O Iluminismo é um termo abrangente, que reúne muitos
pensadores, em mais de um século, mas chamado genericamente de “século das
luzes”, em referência à razão.
Ou seja, um período intelectual em que diversos filósofos
procuraram estabelecer a razão (a
racionalidade), acima da fé, da religiosidade e também, da tradição monárquica.
Mas, para que você saiba exatamente o que foi o Iluminismo,
vamos com calma, seguindo esses tópicos:
·
O Iluminismo: resumo;
·
Síntese das ideias iluministas;
·
As características do Iluminismo: da França para o mundo;
·
Quais os principais pensadores iluministas;
·
O que foi o Iluminismo no Brasil.
Preparado? Então venha conosco saber tudo sobre o movimento
Iluminista, essa escola de pensamento que tem influência sobre
nossa sociedade até hoje.
O Iluminismo: resumo
Iluminismo é o nome que damos a um conjunto de obras filosóficas
e pesquisas científicas, desenvolvidas na Europa a partir do século XVII (anos
1600).
Um período em que o continente vivia uma renovação cultural e
científica marcante, sendo que as grandes navegações já haviam revelado quase todo o
globo terrestre. Ao mesmo tempo, inovações científicas surgiam em praticamente
todas as áreas da atividade humana.
Naquele contexto, o pensamento
iluminista teve seus primeiros representantes, ainda sem
serem identificados como tais. Isaac Newton (1643-1727), por exemplo, é um dos
grandes pensadores do período e você deve conhecê-lo como o pai da teoria da
gravidade.
Ou seja, apesar de hoje pensarmos o Iluminismo como
um movimento
iluminista ou como uma escola filosófica, na prática, não
havia um único movimento.
O que havia era um contexto social que permitia a muitas pessoas
brilhantes pesquisarem, escreverem e difundirem suas descobertas e teorias.
Concluindo e respondendo a pergunta o que foi o Iluminismo,
podemos dizer que se tratava de uma forma de pensar o mundo e as sociedades
humanas.
Um novo modelo, que
ia contra a igreja e a monarquia absolutista,
inspirando a classe burguesa a procurar alterar as estruturas sociais.
Ideias iluministas
Para que você tenha um guia rápido do
que o Iluminismo defendia, podemos resumir as principais ideias
da seguinte forma:
·
A ciência e o método científico como única forma de fazer
progredir a humanidade;
·
A necessidade de tornar todos os homens cidadãos plenos;
·
A necessidade de permitir que os homens se expressem livremente;
·
A reformulação da sociedade, eliminando privilégios da nobreza e
do clero (igreja).
Estes são apenas alguns pontos e, é claro, nem todos os
filósofos pensavam exatamente da mesma forma, ou estavam preocupados com as
mesmas questões.
Mas, havia um sentimento geral que se encontrava nestes ideais e
que mais tarde resultaria na Declaração
dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Esta declaração, criada durante a Revolução Francesa, se tornou um dos primeiros
documentos de direitos cidadãos, inspirando as constituições de vários países
pelo mundo.

Iluminismo: principais
características
Quando se fala em características
do Iluminismo, trata-se basicamente das características do
iluminismo francês.
Ou seja, embora estivesse por toda a Europa, o Iluminismo teve
um centro de difusão e, a partir deste, teve impacto maior em alguns países que
em outros.
Suas características gerais eram sempre as mesmas, a partir da
certeza de que a razão era superior à fé, portanto:
·
negava a origem divina dos reis, porque não haviam provas desta
origem;
·
ignorava qualquer crença religiosa que fosse contrária à
evidência científica;
·
liberalismo econômico, ou seja, sem intervenção do Estado, por
Adam Smith;
·
contrários ao absolutismo;
·
avanço da ciência e da razão;
·
predomínio da burguesia.
Principais pensadores
iluministas
Nenhuma lista dos principais
pensadores iluministas será completa, porque eram muitos e
mesmo que quiséssemos falar apenas dos franceses, seria impossível.
A boa notícia para quem precisa de uma lista para exames como o Enem é
que os mais cobrados costumam ser apenas quatro, todos franceses:
·
Montesquieu (1689-1755):
um dos primeiros a pensar o poder do Estado separado em esferas, ou como hoje
conhecemos: Executivo, Legislativo e
Judiciário.
·
Voltaire (1694-1778):
um dos primeiros liberais modernos, o filósofo defendia as liberdades
individuais acima de tudo.
·
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): um grande pensador humanista,
que pregava a necessidade de reformar a educação, respeitando a natureza
humana.
·
Denis Diderot (1713-1784): organizador da Enciclopédia (junto
com d´Alembert), mas também muito conhecido por suas críticas ácidas a corte
francesa.
O Iluminismo no Brasil
Assim como o
Iluminismo se espalhou da França para vários lugares do
mundo, também chegou ao Brasil.
Mas, o que foi o Iluminismo para nós, brasileiros? Para começar,
é preciso lembrar que os ideais iluministas eram contrários à opressão e à desigualdade. Assim como eram contrários à igreja
e, também, à monarquia. E o que era o Brasil no século XVIII?
Apenas uma colônia de Portugal, que sequer podia importar os
livros franceses, por proibição da metrópole.
No entanto, dois fatores contribuíram para que tivéssemos acesso
aos filósofos iluministas:
o contrabando e os brasileiros que estudavam no exterior.
Ambos trouxeram aquelas ideias para o Brasil e, tanto aqui
quanto lá, algumas revoltas se estabeleceram, entre elas:
·
A Inconfidência Mineira (1789);
·
A Conjuração Baiana (1798);
·
A Revolução Pernambucana (1817).
Todas foram derrotadas pelas forças portuguesas, mas até mesmo a independência brasileira, em 1822, foi influenciada
pelo Iluminismo.
Ou seja, o pensamento
iluminista, de caráter burguês e liberal, ecoou muito depois do
século das luzes e também, para muito longe do berço francês.
Contribuiu para criar uma nova estrutura social, com
reconhecimento de direitos, constituições, separação de poderes e, claro,
destituiu muitas monarquias.
O Iluminismo foi
um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que
defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas) e pregava
maior liberdade econômica e política.
Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham interesses comuns.
Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham interesses comuns.
As
críticas do movimento ao Antigo Regime eram em vários aspectos como:
- Mercantilismo.
- Absolutismo monárquico.
- Poder da igreja e as verdades reveladas pela fé.
Com base nos três pontos acima, podemos afirmar que o Iluminismo defendia:
- A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia.
- O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão.
- O predomínio da burguesia e seus ideais.
As ideias liberais do Iluminismo se disseminaram rapidamente pela população. Alguns reis absolutistas, com medo de perder o governo - ou mesmo a cabeça -, passaram a aceitar algumas ideias iluministas.
- Mercantilismo.
- Absolutismo monárquico.
- Poder da igreja e as verdades reveladas pela fé.
Com base nos três pontos acima, podemos afirmar que o Iluminismo defendia:
- A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia.
- O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão.
- O predomínio da burguesia e seus ideais.
As ideias liberais do Iluminismo se disseminaram rapidamente pela população. Alguns reis absolutistas, com medo de perder o governo - ou mesmo a cabeça -, passaram a aceitar algumas ideias iluministas.
Estes
reis eram denominados Déspotas Esclarecidos, pois tentavam conciliar o jeito de
governar absolutista com as ideias de progresso iluministas.
Alguns
representantes do despotismo esclarecido foram: Frederico II, da Prússia;
Catarina II, da Rússia; e Marquês de Pombal, de Portugal.
Alguns pensadores
ficaram famosos e tiveram destaque por suas obras e ideias neste período. São
eles:
John
Locke
John
Locke é Considerado o “pai do Iluminismo”. Sua principal obra foi “Ensaio
sobre o entendimento humano”, aonde Locke defende a razão
afirmando que a nossa mente é como uma tábula rasa sem nenhuma ideia.
Defendeu a liberdade dos cidadãos e Condenou o absolutismo.
Defendeu a liberdade dos cidadãos e Condenou o absolutismo.
Voltaire
François
Marie Arouet Voltaire destacou-se pelas críticas feitas ao clero católico, à inflexibilidade
religiosa e à prepotência dos poderosos.
Montesquieu
Charles
de Secondat Montesquieu em sua obra “O espírito das leis” defendeu
a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.
No entanto, Montesquieu não era a favor de um governo burguês. Sua simpatia política inclinava-se para uma monarquia moderada.
No entanto, Montesquieu não era a favor de um governo burguês. Sua simpatia política inclinava-se para uma monarquia moderada.
Rousseau
Jean-Jacques
Rousseau é autor da obra “O contrato social”, na
qual afirma que o soberano deveria dirigir o Estado conforme a vontade do povo.
Apenas um Estado com bases democráticas teria condições de oferecer igualdade
jurídica a todos os cidadãos. Rousseau destacou-se também como defensor da
pequena burguesia.
Quesnay
François
Quesnay foi o representante oficial da fisiocracia. Os fisiocratas pregavam um
capitalismo agrário sem a interferência do Estado.
Adam
Smith
Adam
Smith foi o principal representante de um conjunto de ideias denominado
liberalismo econômico, o qual é composto pelo seguinte:
- o Estado é legitimamente poderoso se for rico;
- para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas;
- para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.
A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura.
- o Estado é legitimamente poderoso se for rico;
- para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas;
- para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.
A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura.
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