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Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

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sábado, 6 de fevereiro de 2016

O 'discurso' feito por Ricardo Rocha em shows da Banda D.Gritos, no meio da música Escravos de Ninguém (Porra)



O 'discurso' feito por Ricardo Rocha em shows da banda D.Gritos, no meio da música Escravos de Ninguém (Porra)

“Não precisamos dessa justiça se eu só vejo injustiça
Se nós todos temos condições de fazer a nossa própria justiça
Não precisamos desse governo que não sabe nos governar
Se nos todos temos condições de fazer o nosso próprio governo
Porque ninguém! Ninguém!  Nasceu para ser escravo de ninguém!
Nem muito menos seria assim um idiota
Pra carregar um presidente nas costas
E você pedir e ele prometer e você ficar até o fim da vida
E nada conseguir
Eu não serei escravo de ninguém! Eu não!
Oh Deus! Deus! Eu pensei que esse mundo era só Seu
Que só Você o destruía
Mas hoje homem destrói tudo que Você fez com tanto amor
Eu choro por essa burrice
Essa ignorância
Por tanto preconceito racial
Eu não serei escravo de ninguém!
E quem quiser que venha comigo…”




O áudio com a voz de Ricardo Rocha foi extraído de uma gravação caseira feita em 1992.

Música: Escravos de Ninguém (Porra)
Camilo Melo/Ricardo Rocha

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O jogo de vaidades na oposição e o fator Dr. Nena; ignorar sua presença será burrice


Paulo César
Por Paulo César Gomes, colunista do Farol


Após o fim do “amor de carnaval” entre Luciano Duque e Sebá, um projeto que foi mais virtual do que real, as atenções se voltam para a oposição, que em meio a um intenso jogo de vaidades, bate cabeça constantemente.

Caso o critério da vaidade pessoal prevalecer sobre o projeto político, teremos provavelmente quatro candidatos a prefeito, sendo três da oposição. Claro que ainda é muito cedo para gravar algum um cenário definitivo. De forma especulativa,  poderia apontar os seguintes nomes: Dr. Fonseca, Dr. Nena e Marquinhos Dantas, Ary Amorim e Ricardo Valões ainda são incógnitas.

Um dado estatístico beneficia “as oposições”. Nos últimos 34 anos, sempre que mais de dois candidatos disputaram a eleição, só em duas o candidato governista foi eleito, Ferdinando Feitosa (1988) e Carlos Evandro (Reeleito em 2008), nas demais (1982, 1992, 1996, 2000 e 2004) o candidato saiu vitorioso. Em 2012, Duque era o candidato governista, só que um ano apenas dois nomes disputaram o pleito.

Fica evidente que a maioria da população vem optando pela a alternância de poder. Isso só não ocorreu quando o eleito entendeu que a gestão caminhava bem e por isso deu o aval para que o projeto continuasse.

Dentre os nomes postos sobre a mesa de discussão das oposições, um nome em especial tem chamado a atenção é o Dr. Nena. O médico que já disputou quatros vezes a prefeitura – em 2000 ele retirou o nome no meio da campanha -, desembarcou da barca governista há poucos meses, e desde então vem mexendo com o meio político local. Ele tem adotado um discurso forte contra o atual prefeito, com criticas contundente ao modelo de gestão e contra o PT.

Além disso, Dr. Nena tem projetado o seu nome via os meios de comunicação e as redes sociais. Seus críticos dizem que ele é um “político morte”, no entanto, Dr. Nena poder ser o fiel da balança nessa campanha, pois conhece bem os atalhos da política serra-talhadenses, e tem sido personagem marcante do quadro eleitoral nas últimas quatro décadas.

Ignorar a presença de Nena no cenário atual é burrice. Tanto pelo lado oposicionista, quanto pelo lado governista. É sempre bom lembrar que exerce influencia em importante segmento da classe médica, e que isso ajudou bastante na eleição do prefeito. Ter Nena no palanque pode ser decisivo para uma vitória. Tê-lo como adversário pode ser um passo decisivo para uma derrota. Na política a gente só sabe se um político está morto depois de abrir as urnas. Dessa forma poderemos ver o estrago que ele vez na sua imagem ou nas dos outros políticos.

Um forte abraço e até a próxima!

domingo, 31 de janeiro de 2016

CRÔNICA Os resultados das chuvas na caatinga, o cheiro de terra molhada e imagens inéditas do nosso Sertão

Por Paulo César Gomes, Professor e escritor serra-talhadense/ Fotos: Paulo César Gomes

caatinga

Enfim a chuva chegou. Trazendo alegria e esperança para o povo sertanejo. Deixando no ar o gostoso aroma da terra molhada e um rastro de magia que se espalha pelas “brenhas” da nossa singular caatinga.

Nós, humildes sertanejos, que aprendemos desde cedo a conviver com as metamorfoses e períodos que a nossa vegetação produz, algo raro para outras regiões do país, que ainda têm na mente um estereótipo criado pela imprensa e pelos livros didáticos, que só expõe o Sertão com caatinga “acinzentada” e os leitos dos açudes rachados pela falta de chuva.

No entanto, o verde está ai… bem ao alcance dos nossos olhos! Nos “imbuzeiros”, nas aroeiras, nos marmeleiros, nas “emburanas”… A vida está ai… Para ser contemplada! Para ser desfrutada! Dos cânticos dos pássaros a fruta do mandacaru e do xique-xique. E toda essa riqueza tem como astro rei justamente aquele que é o vilão da história, o sol!

Mas, aqui para nós, existe amanhecer e entardecer mais nostálgico e sedutor do que o nosso do Sertão? Certamente não. Por isso somos privilegiados, pois a nossa a natureza tem um pouquinho de mitologia grega, já que quando tudo parece está feio e sem vida, eis que vem a chuva. E como no passe de mágica transforma tudo! Devolvendo a beleza a quem é bela por natureza!

Um forte abraço e até a próxima!















Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 31 de janeiro de 20016.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Para refletir: A beleza rara do voo do urubu

A beleza rara do voo do urubu

"Se até os animais donos dos hábitos mais abomináveis, são capazes de produzirem atos de rara beleza, imagine se os seres humanos, que possuem diversos tipos de defeitos e imensuráveis virtudes, se deixarem levar pelos seus instintos naturais e aflorarem o que de mais belo possuem... Certamente teremos um mundo mais pacífico e venusto!"


                                                                                             Autor/Fotos: Paulo César Gomes


domingo, 24 de janeiro de 2016

OPINIÃO: A reeleição já deu o que tinha de dar e a experiência não foi tão boa assim

Paulo César
A reeleição no processo político brasileiro tornou-se um grande desastre. Se a idéia inicial era dar continuidade ao modelo de gestão, o tempo comprovou que ela virou uma forma nebulosa de se manter no poder. A história já começou errada em 1997, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso comprou os votos dos parlamentares para aprovarem a emenda constitucional que incluiu a reeleição no sistema nacional.


De lá pra cá o que se percebe é que os governantes pensam mais na continuidade do poder do que necessariamente em executar o seu plano de governo. O processo também trouxe à tona a bipolarização política em todas as esferas – nacional, estadual e municipal. Mas o pior é o fato de que quem está no poder disposto a se reeleger, fazer qualquer coisa para conseguir seus objetivos. Inclusive vender a alma diabo.

As administrações foram loteadas e acabaram virando um balcão de negócio. Tudo em troca de apoio político, principalmente de senadores, deputados federais e estatuais e vereadores. Não é a toa que os maiores escândalos de corrupção dos país tiveram como personagens principais o poder legislativo. Desde a votação pela prorrogação do mandato de Sarney, até o quinto ano, passando pelos anões do orçamento, o caso Sirvan, a Pasta Rosa, o Mensalão e o Petrolão, e tanto outros escândalos.

EM SERRA TALHADA

Em Serra Talhada vivemos o bom exemplo, pois o prefeito Luciano Duque está dando sinais de que é capaz de tudo para se reeleger. Pra ele não existe adversário, existe ex-aliados, por que pra ele um adversário pode ser um provável aliado. Entre esses adversários está o secretário de transporte Sebastião Oliveira.

O fim da reeleição pode ser uma alternativa para ajudar na moralização da gestão pública, inclusive na diminuição do uso dos cargos comissionados e das contratações para se conseguir apoio político e votos. A reeleição já deu o que tinha pra dar e a experiência não foi tão boa assim.

Um forte abraço e até a próxima!

Publicado pelo portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 24 de janeiro de 2016.

PROFISSÕES PERDIDAS: Há 50 anos, um cocheiro transforma pneus usados em Serra Talhada em autênticas obras de arte

cochos
Por Paulo César Gomes, Fotos: Farol de Notícias/Alejandro Garcia
Muitas pessoas nunca devem ter ouvido falar da expressão “cocho para os bichos beberem água”, e quem já ouviu, certamente desconhece o processo de fabricação do tal cocho.
E foi buscando descobrir a origem dos cochos usados como depósitos d’água e comida para os animais na zona rural, que eu e o David Bowie (o andrógino) da fotografia, Alejandro J. García,  estivemos a procura de um dos únicos cocheiro existentes em Serra Talhada.
O COCHEIRO, A SIMPLICIDADE DA ALMA DE UM ARTISTA
Após mais de uma semana de pesquisa encontramos enfim o nosso o cocheiro. *Seu Pedro, mora no bairro da COHAB, é uma pessoa simples e atenciosa, ele exerce a profissão há quase 50 anos.
“Para fazer os cochos eu utilizo pneus usados. Seja de um fusca ou de caminhão”, explica o cocheiro. O processo é rudimentar, porém, bastante simples. “Corto o pneu com uma faca e depois coloco pregos na parte que é usada como fundo do cocho”, detalha Seu Pedro.
O cocheiro chega a fazer até 10 cochos em um dia. Segundo Pedro, os valores variam bastante, “o menor cocho eu faço por R$ 10,00 e os maiores podem chegar a mais de R$ 100,00”.
Os produtos feitos de forma artesanal pelo nobre cocheiro são comprados e levados para a zona rural da cidade, onde os agricultores utilizam para dar ração, milho, capim palma e outros alimentos aos animais. No que se refere água, Seu Pedro é taxativo “pode colocar 30lityros d’água ou mais que cocho segura”.
O trabalho de Seu Pedro é feito no quintal da sua casa, onde ela armazena pneus velhos e cochos feitos com todo o carinho. Um valoroso trabalho realizado pelas mãos de um pequeno homem na estatura e gigante na sua grandeza e talento.
cochos 2

NOTA AOS LEITORES

* Durante a entrevista o nosso cocheiro nos recebeu em sua casa de forma gentil, no entanto, nos pediu para não ser fotografado e nem identificado, por isso utilizamos o nome fictício de Seu Pedro. Respeitamos o seu pedido e entendemos os seus motivos.
Somos gratos pela sua atenção e registramos aqui a nossa satisfação em levar ao conhecimento dos nossos leitores mais uma profissão pouco conhecida e valorizada, mas que é feita por uma pessoa honesta e batalhadora. E se o amigo faroleiro conhece algum alfaiate, rendeira, santeiro ou outro profissional que exerce uma “profissão perdida”, ente em contanto com a gente através do e-mail pcgomes-st@bol.com.br ou anil_stpe@yahoo.com.br .
Um forte abraço a todos e até a próxima reportagem da série “Profissões Perdidas”


Publicado no portal Farol de Notícias de Serra Talhada, em 24 de janeiro de 2016.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Pensamento: O CRUZAMENTO ANTAGÔNICO ENTRE A LUCIDEZ E O IMAGINÁRIO

" Em certos momentos da vida a lucidez se encontra com o imaginário, gerando sensações únicas. Desse antagonismo nascem coisas que beiram o surrealismo humano; sensitivo e material. Que provoca uma intrigante busca pelo verdadeiro sentido da vida e instiga inúmeros questionamentos sobre a nossa própria existência."

Autor: Paulo César Gomes
Foto: Alejandro J. García



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