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Uma publicação compartilhada por Paulo César Gomes (@escritor.paulocesargomes) em

domingo, 19 de agosto de 2012

Pergunta do internauta Helder

Olá. Meu nome é Helder e ainda tenho uma pequena dúvida. A expressão "Coronel ou coroné" ela viria em função da patente militar ou nenhuma ligação? Grato. heldermp@gmail.com

Resposta:

Caro Helder,


A Expressão coronel tem a ver com a patente da hierarquia militar, porém, os coronéis em sua grande maioria estavam ligados a estrutura militar, na verdade eles eram grandes latifundiários e lideres políticos. Eles eram chamados pela população humilde, principalmente do interior nordestino, de “coroné”. A expressão “coroné” é só mais uma prova da falta de interesse dos coronéis em investir em educação.

Prof. Paulo César Gomes





quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Registros da presença do Prof. Paulo César nos congressos estudantis da UNE e UBES (com fotos e crachás)



 

Crachá de delegado  e fotos do então estudante secundarista Paulo César Gomes, que na época representou a Escola Cornélio Soares no 31º Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundarista, que foi realizado na cidade de Goiânia – GO, entre os dias 1º e 05 de novembro de 1995, no Ginásio do Rio Vermelho. 

                        
Delegação de Serra Talhada ao 45o. Congresso da UNE. Da esquerda para direita: Ana Mourato, Paulo César Gomes, Salete Batista e Eliane Alves (todos alunos de cursos da FAFOPST)


 
Crachá de delegado usado por Paulo César Gomes e fotos tiradas durante o 45º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Na época Paulo César era aluno do curso de História na FAFOPST. O Congresso foi realizado entre os dias 02 e 06 de junho, no ginásio o Mineirinho,  na cidade Belo Horizonte - MG.

 Foto tirada do durante o CECUT, em Julho de 1997, logo após o CONUNE. Da esquerda para a direita: Roberto Gomes, Paulo César Gomes e Jesualdo Campos Júnior. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Augusto César, um império em decadência

Por Paulo Cesar

Há 20 anos, o atual deputado estadual Augusto César (PTB) era o principal protagonista da primeira grande derrota do grupo político do deputado Inocêncio Oliveira. Duas décadas depois, Augusto e Inocêncio encontram-se juntos no mesmo palanque, sendo que o primeiro dessa vez é apenas coadjuvante. Diante dessa inusitada aliança várias indagações são levantadas, entre elas, a de qual foi o motivo determinante para que Augusto César mudasse o seu discurso e sucumbisse nos braços do líder republicano.

Augusto já deu inúmeras declarações sobre o assunto, mas nenhuma tocou na questão chave que explique tamanha reviravolta. Na verdade, após o sucesso eleitoral em 1992, a eleição para deputado estadual em 1998, e a eleição do seu aliado Geni Pereira, em 2000, Augusto vem perdendo, ano a ano, aliados importantes. É bem verdade que o petebista conseguiu eleger o filho para deputado em 2006 e, em 2010, Augusto-pai se elegeu como primeiro suplente.



“Duas décadas depois, Augusto e Inocêncio encontram-se juntos no mesmo palanque, sendo que o primeiro dessa vez é apenas coadjuvante"



Mesmo assumido o mandato em função dos titulares terem sido convocados para cargos no poder executivo estadual, o líder petebista, até o encerramento do prazo de filiação para as eleições desse ano, não tinha opções para encabeçar uma chapa para a disputa em Serra Talhada. No apagar das luzes, surgiu Fonseca Carvalho, que acabou dando certo no seu grupo. Esse foi o grande trunfo para que Augusto conseguisse fechar o acordo histórico com Inocêncio. Para alguns, isso pareceu muito, porém, demonstra como o grupo dos antigos “cabeças vermelhos” ruiu e perdeu espaço ao longo do tempo.

Fica evidente que falta ao grupo petebista unidade e a tão propagada renovação que, de fato, ocorreu no acordo PTB/PR, mas que na verdade deveria ser de quadros (dirigentes) e de uma atuação mais contundente de Augusto junto as suas bases. O vácuo deixado por ele, de maior opositor do deputado Inocêncio Oliveira, tem tudo para ser ocupado pelo PT, a partir de agora. Para Augusto só restam dois caminhos: Torcer pela eleição do candidato republicano a prefeitura municipal e a consolidação do nome do senador Armado Monteiro para governador em 2014.



“Para alguns, isso pareceu muito, porém, demonstra como o grupo dos antigos “cabeças vermelhos” ruiu e perdeu espaço ao longo do tempo”


Caso contrário, ficará em situação difícil, pois, mesmo que se reeleja deputado, perderá parte do seu já enfraquecido grupo, o que poderá levá-lo a ficar dependente definitivamente do deputado Inocêncio Oliveira, provando que na política”óleo e água”podem formar um único elemento.



*Paulo César é professor especialista em História Geral

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada, 14 de agosto de 2012.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Carlos Evandro, o maior personagem das eleições 2012 em Serra Talhada

Por Paulo César
 
Nenhum outro político sairá desta eleição tão fortalecido como o prefeito Carlos Evandro, independente do resultado, pois ele conseguiu o que parecia impossível: além de sair do grupo do deputado Inocêncio Oliveira de cabeça erguida, fato raro na política local, ele ainda levou consigo uma militância fiel e, de quebra, arrastou o PT para o seus braços.
Mesmo não sendo eleitor do prefeito, e nem tão pouco tenho essa intenção, é inegável que ele visualizou muito bem o cenário que o rondava, coisa que alguns não souberam, como por exemplo, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), e o de Iguaraci, Albérico Rocha (PR), ambos foram rifados da disputa eleitoral pelos seus respectivos partidos. Carlos, em uma jogada de mestre, colocou o seu “pupilo” em um partido de expressão nacional, o que lhe permitiu as condições para poder bater de frente com velhos “coronéis” da cidade.
Para chegar a esse “status político”, Carlos teve que remar contra a maré. O primeiro passo importante foi quando se elegeu vice-prefeito na chapa de Augusto César, em 1992. Em 1996, rompeu com Augusto sem maiores explicações, mesmo sendo o candidato a prefeito do grupo. Ele preferiu migrar para o lado do deputado Inocêncio Oliveira. E, mesmo sem muito espaço, conseguiu – com o apoio do falecido ex-prefeito Tião Oliveira – se lançar a prefeito em 2000. Infelizmente para Carlos Evandro, Tião não apenas lhe deu apoio, mas também todo o ônus da sua péssima gestão. O resultado foi uma vitória esmagadora de Geni Pereira.
Quatro anos se passaram para que Carlos desse o troco em Geni, e finalmente em 2008, “Carlão” se tornou o primeiro prefeito a ser reeleito em Serra Talhada. Hoje, a sua gestão conta com aceitação que beira os 80%, números que só foram conseguidos, por que entre outras coisas, ele não se deparou com opositores nos últimos sete anos, pois sempre contou com a maioria da Câmara de Vereadores e conseguiu colocar parte da imprensa, escrita e falada, no bolso. É bem verdade que nos últimos meses algumas vozes se levantaram contra ele, mas infelizmente nenhuma delas apareceu com credibilidade o suficiente para conseguir arranhar a sua imagem junto à população.
Sendo assim, Carlos Evandro passou a ser a peça principal de jogo de xadrez, pois ele possui todos os elementos que favorecem a eleição do seu candidato, e por isso mesmo sofrerá intensos ataques dos opositores no sentido de desqualificar a sua gestão. A sua imagem será usada tanto para um lado como para o outro, obviamente em sentidos contrários. Porém, como o jogo ainda não está decidido existem dois dilemas a serem resolvidos: o primeiro é como Carlos conseguirá transferir a sua aceitação para o seu candidato. O segundo é como o candidato de oposição irá descaracterizar um governo que ele defendeu durante quase sete anos.
Diante desse cenário extremamente movimentado e intrigante, só nos resta acompanhar com toda a atenção as táticas que serão usadas para que um candidato possa se sobressair sobre o outro. Sempre lembrando que qualquer passo dado na hora errada pode custar a derrota para um dos lados.

*Paulo César é professor especialista em História Geral

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada em 07 de agosto de 2012.

domingo, 5 de agosto de 2012

Salve a nossa caatinga ( Poema do Prof. Miguel Leonardo)


Não desmate as beiras dos regatos

De olhos d’água e dos topos de serra

Pois a água para brotar na terra

Precisa a existência de  “matos”

Não cace tatus, pebas  nem gatos

Nem prenda o pássaro em alçapão

Deixe a fauna em paz, do meu sertão

Que Deus vai muito lhe agradecer

Vamos gente  a caatinga defender

Para evitar a desertificação.


Na lavoura  não use pesticida

Já que para o  ambiente faz mal

Prefira o produto natural

Pois o mesmo conserva sua vida

Boa saúde começa na comida

Saborosa sem contaminação

É melhor reduzir a produção

E a fonte da vida se manter

Vamos gente  a caatinga defender

Para evitar a desertificação.

 Sertanejo,  plante mandacaru

Faça feno da planta maniçoba

Maneje direito a algaroba

Não arranque a batata do imbu

Zele o nosso lendário Pajeú

Dos poetas veio de inspiração

Ouça o canto penoso do carão

Que chorando parece até dizer:

Vamos gente  a caatinga defender

Para evitar a desertificação.


Padre Afonso além de bom vigário

Defende com garra o umbuzeiro

Murici, também o catolezeiro

Tudo há no Pequeno Santuário

Um  oásis extraordinário

Em prol da caatinga do Sertão

Por isto é que este cidadão

Precisamos seguir e enaltecer

Vamos gente  a caatinga defender

Para evitar a desertificação.



Lembrança da 30ª missa do agricultor

Serra Talhada, 30/07/2012.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Inocêncio Oliveira x coronelismo: O porquê de tanta irritação?

Recentemente o jornalista Magno Martins publicou em seu blog a informação de que o deputado Inocêncio Oliveira está chateado com a pecha de “coronel”, imposta pelos seus adversários em Serra Talhada. O que muitos não entendem é o porquê da expressão “coronel” incomodar tanto o velho cacique político. Para compreendermos melhor a origem de toda essa irritação é necessária uma rápida viagem pela história do Brasil, em particular, pelo fim do período imperial e início da república.
Durante o império, século 19, vários aliados de D. Pedro I e D. Pedro II receberam o título de “barão”, honraria concedida aos grandes proprietários de terras e consequentemente os maiores exploradores da mão de obra escrava. Tendo em mãos o título, os “barões” passaram a mandar e a desmandar em praticamente todas as regiões do País, principalmente nas pequenas cidades do interior.
Quando a monarquia foi destituída, o título de “barão” deixou de existir, sendo assim, os líderes de oligarquias passaram a ser chamados de “coronéis”, pois costumavam usar da força para impor as suas vontades. Estes mesmo “coronéis” foram os formadores de grupos armados, conhecidos como “jagunços”, que eram responsáveis pelo trabalho sujo, como por exemplo, o de amedrontar e aterrorizar as pessoas mais simples e humildes. Em certos episódios abomináveis, chegaram a exterminar vidas. Durante décadas os “coronéis” transformaram suas áreas de domínio em currais-eleitorais, onde as pessoas votavam ao som do chiado da chibata em seus ouvidos e ao toque frio do cano de uma espingarda em suas cabeças.
Os “coronéis” de forma oportunista sempre procuraram está ao lado de quem estava no poder, fato esse que permitiu há vários deles a perpetuação no poder em praticamente todo o Nordeste e Norte do Brasil. Algumas das mais precisas representações do que é um “coronel” pode ser encontrada em obra literária, entre elas, destacam-se as escritas por Jorge Amado e Dias Gomes. Após essa rápida abordagem, fica explicado o porquê da irritação do nosso querido deputado Inocêncio Oliveira.
Ainda resta uma questão, essa envolve o fato de que o mesmo pode está próximo de uma derrota histórica, façanha que pode ser protagonizada por ex-aliados, e justamente no momento em que ele conseguiu colocar o deputado Augusto César debaixo de suas asas. Então diante disso, é possível dizer que o deputado republicano se encontra incomodado em função de vários acontecimentos que podem marcar de forma negativa a sua carreira política.

*Paulo César é professor especialista em História Geral

Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada, em 29 de julho de 2012.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Assisão, 50 anos do mais autêntico forró


*Paulo César é professor especialista em História Geral

Em matéria de forró Serra Talhada também tem o que comemorar no ano do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga. O motivo se deve a fato de que o o nosso forrozeiro Assisão está completando 50 anos de carreira. Nascido na Fazenda São Miguel, Francisco Assis Nogueira, mais conhecido por Assisão, conquistou o mundo através das suas composições e se tornou um ícone da música regional.

Aos 70 anos de idade, o cantor possui um currículo extenso, pois além de ser um grande compositor e cantor, ele é também um inovador. Assisão foi um dos primeiros forrozeiros a introduzir, ainda nos início dos ano 80, os sons produzidos pela guitarra, baixo, teclado e bateria nas suas músicas, mesmo com essa nova roupagem ele não deixou de produzir o autêntico forró.

O cantor faz parte de uma geração de forrozeiros, entre eles, Jorge de Altinho, Alcimar Monteiro, Flávio José, Novinho da Paraíba, que são os baluartes do verdadeiro forró, o original, aquele de Luiz Gonzaga, de Jackson do Pandeiro, do Trio Nordestino e de Dominguinhos. Mesmo com a grande concorrência com bandas que deformam o ritmo, Assisão contínua sendo umas das grandes atrações nas maiores e melhores festas juninas do país, como em Caruaru e Campina Grande. Outra coisa que notabilizou o cantor foram as suas inúmeras apresentações em programas de TV, como o Clube do Bolinha, na TV Bandeirantes na década de 80, e em vários outras emissoras do país a longo dos anos 90 e início do século XX .

Assisão já lançou 46 discos e é autor de mais 700 composições, suas músicas também fazem sucesso na voz de outros cantores como Elba Ramalho e o Trio Nordestino. Entre os seus grandes sucesso se destacam: “Alegria e Sorriso”, “Peixe Piaba” “Eu Tenho Uma Novinha Pra Você”, “Já Saiu Rock, Tango, Rock” e “Agora é Forró Que Vamos Ter”, “Pau Nas Coisas”, “Pequenininha” que já possui mais de 240 regravações, e “Esquenta Moreninha” (Esquenta moreninha/ tem uma fogueirinha no meu coração…/ Eu vou cair na brincadeira nesse São João/ levar meu bem junto à fogueira nesse São João / não quero saber de tristeza nesse São João/ quero alegria e muita festa nesse São João…)que é considerada por muitos com um dos Hinos do São João.

Há alguns meses, ele lançou o CD “Festejo Animado”, que traz 12 faixas, entre elas algumas regravações, e que tem como carro-chefe a canção que intitula o álbum. Para comemorar os 50 anos de carreira ele lançou mais um DVD. Entre as homenagens recebidas podemos citar a realizada pelos estudantes da Escola Cornélio Soares no desfile cívico durante as comemorações de aniversário da cidade e a Moção de Aplauso concedida pela Câmara de Vereadores de Serra Talhada.

No último dia 09 de agosto, foi organizada uma festa na Fazenda São Miguel para comemora os 50 de carreira do forrozoeira forrozeiro mais ilustre daquele região. O evento foi realizado no tradicional clube do povoado, que ficou lotado de familiares, amigos, políticos e principalmente de admiradores do cantor. 
Moção de aplauso aprovada pela Câmara de Vereadores de Serra Talhada


Publicado no site Farol de Notícias de Serra Talhada em 22 de julho de 2012.
atualizado em 19 de agosto de 2012.

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