do peessedebista – , então podemos afirmar que vai vir chumbo grosso para cima da neo-ssocialista. Um bom exemplo disso foi o que aconteceu com Ciro Gomes nas eleições presidenciais de 2002.
Na época, precisamente no início de setembro, o então candidato superou José Serra, ficando a poucos pontos de um empate técnico com Lula, primeiro colocado nas pesquisas. Para evitar a derrota, o PSDB jogou pesado e em 10 dias descontruiu toda imagem que Ciro passava para o eleitorado, por isso, não será surpresa se os tucanos voltarem a usar a mesma tática contra Marina. Resta saber se atingirão o objetivo.
Por outro lado é preciso ressaltar que as eleições ainda não estão decididas e que muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, principalmente depois da morte prematura de Eduardo Campos. Em uma eleição onde a imagem e os mitos valem muito, ainda restará ao PT uma última e desesperada cartada, colocar na mesa o seu “às de ouro”, ou seja, o ex-presidente Lula.
Se o PSB tem o mito Eduardo, o PT vai do mito Lula. No entanto fica uma grande indagação: quando é que o brasileiro irá entender que não se deve votar por “sugestões mitológicas”, mas por capacidade administrativa, espírito de liderança, visão política voltada para os setores marginalizados da sociedade e com a serenidade que o cargo necessita. Afinal, estamos falando de uma eleição real, e não virtual. Então, vamos pensar em um Brasil real, e não surreal.
Um forte abraço a todos e a todas e até a próxima!
Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 31 de agosto de 2014.
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