Foto: Arquivo Farol de Notícias / Alejandro García
Buscando divulgar e tornar mais acessível os seus trabalhos, o escritor, historiador e colunista do FAROL, Paulo César Gomes está lançando uma livraria virtual, onde os leitores podem adquirir seus livros de qualquer lugar do Brasil, no cartão ou no boleto bancário. Paulo César também já projetou para 2017 o lançamento do livro “Serra Talhada: A cidade das misses” e a produção de um audiobook de “As Duas Pedras. Contos e Prosas”.
“Nossa produção e o público consumidor têm aumentado a cada ano. Estamos vendendo livros para os quatro cantos do país, sendo que ainda restam poucos exemplares dos primeiros quatros títulos, os mais recentes já foram comercializados em mais da metade dos exemplares. Isso mostra a força da nossa produção literária e o poder de alcance que ela tem. A loja virtual veem para dinamizar essa estrutura”, explicou escritor.
Segundo ele, a nova obra registrará as conquistas das misses serra-talhadenses “O trabalho narra à trajetória do tetracampeonato de Serra Talhada no Miss Pernambuco e deve ser lançado no primeiro semestre de 2017, mas ainda não temos patrocinador para as produções iniciais, a escrita está na fase final. Já o audiobook é um projeto de inclusão social e será distribuído gratuitamente nas escolas”, concluiu Paulo César.
Confira a loja virtual de Paulo César Gomes no endereço
A famosa pedra fica localizada a 6 km do centro de Serra
Talhada, a margem direita da PE – 365 – rodovia que liga Serra Talhada a
Triunfo. O local durante anos foi uma importante atração turística da cidade
chamando a atenção dos moradores e de quem visitava Serra Talhada. Em seu livro
sobre o centenário de Serra Talhada (1851-1951), Mário Melo, importante
jornalista e político pernambucano, descreve desta forma a pedra:
“Constitue interessante curiosidade: um bloco de rocha, com
aparência de grande sapatão, superposta a outra, com o ponto de apoio apenas no
meio. Batendo-se em qualquer parte do bloco, nota-se vibração e ouve-se o som
dum ‘sol’ grave, semelhante ao de um sino.” Segundo Mário Melo, a população
achava que o bloco era “metálico”. No entanto, o próprio jornalista encarregou-se
de levar uma amostra da pedra para o Recife, onde alguns estudiosos do assunto,
identificaram que se tratava de material a base diorito, uma espécie de rocha
vulcânica.
Outra fato levando por Melo em seu livro é a possibilidade
das pedras terem sido colocadas naquela posição através da intervenção humana,
precisamente, de homens pré-históricos que habitaram a região há milhares de
anos, que fizeram o trabalho com o objetivo de usar o som da pedra para se
comunicar com outras tribos. Porém, o próprio autor acaba refutando a idéia,
pois, segundo ele, seria impossível os homens primitivos locomoverem uma pedra
de mais de uma tonelada.
Mário Melo ainda cita no seu trabalho de pesquisa o poema em
prosa de autoria do padre Jeferson Dinis, escrita em Teresópolis, no estado Rio
de Janeiro, em janeiro de 1942, no qual o vigário descreve a importância da
rocha para toda a sua geração.
“Já disse que o sino das igrejas é como o coração da gente.
Mas o meu coração é como aquele sino da catedral da minha infância. É um sino
de pedra que demora a nordeste da cidade de Vila-Bela, em Pernambuco, cujos
sons eternos, em sonoridades bárbaras, acordam lembranças que não devem dormir
o sono do esquecimento. Porisso, eu tenho dependurado na torre solitária da
saudade para que êle cante, chore ou festeje os dias de minhas primaveras em
terras do Pajeú. É êle quem as vezes, reúne no parque da memória os velhos companheiros
de escola, os meninos alegres daquele tempo: Metódio, Quincas Godoy, Zé Pedro,
Diocleciano, Lero Ribeiro e outros muitos, cujas as mãos infantis mil
marteladas vibraram nêsse querido sino de pedra, Deus colocou ao alcance dos
nossos desejos.”
Mas, apesar de todo o que se falava sobre a Pedra Sino, nada
foi feito para que o local fosse preservado. Durante anos a Pedra do Sino foi
usado como espaço para bebedeiras, práticas sexuais e uso de drogas.
O resultado desse descaso é que a depredação e o vandalismo,
fizeram com a pedra deixasse de emitir o som do sino. A rocha foi mutilada ao
longo dos anos e o que restou dela representa menos da metade do tamanho
original. No vácuo existente entre as duas pedras os vândalos colocaram lixo.
Ainda assim, é possível perceber um suave som de metal emitido pela rocha.
O local onde se encontra a Pedra do Sino poderia está em um
estado lastimável se não fosse Seu Manoel Ramos de Lima, também conhecido como
Manoel de Anestina. Seu Manoel é um aposentado de 70 anos, reside na Rua do
Egito, e há sete anos cuida do serrote onde fica a famosa pedra. Ele visita o
local cerca de três vezes por semana, e sempre que pode ele corta o mato no
entorno e pinta toda área, sem contar com ajuda de nenhum órgão público ou
privado.
Seu Manoel diz que tudo começou em 2008, quando ele
trabalhava como vigia no campo da associação ‘Peladão’. “Nesse período minha
esposa – Anestina – passou por problemas de saúde, foi então que eu fiz uma
promessa para Santo Antônio de Pádua e São Francisco de Assis. Graça a Deus ela
ficou boa e daí em diante eu prometi que iria cuidar do local até o fim da
vida” relata Seu Manoel.
O curioso da história de Seu Manoel é que ele fez a promessa
na capela que fica no serrote, construída em 1950, por Francisca Nunes de
Souza, que também foi agraciada com a intervenção dos dois santos. Apesar dos
registros na capela, tanto de bronze, como de mármore, ninguém sabe dizer quem
seria dona Francisca Nunes, nem mesmo seu Manoel tem conhecimento de quem seja
ela, mas mesmo assim, o aposentando mantém a capela em ótimo estado de
conservação.
Seu Manoel também fez outra promessa, só que dessa vez foi
para alcançar uma graça para a sua filha. “Minha filha estava grávida eu acabei
fazendo uma promessa para Nossa Senhora do Bom Parto, que se tudo desse certo
no parto da minha filha eu colocava uma imagem dela em cima da pedra”. E foi só
o neto de Seu João nascer para ele correr para cumprir a promessa.
As únicas coisas que Manoel não sabe dizer é que são os
autores da frase evangélica “Deus é Pai!” – pichada na pedra – e de colocar
elementos de rituais de religiões de matrizes africana no local. Mesmo com toda
boa vontade em manter o serrote limpo o aposentado é taxativo, “eu pinto, corto
o mato, só não faço é mexer nesse negócio de despacho!”.
O Pagador de Promessas de 1962, é um drama escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça teatral homônima de Dias Gomes. É até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França, um dos mais importantes prêmios cinematográficos do mundo. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local, que representa a autoridade da religião oficial, recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias "pagãs" em que a promessa foi feita, impossibilitando o cumprimento da mesma. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária.
Zé insiste em entrar na Igreja e recebe apoio da população pobre, que acredita que ele tem o direito de pagar sua promessa, criando, assim, uma situação de conflito com o padre. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba morto em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.
A Festão do Algodão de 1953 foi um dois maiores eventos político, social e cultural já realizado em Serra Talhada. As festividades eram realizadas na Fazenda Saco, onde atualmente funciona o IPA, durante o mês de agosto daquele ano, os bailes noturnos eram realizados no CIST.
A foto acima da a dimensão do público que participou da festa, visto a grande quantidade de carros que fizeram fila no estacionamento, em destaque, um carro luxuoso conversível.
Na imagem abaixo verificamos uma peça de arte que fica em um monumento na estrada da UAST, a obra foi confeccionada por um artesão anônimo, nela podemos perceber uma referência ao ano da festa e um pé de algodão.
VALETA — O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, informa por sua
conta no Twitter que os sequestradores do avião da Afriqiyah Airways, que
pousou nesta sexta-feira no aeroporto maltês, se renderam e foram levados sob
custódia. De acordo o ministro das Relações Exteriores da Líbia, Taher Siala,
os dois homens que sequestraram a aeronave são partidários do antigo regime de
Muammar Kaddafi e pedem asilo político na ilha Mediterrânea.
O aeroporto de Malta afirmou que um avião que fazia um voo interno na
Líbia pousou no terminal aéreo após ter sido sequestrado nesta sexta-feira.
Cerca de duas horas depois do pouso, os 111 passageiros a bordo foram
liberados. As autoridades confirmaram que os sequestradores estavam armados com
granadas e teriam ameaçado explodir o avião durante o voo.
Um dos sequestradores deixou o avião
carregando uma bandeira da Líbia da era Kaddafi- DARRIN ZAMMIT LUPI / REUTERS
Segundo autoridades, um Airbus A320 da companhia aérea estatal Afriqiyah
Airways estava voando de Sebha para Trípoli, na Líbia, com 118 pessoas a bordo
— 111 passageiros e sete membros da tripulação — , quando foi sequestrado e
desviado para o arquipélago no Mediterrâneo. Segundo Muscatestão estavam no
avião 82 homens, 28 mulheres e uma criança. Malta se localiza a cerca de 500
quilômetros ao Norte da costa líbia.
Autoridades líbias dizem que os sequestradores têm entre 20 e 30 anos e
pertencem ao grupo étnico Tebu, presente no sul da Líbia de onde o avião
partiu.
Os dois sequestradores sendo
revistados pelas forças de segurança de Malta- DARRIN ZAMMIT LUPI
/ REUTERS
De acordo com um correspondente da agência AFP no local, os passageiros
desembarcaram com calma, sem correr ou gritar. Segundo a agência Reuters, um
funcionário de segurança do aeroporto informou que o piloto da Afriqiyah Airways
entrou em contato com a torrre de controle para avisar que estavam sendo
sequestrados.
— O piloto informou à torre de controle em Tripoli que eles estavam
sendo seqüestrados, então eles perderam a comunicação — disse o oficial à
Reuters, falando sob condição de anonimato. — O piloto tentou muito que eles
aterrissem no destino correto, mas eles se recusaram.
Os primeiros-ministros de Malta e Líbia informaram
que estão em contato para lidar com a situação de emergência. A mídia
internacional relata que o ministro líbio dos Transportes negociou com os
sequestradores. O líder da oposição em Malta, Simon Busuttil, disse em seu
Twitter que está acompanhando as notícias com grande preocupação. Ele ofereceu
cooperação ao governo para proteger a segurança de Malta e dos passageiros.
Segundo o "Times of Malta",
um dos sequestradores afirma ser favorável ao ditador Muammar Gaddafi,
assassinado em 2011. Ele teria concordado em liberar os passageiros se as suas
exigências fossem cumpridas. As tropas de Malta ocuparam posições a poucas
centenas de metros do avião enquanto ele estava na pista do aeroporto. Ninguém
foi visto embarcar ou deixá-lo. Os motores da aeronave ainda estavam
funcionando 45 minutos depois de aterrissar no final da manhã, segundo a
publicação.
A Líbia se vê mergulhada em clima de
violência e impasse político, cinco anos após a queda de Gaddafi. O ditador
governou o país autoritariamente por mais de 40 anos.
O polêmico filme Último Tango em Paris (Completo e dublado)
Último Tango em Paris.é um drama erótico franco-italiano de 1972 gravado em 35 mm, dirigido por Bernardo Bertolucci e estrelado por Marlon Brando e a então desconhecida Maria Schneider.
Paul (Brando), um americano de meia-idade em Paris, em luto pela morte da mulher recém acontecida, encontra-se num apartamento anunciado para aluguel com uma jovem parisiense de espírito livre, Jeannie (Schneider), que os dois estavam interessados em alugar. Sem se conhecerem, começam a ter relações sexuais no local e Paul exige que eles não troquem qualquer tipo de informação um do outro, nem seus nomes.
Para aluga o apartamento e o casal continua a encontrar-se ali até o dia em que Jeannie vai ao apartamento para mais um encontro e vê que Paul desapareceu, levando suas malas. Mais tarde, ele a encontra na rua e a leva a uma casa de tangos, onde diz que pretende iniciar nova relação com ela, conhecendo-se melhor, e começa a contar-lhe sua vida. Jeannie se desilude com a perda do anonimato e rompe o relacionamento. Sem querer perdê-la, Paul a segue até o apartamento onde ela morava com a mãe, onde a relação termina em tragédia.
Sinopse: Considerado uma obra-prima cinematográfica[ e um sucesso de bilheteria mundial, a violência sexual e o caos emocional do filme levaram a uma grande polêmica internacional sobre ele, que provocou vários níveis de censura governamental ao redor do mundo.
Por Paulo César Gomes, Professor, escritor e pesquisador serra-talhadense- Foto: Arquivo Farol de Notícias/
O prefeito Luciano Duque, com a autorização da Câmara de Vereadores, acaba de cometer um crime contra a história, a memória e a cultura da cidade com a publicação da Lei nº 1.561. Uma lei que se quer foi debatida com os diversos seguimentos culturais e que acabou ferindo de morte a Casa da Cultura de Serra Talhada.
A lei positivamente avança no sentido da transparecia e da democratização. Porém, equivocadamente tira a autonomia da instituição e muda a sua personalidade jurídica. Sendo que um dos piores erros é o fato de mudar o nome. Mudar o nome de um órgão que se tornou o guardião da história e da memória da cidade. Mesmo que atualmente ela seja instituição inoperante – fruto de um embate pessoal e político -, é preciso que se destaque o legado construído pela Casa da Cultura ao longo de quase 30 anos. Foi através de inúmeras visitas apaixonantes que eu passei a tomar conhecimento de fatos e acontecimentos marcantes da cidade. Relatos que não estão em livros, até porque são raras a publicações sobre a história de Serra Talhada.
Ao trocar o nome de Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada por Fundação Cultural de Serra Talhada, o prefeito e seus geniais assessores repetem a mesma formula já usadas com freqüência na cidade há décadas. Essa é a mesma prática que fez com que nomes de ruas e de praças fossem trocados ao bel prazer da classe política, varrendo da memória coletiva da população as suas lembranças e a sua identidade.
A verdade é que a cultura de Serra Talhada tornou-se uma disputa de “egos”, onde os espaços se tornaram “feudos”. Nessa disputa de vaidades perdemos todos, infelizmente! Não é preciso muito arrodeio para dizer que nem a Casa da Cultura e nem a Secretária de Cultura cumprem o seu papel original. Tudo que a Secretaria faz hoje, faria se fosse uma diretoria, isso porque praticamente todas as ações são realizadas através de editais, o que até uma ONG poderia fazer, basta apenas que domine as burocráticas planilhas desses excludentes editais.
A Casa da Cultura é um patrimônio cultural e afetivo de Serra Talhada, não é um bem pessoal de Tarcísio Rodrigues, de Domá, de Luciano Duque ou de qualquer outro ilustre serra-talhadense. A Casa é do povo, ela é nossa! Mudar muitas vezes é preciso, mas também se faz necessário que se adote um jeito novo de se fazer cultura. Uma cultura feita sem paixões cegas, sem vaidades e sem desejo de vingança. Uma cultura que construa e que não destrua… que não apague! Uma cultura que não propague uma espécie de “vírus” que estimula o surgimento de uma “amnésia coletiva” que leva a deformação e mutação da história e da memória de Serra Talhada.