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segunda-feira, 30 de abril de 2018

RELÍQUIA: Moeda com mais de 300 anos é encontrado em Serra Talhada

Por Paulo César Gomes - Professor,  Escritor e Pesquisador
Para o Farol de Notícias


Viagem ao Passado desta semana faz um passeio pela história do Brasil, mais precisamente, por um período em que o país ainda era uma colônia de Portugal. Ao mesmo tempo, você também conhecerá um pouco sobre o processo de colonização em Serra Talhada.

O ponto de partida de nossa viagem está relacionado a história da moeda em destaque. A moeda é datada em 1715, ou seja, possui mais de 303 anos, uma verdadeira relíquia.

Está moeda foi feita com cobre, na Casa da Moeda de Lisboa, em Portugal, e circulou entre 1715 e 1746, e valia o equivalente a 10 réis. Sendo assim, conclui-se que a moeda inicialmente pertenceu há alguém de elevada posse, em Portugal ou no Brasil.

O atual município de Serra Talhada começou a ser dominada pelos colonizadores – a região era habitada por índios – em meados do século XVIII, com a chegada do capitão-mor da esquadra portuguesa, Agostinho Nunes de Magalhães, que arrendou as terras (sesmaria – lote de terra inculta ou abandonada) junto à Casa da Torre de Garcia d’Ávila, localizada na Bahia, estado onde estava localizada a capital da colônia.

Provavelmente a moeda chegou a região junto com os primeiros colonizadores, isso porque, a principal atividade econômica do município, a tradicional e histórica feira livre, só começou a funcionar em 10 de fevereiro de 1778, 32 anos após o ‘dobrão’ perder o seu valor.

BOTIJA NA VILA SÃO FRANCISCO

Claro que as argumentações são no campo da hipótese. No entanto, como registro, é preciso que se diga que o ‘vil mental’ foi encontrado no final dos anos de 1980, em fazenda nas proximidade da antiga Vila de São Francisco, enterrada embaixo de uma árvore, como se fosse uma espécie de botija.

Durante muitos anos a Vila de São Francisco foi um dos mais prósperos distrito de Serra Talhada, com intensa atividade comercial, mas, a partir de 1996, a vila foi abandonada e em seguida ficou submersa pelas as águas do recém inaugurado Açude de Serrinha.

Histórias e “estórias” sobre moedas surgirão, fomentado a imaginação e curiosidade de muitas pessoas, o que mostra que a história de Serra Talhada ainda tem um imenso universo a ser explorado. Uma narrativa que pode ser contada a partir da descoberta de um moeda com mais de três séculos.

P.S.: Logo após ser encontrada a moeda chegou a ser oferecida a Casa da Cultura de Serra Talhada, mas na época, a direção da entidade não demonstrou interesse.






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