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terça-feira, 3 de março de 2020

VEJA DOCUMENTOS INÉDITOS: Durante a Ditadura Militar, até Assisão foi censurado em ST

Por Paulo César Gomes, jornalista, escritor, pesquisador e professor com formação em História e Direito. É Mestre em História pela UFCG

Optamos em fazer uma ‘Viagem ao Passado’ especial, em meio de semana, convidando o amigo leitor a adentrar no universo sombrio promovido pela Ditadura Militar, que entre os anos 1964 e 1985, espionou, censurou, torturou e matou centenas de cidadãos brasileiros.

Com base em uma importante pesquisa junta ao Acervo Público do Ministério da Justiça, publicamos um paliativo sobre pessoas e entidades de Serra Talhada que foram objetos de monitoramento e censura do regime totalitário.

São centenas de documentos confidenciais, que estão sob a tutela do Exército, da Aeronáutica, do SNI (Serviço Nacional de Inteligência), DOPS e Policia Militar, entre outros.

Em função do grande volume de documentos, ainda não é possível dimensionar a quantidade de pessoas e entidades que foram monitoradas pela Ditadura, muitos, inclusive, eram empresários e políticos da antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena).

Um dos fatos que chamam a atenção, é que até o cantor Assisão, o ‘Rei do Forró’, teve uma música censurada pelos militares, porque fazia alusão a uma certa ‘geni’, cantada por Chico Buarque de Holanda. Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) em Serra Talhada também foram espionados pelos ditadores.

Outra revelação, é que um médico serra-talhadense pegou um padre pelo ‘colarinho’ e o chamou de ‘agitador’ e ‘comunista’. Isto, em 1978.
Confira os documentos.



Letra da Música “A Prima da Geni”, de autoria proibida pela censura do cantor Assisão. 
Justificativa da Divisão de Censura da Polícia Federal para a censura a “A Prima da Geni”, de autoria do cantor Assissão (1980)



Documento confidencial sobre a atuação do ex-secretário de saúde de Serra Talhada, Luiz Aureliano, que em 1982 presidia o Partido dos Trabalhadores. 
Documento confidencial sobre evento na Praça da Igreja do Rosário, em 1981, organizado pelo Sindicato Rural para discutir questões relacionadas à seca. 
Documento confidencial do Ministério da Aeronáutica, sobre a do Sindicato Rural, que na época presidida pelo ex-deputado estadual Manoel Santos, falecido em 2015. 

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