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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

OPINIÃO: O dilema do PSDB diante a tentação do oportunismo barato e o ‘lulismo’ decadente

Paulo César é escritor, pesquisador e colunista do FAROL

Frente a uma onda de escândalos de corrupção que assola a política, um dilema instala-se sobre a oposição, que aparentemente supõem-se ser coerente. No entanto, finge que não vê o comportamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, enquanto líder do retrocesso político nacional e a politicagem do PMDB como reflexo da herança dos dinossauros das oligarquias, que durante anos açoitou de forma grotesca a nossa nação.

O PSDB, que ainda não se recuperou de 4 derrotas consecutivas para o PT, evita a todo custo pedir a cabeça de Cunha, já que vêem que ele é o homem certo para comandar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Pois bem, a posição do PSDB só expõem a verdadeiramente face tucana, a de ser um partido oportunista.

O PSDB só chegou ao poder graças ao Fora Collor – movimento que eles apenas pegaram carona – e que possibilitou que Fernando Henrique Cardoso foi elevado a condição de Ministra da Fazenda no governo Itamar Franco. O plano Real não é obra tucana, já que a Argentina aplicou o mesmo modelo anos antes, atendendo a uma ordem do FMI – Fundo Monetário Internacional.

“Enquanto isso, o PT se torna um partido medíocre a cada dia, Lula e Dilma abriram mão das transformações sociais pelos quais o partido foi fundado, para realizar um governo de colisão, privilegiando empreiteiras, banqueiros e uma legião de corruptos, que encontraram na gestão petista uma janela gigantesca para barganhar cargos e surrupiar o dinheiro público”

Ao poupar Eduardo Cunha o PSDB, de Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso, prestam um grande desserviço ao país, quando poderia da uma grande contribuição no sentido de eliminar alguns corruptos da cena político. Faz se o partido não faz, algo há de errado?

Enquanto isso, o PT se torna um partido medíocre a cada dia, Lula e Dilma abriram mão das transformações sociais pelos quais o partido foi fundado, para realizar um governo de colisão, privilegiando empreiteiras, banqueiros e uma legião de corruptos, que encontraram na gestão petista uma janela gigantesca para barganhar cargos e surrupiar o dinheiro público.

O “lulismo” tornou-se um modelo político falido, que já não consegue mais seduzir as elites brasileiras, que a bem pouco tempo enriqueceram os seus cofres quando a época e vacas magras, e que agora tem que ir para as ruas bater em panelas aos domingos, já que rico não protesta no meio de semana porque suas empresas não podem parar de lucrar explorando a mão-de-obra barata dos trabalhadores do Brasil.

O impeachment como se propõe hoje é golpe. Mas, não há dúvidas de que o modelo petista/lulista de governar está superado e logo logo a direita voltará a se encastelar e a fazer o que sempre fez ao longo de mais 500 anos de história de país.

Um forte abraço até a próxima!

Publicado no portal Farol de Noticias de Serra Talhada, em 11 de outubro de 2015.

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