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Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

Uma publicação compartilhada por Paulo César Gomes (@escritor.paulocesargomes) em

sábado, 18 de janeiro de 2020

VIAGEM AO PASSADO: A beleza do Rio Pajeú na década de 1970 em Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Noticias


A imagem em destaque é do leito do Rio Pajeú, no ano de 1977. Apesar da fotografia não possuir uma boa resolução, ainda assim é possível perceber como existia uma grande quantidade de areia no percurso do rio ao longo da trecho paralelo a zona urbana. No registro que foi feito de um ponto do bairro Bom Jesus, sentido ponte da Caxixola, verificamos a presença de um considerado volume de água.

A imagem, no entanto, traz uma triste constatação, a de que em 40 anos não ocorreram iniciativa dos órgãos públicos para preservar o rio, um exemplo foi a comercialização das areias do Pajeú, além da falta da falta de planejamento em relação ao despejo dos resíduos líquidos e sólidos produzidos na cidade.

Hoje, o leito do velho Pajeú  é dominado por algarobas, cercas, lixo e esgotos, bem diferente da realidade de 1977, onde o rio era um dos lugares mais frequentados e democráticos da cidade. Diferentes pontos do rio eram usados para banhos e para jogar bolas, entre tantas outras atividades de lazer e diversão.

VIAGEM AO PASSADO: O que restou do ‘Clube dos Velhos’ em Serra Talhada?

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Noticias



A foto em destaque é de 1977, nela podemos observar a fachada do clube da Sociedade Recreativa dos Tempos Idos (CSRTI) que funcionava como ponto de encontro e de lazer dos serra-talhadenses com mais de sessenta anos. Também era chamado de ‘Clube dos Velhos’ e existia na Rua Cornélio Soares.

Nos encontros, os frequentadores batiam papo, se confraternizavam, tocavam violão e dançavam em um clima bastante animado. Lá também era realizados um dos carnavais mais animados da cidade. O primeiro presidente do Clube foi José Pedro Jurubeba.

O mais curioso disso tudo é o fato de que Serra Talhada, com o passar dos anos, passou a ser uma cidade sem memória. Uma simples foto como esta é um achado arqueológico.

Ao mesmo tempo, fica o questionamento sobre a preservação de espaços como esses, ainda que o prédio da antiga usina esteja em bom estado de conservação, prédios onde funcionaram o clube Líder, a antiga AABB, o Forró da Bacurinha, o Batukão não existem mais.

E nem adianta falar do CIST, porque já encontra-se com os seus dias contados.

OPINIÃO: Eleições em Serra Talhada: Briga de criadores e criaturas

Por Paulo César Gomes, jornalista, escritor, pesquisador e professor com formação em História e Direito. É Mestre em História pela UFCG

Na noite desta quarta-feira, 18, a Dra. Márcia Conrado foi oficializada como a pré-candidata a prefeita de Serra Talhada, em 2020, do grupo politico do prefeito Luciano Duque.

Márcia tornou-se a preferida de Duque após ter deixado para trás nomes com mais projeção política, a exemplo do vice-prefeito Márcio Oliveira, Faeca Melo e do sempre candidato Dr. Nena Magalhães. Nessa conjuntura, Márcia será a segunda mulher a disputar a prefeitura da cidade, a primeira foi Penha Oliveira, em 1992.

O fato é que essa será a eleição em que haverá um confronto entre “os criadores versus as criaturas”. Luciano foi ‘criado’ pelo ex-prefeito Carlos Evandro, que é o líder das pesquisas eleitorais e ao que tudo indica, será o oponente de Márcia Conrado. Por outro lado, Carlos Evandro terá o apoio do deputado federal Sebastião Oliveira.

O curioso é que Sebastião ‘criou’ Victor Oliveira em 2016, que é hoje a voz com maior dissonância em relação ao restante da oposição. Para quem não se lembra, foi Sebastião que montou toda estrutura política e trouxe Marquinhos Dantas, Duquinho e André Maio para o palanque de Victor Oliveira na disputa de três anos atrás.

Nesse complexo jogo de xadrez, vencerá aquele que tiver a capacidade de canalizar pra si os votos dos eleitores que desde 2004 veem elegendo e reelegendo Carlos Evandro e Luciano Duque respectivamente.

Segundo as pesquisas, Victor e Márcia (as criaturas), até o momento só conseguem penetrar no núcleo central dos seus grupos políticos, diferente de Carlos Evandro (o criador), que conseguiu atrair pra si muitos eleitores do campo ‘duquista’ e ‘sebastianista’ o que o torna franco favorito a vencer as eleições de outubro de 2020. Mas como em política tudo é possível, nãos será surpresa se “as criaturas” vierem a derrotar os criadores”.

VIAGEM AO PASSADO: Lembranças da Planeta Terra de Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Noticias


O “Viagem ao Passado” deste domingo convida o amigo leitor a adentrar pelo universo musical serra-talhadenses dos anos de 1980, um período nostálgico, onde a diversão rolava entre o CIST, a Concha Acústica e o Batukão.

Foi uma época em que as trilhas musicais das novelas e dos filmes estabeleciam uma relação direta com os jovens daquela geração. Possuir uma TV e um som 3 em 1 era símbolo de status social, apesar disso, tudo era motivo para festas e diversão.

Foi nesse cenário extrovertido que a Planeta Terra, que já era famosa por acompanhar o cantor Assissão, lançou o seu disco. Na imagem acima é possível ver a capa do LP, gravado em um estúdio da cidade do Recife, só que a foto da capa foi feita em uma das ‘ribanceiras’ próximas ao poço do curtume, no Rio Pajeú, a fotografia foi feita por Anacleto Reis.

Muitos pensam que este LP contém músicas de forró, mas na realidade ele é um trabalho totalmente autoral, com algumas baladas e também pop rock, todas as músicas compostas pelos componentes da banda, sendo três de Orlando Lima (Zé Orlando) e uma versão em português de um sing internacional feita por Assissão.

O disco foi lançando em 1986, faziam parte da banda Planeta Terra os músicos: Arnor de Lima (teclado), Zé Orlando (contra baixo), João Harmonia (guitarra e voz) e Douglas Batera (bateria). Dada à importância histórica da obra, o valor de um LP da banda em tempos atuais é incalculável.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Modelo recurso por não usar cinto de segurança

ILUSTRÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA JUNTA ADMINISTRATIVA DE RECURSOS DE INFRAÇÕES DO ESTADO DE [XXXXXX] - DETRAN/XX
Auto de Infração: XXXXXXXXX
[NOME], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO], inscrito no CPF sob o nº XXX. XXX. XXX-XX, identidade nº XX.XXX.XXX-X, órgão expedidor: XXXXXXXXXXXXXXX CNH de nº XXXXXX, telefone: XXXX-XXXX, celular: XXXX-XXXX, e-mail: XXXXXXXXXXXXX, domiciliado na Rua XXXX, [Bairro], [Cidade], [Estado], Cep XXXXX-XX, vem, tempestivamente, à presença de V. Senhoria, apresentar
RECURSO ADMINISTRATIVO
pelos fatos e fundamentos abaixo elencados:
DA INFRAÇÃO
Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança, conforme previsto no art. 65:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - retenção do veículo até colocação do cinto pelo infrator.
DO VEÍCULO
Modelo: XXXXXX
Ano: XXXX
Placa: XXXXXXX
Renavam: XXXXXXX
DOS FATOS E FUNDAMENTOS
No caso em tela, não há que se discutir o mérito da questão. Com efeito, o auto de infração foi lançado sob o código 518-51 – condutor sem cinto de segurança /518-52 – passageiro sem cinto de segurança, previstos no art. 167 do CTB.
Entretanto, no caso concreto, o veículo está com o dispositivo inoperante/ineficiente.
Com efeito, houve erro inequívoco no enquadramento da infração. No caso de cinto de segurança ineficiente e ou inoperante, o agente de trânsito deveria proceder à autuação pela infração prevista no art. 230, IX, código 663-72:
Art. 230. Conduzir o veículo:IX - sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante.
A redação do art. 281parágrafo únicoI, do CTB, é no sentido de que, uma vez constatada a insubsistência do auto de infração, este deve ser arquivado.
Art. 281. A autoridade de trânsito, na esfera da competência estabelecida neste Código e dentro de sua circunscrição, julgará a consistência do auto de infração e aplicará a penalidade cabível.Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e seu registro julgado insubsistente:I - se considerado inconsistente ou irregular.
Vislumbrada a insubsistência, deve ser arquivado o auto de infração.
Diante de todo o exposto, requer:
1. O deferimento do presente recurso, com consequente arquivamento por insubsistência, assim como cancelamento da multa indevidamente imposta e restabelecimento do pontos anotados no prontuário do condutor/recorrente.
Nestes termos,
Pede deferimento.
[DATA]
_____________________________________
[ASSINATURA]

VIAGEM AO PASSADO: ‘Luca Doido’ era um patrimônio das ruas de ST

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias



A foto em destaque é do popular ‘Luca Doido’ (a direita), figura muito conhecida em Serra Talhada nas décadas de 1970, 80 e 90. Na imagem ele aparece tomando uma ‘brahminha da antárctica’ tendo ao fundo o Bar Scorpius, do nosso amigo ‘Seu Carlos’.

Luca Doido foi uma das últimas figuras que viviam perambulando pelas ruas e que fazia parte do contexto social da cidade. Era um ‘excluído’ que era querido por todos. Infelizmente, até a nossa relação com os ‘doidos’ e ‘bêbados’, além dos ‘pedintes’ tem mudado.

A sociedade e todos os males que a sociedade moderna, e cada vez mais individualista e egoísta, tem criado mais zonas de exclusão. Se nos falta a esmola, ainda podemos dar um ‘bom dia’, um ‘boa tarde’, e até um ‘perdoe’. Um dos últimos serra-talhadenses que se encaixa no perfil, e na personalidade, de Luca Doido é Lenildo de Ana.

sábado, 30 de novembro de 2019

DE OLHO NA HISTÓRIA:Casarões abandonados guardam segredos de ST

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias

Na última quinta-feira (21), a reportagem do Farol visitou as ruínas de dois casarões, que ficam às margens da Avenida Gregório Ferraz Nogueira, e que podem conter elementos importantes sobre o povoamento de Serra Talhada. Segundo os relatos oficiais, as fazendas Serra Talhada e Saco, propriedades que deram origem a cidade, foram adquiridas pelo português Agostinho Nunes de Magalhães, no ano de 1700.

Acontece que Agostinho só veio a pagar os primeiros tributos em abril de 1757, quase seis décadas depois da aquisição das terras, quando segundo registros chegou à região. O curioso é que ele já chegou aqui com certa idade e de imediato contraiu matrimônio e teve seus filhos (Joaquim, Pedro, José, Damião, Manoel e Filadelphia). Uma das dúvidas que fica nas pesquisas é com relação ao exato período em que o português chegou a Serra Talhada. Nesse sentido, aguarda-se que as futuras pesquisas possam elucidar as indagações.

Diante destes fatos históricos, a reportagem foi até a região que antes dividia as duas históricas fazendas e conversou com o seu Mauro Magalhães sobre as ruínas dos casarões. Questionamos a possibilidade de terem sido construídas pelo próprio AgostinhoNunes de Magalhães, visto que as estruturas das edificações são feitas de pedras, tijolos e madeira, e com traços arquitetônicos raros para região sertaneja.


“Sempre ouvi dizer que a casa (a maior) foi construída pelo Major Lopita (Sebastião José Lopita de Magalhães), em 1848, e a outra casa (com a faixa parcialmente preservada) ele deu de presente a sua filha. Ela recebeu a casa, que já veio com uma senzala e escravos. O Major e sua esposa foram os doadores das (extensas áreas) terras para a Igreja de Nossa Senhora da Penha”, relatou Mauro Magalhães, que não soube dizer se as construções foram feitas durante a chegada de Agostinho Nunes de Magalhães.

PRESERVAÇÃO E TOMBAMENTO

A equipe do Farol visitou as ruínas e pode verificar a grandiosidade da parte externa e interna dos casarões, que se encontram a cerca de 1 km, da UAST/UFRPE. Apesar do abandono, é possível encontrar no local tornos e argolas de ferro encravadas em linhas de madeiras, que funcionavam com uma espécie de coluna de sustentação.

Outros detalhes são as espessuras das paredes que chegam a medir cerca 80 cm, além das caixas de madeiras usadas para sustentar as portas e janelas, vale registrar que o formato das janelas e portas lembram as que foram usadas na construção da Igreja do Rosário, erguida entre os anos 1789 e 1790.

As imagens feitas pelo repórter fotográfico, Max Rodrigues, deixam claro a necessidade de se tombar de imediato os casarões, e quem sabe, que sejam feitas obras de restauro para que os históricos imóveis possam nos dar uma ideia de como se deu o povoamento da cidade e de como era vida dos serra-talhadenses durante os séculos XVIII e XIX.

Link do video sobre os casarões: 















Dentalhes e informações sobre a ECA Digital (Lei Felca)

  Fonte: Brasil Escola O ECA Digital (Lei Felca) entrou em vigor em 17 de março de 2026 com o objetivo de ampliar a proteção das crianças e ...