Bonitinha Mas Ordinária ou Otto Lara Resende do polêmico Nelson Rodrigues (1981)
Bonitinha Mas Ordinária ou Otto Lara Resende do polêmico Nelson Rodrigues (1981). Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Resende é um filme brasileiro lançado em 26 de janeiro de 1981, baseado na peça homônima de Nelson Rodrigues.
Foi a segunda adaptação para o cinema da obra de Nelson Rodrigues, a primeira foi rodada em 1963 e a terceira foi produzida em 2008 e lançada em 2013.
Sinopse
Edgard é um rapaz humilde, fato esse que o constrange. Procurado por Peixoto, genro do milionário Werneck, dono da firma onde Edgard é escriturário, ele recebe a proposta de se casar com Maria Cecília, filha de Werneck, de 17 anos que fora currada por cinco negros. Pelo dinheiro, Edgard aceita, mas tem dúvidas por gostar de Ritinha, sua vizinha. Já com o casamento acertado, Edgard e Ritinha vão despedir-se num cemitério, onde ela conta o que faz para conseguir sustentar a mãe louca e as três irmãs. Toda a trama gira em torno das hesitações de Edgard, até sua escolha final.
Filme Demetrius e os Gladiadores Completo e Dublado (1954)
Sinopse: Esta seqüência de enorme sucesso de "O Manto Sagrado" continua narrando a história de Demétrius (Victor Mature), o escravo grego que, após morte de seu senhor, é sentenciado a ser treinado como gladiador na arena romana. Lá, sua recém descoberta fé cristã é testada quando ele tem que enfrentar não apenas os lutadores e as feras da arena, mas também a má e sensual Messalina (Susan Hayward) e o imperador insano Calígula (Jay Robinson). Repleto de ação e seqüências de luta impressionantes, este é um épico heróico que você não pode perder.
Dois mundos se confrontam e, com eles, os dois homens que personificam os valores e a essência desses mundos. Átila, Rei dos Hunos (Gerard Butler) é um idealista que vê mais no seu povo do que nele próprio. Ao passo que a felicidade dos hunos reside na pilhagem e extorsão das nações vizinhas, Átila pretende mais, considerando a possibilidade de um império e uma nova ordem mundial. O general romano, Flavius Aetius (Powers Boothe), personifica o melhor e o pior do Império Romano nos últimos anos de sua existência. Sua motivação provém de um objetivo primordial: é imperativo que Roma continue dominando o mundo. Duas perspectivas diferentes do destino, defendidas por dois homens mais poderosos do século... conflitos principais do Átila, o Huno.
O filme conta a história romanceada da vida do cristão e maior herói do Reino de Castela o cavaleiro Don Rodrigo Díaz de Bivar (Vivar), chamado de "El Cid" (do árabe as-Sidi, que significa "O Senhor"), que, no século XI, lutou contra o norte-Africano Almoravides e, finalmente, contribuiu para a unificação da Espanha. O filme é estrelado Charlton Heston no papel-título e Sophia Loren como Doña Ximena. Feito por Samuel Bronston Productions em associação com Dear Film Production e lançado nos Estados Unidos por Allied Artists Pictures Corporation, o filme foi dirigido por Anthony Mann e produzido por Samuel Bronston com Jaime Prades e Michal Waszynski como produtores associados. O roteiro foi de Philip Yordan, Ben Barzman e Fredric M. Frank a partir de uma história de Frank. A trilha sonora foi de Miklós Rózsa, a cinematografia realizada por Robert Krasker e a edição por Robert Lawrence. O filme teve sua estreia mundial no Teatro Metropole, Victoria, Londres, em 6 de dezembro de 1961.
Em tempos sombrios, depois da queda do Império Romano, a fraca Grã-Bretanha está dividida em vários clãs que disputam o poder entre si, enquanto a poderosa Irlanda, intocada pelos romano.Ronan VibertBodkins, domina e manda nas tribos britânicas.
Para reverter a situação, o justo e nobre Marke, líder dos bretões, se encontra com chefes de outros clãs para tentar unir o país, mas acaba por ser atacado e assassinado por Morholt, líder os irlandeses, e seus seguidores. Na tentativa de salvar o jovem Tristão, Marke perde sua mão, mas garante a sobrevivência do jovem que ele criou como se fosse seu parente.
Anos depois, após mais um ataque das forças irlandesas, Tristão resgata seu povo, que havia sido capturado para servir de escravos para o malvado Morholt, que, nesse meio tempo, havia conquistado a mão da Princesa Isolda, com quem prometeu se casar.
Ao tentar tomar de assalto o castelo, Tristão é envenenado pela espada de Morholt, declarado morto por seus companheiros, e colocado em um barco funerário, após uma simbólica cerimônia. Isolda acaba por encontrar o barco e por se apaixonar pelo jovem rapaz, e quando ambos retornam para a Grã-Bretanha, a moça mente sobre seu nome para passar despercebido e poder viver com seu amor.
No entanto, após encontrar sua filha, o Rei Donnchadh, junto do traidor Wictred, decide promover um torneio, prometendo a mão de Isolda em casamento ao vencedor. Tristão enfrenta o desafio e o vence. Sem saber que Isolda é o seu amor, Tristão a oferece a Marke, para promover a união da Grã-Bretanha, mas quando ele a vê, a confusão toma conta de sua cabeça, e ele tem que decidir entre a amizade e lealdade por Marke, e o amor que sente por Isolda. Tristao e Isolda comecam a se encontrar escondidos porem são descobertos pelos reis Marke e Donnchadh que usa a traição para dar início a uma grande guerra entre os reinos. Após forte batalha na qual Tristão é perdoado por Marke, mas morre, a Bretanha vence. Tristão é enterrado, mas Isolda vai sempre a seu túmulo.
Filme dirigido por Henry Koster em 1953. O longa conta a trajetória de um tribuno romano que comanda a unidade encarregada da crucificação de Jesus. Distribuído pela 20th Century Fox, foi o primeiro filme produzido pela CinemaScope em widescreen.
Foi dirigido por Henry Koster e produzido por Frank Ross, com trilha sonora de Alfred Newman e cinematografia de Leon Shamroy. O roteiro foi adaptado por Gina Kaus, Albert Maltz e Philip Dunne, com base no livro homônimo de Lloyd C. Douglas, publicado em 1942. Douglas teria escrito o livro respondendo à pergunta: "O que houve com o soldado romano que ficou com o manto de Jesus?"
Sinopse
Marcellus Gallio (Richard Burton), tribuno militar e filho de um importante senador romano (Torin Thatcher), é um notório galanteador, mas sente-se atraído pelo retorno de seu amor de juventude, Diana (Jean Simmons). Porém, o imperador Tibério (Ernest Thesiger) havia prometido Diana em casamento a seu regente, Calígula (Jay Robinson).
No mercado de escravos, Marcellus vence uma aposta contra Calígula por um desafiante escravo grego chamado Demetrius (Victor Mature). Irado, Calígula transfere o tribuno para Jerusalém, na província da Palestina. Marcellus liberta Demetrius e o envia para sua casa, mas este prefere servi-lo para saudar seu débito de vida e o acompanha em sua viagem à Palestina. Antes de embarcar, Marcellus encontra-se com Diana e ambos declaram seu amor um pelo outro.
Marcellus chega à Jerusalém acompanhado do centurião Paulus (Jeff Morrow), no dia exato da entrada triunfal de Jesus. Demetrius, que acompanha seu mestre, aproxima-se de Jesus e sente o desejo de segui-lo. Dias após o encontro, Jesus é preso e condenado pelo procurador Pôncio Pilatos (Richard Bonne). Marcellus é encarregado de comandar a crucificação de Jesus, e através de um jogo de dados, ganha o manto que o vestia.
Ao retornar da crucificação, Marcellus pede a Demetrius que o cubra com o Manto, porém não suporta o mal-estar que o objeto lhe causa. Demetrius, já exausto, amaldiçoa a Marcellus e ao Império Romano e foge, levando consigo o Manto. Agora, Marcellus é atormentado por visões e pesadelos com a cena da crucificação. Tibério, então, ordena que o Manto seja destruído, assim como os seguidores de Jesus. A pedido de Diana, Tibério a concede em casamento a Marcellus, mesmo acreditando que ele esteja louco.
O filme é baseado na história real de Daniela (Alicia Rodriguez), jovem que criou o blog “Joven y Alocada” para contar em segredo as suas experiências sexuais. As histórias eram bastante cruas, impregnadas da franqueza adolescente e da coragem propiciada pelo anonimato.
Jovem Aloucada - FotoO filme adota uma estética pop e teen, incluindo momentos em animação, cenas com publicações do blog desfilando pela tela e muita trilha sonora adolescente. Daniela não é uma jovem particularmente politizada em seus relatos eróticos, apenas uma garota rebelde, não muito inteligente (ela deixa o computador ligado várias vezes, com indícios de suas aventuras) e temente à mãe e à igreja. Embora tenha sido filmado em 2012, o projeto parece envelhecido pela estética dos blogs antigos. Neste sentido, é impressionante como as produções que reproduzem imagens de tecnologia se tornam datadas, como reflexos diretos da época em que foram feitas.
Se Daniela não tem muita consciência do peso social de seu discurso, pelo menos a diretora Marialy Rivas adota um olhar mais consciente, certo? Não muito. O filme se diverte com algumas ousadias agradáveis, como animações de Deus despertando ereções em pênis flácidos, ou cenas de sexo que beiram o explícito, mas isso não impede que as instituições tradicionais sejam poupadas pelo filme. A igreja evangélica da mãe (Aline Küppenheim), o trabalho em um canal de televisão religioso e a escola conservadora pregam discursos contrários à livre sexualidade, embora nada na história conteste esta lógica. Daniela é censurada por todos ao redor, o que é visto como algo natural, compreensível. As duas únicas outras personagens que levam uma vida sexual livre – a irmã e a tia de Daniela – são convenientemente punidas com o exílio e com uma doença terminal.
Jovem Aloucada - FotoOu seja, por trás da aparência alegremente profana, do ritmo divertido e despojado do projeto, com suas câmeras na mão e sua iluminação negligentemente superexposta, existe um conformismo contrário à própria lógica do blog. A origem dos textos de “Joven y Alocada” era encontrar um espaço de liberdade total, onde Daniela experimentaria a homossexualidade, o sexo a três, o sexo anal e outras práticas. No filme, ela executa essas ações, mas em círculos sociais muito precisos e segregados. Por esta separação tão rígida entre vida sexual e vida familiar, os personagens coadjuvantes, sejam eles amigos (ou seja, ligados à esfera sexual) ou familiares (ou seja, ligados ao cristianismo) são todos bastante superficiais, limitados a representar a instituição em que se encontram. Talvez a ousadia maior da diretora seria sugerir possíveis encontros entre essas duas esferas, ao invés de se contentar com ilustrações de vaginas em chamas.
Por fim, é justamente o conservadorismo que entra a cena. É surpreendente quando uma reviravolta abrupta faz com que Daniela simplesmente aceite os dogmas da religião, incluindo a monogamia e outras restrições sexuais impostas pelas crenças evangélicas. O roteiro descreve este momento como uma espécie de iluminação divina, porque súbita, aleatória, e sintoma do amadurecimento da protagonista. Ou seja, profanem à vontade, caros jovens, mas quando ficarem mais velhos, vai ser preciso encaretar de novo. A conclusão de Jovem Aloucada, com belas frases vagas de cunho moral, estabelece uma triste constatação: embora o início mostre combinações lúdicas de Jesus ao lado de pênis e vaginas, a conclusão trata de afirmar que os dois são mesmo irreconciliáveis, e que o caminho divino talvez seja mais aconselhável do que os prazeres da carne.