No ‘Viagem ao Passado’ desta segunda-feira (11) vamos desvendar os segredos da Praça Sérgio Magalhães, em 1969, período áureo da Ditadura Militar no Brasil, e contemplar a beleza das fachadas dos casarões da época. Na fotografia dar para observar o famoso e inútil “tanque da praça”, ao fundo, e o Bar Abrigo, que pertencia a ‘Seu Lourinho do Abrigo’, pai da nossa amiga e Policial Civil, Adriana Barbosa.
A esquerda da imagem percebesse um aglomerado de carros em frente ao antigo Fórum, atual Casa da Cultura. Do outro lado, identificamos um ônibus estacionado bem em frente onde existia a Casa Nunes, de ‘Seu Dezinho Magalhães’. Na Casa Nunes se vendia de tudo, inclusive gasolina, por isso o ponto comercial é considerado como sendo um dos primeiros postos de combustível da cidade.
Também dar para perceber que o primeiro coreto da cidade também já não existia, mas por outro lado, não há como não notar a presença dos inesquecíveis auto-falantes do CIST, que ficavam na parte de cima da praça. Era através destes megafones que se sabia os dias e os horários das festas no clube. Vez ou outra rolava algumas músicas e avisos para entreter a juventude e os moradores do entorno.
Em 1970 esse formato da Sérgio Magalhães foi alterado e somente 2019, a Prefeitura Municipal reformou e devolveu a cidade alguns aspectos da histórica praça. Também é preciso destacar que a fotografia registra como era grande o volume de águas no Rio Pajeú e de como naquele período o Bom Jesus já despontava como o maior bairro de Serra Talhada, principalmente a partir da calçadão de acesso da comunidade ao centro da cidade.
Professor de Filosofia A Filosofia nasceu na Grécia antiga, no início do século VI a.C. Tales de Mileto é reconhecido como o primeiro filósofo, apesar disso, foi outro filósofo, Pitágoras, que cunhou o termo "filosofia", uma junção das palavras "philos" (amor) e "sophia" (conhecimento), que significa "amor ao conhecimento".
Desde então, a filosofia é a atividade que se dedica a compreender, identificar e comunicar a realidade através de conceitos lógico-racionais. Ela surgiu do abandono gradativo das explicações dadas pela mitologia (desmitificação) e a busca por um conhecimento seguro.
Da Consciência Mítica à Consciência Filosófica
Michelangelo - A Criação de Adão (estreita ligação entre os homens e os deuses)
A consciência mítica era caracterizada pelas explicações tradicionais encontradas nas histórias mitológicas. A mitologia grega, por se tratar de uma crença politeísta, é composta por uma série de entidades, entre deuses, titãs e outros seres que se relacionavam, faziam surgir e davam sentido ao universo.
Essas explicações possuíam um caráter fantasioso, fabuloso, e suas histórias eram compostas por muitas imagens, construindo uma cultura popular transmitida a partir de uma tradição oral. Essas histórias eram contadas pelos poetas-rapsodos.
Durante muito tempo, essas histórias constituíram a explicação sobre a cultura grega e sobre a origem de todas as coisas. Não havia uma distinção entre religião e outras atividades. Todos os aspectos da vida humana estavam diretamente relacionados com os deuses e outras divindades que regiam o universo.
Aos poucos, essa mentalidade foi se transformando. Alguns fatores fizeram com que algumas pessoas na Grécia antiga passassem a relativizar este conhecimento e pensar em novas possibilidades de explicação.
Dessa relativização, nasce a necessidade de encontrar explicações cada vez melhores para todas as coisas. A crença vai dando lugar à argumentação, à capacidade de convencer e dar explicações baseadas na razão, o lógos.
O lógos é identificado como a fala objetiva, clara e ordenada. Assim, o pensamento grego foi abandonando à crença (consciência mítica) para assumir o que "faz sentido" o que possui uma lógica, o que é capaz de ser explicado pelo ser humano (consciência filosófica).
Grécia Antiga, geografia acidentada exigiu o domínio do mar
Muitas vezes conhecido como "milagre grego", o surgimento da filosofia não dependeu de um milagre. Foram uma série de fatores que conduziram à relativização do pensamento, à descrença (desmitificação) e à busca de melhores explicações sobre a realidade. Dentre esses fatores encontram-se:
1. O comércio, as navegações e a diversidade cultural
Por conta de sua construção e localização geográfica, a sociedade grega tornou-se um importante centro de comércio e uma potência marítima.
Isso fez com que os gregos tivessem contatos com outras culturas. O contato com essa diversidade fez com que eles, a partir da descrença e relativização das culturas alheias, acabasse por relativizar a sua própria.
2. O surgimento da escrita alfabética
O alfabeto ( "alfa" e "beta", duas primeiras letras gregas) foi uma importante tecnologia da época.
A escrita através de ideogramas e símbolos está ancorada em ideias que fazem parte da cultura e do inconsciente coletivo.
Já a escrita alfabética, exige um grau de abstração maior por estar relacionada com os fonemas. É perceber que as palavras são construídas por sons que podem ser codificados e reproduzidos. Assim, eles abandonam a aura mítica presente nos ideogramas.
3. O surgimento da moeda
A moeda exige de seus usuários algum grau de abstração. O comércio realizado a partir de trocas diretas entre produtos (exemplo: galinhas por trigo) exigem muito pouco grau de imaginação.
As trocas mediadas pela moeda fazem com que o usuário tenha que perceber que uma quantidade de produtos é equivalente a uma quantidade específica de moeda.
4. A invenção do calendário
Outro importante fator para a desmitificação da realidade é a do calendário. Seu uso, faz-se perceber, a regularidade de alguns eventos da natureza, como as estações do ano.
A organização gerada pela percepção dessa regularidade retira dos deuses a responsabilidade de controlar o clima, que passa a estar relacionada à capacidade dos matemáticos e astrônomos em fazer previsões baseadas em cálculos.
5. O surgimento da vida pública (a política)
Com o desenvolvimento da pólis, há uma intensificação a vida pública. Mais habitantes dividem um mesmo espaço (público) e, com isso, suas atenções se voltam para a organização desse espaço (atividade própria da pólis, política).
As interações entre as pessoas fazem com que a relação com os deuses e divindades seja relegada a um segundo plano.
6. O surgimento da razão
A população grega passou a necessitar de explicações melhores que estivessem em conformidade com seu grau de abstração e desmitificação.
Com isso, o cidadão grego que, segundo a tradição, não deveria trabalhar (o trabalho era entendido como uma atividade menor, responsabilidade de escravos e estrangeiros), dedicou-se ao ócio contemplativo.
Contemplou a natureza e buscou estabelecer relações de causalidade (causa e efeito, "o que causa o que?") e ordenação.
A natureza, antes entendida como caos, agora, encontrava-se ordenada pela razão humana.
O Nascimento da Filosofia
É nesse contexto que surge a filosofia. A investigação sobre a natureza fez com que os filósofos produzissem conhecimento. Inicialmente, a filosofia era uma cosmologia, um estudo sobre o cosmo (universo) tendo como base a razão (lógos).
Essa perspectiva de pensamento se contrasta com a anterior, que era compreendida como uma cosmogonia, explicação do cosmo a partir das relações que fizeram nascer (gonos) as coisas.
A mesma distinção ocorre entre a teologia (estudo sobre os deuses) e a teogonia (histórias sobre o nascimento dos deuses).
Para compreender melhor essa distinção entre a mitologia e a filosofia, confira a tabela abaixo:
Mitologia
Filosofia
Crença (Mitos)
Razão (Lógos)
Cosmogonia / Teogonia
Cosmologia / Teologia
Explicações fabulosas e fantasiosas
Explicações racionais e fundamentadas
Rapsodos
Filósofos
Os Primeiros Filósofos
Os primeiros filósofos buscaram encontrar uma ordem na physis (natureza)
Os primeiros filósofos, conhecidos como filósofos pré-socráticos, a partir do final do século VII a. C., dedicaram-se à investigação sobre a natureza (physis). Buscaram estabelecer princípios lógicos para a formação do mundo.
A natureza desmitificada (sem o auxílio das explicações míticas) era o objeto de estudo. Sendo o principal objetivo, encontrar o elemento primordial (arché) que teria dado origem a tudo o que existe.
Período Antropológico e o Estabelecimento da Filosofia
Leonardo Da Vinci (1452-1519) - Homem Vitruviano e outras invenções. (centralidade na humanidade, ser humano pensado como criatura e criador), essa concepção só foi possível a partir do legado grego
Com o amadurecimento do pensamento filosófico e a complexificação da vida pública, a investigação dos filósofos abandonou gradativamente as questões relacionadas à natureza e voltou-se para as atividades humanas.
Este novo período da filosofia é chamado de Período Antropológico e tem como marco o filósofo Sócrates (469 a.C.-399 a. C.). Ele é compreendido como o "pai da filosofia". Mesmo não sendo o primeiro filósofo, Sócrates foi responsável por desenvolver a chamada "atitude filosófica".
Sócrates e, seu discípulo, Platão (c. 428 a. C.-348 a. C.) foram responsáveis por construir as bases da busca pelo conhecimento que influenciou todo o pensamento ocidental até os dias de hoje.
Em seguida, Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão, desenvolveu um vasto trabalho filosófico. Foi professor do Imperador Alexandre, o Grande e responsável pela popularização do pensamento grego, concretizando o legado da filosofia grega.
Mais de 1,5 mil bonecos feitos de materiais simples, como papel machê, chita e madeira, compõem o acervo do Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá, em Olinda (PE). Os mamulengos encantam pela beleza e ensinam sobre o folclore e os costumes do interior nordestino. Todos os personagens do imaginário popular têm espaço reservado. Um deles é o próprio professor Tiridá, que dá nome ao lugar. O boneco original - feito na década de 1920 e que simboliza a sabedoria popular - está guardado a sete chaves, mas uma réplica pode ser vista. Pelo caráter lúdico e pelo colorido das peças, uma das salas que fazem mais sucesso é a dedicada aos diabos. Entre os bonecos expostos, há relíquias do século 19 e muitos outros dispostos em cenas que retratam a rotina do sertão. Têm destaque um enterro, com um grupo de carpideiras, e um padre que encomenda a alma do morto. Não poderia faltar o bando de Lampião e Maria Bonita, seguido de perto por policiais. Os bonecos não são apresentados apenas em cenas estáticas. No museu há um teatro, com 50 lugares, em que as histórias são contadas com a participação do público. Os pequenos espectadores costumam interagir, fazendo com que os enredos sempre tomem rumos diferentes. O acervo exposto muda de acordo com a época do ano. Neste mês, entra em cartaz uma exposição sobre o Natal, na qual se misturam os reis magos e figuras tipicamente nordestinas, como o boi-bumbá.
Atividades
Origens dos bonecos
Ainda na escola, é interessante discutir com a turma a história dos mamulengos e sua importância para a cultura brasileira. Outra atividade é a pesquisa sobre os mestres mamulengueiros. Durante a visita, as crianças podem observar os diferentes estilos e a evolução na arte de fazer bonecos. De volta à sala de aula, proponha um exercício de associação sobre os costumes antigos do interior nordestino observados nas cenas do museu, como a do casamento forçado, a de um duelo e a do trabalho na casa de farinha, que mostra mulheres descascando mandioca e homens torrando a farinha (foto). As dicas são de Clarice Andrade, diretora de Cultura, e de Márcia Souto, secretária de Patrimônio, Ciência, Cultura e Turismo de Olinda.
Quer saber mais?
CONTATO
Museu do Mamulengo, Espaço Tiridá, R. do São Bento, 344, 53020-080, Olinda, PE, tel. (81) 3439-1988 (para agendamento de visitas na Secretaria de Patrimônio, Ciência, Cultura e Turismo). Ingressos grátis para alunos de escolas públicas. Demais visitantes pagam 1 real (visitas de terça a sexta-feira, das 9 às 18 horas, e aos sábados e domingos, das 11 às 18 horas).
Pernambuco chega a 9.325 casos confirmados e 749 mortes.
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (05.05) o balanço dos casos de novo coronavírus no Brasil. Em 24 horas, foram anunciadas mais 600 mortes e 6.935 casos confirmados no novo coronavírus.
O país conta agora com 7.921 mortes e 114.715 casos confirmados. O boletim informa ainda, que 58.573 pacientes estão em acompanhamento (51,1%), 48.221 pacientes estão recuperados (42,0%) e 1.579 mortes estão em investigação.
Pernambuco – Nesta terça-feira, o Estado confirmou mais 462 novas infecções pelo novo coronavírus. Dentre os novos registros, 271 são classificados como casos graves/síndrome respiratória aguda grave (Srag) e 191 são tidos como leves.
Com isso, o estado agora tem 9.325 casos confirmados, número 5% superior ao registrado ontem (8.863). As informações são da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
O número de mortes cresceu 8,4% nas últimas 24 horas – de 691 para 749. Nesta terça, o estado recebeu a confirmação de 58 novos óbitos.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que foi confirmado nesta terça (05) o primeiro caso de Covid-19 no município.
Trata-se de um profissional de segurança, de 26 anos, que trabalha em Fortaleza e que reside há alguns meses em Afogados.
“Nossas equipes de saúde estão monitorando o caso e acompanhando o isolamento domiciliar do paciente e das pessoas que lhe são próximas. No momento ele passa bem e apresenta sintomas leves”.
A prefeitura informa ainda que mais cinco casos foram descartados para covid-19: o do paciente de 76 anos internado no HREC e de mais quatro profissionais de saúde e de segurança cujos testes rápidos deram negativo.A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que foi confirmado nesta terça (05) o primeiro caso de Covid-19 no município.
Trata-se de um profissional de segurança, de 26 anos, que trabalha em Fortaleza e que reside há alguns meses em Afogados.
“Nossas equipes de saúde estão monitorando o caso e acompanhando o isolamento domiciliar do paciente e das pessoas que lhe são próximas. No momento ele passa bem e apresenta sintomas leves”.
A prefeitura informa ainda que mais cinco casos foram descartados para covid-19: o do paciente de 76 anos internado no HREC e de mais quatro profissionais de saúde e de segurança cujos testes rápidos deram negativo.
Em Pernambuco, as forças estaduais de segurança tiveram 72 casos confirmados do novo coronavírus e dois óbitos, até esta segunda (4), de acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS). A informação é do G1.
Ainda segundo a pasta, o governo do estado destinou cerca de R$ 760 mil para montagem de pelo menos dez novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) para o atendimento de policiais e bombeiros com a doença Covid-19.
Dos 72 casos confirmados do novo coronavírus nas forças de segurança do estado, 38 são agentes da Polícia Militar, 15 são do Corpo de Bombeiros, 13 são da Polícia Civil e seis são da Polícia Científica.
“Em parte significativa desses casos, já houve cura, cumprimento de quarentena e retorno às funções nas ruas e unidades de segurança”, afirmou a SDS.
Os dois óbitos registrados foram de um policial militar e um bombeiro militar. A secretaria não informou a idade e o nome das vítimas.
Ainda no comunicado, a SDS afirmou que “servidores idosos e com algum agravante em seu quadro de saúde foram liberados para o teletrabalho, em suas residências, dando suporte aos policiais e bombeiros militares empregados nas ruas e postos de serviços essenciais”.
Chefe da PGR quer, ainda, verificação de assinaturas da exoneração de Valeixo e perícia em dados do celular de Moro. Medidas serão analisadas pelo ministro Celso de Mello, do STF.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu nesta segunda-feira (4) que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize novas diligências no inquérito que apura suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.
As medidas serão analisadas pelo ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello. Caberá a ele autorizar os depoimentos e enviar as medidas para cumprimento na PF.
Os pedidos de Aras se concentram em quatro frentes: depoimentos de pessoas citadas por Moro na denúncia; recuperação de áudio ou vídeo que, supostamente, comprove a denúncia; verificação das assinaturas do ato de exoneração do ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo, e perícia nas informações obtidas a partir do celular de Moro.
Entenda, cada um dos pedidos na matéria completa no G1.