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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

OPINIÃO: Analisando os números das últimas pesquisas em Serra Talhada, descubra erros e virtudes dos candidatos

Por Paulo César Gomes, Professor, escritor e colunista do Farol

Os resultados anunciados nessa terça-feira (6) pelos Institutos Múltipla e Opinião, mesmo com algumas contradições, merecem algumas reflexões. A primeira é a de que as desistências de Dr. Fonseca (PR), Dr. Nena (PTB) e de Marquinhos Dantas (optou por ser candidato a vice), sepultou o discurso de enfrentamento ao prefeito Luciano Duque (PT).

Esse vácuo possibilitou que o prefeito se consolidasse na liderança da corrida eleitoral, já que seus opositores Victor Oliveira e Otoni Cantareli são marinheiros de primeira viagem e ainda não se deram conta de que as pessoas esperam um pouco mais deles. Somam-se a ausência de um embate mais forte dos opositores, as inúmeras inaugurações feitas no apagar das luzes. Tudo isso ajudou a alavancar o discurso de que o prefeito ‘fez’. A ideia do ‘fez’ pelo jeito está pegando, bem como a transferência dos votos de Dr. Nena/Augusto César e a definição dos votos dos indecisos, estão beneficiando Duque.

Por outro lado, Victor Oliveira vem tendo dificuldades porque sua coordenação política patina na estratégia, isso porque ainda não desvendou o segredo do jogo. Um dos maiores erros é insistir em falar sobre a origem e a volta do candidato a cidade. Essa temática já passou. Ele (Victor) agora é candidato, com registro na Justiça Eleitoral, essa legitimidade ele já tem. Falta agora dizer o que quer fazer como prefeito. Falta a Victor Oliveira apontar os erros e os equívocos do seu adversário.

Sem um discurso duro, consistente e objetivo, a população vai entender que arriscar não vale a pena, e por isso vai votar no atual prefeito. Para Victor vencer, ele precisar construir a imagem de um grande político e gestor junta a população, assim como, precisar desconstruir a imagem que Luciano Duque tenta emplacar nos últimos meses.

Muita coisa ainda pode acontecer, mas se o candidato do PR não começar a crescer, veremos o prefeito petista rindo a toa e dizendo em alto e bom som que a vitória mais expressiva da história foi dele e que dessa vez ele não precisou ser carregado nos ombros por ninguém.

Um forte abraço e até a próxima!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

OPINIÃO:Serra Talhada faz uma campanha sem criatividade e apática que pode ter respostas nas urnas

Por Paulo César Gomes, Professor, escritor e colunista do Farol

Faltando 30 dias para os serra-talhadenses irem às urnas  escolherem os seus representantes, o que se ver é uma grande apatia por parte dos eleitores. Por diversas razões os candidatos ainda não conseguiram empolgar.

A falta de criatividade nos “jingles” (a maioria são de péssimo gosto), nos materiais de propaganda (sem atratividade), nas propostas de campanha ( repetitivas e muitas vezes utópicas), dos discursos dos candidatos (fracos e sem qualidade) e nos guias eleitorais (sonolentos e sem criatividade), fazem com que a população que anda desacreditada da política apenas observe a movimentação das coligações.

O clima de festa se resume apenas aos integrantes de cada grupo político. A realidade fica evidente aos percebermos que poucos são os moradores que colocaram adesivos ou bandeiras em suas casas. E os que já colocaram são porque possuem ou mantém algum tipo de vínculo com algum candidato, seja candidato a prefeito ou a vereador. Até nas carreatas e porta a portas as mesmas caras sempre estão presentes, ou seja, o povo ainda não aderiu à campanha de nenhum dos candidatos.

A que se destacar que as últimas pesquisas apontam para um alto índice de indecisos. Se essa indiferença se mantiver a tendência é que tenhamos a maior abstenção da história de Serra Talhada, bem como um número surpreendente de votos brancos e nulos. Cabem as coordenações de campanha inovar e deixarem de lado essa identificação dos votos através de cores partidárias ou de grupos políticos. A população espera mais do que isso, e certamente dará o seu recado nas urnas.

Um forte abraço e até a próxima!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

31 de agosto de 2016. Um golpe para a história!



Um golpe para a história! Essa é a expressão que resume o que o Brasil assistiu neste triste dia 31 de agosto. Um golpe para a história! A retirada do mandato da presidente de Dilma Rousseff entra para a história do Brasil como um golpe. Golpe que foi orquestrado pelos setores mais conservadores do país, em uma aliança entre os grandes grupos econômicos, partidos de direita, políticos envolvidos em corrupção e seguimentos da grande mídia nacional.
            Não basta dizer que o impeachment é uma ferramenta constitucional, é preciso explicar que essa ferramenta foi usada para fins meramente políticos, e não para moralizar o Brasil. Se fosse assim ela teria os seus direitos cassados, o que não ocorreu. A decisão de hoje joga uma pá de terra no mais importante direito de um cidadão, que é o voto. Nesse caso, foram 54 milhões de brasileiros que votaram em um projeto de governo. Dez milhões de pessoas nas ruas não podem ser mais importantes do que o voto de 54 milhões.
            É verdade que o governo Dilma cometeu inúmeros erros, bem como o de Lula, a começar pela aliança com setores que agora os traíram. Mas é verdade também que as camadas mais baixas tiveram uma ascensão popular até então nunca vista. Também é preciso ressaltar que os casos de corrupção envolvendo o PT são inaceitáveis, principalmente vindos de um partido que pregava a ética na política. Entretanto é preciso dizer que o PMDB de Michel Temer, PSDB de Aécio Neves e PSB de Paulo Câmara também estão melados com a lama da corrupção.
            Dizer que o STF legitimou o impeachment é um equívoco sem precedente, pois o STF não possui legitimidade constitucional para julgar um Presidente da República. O que o STF fez foi apenas legitimar o rito, já que cabia ao parlamento a competência de admitir e julgar o processo. O papel do STF nesse caso será o de analisar se o mérito do processo é procedente, ou seja, confirmar se as pedalas fiscais e os decretos assinados sem autorização do congresso são de fato crimes de responsabilidade, já que essa matéria é até então sem tipificação. Caso o STF absolva Dilma, teremos a confirmação de que houve um golpe.
            O pior de tudo é ver um presidente assumir sem um mandato popular, sem que a população tenha respaldado o seu plano de governo. Um presidente fraco, covarde, usurpador, traidor e golpista. Um presidente que não é conhecido pelo povo e que vive a sombra da beleza da esposa e da ingenuidade do filho.
            É lamentável ver que o voto no dia de hoje perdeu o seu valor. Quer os interesses econômicos e políticos se sobreponham aos interesses sociais. Que as políticas públicas voltadas para educação, moradia, distribuição de renda, de inclusão social e de gênero sejam deixadas em um plano inferior.
            O dia de hoje passará para a história como um golpe! Um golpe que delimitará quem é quem nesse país. Um golpe pautará as próximas eleições e os embates sociais. Infelizmente o golpe dividiu e não uniu o país, mas ainda assim é preciso acreditar que o futuro nos pertence e que certamente iremos nos reencontrar com o que é de fato um Brasil justo e democrático.

Paulo César Gomes, Professor, Historiador e Pesquisador serra-talhadense.

pcgomes-st@bol.com.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

OPINIÃO: Mesmo representando 54% do eleitorado, força da mulher ainda é subestimada em Serra Talhada; confira os dados

Por Paulo César Gomes, professor, escritor e colunista do Farol

No último mês de julho Serra Talhada retomou para o si o título de “Capital da Beleza Feminina”, uma honraria que reflete a importância da mulher para nossa história, não só pelo quesito beleza. Mas por buscar através da formas mais singelas as alternativas para superarem o machismo explícito que domina a cidade.

Infelizmente, as mulheres serra-talhadenses ainda são impedidas de ocuparem espaços relevantes na política local, um bom exemplo é a forma como a vice-prefeita, Tatiana Duarte, foi tratada durante os quatros anos de mandato. Ela foi posta na condição de “vice decorativa”, sem ter voz e nem vez. Justamente ela que foi a primeira mulher a ocupar o cargo.

O curioso é que as mulheres representam 54,06% do eleitorado em Serra Talhada, o que significa dizer que 29.242 estão aptas a votarem. Outro dado interessante é que 7.414 mulheres possuem o ensino médio completo (o antigo 2º Grau), enquanto apenas 4.950 homens concluíram essa etapa de nível educacional. As mulheres também lideram o quesito nível superior, onde 2.726 já possuem o diploma universitário, enquanto apenas 1.257 homens conseguiram concluir um curso superior.

Os dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) nos levam a crer que as mulheres possuem mais qualidades para votarem com consciência do que os homens. No entanto, o que vemos na prática é que o sexo feminino está excluído do universo da política local. Para os “caciques”, o lugar da mulher é no meio da rua, segurando bandeiras e distribuindo panfletos nos porta a portas.

A realidade é ainda mais cruel quando percebemos que as mulheres que disputam vagas para a Câmara de Vereadores são apenas 32, a exata quantidade exigida por lei para que uma chapa seja registrada na Justiça Eleitoral.

Muitas delas dão o nome apenas para compor as chapas, o que levam elas a terem uma votação baixa, o que leva elas posteriormente se tornarem motivo de ironias e de gozação. Das 32 candidatas apenas três parecem possuir fôlego para vencer a “macharia” que domina a Câmara de Vereadores. Vera Gama, Alice de Izivaldo e Tatiana Duarte vão ter que suar a camisa para conseguir uma das 17 cadeiras.

Já na disputa majoritária a vitória feminina parece ser bastante difícil, isso por que a chapa de Otoni Catarelli, que tem na vice a professora Maraisa, vem encontrando bastante dificuldade para emplacar a campanha nas ruas. Mas Maraisa pode se orgulhar de um fato marcante. Mesmo sendo uma professora, possui um patrimônio maior que o do prefeito da cidade.

Enquanto a professora do ensino fundamental declarou possuir uma casa no valor de R$ 40 mil, o prefeito declarou um patrimônio que não condiz com a arrecadação salarial de quem já foi por 3 anos secretário de governo, 8 anos vice-prefeito e 3 anos e 8 meses prefeito. Bem que o prefeito Luciano Duque poderia abrir mão do salário. Quem sabe assim a coisa ficaria bem menos demagógica.

Diante do exposto é preciso que se diga que está na hora das mulheres serra-talhadenses ocuparem os seus lugares na história. Derrubando as barreiras e vencendo os preconceitos. Exercendo um papel que não é o de serem coadjuvantes, mas de protagonistas na cena política de Serra Talhada.

Um forte abraço e até a próxima!

domingo, 21 de agosto de 2016

Foto da primeira grande reforma feita na Praça Sérgio Magalhães em Serra Talhada

Paulo Cesar Gomes - Professor, Escritor e Pesquisaor

praça sergio
Foto da Praça Sergio Magalhães logo após a sua primeira reforma, que ocorreu nas vésperas das comemorações dos 100 anos de emancipação política da cidade. No centro é possível identificar o famoso “tanque de água” e o abrigo que ficava no final da praça. Merece destaque o volume de água no Rio Pajeú e na Lagoa Maria Timóteo, bem como as poucas moradias que existiam no bairro Bom Jesus.

A outra grande reforma feita na Praça ocorreu na década de 70, desde então não foi feita nenhuma grande mudança na estrutura física do local. É importante registrar que os últimos bancos da praça que foi construída nos anos 50, encontram-se instalados no pátio do Colégio Municipal Cônego Tôrres sem que exista nenhuma identificação.  Assim como tantas outras imagens, essa foto também é de um fotógrafo desconhecido.  Qualquer informação sobre o autor deve ser enviado para o e-mail pcgomes-st@bol.com.br .

domingo, 14 de agosto de 2016

PROFISSÕES ESQUECIDAS: O ex-agricultor que ganha a vida entre bolas e chuteiras e ainda alimenta sonhos


chico
Por Paulo César Gomes, especial para o Farol- Fotos: Alejandro Garcia

Francisco de Assis Ribeiro da Silva, de 53 anos, conhecido popularmente como Chico Caxixola, tem uma história de vida cheia de altos e baixos. O ex- agricultor, que sobreviveu durante anos fazendo redes de pescar, encontrou no mundo do futebol a sua grande chance de mudar de vida. Porém, ao contrário do que se imagina, ele não se tornou um craque dos gramados, mas um profissional que ganha à vida consertando bolas e chuteiras.

A vida de Chico Caxixola começou a mudar em 1999, quando ele estava desempregado e já tinha um filho pequeno em casa e sua esposa estava grávida. Foi em meio ao desespero de não ter o que dar a família que ele pediu a Deus que lhes mostra-se um caminho. “Não tinha emprego. Ai eu disse: Meu Deus me amostre um meio! Ai um dia estava jogando uma pelada e um cara que tava jogando do meu lado perdeu o solado da chuteira e gritou: quem coloca solado de chuteira! Ai disse: Eu! Mesmo sem nunca ter colocado eu arrisquei acabei aprendendo. Graças a Deus, hoje não falta um trocado. Antes quando trabalhava na roça era mais difícil”, relata Chico.

Ao longo desses 17 anos, Caxixola foi juntando dinheiro e hoje já possui uma casa própria. Por semana ele conserta de 20 a 30 chuteiras e de 50 a 60 bolas. Ele leva em média 25 minutos para colocar a sola de uma chuteira que chega há durar oito meses. O conserto de uma chuteira varia entre a R$ 15 e a R$ 35. Um dos grandes desafios da profissão do ex-agricultor são os constantes avanços tecnológicos do mercado esportivo, que entre outras coisas, já produz bolas sem costuras. No entanto, Chico Caxixola, como um bom empreendedor adverte os clientes sobre os perigos dessas novas bolas.

“Eu aviso logo a quem vai comprar. Se furar perdeu a bola. Tem umas bolas que vem boa. Têm outras que são tudo ruim, vem com a câmara de ar toda reciclada que não tem como colocar um remendo, e aí o camarada compra e quando fura fica no prejuízo”, explica Caxixola.

PROIBIÇÃO E FALTA DE APOIO NÃO SÃO OBSTÁCULOS PARA O TRABALHO SOCIAL

O ex-agricultor relata com tristeza o fim de um trabalho social que desenvolvia nas áreas do rio Pajéu, em um campo que ficava nas proximidades da ponte que dar acesso ao bairro da Caxixola. “A gente passou mais de 10 anos treinando uma turma de 50 meninos em um campo nas áreas do rio. A gente tirava o lixo dos arredores e mantinha tudo direito e ai veio um doutor e disse que era dono do terreno (leito do rio) e pediu pra gente não jogar mais ali”, desabafa Chico.

Mesmo diante da atitude arbitrária do suposto proprietário das áreas do rio Pajeú – área pública que pertence a União -, o rapaz não desistiu. Pouco tempo depois ele conseguiu com a autorização de Onquinha Novaes um terreno para construir um campo de várzea nas proximidades da linha férrea da Transnordestina e a 300 metros do CEU das Artes do bairro. Aliás, esse é um dos únicos campos de várzea existentes na área urbana de Serra Talhada, o outro é conhecido como o “voo da morte”, e fica no bairro da Borborema.

“Lá no nosso campo joga uns 60 meninos. Eu pego as chuteira abandonas pelos campos que a gente joga, conserto e dou aos que não tem com que jogar. Infelizmente falta apoio, por isso a gente faz um apelo a quem quiser ajudar com qualquer coisa que ligue para número (87) 9.9636-7578”, encerra Chico Caxixola. O homem que enfrentou as adversidades com coragem, busca na sua história um ingrediente a mais para semear esperança para adolescentes que vivem a margem da sociedade. Um forte abraço e um feliz dia dos pais para todos os faroleiros e faroleiras!

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Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

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