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Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Há 25 anos a banda D.Gritos lançava o disco Barriga de Rei

Há 25 anos era lançado pela banda D.Gritos o disco BARRIGA DE REI, um trabalho musical revolucionário, levando-se em consideração o contexto da época, onde o verdadeiro forró dominava o seguimento musical em praticamente todo o Nordeste.
O LP é recheado de pegadas de guitarra de altíssimas qualidade, com variações eletrizantes de solos e de rifes, assim como de uma bateria extremante vibrante, lembrando o que de melhor existia no rock nacional. A qualidade do trabalho se estende ao baixo e aos teclados, instrumentos que eram bastante usados em grupos nacionais e internacionais, com o RPM e o Queen.  Uma inovação apresentada pela banda no disco foi uso de instrumentos de percussão, uma mistura que foi usada pouco tempo depois por Chico Science e o movimento Manguebeat.



Capa do disco 

Outro destaque do disco são as letras, que também refletiam o sentimento da juventude local que começa a vivenciar a liberdade proporcionar com o fim da Ditadura Militar. Soma-se a isso, o fato de  que os compositores da banda – Camilo Melo e Ricardo Rocha – traduziram como ninguém os seus dilemas pessoais e as sua indagações sobre a vida, o amor, a politica e a religião.
O trabalho foi gravado no estúdio Estação do Som, em Recife, e produzido por  Orlando Lima (Zé Orlando) e a própria banda. Segundo Camilo, a participação de Zé Orlando foi decisiva para o  sucesso do BARRIGA REI, pois ele acrescentou muito com a sua experiência e talento. Zé Orlando acompanhou o grupo desde os ensaios, ainda em Serra Talhada, até fase a final com a passagem das músicas para o type. Para fazer todo o processo de gravação, mixagem e masterização, o grupo levou pouco mais de trinta horas. A rapidez é justificada em virtude de questões financeiras. O dinheiro que a banda tinha não era suficiente para passar mais tempo gravando no estúdio.  
Em função de uma viagem de Ricardo Rocha para São Paulo, coube a Paulo Rastafári - que havia entrado há poucos dias na banda - a responsabilidade por imortalizar através da sua voz as músicas que ainda hoje tocam em rádios de todo o Brasil e são baixada através da internet por faz e admiradores do trabalho da D.Gritos.
Músicos que participaram da gravação:
CAMILO MELO – guitarra e violão; JORGE STANLEY: bateria e percussão; TOINHO HARMONIA: contrabaixo; DITINHO - teclado; NILSINHO – percussão -  PAULO RASYTÁFARI – Voz.
Ficha técnica:
Produção Musical: D.Gritos, Orlando Lima
Arranjos: D.Gritos
Gravação: Tião Patinhas, Léo Dim
Mixagem – Léo Dim
Edição - Tião Patinha

No disco BARRIGA DE REI foram gravadas as seguintes músicas: - lado A - “Grilos”, “Escravos de Ninguém (Porra)”, “Barriga de Rei”, “Loucos (Mayra)”,- lado B - “Quando Será Minha Vez”, “Eu Sei”, “Seduções de Imagens” e “Última Vez”.


                                    Banda D.Gritos na foto para a encarte do disco BARRIGA DE REI

Segundo Jorge, o disco BARRIGA DE REI é do ponto de vista musical o mais popular da banda, isso se deve aos arranjos MPB/POP e ao estilo musical de Paulo Rastafári. Além disso, o disco foi o único a ser comercializado.
Entre a gravação do disco e o lançamento oficial, realizado no Batukão, foram mais de onze meses, nesse período a banda realizou algumas apresentações, e também concederam várias entrevistas, além de apresentações em emissoras de TV; em Campina Grande-PB e em Recife; na TV Pernambuco, TV Jornal, Tribuna e Universitária. Mas mesmo com a realização de vários shows e com toda a badalação em torno do repertório, ainda faltava a comercialização do disco que não ocorria em função da capa ainda não está pronta.
Diante da falta de dinheiro para resolver o problema, Camilo teve a ideia de vender os discos de forma antecipada através de cartões (cupons), que foram produzidos com o apoio da Casa da Cultura. Com os cartões nas mãos, o grupo caiu em campo e conseguiu vender aos familiares, amigos, comerciantes, profissionais liberais e servidores públicos, chegando ao total de 288 cupons. Com o dinheiro arrecadado foi possível realizar  a cofecção das capas para os discos que já estavam prensados.


Cartão (cupom) usado para arrecadar dinheiro para a confecção da capa do disco 

A ideia da capa do disco foi de Camilo, sendo que a criação foi de Tarcísio Rodrigues, Aluízio Nunes, Karoba Nunes e Fatima Silva (Fafá). Arte final foi de Edna Batista, e as fotos foram feitas nas areias do Rio Pajeú, utilizando um jornal com o nome da banda pintado por Tarcísio Rodrigues e reveladas no Tucano Studio, de Aluíso Nunes, e no Foto Reis, de Anacleto Reis. O encarte ficou por conta do talentoso artista plástico Karoba Nunes, que ilustrou com maestria o momento politico e social do país. 

Na contra capa do disco a banda prestou várias homenagem, entre elas, uma merece um destaque especial, a que foi prestada as mães de cada um dos integrantes da banda.  “As nossas mães que nos colocaram no mundo e nos deram tantas inspirações e força para chegarmos até aqui. D. Juracy, D. Lourdinha, D.Gilda, D. Ana e D. Adélia muito obrigado!”. Os amigos da “TURMA” dos D.Gritos também foram lembrados e a música “Loucos (Mayra)” foi dedicada in memória de Geovani (Vaninho), um grande amigo dos membros da banda e que morreu em trágico acidente automobilístico alguns dias antes da gravação do disco.
Ainda na contra capa, também consta um agradecimento aos amigos que sempre deram força ao grupo, entre eles: Ivaldo Nogueira, Antônio Alexandre, Nildo Gomes, Rui Grúdi, Bil, Joseley Gildo, Zé Paulo, Márcio, Carlito, Ronaldo, Pedrinho, Antônio Rosa, Álvaro, Fred Pinto, Domar, Veva, Tovinho, Fafá, Tarcísio Rodrigues, Daniel Dantas, José Fernandes.



Encarte do disco BARRIGA DE REI elaborada pelo artista plástico Karoba Nunes

Com o material pronto, o disco começou a ser vendido e acabou sendo lançado em outubro de 1989, em um grande evento no Batukão, já contando com o retorno de Ricardo Rocha. Foi uma noite memorável, que contou com a presença de familiares, amigos e muitos fãs da banda. Esse momento ficou marcado na memoria de todos os músicos que tocaram naquele noite, pois foi com o disco BARRIGA DE REI que a banda D.Gritos entrou definitivamente para a história da música pernambucana e brasileira. Em função do valor histórico, alguns colecionadores e fãs do grupo chegam a pagar valores generosos por um exemplar do disco.





Fotos do show no Batukão durante o lançamento do disco BARRIGA DE RE


Fonte: Livro "D.Gritos: do sonho à tragédia. A história da maior banda de rock do Sertão Pernambucano", escrito por Paulo César Gomes.

domingo, 9 de novembro de 2014

MEMÓRIA: CIST, do passado glorioso ao abandono total em Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, Professor e pesquisador da História de Serra Talhada

Passados os intermináveis debates e as atribulações do período eleitoral, entraremos agora em uma nova fase de pesquisa, e por esse motivo gostaríamos de convidar os amigos e as amigas serra-talhadenses de nascimento e de coração, no Brasil e no mundo, a viajarem por mais uma apaixonante passagem da nossa história. Sejam todos bem-vindos ao mundo encantado e de diversão do CIST (Clube Intermunicipal de Serra Talhada).

O CIST foi fundado em 25 de dezembro 1951, com tempo indeterminado de duração, teve a sua primeira diretoria formada por Moacyr Godoy (Presidente), José Nunes Magalhães, Alexandre Firmo Ferraz, Pedro Antunes Lima, Wilson Matos, José Aubry da Costa, Manuel Antonio de Souza e Antonio Gomes de Lucena. Entre os objetivos do clube estava o de “promover e incentivar entre os seus sócios a prática de todos os desportos, desenvolver atividades culturais e de assistências e manter o espírito de cordialidade e cooperação que entre eles deve existir”(Art. 3º.  do Estatuto do CIST).

FACHADA DO CISTO NOS ANOS 50
FACHADA DO CIST NOS ANOS 60

No entanto, o clube que nasceu para proporcionar o lazer e o entretenimento para uma parte da elite social serra-talhadense da metade do século XX, acabou se tornando um grande agregador social ao longo dos anos, abrindo espaço para todas as camadas da sociedade, independente de credo, raça, opção partidária ou time de futebol.

O espaço do CIST serviu para a realização de casamentos, batizados, aniversários, bailes de carnaval, festas juninas e natalinas, concursos de beleza, desfiles de moda, reuniões políticas, congresso de estudantes, festival do sorvete e da cerveja, e até para exibição de filmes, entres outras atividades. Pelo palco do CIST passaram dezenas de artistas, entre eles, Edésio e os Seus Red Caps, Assissão, Rui Grudi, Edson Lima (na época ele cantava na Banda Talismã), D.Gritos, Côngruos, Planeta Terra, e a cantora Gretchen, conhecida pelos hits “Freak Le Boom Boom”, “Conga Conga Conga” e o “Melô do Piripipi”.


O CIST FOI PALCO DE GRANDES FESTAS DE CASAMENTO COM A SOCIEDADE LOCAL
O CIST FOI PALCO DE GRANDES FESTAS DE CASAMENTO COM A SOCIEDADE LOCAL

Muitos serra-talhadenses, de diversas gerações, ainda guardam na lembrança os anúncios que eram divulgados em uma difusora localizada na Praça Sérgio Magalhães, informado sobre as atrações que iriam se apresentar no Clube ou até mesmos para confirmar os horários dos bailes ou dos famosos privês das décadas de 80 e 90, organizados por José Aubry.

Mesmo quando o CIST começou a ganhar o rótulo de “espaço povão” ou local de “confusões” e de “brigas” a população não deixava de frequentar o local, que mesmo acanhado em função do grande número de frequentadores, ainda era o bom e velho CIST, um clube onde várias paqueras e paixões foram despertadas, e onde também surgiram casamentos que perduram até hoje.

O CIST HOJE

O CIST de hoje em nada lembra os do passado glorioso. Em um último suspiro o clube ainda serviu de espaço para apresentações de teatro e de dança. Porém, por motivos que não são conhecidos do grande público as atividades culturais e sociais do clube cessaram.

Hoje o CIST está desfigurado, deformado pelo tempo e pelo abandono, sucumbindo-se à própria sorte. Um moribundo em meio a uma cidade que se moderniza, mas que assiste em renegar o seu passado e a preservar a sua história! No entanto, é ressaltar que nem tudo está perdido, pois quem sabe o CIST, assim como na mitologia, ressurja belo e imponente tal qual uma fênix, para que possa novamente ocupar um lugar de destaque que sempre teve na vida social e cultural de Serra Talhada.  Viva o CIST e as suas inesquecíveis histórias!

Um forte abraço a todos e a todas e até a próxima!

P.S.: Os amigos faroleiros que queiram nos fornecer fotos de eventos ou registrarem seus depoimentos sobre sua histórias vividas no CIST, podem entrar em contato pelo e-mail: pcgomes-st@bol.com.br .

Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 09 de novembro de 2014.

CARNAVAL NO CIST EM 1991
CARNAVAL NO CIST EM ANOS 80

CARNAVAL NO CIST EM 1990
CARNAVAL NO CIST ANOS 90
ORQUESTRA FAZ  SHOW NO CIST
ORQUESTRA FAZ SHOW NO CIST

FACHADA CIST ANOS 90
FACHADA DO CIST NOS ANOS 90

O CIST HOJE- RETRATO DO ABANDONO TOTAL-
O CIST HOJE - RETRATO DO ABANDONO TOTAL-

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LEI DO LIVRO: Na CMST, escritor lamenta falta de incentivo à leitura em Serra Talhada

Por Giovanni Sá (Farol de Notícias)

paulo césar
O escritor, professor e colunista deste FAROL, Paulo César Gomes, utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores nessa segunda-feira (3) e fez um duro discurso mostrando que Serra Talhada está no atraso quanto a produção e incentivo à literatura. O professor comparou a Capital do xaxado às cidades de Afogados da Ingazeira e Salgueiro, e lamentou que o poder público só enxergue como prioridade o xaxado.


“Outras cidades estão bem à frente que a nossa. Nós estamos priorizando apenas uma vertente da história: o cangaço. É importante, mas não é só isso. Não é fácil produzir literatura numa cidade onde não há incentivos”, disparou Gomes, alertando que a Lei do Livro – de autoria do ex-vereador Barboza Neto – caiu no esquecimento.

“Essa lei, de dezembro de 2005, determina que a prefeitura adquira um livro de autor serra-talhadense para cada escola do município e não vem sendo cumprida. É uma vergonha. E não se trata de fazer nenhum favor ao escritor, mas de garantir que as novas gerações conheçam a história de Serra Talhada”.

O escritor Paulo César Gomes é autor de dois livros e prepara mais um que conta a história do Comercial Esporte Clube, um dos expoentes do futebol pernambucano nas décadas de 80/90. O autor luta para conseguir recursos para publicação do seu livro.

domingo, 2 de novembro de 2014

OPINIÃO: O voto dos nordestinos desinformados e a dor de cotovelo dos tucanos

Por Paulo Cesar Gomes, professor, escritor e pesquisador serra-talhadense


paulo césar
Uma semana após a eleição histórica que deu a Dilma Rousseff o direito legítimo de conduzir o Brasil por mais quatro anos, o PSDB e os partidos aliados, setores da direita ultrapassada e a da imprensa chapa branca tentam a todo custo criar um clima de terceiro turno no país, ignorando a opinião da maioria dos brasileiros que votaram pela reeleição da petista. A ideia agora é apostar no quanto pior melhor, ou quem sabe ganhar no “tapetão”, uma postura pra lá de questionável, vindo dos segmentos que detém o controle da informação – os maiores veículos de imprensa – e dos recursos financeiros privados do Brasil.


Sem esquecer que fazem parte das oligarquias que sempre governaram a nação desde que Cabral aportou em terra “brasilis”. O discurso inconformista focando em questões pontuais, como o pedido de recontagens de votos e o sistemático processo de ataques racistas ao povo nordestino. Isso tudo só demostra o quanto as elites têm dificuldades em aceitar a derrota. De todas as provocações feitas nos pós-eleição, o racismo cometido contra os nordestinos é sem dúvidas a pior de todas, pois busca transformar o Nordeste em um gueto.

O que é um crime sem precedentes na nossa história e que acaba pondo abaixo a máscara de boa parte da nação que não entende que moramos em uma federação. Nem muito menos o entendem o conceito de democracia. Aécio Neves teve toda a campanha para dizer que era contra o “Bolsa Família” e não o fez, preferiu dizer que iria ampliar o programa, no entanto os seus eleitores tucanos atribuem a derrota a “bolsa miséria”. O que expõem uma contradição entre o que pensa o senador e os seus eleitores. No auge do processo eleitoral o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que os eleitores do PT são “desinformados”, uma forma indireta de criticar aos votos dos nordestinos.

Mal sabe ele que muitos nordestinos que moram na zona rural tiveram que pagar a passagem de ida e volta para poder ter o sagrado direito de votar, demostrando claramente que sabem o momento político que o país vive. Sem contar que contrariam a vontade de prefeitos, deputados, vereadores, enfim, de vários “coronéis” para poder expressar nas urnas as sua gratidão. Gratidão por hoje o Nordeste está ocupando uma posição de destaque na economia nacional, porque em outros quesitos, como a cultura, a região já está anos luz a frente dos que se dizem informados.

Porém, é preciso destacar que apesar da vitória esmagadora de Dilma Rousseff no Nordeste – o que gerou a ira de muitos tucanos – ninguém teve a ousadia dizer uma simples palavra de preconceito ou racismo contra os mineiros e os cariocas, que em sua maioria votaram em Dilma. Será que os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro não fazem parte do Brasil desenvolvido?

Ou será que fazem parte do seleto grupo de eleitores desinformados? Com a palavra aqueles que insistem em não “olhar pelo retrovisor” e que não entendem que a realidade social do país é outra, diferente do que existia a mais de uma década. Uma realidade que proporciona ao povo que antes vivia excluído e marginalizado a capacidade e o direito de decidir uma eleição.

Um forte abraço a todos e a todas e até á próxima!

Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 02 de novembro de 2014.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

NO DIA NACIONAL DO LIVRO SERRA TALHADA COMEMORA O APOGEU DO LIXO CULTURAL

Por Paulo César Gomes, professor, escritor e pesquisador serra-talhadense

O uso da escrita é um das mais marcantes avanços do homem civilizado. É a partir dessa iniciativa que a humanidade começa a contar e a registar a sua história de forma mais compreensível. Ao longo dos séculos, homens e mulheres, relataram através da escrita suas angústias, sonhos e realizações. Parte desse material acabou sendo registrado em páginas de livros. Livros que hoje são essenciais para que a sociedade possa compreender o seu tempo presente através do que foi escrito no passado.

E nesse dia 29 de outubro, Dia Nacional do Livro, quero registar a minha indignação pelo fato de que a segunda maior cidade do Sertão pernambucano não possui uma política pública de estimulo e financiamento de produções literárias. Serra Talhada hoje se encontra, em nível de produção literária, atrás de cidades de porte economicamente inferior, mas que entende que é através dos livros que se mudar uma sociedade. Que se construí uma nova realidade social e cultural.

Infelizmente não existem incentivos na cidade para que os jovens serra-talhadenses possam escrever seus trabalhos, para que despertem para esse mundo fascinante que a escrita. Há muito anos não temos um singelo concurso de redação. Nem mesmo uma feira ou um café literário somos capazes de realizar. Os projetos de pesquisa sobre a história da cidade são renegados, nossa memória histórica está se esvaindo pelas mãos como se fossem grãos de areia! Não há o mínimo interesse ou apoio para trabalhos que possam ajudar as futuras gerações a darem o devido valor ao passado da nossa cidade.

Parece até uma coisa sinistra, mas é verdade a mais pura verdade. Se alguém que contribui para o desenvolvimento da cidade morrer, só será lembrado se seu nome for colocado em uma rua, praça ou órgão público. Isso é muito pouco para uma cidade como a nossa! Com uma história tão forte e intensa como a nossa! Um bom exemplo desse “esquecimento” é a Lei No. 1.141 de 20 de dezembro de 2005, de autoria do ex-vereador Barbosa Neto, denominada de a Lei do Livro - que determina que o município deve adquirir 100 livros de autores serra-talhadenses para distribuir entre as escolas da rede municipal de ensino – que não é cumprida.

Enquanto os livros são esquecidos, se gasta um fortuna para a promoção do lixo cultural que se prolifera através da música e de eventos de apelo populista. Nossa juventude é estimulada é a levantar um copo de uísque ou de cachaça, enquanto as moça são educadas para subir em cima da mesa e a aceitarem que são "raparigas". No entanto, nenhuma campanha é feita para estimular os jovens a ler um livro!

Quem quiser escrever um livro em Serra Talhada têm que ficar mendigando a atenção de um “empresário mesquinho” ou a um “político nojento”, tentando conseguir quem sabe R$ 50,00! Porque para eles um livro não é importante para divulgar a sua marca ou para contemplar os seus objetivos políticos. Mal sabem eles que os livros são guardados em locais privilegiados de uma casa, exposto para todos que adentre aquele lar e que daqui a vários anos a sua marca e o seu nome estará preservado, assim como a história! Assim como as angústias, os sonhos e as realizações da humanidade!

Um forte abraço a todos e a todos e até a próxima!


P.S.: Antes que alguém escreva alguma bobagem, quero registrar que irei no momento oportuno, doar as escolas públicas da cidade (municipal e estadual) os livros de minha autoria. 

domingo, 26 de outubro de 2014

Esta eleição poderá nos tornar uma nação dividida ou um país mais maduro

Por Paulo César Gomes, professor, escritor e pesquisador serra-talhadense

Hoje, 26 de outubro, será uma data que entrará para a história do Brasil, não apenas pelo término da disputa intensa entre a presidenta Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, mas também por ser um divisor de águas da política nacional. O candidato que sair vencedor dessa disputa terá a difícil tarefa de unir um país dividido, entre o Nordeste/Norte/Centro-oeste e o Sul/Sudeste. Regiões que antes eram separadas por questões geográficas, mas que hoje estão em lados opostos, tanto por fatores econômicos como também pelo protagonismo político.

Quem antes dava as cartas teve que a contra gosto render-se a um Brasil que vivia excluído e menosprezado e que agora ganhou voz e vez. Os grandes grupos corporativistas e as oligarquias que fizeram nessa eleição a maior aliança desde a Ditadura Militar acabarão sendo derrotados por aqueles que foram as ruas não para defender um governo, mas para defender as suas conquistas.

Os próximos quatro nos reservam grandes surpresas, principalmente quando se percebe que a maioria do Congresso Nacional será formada por uma maioria conservadora e fisiologista. Alguns são capazes de vender a própria alma para conseguir atingir “os seus interesses”. Diante desse futuro incerto é preciso que se diga que esse processo não se encerra aqui, ele é continuo.

É por isso que se faz necessário que a população acompanhe o passo a passo da política nacional para entender melhor a verdadeira face dessa eleição histórica. Os derrotados farão de tudo para se sentirem vitoriosos e os vitoriosos terão a obrigação de conquistar os derrotados. Se não for assim não seremos uma nação. Seremos apenas uma pátria dividida!

Um forte abraço a todos e a todas e até á próxima!

Publicado pelo portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 26 de outubro de 2014.

Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

  Fonte: Brasil Escola O ECA Digital (Lei Felca) entrou em vigor em 17 de março de 2026 com o objetivo de ampliar a proteção das crianças e ...