Brasil 247 - Milhares de manifestantes estão nas ruas da capital federal nesta quarta-feira, 24, para protestar pela saída de Michel Temer e sua agenda de retirada de direitos dos trabalhadores, e por eleições diretas; caravanas de todas as regiões do País, convocadas pelas principais centrais sindicais, marcham até o Congresso Nacional para pressionar os parlamentares pela suspensão da tramitação das reformas da Previdência e Trabalhista; organizadores esperam reunir 150 mil pessoas; "Pelo Fora Temer, por Diretas Já e para barrar essas reformas. Não basta mudar o presidente por eleição indireta. É preciso derrotar uma agenda", disse o coordenador do MTST, Guilherme Boulos; "Esta passeata é fundamental para mostrarmos que não aceitamos que este Congresso Nacional eleja um novo presidente da República. Não há legitimidade. É a continuidade do golpe", reforçou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
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quarta-feira, 24 de maio de 2017
JORNAL BRITÂNICO, THE GUARDIAN, DEFENDE DIRETAS E DIZ O ÓBVIO: POVO BRASILEIRO MERECE TER VOZ
BRASIL 247 - O jornal inglês The Guardian defende em editorial eleições diretas para presidente da República no Brasil. De acordo com o diário, a política brasileira está completamente desacreditada. “As revelações que surgiram desde que Dilma Rousseff foi forçada a sair no ano passado destacaram a hipocrisia daqueles que a derrubaram”, aponta o jornal.
“Embora Rousseff tenha sido acusada por acusações separadas, e parecia relativamente limpa, a raiva contra ela foi alimentada por revelações sobre seu Partido dos Trabalhadores”, avalia o jornal.
O diário britânico destaca as novas denúncias contra Michel Temer, lembrando que alguns de seus principais aliados, como Eduardo Cunha, “o principal orquestrador do impeachment”, estão presos. O jornal avalia que os congressistas brasileiros não deveriam escolher o sucessor de Temer, em caso de sua queda.
“Os políticos brasileiros derrubaram o país: deveriam deixar que os 143 milhões de eleitores tivessem uma palavra a dizer sobre como sair dela”, opina o jornal.
Leia o editorial em inglês d o The Guardian:
The Guardian view on Brazilian corruption: the public deserve a voice
"I will not resign. Oust me if you want," Michel Temer said this week. Brazilians would like to take the president at his word. After three years of political turmoil and public disgust, the "Carwash" investigation into corruption that involved some of the country's biggest companies and a frightening number of its politicians was under growing pressure; some feared it was being neutered. Then came explosive allegations that a secret tape captured Mr Temer discussing hush-money. His ratings had fallen to single figures even before these latest claims. Now Brazil's top prosecutor has formally accused him of conspiring to silence witnesses and obstruct a corruption investigation; and he has dropped a legal bid to have the case suspended.
Mr Temer denies wrongdoing, insisting the recording has been doctored, and says stepping down would be an admission of guilt. Other considerations are no doubt weighing on his mind – notably that he would lose legal protections. As president, impeachment would require approval by Congress to proceed, and he cannot be charged over allegations that precede his time in office. Support within his Brazilian Democratic Party and coalition is crumbling. Allies can see the attractions of letting him take the flak for weakening the Carwash inquiry, and handle a case beginning next month in the supreme electoral court, which could annul the 2014 election. But even so, Brazil could soon have its third leader in under a year.
Brazilian politics have been thoroughly discredited. The revelations that have emerged since Dilma Rousseff was forced out last year have highlighted the hypocrisy of those who brought her down. Though Ms Rousseff was impeached on separate charges, and appeared relatively clean herself, the anger against her was fuelled by revelations about her Workers' Party. In March, the chief orchestrator of her impeachment, Eduardo Cunha, was jailed for more than 15 years in relation to a $1.6m bribe. The tape of Mr Temer, who was her deputy but was believed to be plotting against her in the later stages of the scandal, allegedly captures him approving cash payments to Mr Cunha.
By taking on such a powerful centre-right figure, the attorney-general Rodrigo Janot has shown he cannot be cowed and put paid to claims that Carwash has been politically partial. When his term ends this autumn, whoever is president should agree – as when Mr Janot was chosen – that they will abide by the outcome of a poll of public prosecutors, depoliticising the contest.
But many legislators have secrets of their own to hide, and some are already complaining that the investigation has been bad for Brazil's reputation and economy. There is a danger they will try to fudge their way out, perhaps by persuading the president to quit. But the problem is the scandal, not the inquiry, and Brazil will do much worse if it is suppressed. Nor should legislators choose Mr Temer's replacement, for it was they who picked him, and polls show overwhelming demand for an election. An already disenchanted public may otherwise sink into apathy or in the longer run, turn to an authoritarian, far-right figure such as Jair Bolsonaro playing the anti-politics card. Brazil's politicians got the country into this mess: they should let the 143 million voters have a say in how to get out of it.
Ator Tonico Pereira dá desconto em sua loja pra quem gritar "Fora Temer!"
No ar em "A Força do Querer" , na pele de Seu Abel, Tonico Pereira também se dedica à venda de roupas em uma loja de sua propriedade, localizada na zona sul do Rio de Janeiro. E o que vem chamando a atenção da clientela é uma oferta de desconto para quem gritar "Fora Temer!".
O desconto é consolidado para o modo específico. "Se você faz uma compra e gritar em tom médio, afinal somos civilizados, 'Fora Temer!', Você ganha 6% de desconto. Vem! " , Convidado em um vídeo que circula na internet desde dezembro de 2016, mas que voltou um repertório nesta semana por conta dos novos escândalos envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB).
A maioria das camisas vendidas na loja de Tonico, Espaço Mix, é personalizado com frases criadas pelo próprio ator, que vai desde os pensamentos filosóficos a mensagens engraçadas que o eletrodoméstico em suas redes sociais.
Tonico, um exemplo de Paulo Betti, Osmar Prado, Marieta Severo e José de Abreu, eleitor do PT e defensor dos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.
Sandro Mabel, o quarto assessor a abandonar Temer
Por Andréia Sadi
O ex-deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) pediu demissão na noite desta terça-feira (23) ao presidente Michel Temer. Ele era um dos assessores que despachavam do terceiro andar do Palácio do Planalto – mesmo pavimento do gabinete presidencial – e ajudavam o governo na interlocução com o Congresso Nacional e com empresários.
Palacianos afirmam que Mabel era um dos interlocutores do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) junto ao governo, principalmente, durante o processo de cassação do ex-presidente da Câmara. O agora ex-assessor de Temer nega.
"Nunca tive essa missão. Até porque o Eduardo Cunha tinha acesso a todos do palácio, muito mais do que eu. Portanto, a informação não é verdadeira", escreveu Mabel ao Blog.
Com a saída do assessor especial, já são quatro assessores de Temer que deixam o Planalto. Além de Mabel, já saíram José Yunes, Rodrigo Rocha Loures e Tadeu Fillipelli.
Instauração de inquérito
O procurador da República Helio Telho informou ao Blog nesta quarta-feira (24) que o Ministério Público de Goiás requisitou na semana passada a instauração de um inquérito policial para apurar supostos pagamentos ilícitos feitos, em 2010, por ex-executivos da construtora Odebrecht ao então deputado federal Sandro Mabel.
O MPF informa que os ex-executivos da construtora João Antônio Pacífico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira relataram pagamentos feitos, a pretexto de doação de campanha, a Mabel que, na ocasião, era candidato a deputado federal.
O valor seria de R$ 100 mil, pagos por meio de recursos não contabilizados, mas registrados no sistema "Drousys", usado para contabilizar pagamentos em propina da empreiteira.
Para o procurador Helio Telho, responsável pelo caso, os fatos indicam suposta prática de corrupção.
Base aliada vê desfecho próximo e já se prepara para o pós-Temer
POR JÚNIA GAMA E CATARINA ALENCASTRO - G1
PSDB e DEM avaliam que presidente pode influir na própria sucessão
BRASÍLIA - A base aliada do presidente Michel Temer já pensa no dia seguinte à possível vacância da Presidência da República e inicia negociações e estratégias para a sucessão via eleições indiretas. Para pessoas próximos a Temer, ganhou força a visão de que o processo de cassação da chapa presidencial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a saída honrosa de que o peemedebista precisa para deixar o cargo.
O julgamento está previsto para começar no dia 6 de junho e é, nos bastidores, a principal aposta de integrantes da base, principalmente do PSDB, que consideram a permanência de Temer insustentável.
Parlamentares com trânsito no Palácio do Planalto têm avaliado que Temer resiste em renunciar apenas para que o ato não pareça uma admissão de culpa. Ele, no entanto, não pretenderia se manter no cargo a qualquer custo.
— O presidente não tem apego ao cargo, ele se preocupa com o nome dele. O que ele não quer é sair por debaixo do tapete. Por isso, a melhor saída é o TSE. Se o tribunal decidir pela cassação, é uma saída honrosa — afirmou um deputado da base.
Há uma avaliação de que Temer, mesmo enfraquecido, terá forte influência sobre sua sucessão. Parlamentares lembram que ele ainda tem diálogo com uma ampla base no Congresso, principalmente no PMDB, e que seu apoio pode ser fundamental na escolha do próximo presidente. Partidos como PSDB e DEM têm resistido em abandonar o governo, em parte, na expectativa de receberem ajuda de Temer para emplacar um candidato no caso de eleições indiretas.
— Não vamos trocar de barco, vamos trocar o timoneiro. Se o TSE cassar a chapa, é preciso manter a mesma coalizão. O PMDB vai continuar existindo e o Temer vai continuar sendo uma liderança importante, com muita influência sobre o Congresso. Em parte, o PSDB não desembarcou ainda do governo contando com esse eventual apoio — afirma um integrante da cúpula tucana.
No PSDB, o nome do presidente interino, Tasso Jereissati (CE), vem sendo defendido como alternativa que melhor se encaixa no momento atual. Além de não estar na mira das investigações da Lava-Jato, Tasso tem longa experiência de mandatos como governador e senador. Já no DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vem ganhando força. Aliados lembram que, há menos de quatro meses, ele conquistou a maioria na Casa para se eleger presidente pela segunda vez. E destacam que Maia tem uma vantagem sobre os demais possíveis candidatos: ele conhece cada um dos 513 eleitores pelo nome.
Maia vem adotando postura de proximidade e solidariedade a Temer, também na estratégia de contar com o apoio do presidente caso haja uma sucessão. O presidente da Câmara tem defendido Temer e, na noite de segunda-feira, promoveu jantar no qual o presidente acabou comparecendo, criando até “um certo constrangimento”, segundo os presentes.
Apesar da tentativa de Temer de difundir o principal argumento de sua defesa — o de que a gravação de Joesley Batista teria sido adulterada —, um líder que foi ao jantar de Maia avaliou, de forma reservada, que a situação do presidente é muito frágil e que ele só tem se apegado à questão técnica das acusações, sem se aprofundar em rebater as denúncias em si. Na gravação e nos depoimentos, Joesley diz que Temer avalizou a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e consentiu quando o interlocutor disse a ele que estaria cooptando juízes e promotores.
— A gente sente que é só uma questão de tempo para ele sair. A sensação é que ele sabe que não fica, mas que ainda não sabe como construir uma saída. Ele se agarra à tecnicalidade — diz o líder aliado.
Depois de chorar ao jurar lealdade a Temer no domingo, Maia discursou no evento na segunda, afirmando que é preciso tocar a pauta de votações. Para ele, as investigações cabem ao Ministério Público e ao Supremo Tribunal Federal. Ao Legislativo, cabe legislar.
TEMER CORTA CONVERSAS
Caso o TSE casse o mandato do presidente, o que é visto como uma possibilidade real em conversas no Palácio do Planalto, já começaram a chegar a interlocutores de Temer as conversas sobre a sucessão. Apesar disso, assessores ligados a ele dizem que o presidente “corta” qualquer conversa desse tipo. No governo, há quem especule que os “candidatos” com maior aceitação no Congresso são o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o próprio Rodrigo Maia. Eles descartam em avaliações nomes como o do ex-presidente Fernando Henrique e o de Nelson Jobim.
— Eles estão fora da política há anos, não têm chance. FH deve conhecer 30% dos deputados hoje com mandato. A política mudou e eles ficaram para trás — disse um interlocutor do governo. (Colaborou Leticia Fernandes)
terça-feira, 23 de maio de 2017
Documentário "Nós Podemos", do argentino Alejandro J. García
O documentário “Nós Podemos”, produzido pelo fotógrafo Argentino e radicado no Brasil, Alejandro J. García, é uma obra que mostrar uma visão singular sobre a cidade, o seu povo e os seus hábitos cotidianos. Nesse trabalho García usa o seu olhar de extremar sensibilidade para expor uma Serra Talhada que convive entre as tradições de uma cidade do interior e o desenvolvimento desordenado das grandes cidades. O documentário foi produzido em 2009, mas mesmo após quase uma década a obra continua atualíssima.
Link da parte II.
https://www.youtube.com/watch?v=SqSJfSFLZhQ
Documentário "Nós Podemos", do argentino Alejandro J. García
O documentário “Nós Podemos”, produzido pelo fotógrafo Argentino e radicado no Brasil, Alejandro J. García, é uma obra que mostrar uma visão singular sobre a cidade, o seu povo e os seus hábitos cotidianos. Nesse trabalho García usa o seu olhar de extremar sensibilidade para expor uma Serra Talhada que convive entre as tradições de uma cidade do interior e o desenvolvimento desordenado das grandes cidades. O documentário foi produzido em 2009, mas mesmo após quase uma década a obra continua atualíssima.
Link da parte II.
https://www.youtube.com/watch?v=SqSJfSFLZhQ
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