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Veja o vídeo completo no link: https://youtu.be/.jBg3SvDNLpc

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terça-feira, 14 de maio de 2019

VIAGEM AO PASSADO: Os bons tempos do Comercial e o Pereirão

Por Paulo César Gomes, autor do livro do livro “Comercial: Um Clube Imortal”



O Viagem ao Passado deste domingo é uma singela homenagem ao estádio Municipal Nildo Pereira, o Pereirão, que no últimos meses vem sofrendo com o abandono e descaso dos poderes públicos. O gigante do Sertão foi inaugurado em 21 de janeiro de 1973, na gestão do ex-prefeito Nildo Pereira.

A praça esportiva foi projetado pelo Engenheiro Civil Manoel Custódio dos Anjos Filhos e erguido sob a batuta dos mestre de obras, Benedito Duarte (Seu Dito) e Januário Pereira.
As fotos em destaque foram cedidas pelo zagueiro e lateral Nêgo, que fez parte do time do Comercial Esporte Clube, durante a década. Nas imagens é possível ver que o estádio se encontrava em ótimas condições, mesmo sem o apoio dos governos estadual e federal, o município assumia a maior parte das despesas com a manutenção do Pereirão e do time do Comercial. A bem da verdade, os irmãos Nildo e Hildo Pereira, foram peças importantes para ascensão do futebol em Serra Talhada.

Outro fato que chama atenção nas imagens é a presença da torcida. Segundo relatos, a torcida do alvirrubro foi a mais animada e a mais apaixonada entre todos os times profissionais e amadores que já existiram na cidade.

Fica o alerta para que o Pereirão não venha a se tornar um novo CIST. A história e o futuro do futebol em Serra Talhada merecem ser respeitados!



segunda-feira, 13 de maio de 2019

VIAGEM AO PASSADO: Um desabafo em torno da memória perdida de Serra Talhada

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias



A foto em destaque no quadro “Viagem ao Passado” é o belo registro da fachada do Clube Intermunicipal de Serra Talhada, o histórico CIST.  O clube foi criado no início dos anos 1950, com o objetivo de promover o lazer e o entretenimento de setores com maior poder aquisitivo da cidade, ao mesmo tempo, um outro clube, o Líder, era o ponto de encontro do restante da população local.

Pelo salão do CIST passaram grandes lideranças políticas e empresariais, e o seu palco serviu de vitrine para grupos musicais locais e de dezenas de atrações de fama nacional. O tempo foi ingrato com o CIST, pois as gerações de sócios que herdaram dos seus pais um pedaço precioso do local, não foram capazes de manter viva a chama acesa que mantinha o coração do clube pulsando.

O resultado é que o CIST foi lentamente entrando em coma. E por uma triste ironia do destino, nós, que ostentamos os títulos de 4º polo médico do estado, segunda maior cidade do Sertão, polo empresarial, político, cultural e educacional, não somos capazes de tirar o CIST da UTI.

Pelo contrário, preferimos matá-lo aos poucos, a exemplo do que fez a secretaria de Obras durante essa semana, onde ao invés de preservar a fachada original do clube, preferiu o caminho mais fácil e prático. Derrubar a parte superior da fachada do prédio. Então, se a visão da administração local estiver correta, o melhor seria ter derrubado logo tudo. Talvez assim o choro seria todo extravasado de uma única vez e o problema seria resolvido.

Como serra-talhadense, confesso aos amigos e amigas que guardo no coração uma certa tristeza em ver e testemunhar a forma como a memória arquitetônica, bem como a documental, são tratadas em minha cidade.

Infelizmente não tive a oportunidade de contemplar beleza da arquitetura do prédio do Açougue Público, da antiga Prefeitura Municipal, do antigo Coreto (o primeiro). Todos por alguma razão foram demolidos pelo poder público municipal, em tempos passados. A iniciativa privada também não fica atrás e também deixa a sua marca. O Cine Art, a antiga AABB, o palco do Batukão, e tantos outros locais que fizeram parte do cotidiano e da vida dos serra-talhadenses já não existem mais ou tiveram suas fachadas totalmente modificadas.

QUESTIONAMENTOS

Às vezes me pego a pensar sobre o que iremos preservar de memória da cidade para as futuras gerações? Talvez um punhado de fotos, ou quem sabe uma meia dúzia de histórias contadas por pessoas teimosas assim como eu, e que isso seja apenas um pequeno consolo. De alguma forma estamos sendo arrastados pelos moinhos de ventos, e que pena que nós não tenhamos um Dom Quixote. Mas aqui entre a gente! Nem a ajuda de Sancho Pança faria com que o nosso Dom Quixote derrotasse a força das marretas e vitalidade descomunal das retroescavadeiras que atropelam a nossa memória.

O que nós falta é respeito pela história da cidade. É respeito por aquilo que a nossa gente construiu a longo do tempo. E o pior, é abandonar os lugares aonde um dia nos fomos felizes. Em uma terra árida e de clima quente, onde a violência do passado parece nos acompanhar como um carma eterno. Ser feliz no CIST em uma noite de sábado, ou no Pereirão, em uma tarde de domingo, parecer ser algo improvável e impensável para o nosso tempo! Mas há tempos atrás isso era o que fazia uma cidade inteira sorri.

Felizes são os habitantes da cidade de Roma, que há décadas lutam para manter em pé uma torre torta. Ou os Peruanos que preservam uma cidade de pedras em cima de uma montanha. É bem verdade, que todos esses locais têm um valor histórico incalculável, mas que só existem porque o seu povo soube preservar. Esses povos compreendem a importância da história dos seus antepassados e do legado que eles deixaram. Nós, serra-talhadenses, infelizmente, ainda não compreendemos a importância da nossa história e o valor imensurável do legados deixado pelos nossos antepassados!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

VIAGEM AO PASSADO: Os anos de ouro da Banda Côngruos em ST

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias



O “Viagem ao Passado” deste domingo convida os leitores a conhecer um pouco da história de uma das maiores bandas de baile do Sertão Pajeú, trata-se da lendária  banda Côngruos.  A fotografia acima foi publicada durante a semana no Facebook do baterista e empresário Cristiano Leite, nela podemos perceber a presença de uma das primeiras formações do grupo, que já nos anos 1970, começava a conquistar fãs e admiradores.

Da esquerda para a direita: Manezinho (Trompete), João Grilo (Bateria), Boró (Percussão), Nevinha (voz), Zé Leite (Guitarra), Gregório (Contra baixo) e Targino (Teclados), infelizmente alguns desses talentosos artistas já não estão mais entre nós, a exemplo do saudosos Targino.

O grupo, que sempre teve como base várias gerações da família Leite, foi ao longo dos anos uma referência musical para diversos artistas locais e de outras cidades.

Segundo o cantor e compositor Rai de Serra, a banda Côngruos  foi “a melhor e maior escola da música Serra-talhadense”.

Ao longo de sua trajetória a banda vivenciou diversas transformações musicais no cenário nacional e internacional, sempre com músicas de qualidade que tocassem  os corações e que divertissem o público em suas apresentações.

Diversos casais se conheceram ou comemoraram os seus momentos de alegria ao som da querida e amada banda Côngruos. 

O Farol de Noticias parabeniza a todos os músicos que passaram pela banda e agradece a todos pelo importante serviço prestado a música e a história cultural de Serra Talhada.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

VIAGEM AO PASSADO: Serra Talhada dos anos 50 e a Igreja do Rosário

Por Paulo César Gomes, para o Farol de Notícias


A foto em destaque é da Praça Agamenon Magalhães, no ano de 1957, tendo ao centro simpáticos serra-talhadenses, que não se intimidaram com as lentes do fotógrafo. A imagem foi publicada na Enciclopédia dos Município do IBGE, edição de 1958.

Entre os detalhes que chamam a atenção, está o fato de não haver um calçadão separando a Igreja do Rosário do restante da praça, além disso, a praça era cheia de canteiros, com contornos e uma estética bastante moderna para a época.

Na década de 1970, a popular Concha Acústica foi construída e toda Agamenon Magalhães foi reformada.

Outros pontos que merecem referencia é a fachada da casa do Coronel Cornélio Soares, ao fundo e do lado esquerdo, assim como, a direita, a chaminé da antiga usina.
Não poderíamos deixa de citar a histórica Igreja do Rosário e o belo casario. Muitos dos prédios que aparecem na imagem foram construídos ainda no século XIX, mas que infelizmente boa parte deles acabaram sendo demolidos ou reformadas e as suas fachadas não fazem mais parte do cenário arquitetônico do “marco zero”.

OPINIÃO: ‘A vereança não é uma profissão’, mas um serviço público

Por Paulo César Gomes, jornalista, escritor, pesquisador e professor com mestrado em História e bacharelado em Direito.

Na última segunda, dia 8 de abril, a Câmara de Vereadores de Serra Talhada, colocou em votação o Projeto de Lei que acabaria com o recesso parlamentar durante o mês de julho.

Confesso que fui acompanhar a sessão com o objetivo de prestigiar a aprovação (por unanimidade) da indicação do vereador Sinézio Rodrigues, que propõe ao Prefeito Luciano Duque, que seja criado o Arquivo Público Municipal.

No entanto, essa mesma sessão me reservou uma ingrata surpresa, pois o projeto que iria por fim ao recesso durante o mês de julho não foi aprovado por falta de um voto. Foram onze no total, quando eram necessário doze, e cinco vereadores votaram conta o fim da regalia.

Respeito a opinião dos vereadores que são contra o fim do recesso. Não cabe a mim julgar e condenar a opinião ou decisão de qualquer parlamentar. Porém, como cidadão gostaria de opinar sobre o assunto com o seguinte ponto de vista: ao ouvir o debate travado na noite do dia 08 de abril, fiquei com a sensação de que estava se discutindo a manutenção dos privilégios de uma nova categoria profissional: a de vereador.

Talvez seja esse o grande foco do debate sobre o fim do recesso. Infelizmente, a atuação parlamentar é confundida como se fosse uma profissão, quando a mesma não é. Ser vereador é ser um servidor público com mandato popular e prazo de validade, é uma atuação por no mínimo quatro anos.

Profissões com as de professor, policial militar, médico, advogado, gari, enfermeiro, agricultor, entre tantas outras, cumprem com suas respectivas cargas de trabalho e descanso, e isso não é privilégio, são conquistas de décadas. Ser profissional é preciso ter conhecimento técnico e muitas vezes, estudar anos a fio para passar no concurso. Você pode até ser um profissional em política, mas não pode imaginar que ser vereador, prefeito, deputado, é estar ocupando uma profissão. Na verdade você está ocupando um cargo.

E ainda diante do debate eu fiquei a imaginar se um prefeito, um governador ou até o presidente, que também recebem um mandato popular e com prazo de validade, resolvessem tirar um mês de férias? Nas argumentações dos conterrâneos parlamentares eles estariam certos. O problema é que ao se candidatar, está assumido um compromisso com a sociedade. Você está se comprometendo em cumprir uma prestação de serviço público.

Os juízes e desembargadores, assim como outros cargos do Judiciário, inicialmente são submetidos a concurso público. A diferença entre dos privilégios do Judiciário está no fato deles dominarem as leis, bem como, sabem controlá-las. Não é à toa que o judiciário brasileiro hoje faz o que Legislativo é capaz de conseguir fazer, criar leis (na verdade é uma usurpação de poder).

Os senadores e deputados federais – mesmo não sendo os melhores exemplos – também têm seu privilégios, mas a bem da verdade, trabalham muito mais que os nossos dezessete vereadores, isso no que se refere a atividade em plenário.

No congresso as comissões se reúnem, são realizadas diversas audiências públicas, e por diversas ocasiões, varam a noite em votações longas e debates acalorados. Enquanto isso, a vida parlamentar em ‘terras vilabelenses’ se reduz a reuniões que duram pouco mais de duas horas uma vez por semana.
Após a sessão eu fiquei a pensar se não está na hora da população local dar início a um processo de renovação na Câmara de Vereadores, por que só o eleitor é capaz de mudar essa realidade. Um parlamento mais sintonizado com os anseios da sociedade, mais comprometido com mudanças e menos cooperativistas. Afinal, não houve um tempo em que vereador era eleito e não recebia um centavos por isso?!

terça-feira, 9 de abril de 2019

VIAGEM AO PASSADO: Nos anos 70, éramos todos jovens em Serra Talhada

Por Paulo César Gomes



No “Viagem ao Passado” deste domingo  o faroleiro (a) vai desfrutar de um singelo momentos de descontração e confraternização vividos por um grupo de jovens serra-talhadenses na década de 1970.

Na imagem é possível notar as presenças do Professor Nestor Pereira, do empresário Paulo Bezerra de Melo, o Paulo BM, e do saudoso Professor e Advogado, Antônio Pinto, entre outros, que queremos que você identifique.

Vale registrar que o grupo foi acompanhado de perto por várias freiras vicentinas, na área de lazer da Colégio Imaculada Conceição (CIC).

segunda-feira, 1 de abril de 2019

VIAGEM AO PASSADO: O Colégio de Serra Talhada que já possuiu dois nomes

Por Paulo César Gomes



A foto em destaque desta semana é do tradicional Colégio Municipal Cônego Tôrres, que foi construído na década de 1950. O educandário de estrutura moderna foi inaugurado na gestão do ex-prefeito Moacir Godoy, no entanto, a construção teve início na gestão do Coronel Cornélio Soares.

O detalhe que mais chama atenção na imagem, além do jovem casal abraçado, é o fato do Colégio possuir outro nome. O primeiro, já citado acima, e o segundo, era o de Colégio Comercial Joaquim Godoy.

Na existe ainda um explicação lógica que justifique a existência de dois nomes na fachada da escola. Uma possível explicação pode está relacionada ao que, durante várias décadas, o Cônego Torres ofereceu aos estudantes da cidade o curso de Contabilidade, que é ligado a área comercial. Então esse é o desafio deste domingo, explicar a polêmica envolvendo os nomes de um dos maiores colégios de Serra Talhada.

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